O Estado do País

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Este é um tempo muito dado a radicalismos e extremismos.
Por outro lado, cada um de nós tem a sua visão sobre a actualidade, uns mais alicerçados na sua doutrina ou ideologia política\económica\social, outros no seu pensamento.

É um espaço de debate sereno, civilizado e de troca de argumentos, não de galhardetes.

A verdade anda algures aí, mas requer uma análise cuidada e balizada entre aquilo que é o meu pensamento\desejo, e aquilo que eu não domino.

Sejamos coerentes, e não embandeiremos em teorias da conspiração só porque obedecem melhor ao que vai de encontro ao que penso. Isso é fugir à verdade, ainda que a teoria assuma algum pressuposto de verdade - este pressuposto é que deve ser analisado, debatido, para que tiremos daí algo mais útil para nós.

Se o objectivo for cada um ficar na sua, colocar "posts" vazios de conteúdo, este espaço perde a sua identidade.

Para todos os efeitos, aqui é um espaço de DIÁLOGO: "Discussão ou troca de idéias, conceitos, opiniões, objetivando a solução de problemas e a harmonia".
 
O conceito de neo-liberal varia muito de pessoa para pessoa. Por isso sempre que me falam em neo-liberais pergunto: o que é um neo-liberal? :lmao:

A discussão ideológica sobre modelos sociais e económicos que temos na actualidade é uma construção que surgiu após a Revolução Francesa, e para mim não passa de uma futilidade perigosa que só trouxe desgraça para a Humanidade. Daí resultou o Reino do Terror da Revolução, o comunismo, fascismo, nacional-socialismo alemão, maoismo, etc. Centenas de milhões de mortos ao longo de pouco mais de dois séculos. A Verdade sobre a Humanidade é só Uma, e está nos Antigos. Tudo o resto é pura especulação, a especulação da desgraça que nasceu com a Teologia cristã.

Posto isto, e pegando no sábio Maquiavel, cada povo tem uma solução de governabilidade adaptada à sua cultura. O neo-liberalismo até poderá ser a solução para alguns povos, e vemos como a Austrália, que é um dos países mais liberais do mundo, também é um dos países mais ricos e com um IDH mais elevado. Já a Noruega tem um modelo que mistura Estado Social e economia de mercado que parece ajeitar-se à sua cultura luterana, e também tem excelentes indicadores económicos e sociais.

Alguns países funcionam mesmo apenas com ditadura, e em ditadura podem ter a liberdade que não teriam em democracia. A Líbia, com Kadafi, era o país africano com um IDH mais elevado. Saiu Kadafi e veio o caos, tal como virá para o Egipto.

No caso português a melhor solução parece-me ser um Estado mínimo, impostos muito baixos e uma forte regulação em algumas áreas, mormente na Educação, para prevenir os abusos, facilitismos, corrupção ou tráfico de influências. No país como Portugal o Estado Social está condenado ao fracasso, dado vivermos numa cultura que não valoriza a comunidade, que dá primazia aos seus, que não entende o conceito de bem comum. Tal não constitui nenhuma catástrofe, e há exemplos de regiões ou países com cultura idêntica que no passado ou no presente têm bons indicadores, caso do Norte de Itália ou da Argentina no século XIX.

A harmonização fiscal na Europa destruirá os países do Sul, onde os povos não querem pagar impostos altos, e onde não valorizam o bem comum. E como os povos não se mudam por decreto ou em cimeiras, o aprofundamento da construção de um Super Estado terminará em catástrofe, tal como terminaram todas as outras grandes experiências sociais do século passado.
 
liberdade de circulação de capitais...

impostos baixos para rendimentos de empresas e impostos altos para rendimentos de trabalho...

ausência do estado nos monopólios naturais...

depradação de recursos naturais...

ausência de sentido coletivo...

a especulação substitui a previdência...

a competição substitui a cooperação...

a regulação desaparece ou torna-se incipiente...

os preços deixam de ter relação com os produtos...

a vida útil dos produtos desaparece...

a durabilidade e a resiliência são substituídos pela novidade permanente...

os produtos concretos desaparecem e passa a sugestionar-se sensações/imagens/desejos...
 
liberdade de circulação de capitais...:huh:

impostos baixos para rendimentos de empresas e impostos altos para rendimentos de trabalho...

ausência do estado nos monopólios naturais...

depradação de recursos naturais...

ausência de sentido coletivo...

a especulação substitui a previdência...

a competição substitui a cooperação...:huh:

a regulação desaparece ou torna-se incipiente...

os preços deixam de ter relação com os produtos...

a vida útil dos produtos desaparece...:huh:

a durabilidade e a resiliência são substituídos pela novidade permanente...

os produtos concretos desaparecem e passa a sugestionar-se sensações/imagens/desejos...:huh:

Eu concordo com o que escreves nalgumas coisas. Mas há afirmações tuas que contradizem a ideologia que subentende-se nas tuas palavras.

