O Estado do País

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23. O governo é um desastre, agora lembra-se de cortar nas empresas e na classe média. Sempre a atacar quem consome.

24. Na constituição portuguesa não se mexe, mas corremos o risco de uma ditadura constitucional. Aqueles juízes chumbam tudo, apenas e só porque as leis estão na constituição..

Conclusão: os portugueses têm 2 estados de espírito, quando a vida corre bem pagam copos, trocam de carro, tiram férias lá fora, vestem-se na última moda. Mas quando corre mal, tudo o que mexe é mau, o vizinho é mau, o trabalho é mau e o subsídio é mau, tornamo-nos individualistas sem capacidade de pensar no futuro de todos!
 
E ainda acrescentava:

16. Cortar no número de deputados até seria bom, mas é injusto os partidos pequenos terem menos deputados (apesar de se manter a mesma %).

17. Eliminar as freguesias até é bom, desde que se mantenha a junta da minha terra.

18. Reduzir nas polícias até é bom, desde que os criminosos apenas rebentem caixas multibanco e não me assaltem a mim.

19. É mau aumentarem as rendas, e é mau as zonas históricas estarem a desertificar-se.

20. A culpa dos incêndios é dos velhinhos que não limpam a floresta, nem é tanto de quem acende o rastilho.

21. É mau um autarca ter saco azul, mas se fez obra, é bom.

22. Os bancos são uns beneficiados, não descansam enquanto não obtêm lucro. Nós nem sequer queremos juros, nem nos preocupamos se o banco abrir falência (desde que seja dos outros).

Não entendo o vosso comentário.

É a noção que os portugueses têm, ou as que dão aos portugueses?

Vitor Gaspar deu mais um exemplo desses ao referir que teriam de escolher o tipo de estado social. Isso definiria o montante dos impostos.

Se ele gosta de contabilidade, ele que demonstre por miúdos, algo para que a população em geral entenda para onde vão os gastos públicos. Desse modo, e desde que sejam explicadas as utilidades, as consequências de certa diminuição ou extinção de organismo, referindo a poupança que se adquiria com esse actos financeiros, a opinião dos portugueses seria diferente.
 
Não entendo o vosso comentário.

É a noção que os portugueses têm, ou as que dão aos portugueses?

Vitor Gaspar deu mais um exemplo desses ao referir que teriam de escolher o tipo de estado social. Isso definiria o montante dos impostos.

Se ele gosta de contabilidade, ele que demonstre por miúdos, algo para que a população em geral entenda para onde vão os gastos públicos. Desse modo, e desde que sejam explicadas as utilidades, as consequências de certa diminuição ou extinção de organismo, referindo a poupança que se adquiria com esse actos financeiros, a opinião dos portugueses seria diferente.

Então sendo assim, podemos pegar em tudo aquilo que o sócrates nos explicou (graças à sua capacidade exímia de comunicação) e acrescentar apenas que devido ao facto de 50% do montante acordado com a tróika ser apenas para pagar juros, não há dinheiro para investimentos públicos. Por outro, acrescentar que mais do que aumentar a receita, é preciso cortar na despesa, por exemplo nas centenas de fundações e observatórios (listados num post anterior). Explicar que a tróika já nos deu mais 1 ano extra, e explicar que o trabalho de todos os deputados da assembleia deveria também ser o levantamento de todas as despesas que possamos cortar.
Também é preciso explicar aos portugueses que fechar organismos, implica o despedimento massivo de trabalhadores, negociação, indemnização e pagamento de subsídios de desemprego!

Lousano, já viste a trapalhada em que estamos metidos?

O que Portugal deveria estar a discutir neste momento é o nosso futuro nos próximos 20 anos! Negar a realidade não ajuda.
 
Então sendo assim, podemos pegar em tudo aquilo que o sócrates nos explicou (graças à sua capacidade exímia de comunicação) e acrescentar apenas que devido ao facto de 50% do montante acordado com a troika ser apenas para pagar juros, não há dinheiro para investimentos públicos. Por outro, acrescentar que mais do que aumentar a receita, é preciso cortar na despesa, por exemplo nas centenas de fundações e observatórios (listados num post anterior). Explicar que a tróika já nos deu mais 1 ano extra, e explicar que o trabalho de todos os deputados da assembleia deveria também ser o levantamento de todas as despesas que possamos cortar.
Também é preciso explicar aos portugueses que fechar organismos, implica o despedimento massivo de trabalhadores, negociação, indemnização e pagamento de subsídios de desemprego!

