O Estado do País

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Isso é muito bonito, mas onde se estabelece o limite? A ti irritam-te fumadores e gordos. E se eu não quiser gastar do meu dinheiro para tratar malta que tem avcs e cirroses por enfardar sal e beber como esponjas? E se o meu vizinho do lado não quiser gastar do seu dinheiro para tratar diabéticos que se encheram de guloseimas e não fizeram exercício físico? E se o meu pai não quiser gastar o dinheiro dele a pagar tratamentos a quem vai a 100 Km/h onde devia ir a 70 ou 80? E a malta carregadinha de ácido úrico porque não deixa de comer as coisinhas que gosta? Algum de nós tem alguém na família que não tenha tido ou até falecido de algum problema de saúde que poderia, de uma forma ou de outra, ter evitado ou minimizado? O problema é que os Portugueses são muito críticos com o vizinho do lado e pouco ou nada consigo próprios.
Também sou dadora de sangue e medula e não perco um segundo a pensar em isenções. Aliás, nunca usufruí dela(s) e espero nunca ter de usufruir.
Com as taxas de impostos que se pagam neste país, todos, sem excepção, devíamos ser tratados como realeza no sistema nacional de saúde. E se há problemas, eles só existem por péssima gestão, pois pouco faltará para vivermos como norte-africanos mas pagamos impostos como se fossemos nórdicos.

Também me orgulho de não necessitar de isenções e podes não comer um único grama de açúcar e teres diabetes, mas até aceito que o dinheiro é mal gerido visto a saúde e a educação serem logo dos primeiros lugares que os cortam governos, quem sabe para engordar as seguradoras e a treta dos seguros de saúde, na verdade sou apologista do sistema social só me custa ter alguns a aproveitarem-se do resto
 
Também me orgulho de não necessitar de isenções e podes não comer um único grama de açúcar e teres diabetes, mas até aceito que o dinheiro é mal gerido visto a saúde e a educação serem logo dos primeiros lugares que os cortam governos, quem sabe para engordar as seguradoras e a treta dos seguros de saúde, na verdade sou apologista do sistema social só me custa ter alguns a aproveitarem-se do resto

A mim, a única coisa que me custa é pagar impostos e os que têm menos do que eu não poderem usufruir de alguns benefícios que os meus impostos lhes deviam proporcionar e não proporcionam porque quem nos (des)governa os orienta sabe Deus para onde. Há gente a deixar de fazer tratamentos oncológicos porque não consegue pagar o transporte. Isso é intolerável num país em que quem trabalha é sugado até ao tutano pela máquina fiscal e que nos devia envergonhar a todos. A questão é que para grande parte dos Portugueses os problemas sá o são quando nos batem à porta. Enquanto é na casa do vizinho, bem vai.
 
os impostos vão para autoestradas e pps que o senhor Sócrates fez e agora começamos a pagar e muita gente fica admirada com a sua prisão, de estranho só tem de ser tarde e de ser só ele, o senhor Passos tem um curriculo que não enche uma folha de papel higiénico e fala e governa-nos como se fosse o melhor, e já se fala de Guterres para presidente essa ratazana que fugiu mal o barco tremeu
 
Enquanto se falar destas questões em termos partidários, nada mudará. Já para não mencionar o óbvio: vivemos em democracia e desde há 40 anos que assim é, ou seja, os Portugueses são responsáveis pelas suas escolhas. Não fossemos um povo tão 'carneiro' e teríamos, certamente, melhores governantes porque eles temeriam o povo. Um povo que sai à rua para questionar a troca de padre na paróquia mas que fica em casa se tiver de lutar pelos seus direitos não é levado a sério muito menos por quem tem nas mãos o poder. Generalizando, os Portuguees consideram a corrupção um enorme problema, desde que não os beneficie ou a alguém próximo. Não é por acaso que a corrupção é transversal e chega aos pequeninos poderes. Vejam-se, por exemplo, os tachos e benefícios nas juntas de freguesia. Enquanto a mentalidade não mudar, não vejo que sejam possíveis grandes mudanças, independentemente de os governos irem mudando.
 