A liberdade de circulação de capitais é benéfica para a democratização e acesso de todos à riqueza (leia-se "ao dinheiro"). Sem ela, o estado é que tudo controla e distribui a riqueza a seu bel-prazer...

A competição é que nos leva a superar e a querer evoluir. Sem esta, pouco ou nada nos motivaria a aumentar a riqueza, a produção, as vendas. E sem isso não se criaria riqueza que flui para o emprego.

A vida útil dos produtos, nomeadamente dos alimentares tem crescido de forma bem mais notória.
Quanto aos outros, é a "democratização" do consumo que levou a isso, isto é, sem a equivalente qualidade dos produtos "premium", todos tem acesso a uma gama imensa de produtos que de outra forma NUNCA teriam. Esta é a essência do produto com menor vida útil. Só consome quem quer. De outra forma: quem quer melhor produto PAGA - se assim puder. Os custos de produção, transporte, comercialização e, evidentemente com lucro, a isto levam...

"...e passa a sugestionar-se sensações/imagens/desejos" - não é esta a essência da ideologia de esquerda? ;)
Repare-se que se por um lado se é levado a adquirir determinado produto\serviço, por outro lado a eterna saciedade humana leva a isso.

Culpabilizar-se uma hipotética agenda política\ideológica\social pelas causas desta crise é profundamente errado, porque no fim de contas somos todos nós
icon13.gif
que estamos na génese deste momento conturbado.
 
Sim, isto devia estar livre de preconceitos e livre de vinculação a qualquer partido ou ideologia, pois sabemos no que dá, aplicar a realidade vista da nossa janela de vidro duplo com corte termico e umbreiras douradas, não dá com nada.
Por isso este topico deve e deveria ser canalizado para a realidade do que se passa no terreno e nos diversos locais do pais, temos cá users para isso.
Como é bom ver um bom jogo de futebol sem termos um clube favorito;)
 
Eu concordo com o que escreves nalgumas coisas. Mas há afirmações tuas que contradizem a ideologia que subentende-se nas tuas palavras.

A liberdade de circulação de capitais é benéfica para a democratização e acesso de todos à riqueza (leia-se "ao dinheiro"). Sem ela, o estado é que tudo controla e distribui a riqueza a seu bel-prazer...

A competição é que nos leva a superar e a querer evoluir. Sem esta, pouco ou nada nos motivaria a aumentar a riqueza, a produção, as vendas. E sem isso não se criaria riqueza que flui para o emprego.

A vida útil dos produtos, nomeadamente dos alimentares tem crescido de forma bem mais notória.
Quanto aos outros, é a "democratização" do consumo que levou a isso, isto é, sem a equivalente qualidade dos produtos "premium", todos tem acesso a uma gama imensa de produtos que de outra forma NUNCA teriam. Esta é a essência do produto com menor vida útil. Só consome quem quer. De outra forma: quem quer melhor produto PAGA - se assim puder. Os custos de produção, transporte, comercialização e, evidentemente com lucro, a isto levam...

"...e passa a sugestionar-se sensações/imagens/desejos" - não é esta a essência da ideologia de esquerda? ;)
Repare-se que se por um lado se é levado a adquirir determinado produto\serviço, por outro lado a eterna saciedade humana leva a isso.

Culpabilizar-se uma hipotética agenda política\ideológica\social pelas causas desta crise é profundamente errado, porque no fim de contas somos todos nós
icon13.gif
que estamos na génese deste momento conturbado.

Nem mais, pouco mais a acrescentar!

Num país onde o estado tudo controla, acaba a competitividade das empresas, o desenvolvimento de novos produtos e serviços. E como tal, em termos de vida útil, sem concorrência não haveria nunca necessidade de melhorar, ou pelo menos no que toca à vida útil, ter uma gama de produtos com o mesmo fim e diversas escolhas a preços diferentes vs vida útil diferente.
 