Lousano, já viste a trapalhada em que estamos metidos?

O que Portugal deveria estar a discutir neste momento é o nosso futuro nos próximos 20 anos! Negar a realidade não ajuda.

Ninguém disse que seria fácil, mas é a única forma de reduzir efectivamente a despesa (medidas provisórias com cortes salariais??... o que é isto?).

Quando se pensa no actual, nas Câmaras Municipais (algumas com meia dúzia de km2 de área para servir - têm área de Junta); Institutos; Observatórios; Comissões; etc. ... Forças armadas, polícias, hospitais, escolas, bombeiros/sapadores ... etc., etc... - que existem em Portugal, sua localização (área de intervenção, serviço prestado), é óbvio que tem de ser actualizado sem ceder a pressões e isso não significará um menor serviço prestado, uma ilusão que muitos (as partes interessadas) querem dar.

Mas basta pensar que a troika, e bem a meu ver, queria reduzir a Câmaras Municipais, e os partidos políticos, todos sem excepção, levaram à extinção de Juntas de Freguesia (admitia-se até a extinção de muitas e criação de algumas) que são o organismo público mais próximo do cidadão.

Isto significará muitos postos de trabalho perdidos?

Certamente que sim, algumas dezenas de milhar, mas que devido á redução efectiva da despesa significaria um menor aumento de imposto/condições mais favoráveis para o investimento externo e com grande probabilidade um menor decréscimo da procura interna, além se ser uma solução muito mais credível exteriormente.
 
O Fundo Monetário Internacional considerou na noite desta quarta-feira que as perspectivas externas e o desemprego em Portugal dificultam o cumprimento dos objectivos do programa de ajustamento, sublinhando que “são precisos esforços adicionais” para consolidar as contas e impulsionar o crescimento.

O comité executivo do Fundo Monetário Internacional (FMI) concluiu o processo da quinta revisão do memorando de entendimento com Portugal, aprovando o pagamento de mais uma tranche de 1.500 milhões de euros em empréstimos.

“As fracas perspectivas externas e o aumento do desemprego aumentaram os riscos ao cumprimento dos objectivos do programa. São necessários esforços adicionais, com o apoio dos parceiros da zona euro, para fazer avançar a consolidação orçamental e impulsionar o crescimento de longo prazo”, afirmou Nemat Shafik, director do FMI, citado num comunicado da organização sobre Portugal divulgado na noite de quarta-feira.

O responsável do Fundo alertou ainda para o nível da dívida, que se prevê que atinja os 124% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2014, o que significa - explicou - que “diminuiu a margem de manobra” das autoridades portuguesas.

Para Shafik, a revisão prevista das despesas “iria ajudar a reequilibrar o esforço de ajustamento, que se baseia actualmente sobretudo em medidas do lado da receita”.

Reconhecendo que têm sido alcançados “progressos significativos” na gestão das contas públicas, o FMI entende que “são precisos esforços adicionais” também no que se refere à “aplicação das regras da despesa, à fiscalização fiscal, à manutenção das apertadas restrições orçamentais das empresas públicas e à redução dos custos das parcerias público-privadas (PPP)”.

Quanto à competitividade da economia portuguesa, Nemat Shafit admite que houve evoluções positivas em matéria de reformas estruturais (trabalho, habitação, tribunais), mas adverte para o facto de “estas reformas poderem demorar até darem frutos”, pelo que “devem ser consideradas alternativas para aumentar a competitividade do sector não transaccionável”.

Segundo um comunicado do Fundo, o total dos empréstimos feitos pelo FMI a Portugal já atingiu 21.800 milhões de euros, de um total previsto de 28.200 milhões. O montante total do pacote de assistência financeira da ‘troika’ (que também inclui a Comissão Europeia e o Banco Central Europeu) ascende a 78 mil milhões de euros.