Enquanto se falar destas questões em termos partidários, nada mudará. Já para não mencionar o óbvio: vivemos em democracia e desde há 40 anos que assim é, ou seja, os Portugueses são responsáveis pelas suas escolhas. Não fossemos um povo tão 'carneiro' e teríamos, certamente, melhores governantes porque eles temeriam o povo. Um povo que sai à rua para questionar a troca de padre na paróquia mas que fica em casa se tiver de lutar pelos seus direitos não é levado a sério muito menos por quem tem nas mãos o poder. Generalizando, os Portuguees consideram a corrupção um enorme problema, desde que não os beneficie ou a alguém próximo. Não é por acaso que a corrupção é transversal e chega aos pequeninos poderes. Vejam-se, por exemplo, os tachos e benefícios nas juntas de freguesia. Enquanto a mentalidade não mudar, não vejo que sejam possíveis grandes mudanças, independentemente de os governos irem mudando.

'Nim'. Que culpa tem o povo de os políticos mentirem com os dentes todos? O atual então...

O povo está bastante descrente. As sondagens assim o indicam. Ninguém acredita no 'milagre' laranja e muito menos na salvação (2.0) rosa. Quanto aos protestos, verdade. O povo é pacífico. Mas o problema não é a falta deles. O problema é a organização dos partidos (com cargos prometidos e afins). Qualquer protesto servirá apenas para propaganda. O sectarismo ideológico e a irresponsabilidade dos partidos (e infelizmente dos militantes que os apoiam) que preferem fazer birras e joguinhos ao invés de melhorar a situação global encarregar-se-á do resto. Quando vier o próximo será sempre a mesma coisa. Prova disso são os slogans de campanha. Prometem sempre rutura com o passado :) (In)felizmente há 'pior'. A Bélgica tem 'alergia' a governos. Imagine-se Portugal na mesma situação.

Estamos na cauda da Europa. Não só em termos geográficos.

Quanto à corrupção, verdade. Pior mesmo é mesmo a racionalização (o pobre rouba, o rico desvia; o pobre mente, o rico prestou informações erradas; o BES não faliu, foi forçado a desaparecer). Exemplos são: 'Roubou mas fez obra' ou 'Os outros roubaram mais que eu'.
 
'Nim'. Que culpa tem o povo de os políticos mentirem com os dentes todos? O atual então...

O povo está bastante descrente. As sondagens assim o indicam. Ninguém acredita no 'milagre' laranja e muito menos na salvação (2.0) rosa. Quanto aos protestos, verdade. O povo é pacífico. Mas o problema não é a falta deles. O problema é a organização dos partidos (com cargos prometidos e afins). Qualquer protesto servirá apenas para propaganda. O sectarismo ideológico e a irresponsabilidade dos partidos (e infelizmente dos militantes que os apoiam) que preferem fazer birras e joguinhos ao invés de melhorar a situação global encarregar-se-á do resto. Quando vier o próximo será sempre a mesma coisa. Prova disso são os slogans de campanha. Prometem sempre rutura com o passado :) (In)felizmente há 'pior'. A Bélgica tem 'alergia' a governos. Imagine-se Portugal na mesma situação.

Estamos na cauda da Europa. Não só em termos geográficos.

Quanto à corrupção, verdade. Pior mesmo é mesmo a racionalização (o pobre rouba, o rico desvia; o pobre mente, o rico prestou informações erradas; o BES não faliu, foi forçado a desaparecer). Exemplos são: 'Roubou mas fez obra' ou 'Os outros roubaram mais que eu'.

Que culpa tem o povo? Uma parte assinalável. Porquê? Porque os políticos sabem que podem mentir porque o povo pouco ou nada liga. Muitos Portugueses não sabem viver em democracia e alguns talvez nem a mereçam, nomeadamente aqueles que dizem que 'antigamente' é que era bom. Os políticos não respeitam o povo e este, por vezes e infelizmente, não se sabe fazer respeitar. Não é uma questão de se ser pacífico. É uma questão de se ser 'manso'. São duas coisas distintas. Desresponsabilizar os que elegem quem nos governa não é uma boa opção. Este e outros governos anteriores não tomaram o poder pela força. Apenas um exemplo significativo: quantas vezes foi eleito pelos Portugueses o actual Presidente da República? Sou cidadã Portuguesa mas ao contrário da esmagadora maioria dos Portugueses sou-o por opção. Poderia não ser. Temos um país óptimo e com imensas coisas boas mas por vezes sou obrigada a concordar, mesmo que só um pouco, com aquela frase feita de que cada povo tem o governo que merece. Temo que como país sejamos sempre uma promessa por cumprir mas tenho esperança de que assim não seja.
 