Bom texto de Adolfo Mesquita Nunes.

A carta dos 70​

Esta carta representa tudo o que Portugal foi e tudo o que, por três vezes na nossa história recente, nos levou a pedir ajuda externa​

Na semana passada, 70 personalidades lideradas por Mário Soares, quase todas de esquerda e dizendo-se intérpretes da vontade popular, escreveram uma carta ao primeiro-ministro exigindo-lhe mudança de políticas ou, em alternativa, a sua demissão.

Note-se, em primeiro lugar, a arrogância dos signatários da carta: consideram-se os justos representantes do clamor popular.

Não sabemos quem, de entre o povo, lhes passou o mandato popular. Nem sabemos de que forma ou em que momento foi esse mandato conferido. E não sabíamos – eu, pelo menos, não sabia – que o povo, nos seus milhões de vontades e aspirações, consegue formar uma vontade una, indivisível, totalitária, revelada aos 70 e por estes apropriada.

Sabemos apenas, ou não fosse a esmagadora maioria dos signatários de esquerda (o que oferece, como se sabe, o pressuposto da bondade e da identificação com o bem comum), que se sentem justos representantes do povo.

Eles é que sabem, os 70. Não foram eleitos, os 70; não foram a votos, os 70; não pediram mandato, os 70; nem receberam procuração, os 70. Mas isso são pormenores: eles é que sabem. Porque sim. Talvez por serem de esquerda.

Note-se, em segundo lugar, o desprezo, porque é disso que se trata, com que os signatários tratam a Constituição e, já agora, os portugueses (sim, os portugueses).

A Constituição tem regras sobre a nomeação e demissão do governo – regras que os signatários deviam conhecer, até porque andam sempre com a Constituição no verbo – e que de forma alguma autorizam uma espécie de conselho de sábios a arrogar-se o direito ou dever ou poder de determinar o momento a partir do qual um governo deve ser demitido ou pedir a sua demissão.

E essas regras pressupõem, basta lê--las, a democracia parlamentar. É o parlamento que representa, para o que ora nos interessa, a vontade popular. E é no parlamento que se formam as maiorias necessárias para manter ou não um governo.

Aquilo que os signatários da carta demonstram pelo parlamento e, por isso, pelos portugueses que o elegeram, não é outra coisa senão desprezo, como se o parlamento não servisse para nada ou, pior, como se o parlamento não representasse a vontade popular.

Serei só eu a considerar grave que haja deputados (sim, há deputados entre os signatários) a querer, através desta carta, obter algo que, negado nas urnas, nem sequer tentaram no parlamento?

Note-se, enfim, a displicência dos signatários.

Críticas, é só lê-las espalhadas pelos parágrafos da carta. Soluções alternativas, daquelas que se podem propor no parlamento, estilo faça-se x ou legisle-se no sentido y, é que está quieto. Mande-se abaixo o governo, porque sim e porque não é de esquerda. Para fazer o quê é que não se sabe. Parece que não é preciso e que basta dizer crescimento, crescimento, crescimento.

Esta carta, no consenso que arrogantemente pretende iludir e no espelho que procura ser da elite portuguesa, funciona afinal como paradoxo.

O país entrou em pré-bancarrota depois de décadas de irresponsabilidades que foram consentidas, toleradas e muitas vezes aplaudidas apenas porque embrulhadas num qualquer amanhã que canta, porventura ao gosto de alguns dos 70. Esta carta representa tudo o que Portugal foi e tudo o que, por três vezes na nossa história recente, nos levou a pedir ajuda externa.

Nada me move contra os 70 signatários. Sou admirador de uns, leitor compulsivo de alguns e até, orgulho-me, amigo de outros. Mas nem a admiração, nem o gosto nem a amizade me impedem de considerar que o caminho defendido pelos 70, na parte que tem de perceptível, procura a perpetuação de um modelo socialista que não consigo defender e que nos arruinou.

Jurista e deputado do CDS

link: http://www.ionline.pt/opiniao/carta-dos-70
 
Defender a Constituição é um bocado Socialista não? Não estou a ver o AMN a defender a Constituição nem o Socialismo.

O erro da carta é ela não ser dirigida ao Presidente da República actual.
 