Fonte: Público
 
Em síntese, abdicar de uma série de coisas conquistadas para pagar 37000 milhões de euros só em juros a entidades que irão injectar o dinheiro sabe-se aonde e em quê. Não falamos de privados que investiram poupanças ou empresários, falamos mesmo do FMI/UE/BCE esses três que estão cá apenas para ajudar o pessoal.

Seria muito em vez de 4% aplicarem 0% de juros e darem mais tempo a um ajustamento ? sim porque penso que a missão e os valores deles não é obter lucros ou mais valias mas sim regular/apoiar. Para se perder 20% de poder de compra em um ano, mais valia irmos logo para a Bancarrota e vir o escudo mesmo com uma desvalorização nessa ordem. Assim pelo menos não estariamos numa submissão em forma de chama que nos vai queimando neste lume brando.

Não estará na altura de uma ruptura com estas politicas falhadas que não dão sequer para pagar os malditos juros?
 
Não me parece que ficássemos só por uma redução de 20% do poder de compra. As consequências seriam bem mais graves a todos os níveis, mas é uma opção e não tarda será a única opção.
 
Em síntese, abdicar de uma série de coisas conquistadas para pagar 37000 milhões de euros só em juros a entidades que irão injectar o dinheiro sabe-se aonde e em quê.

Esse montante de 50% é para pagar juros e tranches que temos de pagar relativamente a dívidas que vão vencendo. Ou seja, não é para aplicar sei lá aonde e por quem.. :)

Tem destino imediato, é como se nem passasse por Portugal. Vai direitinho para quem nos emprestou dinheiro nas últimas décadas. Enfim, são os tais 200mil milhões de euros que o estado deve e que se pagam também com juros. Podemos não pagar, fazer "default", mas depois quem nos emprestaria mais?

Eu não emprestava..
 
Esse montante de 50% é para pagar juros e tranches que temos de pagar relativamente a dívidas que vão vencendo. Ou seja, não é para aplicar sei lá aonde e por quem.. :)

..

falo dos juros à Troika, aos juros pelos 70000 milhões emprestados. O dinheiro emprestado é para pagar juros e dividas do estado a fornecedores e outros compromissos. Mas falo dos juros à própria "troika" e esses é que acho que não sei para onde vão. A essência da troika não é tirar mais valias e proveitos próprios...
 
Em síntese, abdicar de uma série de coisas conquistadas para pagar 37000 milhões de euros só em juros a entidades que irão injectar o dinheiro sabe-se aonde e em quê. Não falamos de privados que investiram poupanças ou empresários, falamos mesmo do FMI/UE/BCE esses três que estão cá apenas para ajudar o pessoal.

Seria muito em vez de 4% aplicarem 0% de juros e darem mais tempo a um ajustamento ? sim porque penso que a missão e os valores deles não é obter lucros ou mais valias mas sim regular/apoiar. Para se perder 20% de poder de compra em um ano, mais valia irmos logo para a Bancarrota e vir o escudo mesmo com uma desvalorização nessa ordem. Assim pelo menos não estariamos numa submissão em forma de chama que nos vai queimando neste lume brando.

Não estará na altura de uma ruptura com estas politicas falhadas que não dão sequer para pagar os malditos juros?


Falta coragem para cortar, como disse o Paulo Morais em Portugal só há 5 ou 6 fundações dignas desse nome, entre elas a Gulbenkian, e como têm recursos próprio nem precisam de dinheiro do Estado. É acabar com tudo o resto, muitas só servem para os proprietários não pagarem impostos. Seriam cerca de 2 mil milhões de poupança. Acabar também com os colégios com contrato de associação, seriam mais 150 ou 200 milhões de poupança. Encerrar vários institutos, rever apoios a IPSS's, cujas contas deveriam ser públicas. Só aqui estavam uns 5 mil milhões de poupança, assim por alto. Dava quase para acabar com o IRC.
 