o problema é nas eleições quase metade balda-se uns porque nem querem saber outros porque pensão que o voto não vale, depois quem vai votar votar a gente mais idosa vota sempre na mesma cor, a malta jovem vai a manifestações e acham que estamos mal mas quando é para votar baldam-se ou porque ta sol e é domingo vou passear ou chove e dá preguiça, desde a maioridade que voto e não falho e se calhar não fazia mal tornar o voto obrigatório, queixam-se 4 anos e quando têm poder baldam-se
 
Quadro comunitário de apoio ao desenvolvimento das regiões mais pobres... 2014-2020.

Algarve receberá no total apenas 319 milhões de euros (1,2%) do total de 25 mil milhões. :eek:

Fundo de Desenvolvimento Regional - 224,3 milhões
Fundo Social Europeu - 94,3 milhões
Inciativa para o Desenvolvimento Jovem - 8,6 milhões.
 
1507-1.jpg




Li este livro e recomendo.

Tem muitos paralelismos interessantes entre o passado e o presente.

De certa forma os funcionários públicos e os funcionários do Estado paralelo são comparáveis aos padres, frades e freiras que abundavam em Portugal no século XVIII. Os estrangeiros criticavam-nos por termos um excesso de teólogos que nada acrescentavam à riqueza do país.

Quando a exploração das ilhas e da costa de África se revelavam mais lucrativas, parte da nobreza sonhava com as conquistas em Marrocos, apesar de Ceuta ser um poço de desperdício de dinheiro e vidas. A opção por Marrocos venceu um século mais tarde com as consequência que todos conhecemos. De certa forma considero que uma saída abrupta e unilateral do euro poderia ser comparável à aventura de Alcácer-Quibir.

Em tempos de crise a nobreza roubava gado, colheitas e terras aos camponeses. Agora a nova nobreza está no Estado e nos partidos e em momentos de aflição aumenta e os impostos, regula, legisla, para proteger os seus interesses.
 
  • Gosto
Reactions: Maria Papoila
O Estado espanhol apresentou na ONU uma proposta de alargamento da plataforma continental, na qual reclama soberania sobre os recursos naturais de uma área marítima do Atlântico que inclui parte da zona exclusiva das ilhas Selvagens, cuja soberania também é reclamada por Portugal.

(...)

Citado pelo El País, o coordenador do projecto espanhol, Luis Somoza Losada, sustenta que esta proposta representa a "maior ampliação da soberania [espanhola] desde Cristóvão Colombo", e garante que, apesar de ser possível que não seja rentável extrai-lo, "há gás naquela zona". "Também pode haver petróleo", acrescenta Somoza.

Ainda segundo escreve o mesmo periódico, a resolução desta questão poderá mesmo passar por um acordo bilateral que permita a divisão equivalente da plataforma continental reclamada.

JdN
 
parece que o jardinismo esta a acabar, depois de usar o dinheiro de todos nós para enriquecer muita gente ligada ao psdm, não digo que não tenha feito coisas boas mas a verdade é que com o buraco que deixou muita gente engordou a carteira, veremos o que o Albuquerque faz
 
Publico aqui esta notícia do estrangeiro porque as conclusões serão autoevidentes.

No Chile, o país mais rico da América Latina, o presidente vai aumentar o poder dos sindicatos e impedir as empresas de substituir os trabalhadores que fazem greve. Além disso (e isso já referi em outras publicações), serão aumentados os impostos às empresas para financiar a educação gratuita. Não obstante os seus baixos impostos e reduzidos gastos governamentais, 10% dos chilenos têm 42% ($42 por cada $100) do rendimento disponível (disposable income - Na Espanha este valor é de 25% e nos EUA de 30%). Ou seja, o modelo económico (tendencialmente) liberal produziu uma desigualdade muito semelhante ao dos países ditos socialistas.
 
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