Defender a Constituição é um bocado Socialista não? ...

E defender a constituição, sabendo nós que está descontextualizada com o evoluir dos tempos?

A constituição é uma carta de princípios, muito útil, afirmadora de uma liberdade conquistada no 25 de Abril, que nasceu de abrangente consenso político e, porventura social, nos idos da década de 70.
Foi ocasionalmente alterada, mas nestes tempos de radicalismo sócio-político é quase uma carta "sacramental" que só poderá ser alterada se os senhores que a criaram derem o seu aval...
Nada de mais errado! Até porque muitos não evoluíram no seu pensamento, na sua percepção da evolução dos acontecimentos.

Estamos como que presos no tempo se a situação não muda. E assim está Portugal castrado no seu progresso pela tacanhez de alguns, para quem mudar é retroceder no tempo. É altura de tirarmos a voz a alguns senhores, entre os quais orbitam pseudo-personalidades como certos figurões deste grupelho dos 70.

Nestes tempos não precisamos de cisões profundas ou revoluções. Precisamos sim de ideias, de união, de maior colectivismo, de associativismo, para uma EVOLUÇÃO.:)
 
liberdade de circulação de capitais...

1. impostos baixos para rendimentos de empresas e impostos altos para rendimentos de trabalho...

ausência do estado nos monopólios naturais...

2. depradação de recursos naturais...

ausência de sentido coletivo...

a especulação substitui a previdência...

a competição substitui a cooperação...

3. a regulação desaparece ou torna-se incipiente...

4. os preços deixam de ter relação com os produtos...

5. a vida útil dos produtos desaparece...

6. a durabilidade e a resiliência são substituídos pela novidade permanente...

7. os produtos concretos desaparecem e passa a sugestionar-se sensações/imagens/desejos...

Qual é o autor liberal que defende a frase 1? Qual deles defende que se deve taxar fortemente os rendimentos do trabalho?

E a frase 2, qual a vertente liberal que a defende? O partido do governo chinês?

A frase 3 aplica-se de facto ao liberalismo, e só mostra o quão anti-liberal é este governo, que tem atacado forte e feio na regulação. Agora até simples promoções de hipermercados serão reguladas, para não falar do reforço de poderes da ASAE e da AdC.

A frase 4 aplica-se exactamente a um mercado fortemente regulado e estatizado. Basta verificar o que acontece com os preços de alguns medicamentos totalmente comparticipados pelo Estado, estão com um preço altamente acima do seu valor de mercado, porque têm a certeza que independentemente do seu custo, serão sempre adquiridos.

As frases 5, 6 e 7 não têm nada a ver com esta discussão, é apenas o reflexo de uma sociedade fútil, acrítica, virada para o consumo desmesurado, transversal a todo o mundo, dos EUA à China. Também se pode fazer uma metáfora com o governo de Sócrates, e o teu tão amado investimento público.


Não percebo a lógica, a esquerda adora invocar os fantasmas de Salazar por tudo e por nada, ainda não se aperceberam que o homem está morto há 42 anos, e não tem mais que meia dúzia de seguidores?

Igualzinha é a obsessão de ambas as seitas: Salazar. Por motivos opostos, tanto o autarca de Santa Comba Dão como os seus adversários na matéria vivem assombrados por um fantasma, imputando-lhe virtudes que nunca possuiu ou culpas que há muito caducaram. Uns e outros lembram a proverbial noiva que, meio século decorrido, ainda espera o noivo que a abandonou no altar - para consumar a cerimónia ou terminá-la aos tiros. Os convidados partiram, o tempo passou, as teias cobriram o bolo, o vestido é um farrapo. E o noivo não volta: Salazar não nos resgatará da penúria vigente nem é responsável por ela. Em 2012, convinha que alguém informasse a pobre velhinha. Ou velhinhas, que são muitas.

http://www.dn.pt/inicio/opiniao/int...o%20Gon%E7alves&tag=Opini%E3o%20-%20Em%20Foco

Bom texto de Adolfo Mesquita Nunes.

A carta dos 70 é das coisas mais patéticas dos últimos tempos na política nacional. 70 pessoas ligadas ao PS e ao BE querem que o governo mude de política, ou então se demita. Para além das incongruências legais avançadas pelo AMN, espanta-me que isto seja notícia, que até abriu os telejornais. Qual é o espanto de 70 pessoas ligadas ao PS e ao BE quererem que o governo mude de políticas? Só demonstra a palermice que grassa nas redacções de muitos órgãos de comunicação social. Amanhã descobrirão que a terra afinal é redonda.