Esse montante de 50% é para pagar juros e tranches que temos de pagar relativamente a dívidas que vão vencendo. Ou seja, não é para aplicar sei lá aonde e por quem.. :)

Tem destino imediato, é como se nem passasse por Portugal. Vai direitinho para quem nos emprestou dinheiro nas últimas décadas. Enfim, são os tais 200mil milhões de euros que o estado deve e que se pagam também com juros. Podemos não pagar, fazer "default", mas depois quem nos emprestaria mais?

Eu não emprestava..

Se sairmos do euro, precisaremos de novo empréstimo, quem nos emprestará? O país está tomado por coutadas, quem garante que com o escudo o dinheiro chegaria às PME's? Chega de ilusões, com euro ou com escudo enquanto não nos livrarmos da corja partidária e dos interesses que giram em torno dos partidos nunca nos poderemos desenvolver.
 
Se sairmos do euro, precisaremos de novo empréstimo, quem nos emprestará? O país está tomado por coutadas, quem garante que com o escudo o dinheiro chegaria às PME's? Chega de ilusões, com euro ou com escudo enquanto não nos livrarmos da corja partidária e dos interesses que giram em torno dos partidos nunca nos poderemos desenvolver.

Isso é verdade, temos mesmo de nos livrar de toda a corja que alimenta os partidos!

Se Portugal saísse do euro, saia da troika. Ficava sem condições de empréstimo, e teria de negociar com o FMI.

Nós temos de pensar Portugal a 20 anos, porque mesmo que conseguissemos regressar aos mercados a juros comportaveis, facilmente cairiamos na falência outra vez, e dessa ninguém nos iria salvar, mais valia nessa circunstância fazer default!
 
Falta coragem para cortar, como disse o Paulo Morais em Portugal só há 5 ou 6 fundações dignas desse nome, entre elas a Gulbenkian, e como têm recursos próprio nem precisam de dinheiro do Estado. É acabar com tudo o resto, muitas só servem para os proprietários não pagarem impostos. Seriam cerca de 2 mil milhões de poupança. Acabar também com os colégios com contrato de associação, seriam mais 150 ou 200 milhões de poupança. Encerrar vários institutos, rever apoios a IPSS's, cujas contas deveriam ser públicas. Só aqui estavam uns 5 mil milhões de poupança, assim por alto. Dava quase para acabar com o IRC.

Na Questão das Fundações concordo com cortes, assim como nos Obervatórios. Mas é um processo que tem de ser analisado caso a caso, Conheço uma fundação para os lados de Gouveia que tem feito um trabalho excelente, tem recuperado e tratado uma série de pessoas com necessidades especiais, algumas do foro da saúde mental. Faz um trabalho que compete ao estado como responsavel por estes cidadãos, muitos nem familia com condições de acolhimento têm. Na época medieval a chamada "loucura" era largada pelas cidades e colocada a correr pelos campos, ou enclausurada em cadeias, pois eram a antítese dos valores da burguesia, havia duas variáveis o útil e o inútil. Desde aí grandes progressos foram feitos nesta área, e o maior trabalho foi desenvolvido pelas IPSS e algumas fundações. Já antes do 25 de Abril o estado cuidava destes doentes. Este é um caso, deve haver mais.... Não entremos numa ruptura com os valores que alicerçam a nossa sociedade.
 
Na Questão das Fundações concordo com cortes, assim como nos Obervatórios. Mas é um processo que tem de ser analisado caso a caso, Conheço uma fundação para os lados de Gouveia que tem feito um trabalho excelente, tem recuperado e tratado uma série de pessoas com necessidades especiais, algumas do foro da saúde mental. Faz um trabalho que compete ao estado como responsavel por estes cidadãos, muitos nem familia com condições de acolhimento têm. Na época medieval a chamada "loucura" era largada pelas cidades e colocada a correr pelos campos, ou enclausurada em cadeias, pois eram a antítese dos valores da burguesia, havia duas variáveis o útil e o inútil. Desde aí grandes progressos foram feitos nesta área, e o maior trabalho foi desenvolvido pelas IPSS e algumas fundações. Já antes do 25 de Abril o estado cuidava destes doentes. Este é um caso, deve haver mais.... Não entremos numa ruptura com os valores que alicerçam a nossa sociedade.

Mago, a minha opinião é esta:

http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/opiniao/paulo-morais/fraudes--fundacoes
 
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