Mais espantoso é o principal signatário da carta ser Mário Soares. O "amigo dos americanos", traficante de diamantes, o homem que tanto defendeu a austeridade durante a intervenção do FMI na década de 80, revela, uma vez mais, que está senil.
Por outro lado é de realçar que todos os dinossauros do regime, os que mais se aproveitaram dele, estarem todos a estrebuchar (é muito bom sinal), até o Freitas do Amaral apoia essa carta. Temos do mesmo lado da barricada Freitas do Amaral e Boaventura Sousa Santos!!!
 
:( :huh:

ÂMBITO E CONTEÚDO:

Esta documentação ilustra a vida rural e social do Algarve. Os temas representados são: retratos, retratos de estúdio e retratos de grupo, casamentos, interiores de casas, lojas e fábricas, ciclistas, cortejos, desfile de bombeiros (Faro), Sporting Club Farense, touradas, lavadeiras, automóveis e máquinas fotográficas.

1033 Caixas

35.000 documentos fotográficos.

DATAS DE PRODUÇÃO:

1889 a 1950

O equipamento fotográfico antigo encontrava-se num depósito em Belém, na Av. da Índia, de onde foi transferido em Julho de 1999 para as instalações do Centro Português de Fotografia, no Porto.

HISTÓRIA ADMINISTRATIVA/BIOGRÁFICA/FAMILIAR:

Esta casa fotográfica desenvolveu a sua actividade na R. de Alportel, 67, em Faro. Na documentação existe referência a quatro nomes, pelos quais se designou esta casa fotográfica: Photographia Artística Samorrinha, Foto Samorrinha - Faro, Samorrinha Foto - Faro, Foto Artística Samorrinha –Faro.

CONDIÇÕES DE ACESSO:

Documentação não acessível ao público e que aguarda tratamento.

http://digitarq.dgarq.gov.pt/details?id=1202748

Se precisarem de voluntários eu apanho o comboio para o Porto e vou catalogar as fotografias... Isto eu fazia de graça! :mad:
 
O conceito de neo-liberal varia muito de pessoa para pessoa. Por isso sempre que me falam em neo-liberais pergunto: o que é um neo-liberal? :lmao:

A discussão ideológica sobre modelos sociais e económicos que temos na actualidade é uma construção que surgiu após a Revolução Francesa, e para mim não passa de uma futilidade perigosa que só trouxe desgraça para a Humanidade. Daí resultou o Reino do Terror da Revolução, o comunismo, fascismo, nacional-socialismo alemão, maoismo, etc. Centenas de milhões de mortos ao longo de pouco mais de dois séculos. A Verdade sobre a Humanidade é só Uma, e está nos Antigos. Tudo o resto é pura especulação, a especulação da desgraça que nasceu com a Teologia cristã.

Posto isto, e pegando no sábio Maquiavel, cada povo tem uma solução de governabilidade adaptada à sua cultura. O neo-liberalismo até poderá ser a solução para alguns povos, e vemos como a Austrália, que é um dos países mais liberais do mundo, também é um dos países mais ricos e com um IDH mais elevado. Já a Noruega tem um modelo que mistura Estado Social e economia de mercado que parece ajeitar-se à sua cultura luterana, e também tem excelentes indicadores económicos e sociais.

Alguns países funcionam mesmo apenas com ditadura, e em ditadura podem ter a liberdade que não teriam em democracia. A Líbia, com Kadafi, era o país africano com um IDH mais elevado. Saiu Kadafi e veio o caos, tal como virá para o Egipto.

No caso português a melhor solução parece-me ser um Estado mínimo, impostos muito baixos e uma forte regulação em algumas áreas, mormente na Educação, para prevenir os abusos, facilitismos, corrupção ou tráfico de influências. No país como Portugal o Estado Social está condenado ao fracasso, dado vivermos numa cultura que não valoriza a comunidade, que dá primazia aos seus, que não entende o conceito de bem comum. Tal não constitui nenhuma catástrofe, e há exemplos de regiões ou países com cultura idêntica que no passado ou no presente têm bons indicadores, caso do Norte de Itália ou da Argentina no século XIX.

A harmonização fiscal na Europa destruirá os países do Sul, onde os povos não querem pagar impostos altos, e onde não valorizam o bem comum. E como os povos não se mudam por decreto ou em cimeiras, o aprofundamento da construção de um Super Estado terminará em catástrofe, tal como terminaram todas as outras grandes experiências sociais do século passado.

Creio que estou de acordo contigo. Pelo menos quando dizes que para cada cultura, cada sistema ideal. Inteiramente de acordo.

Falaste dos sistemas nórdico e da Austrália. Lembro-me assim de repente de mais dois sistemas que funcionam bem nos seus contextos culturais: a monarquia absoluta (mas benigna) no Butão e no Dubai, e o governo comunista em Kerala, na Índia (que apesar de se assumir assim, deixa funcionar uma economia livre, que na Índia é prática comum e completamente desregulada - típica na cultura deles). Esses sistemas normalmente funcionariam (e funcionaram) muito mal noutros países. A Áustria é outro país onde a social democracia também funciona muito bem.

Agora é possível que em Portugal um sistema de Estado mínimo funcionasse e fosse o melhor sistema. Eu até acho que os Portugueses são um povo um pouco anti-regras e libertário nesse sentido económico, mas conservador em valores. Aproximar a cultura da Europa central em Portugal obviamente não funciona.

O problema é com um sistema deles, de estado mínimo deixar o mercado evoluir sozinho: isso parece impossível dentro do âmbito europeu.

Porque já somos governados efectivamente pela Troika, "limitados" pela moeda comum, e já quase não temos produção nacional. O que sugeres face a isso? Parece que já nos embrulhamos demasiado nesta situação. E se reduzires os impostos, como pagarias a dívida?

E o que queres dizer sobre a verdade estar "nos antigos"?
 
Jornalista denuncia corrupção, leva com processo crime movido por generais angolanos.

Editora de Rafael Marques arguida por publicar Diamantes de Sangue


Bárbara Bulhosa, responsável da editora Tinta-da-China, que publicou o livro do jornalista angolano Rafael Marques Diamantes de Sangue: Tortura e Corrupção em Angola, será constituída arguida no processo-crime que generais e empresas angolanas abriram contra Marques, por difamação.

Em causa está uma investigação de anos feita por Rafael Marques, e publicada no livro, sobre empresas de extracção mineira nas Lundas angolanas, onde vários generais são acusados de cumplicidade com a violação de direitos humanos. No livro publicado em 2011, Marques denuncia ainda "a promiscuidade entre poder político-militar e o negócio dos diamantes".

Bárbara Bulhosa será ouvida em Janeiro pelo Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) de Lisboa.“Li o livro, achei que estávamos perante uma investigação séria”, disse nesta sexta-feira ao PÚBLICO. “A minha posição é essa: reconheço a credibilidade do trabalho de Rafael Marques e por isso publiquei-o.”

Rafael Marques foi recentemente constituído arguido num processo-crime aberto em Portugal, acusado de difamação por generais angolanos e empresas que operam nas zonas diamantíferas em Angola – a Sociedade Mineira do Cuango e TeleService, empresa que já abandonou a zona de extracção de diamantes.

Em entrevista ao PÚBLICO, em Novembro, o jornalista revelava que, desse grupo que abriu o processo-crime, constavam o general Hélder Vieira Dias “Kopelipa”, ministro de Estado e chefe da casa militar da Presidência da República, o general António dos Santos França “Ndalu”, deputado do MPLA e presidente da De Beers em Angola, empresa sul-africana de diamantes, entre outros.

O mesmo grupo de pessoas, disse na altura, já tinha sido acusado anteriormente pelo jornalista “dos mesmos crimes, embora de factos por vezes diferentes”. Marques acrescentou ainda: “Este caso em Portugal apareceu depois de uma queixa-crime que eu apresentei em Luanda, em Novembro de 2011, denunciando os generais por crimes contra a humanidade” – queixa esta que acabaria por ser arquivada pela justiça angolana.

Rafael Marques é jornalista de investigação, reconhecido internacionalmente, e tem escrito no site Makangola sobre corrupção e violação de direitos humanos em Angola.
http://www.publico.pt/portugal/noti...uida-por-publicar-diamantes-de-sangue-1576578
http://www.jn.pt/PaginaInicial/Seguranca/Interior.aspx?content_id=2931771
 
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