O Estado do País

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Nacionalização do Banif... Investimento de 1100 milhões de euros...

O banco devolve investindo em dívida pública...

«Em primeiro lugar, a linha de apoio à recapitalização pública, criada no âmbito do acordo com a troika, existe para isto mesmo, para apoiar, com juros elevadíssimos, os programas de recapitalização dos bancos cujos accionistas não tem disponibilidade para o fazer.»

Sempre o mesmo padrão. Os accionistas só existem para levantar os lucros, não para salvar as sociedades de que fazem parte.

 
Editado por um moderador:
resta-nos rezar e acreditar que no futuro seremos mais sociais e menos capitalistas
 
Por vezes a ideologia politica causa um certo nevoeiro informacional.

Depois de se cirticar tudo e mais alguma coisa onde se invista alguma coisa no campo coletivo ou social, bate-se palmas por um emprestimo de 1100 milhões de euros posteriormente pagos com o esforço e sacrificio de todos.

De um banco com sede em paraiso fiscal, obviamente não tarda temos outro BPN. Mas prontos, a este já vale a pena salvar.

Preparem-se para mais uma medidazinhas, alguém tem de pagar estes desvaneios neo-liberais.
 
Despedida a Hugo Chávez de Nancy Iriarte, su ex mujer:
“Pasarás a la historia como un traidor y un cobarde”.

Impresionante, profunda despedida de Nancy Iriarte Díaz a su ex esposo Hugo Chávez, publicada en uno de los periódicos venezolanos de mayor circulación “El Universal”. La publicamos para equilibrar la balanza y demostrar que no todos son alabanzas en torno al dictador venezolano, que perece.

“Algunas consideraciones sobre tu muerte: No quiero que te marches de esta vida sin antes despedirnos, porque has hecho un mal inmenso a mucha gente, has arruinado a familias enteras, has obligado a legiones de compatriotas a emigrar a otras tierras, has vestido de luto a incontables hogares, a los que creías tus enemigos los perseguiste sin cuartel, los encerraste en ergástulas que no lo merece ni un animal, los insultaste, los humillaste, te burlaste de ellos, no solo porque te creías poderoso, sino inmortal… porque el fin de los tiempos no era contigo.

Pero llegó tu turno, los plazos se acaban, el término de tu contrato llega a su fin, tu “ciclo vital” se apaga poco a poco y no de la mejor manera; probablemente morirás en una cama, rodeado de tu familia, asustada, porque va a tener que rendir cuentas una vez que des tu último aliento, te vas de esta vida lleno de angustia y de miedo, allí van a estar los curas a quienes perseguiste e insultaste, los representantes de esa Iglesia que ultrajaste a placer, claro que te van a dar la extremaunción y los santos óleos, no una, sino muchas veces, pero tú y ellos saben que no servirá de nada, es solo para calmar el pánico que hace presa a tu alma ante el momento que todo lo define.

Mueres enfermo, padeciendo el desahucio, las complicaciones inmunológicas, los terribles efectos secundarios de las curas que prometieron alargar tu vida, tus órganos se van apagando uno a uno, tus facultades van perdiendo el brillo que las caracterizaba, tus líquidos y efluvios son colectados en bolsas plásticas con ese hedor a muerte que tanto te repugna.

Dime si en este momento, antes de que te apliquen una nueva inyección para calmar los dolores insoportables que padeces, vale la pena que me digas que no te pueden quitar lo bailado, ¡ah! los viajes por el mundo, los maravillosos palacios que te recibieron, las paradas militares en tu honor, las limousines, los títulos honorarios, los pisos de los hoteles cinco estrellas, las fastuosas cenas de Estado… dime ahora que vomitas la papilla de auyama que te tratan de dar las enfermeras, si era de eso de lo que se trataba la vida, pues ese brillo y el oropel ya no están entre los monitores y máquinas de resucitamiento que te rodean, esas marchas y aplausos ahora son tonos y alarmas de sensores que regulan tus signos vitales que se hacen más débiles.

¿Puedes escuchar al pueblo de tu país afuera de tu cuarto?… debe ser tu imaginación o los efectos de la morfina, no estás en tu patria, estas en otro lado, muy lejos, entre gente que no conoces… sí, estás muriendo en tu propio exilio, entre una banda de pilluelos a quienes les has tratado de entregar tu propio país, tus últimos momentos los pasarás entre chulos y estafadores, entre tu corte de aduladores que solo te muestran afecto porque les dabas dinero y poder, todos te miran preocupados y con rabia, nunca dejaste que ninguno de ellos pudiera tener la oportunidad de sucederte, ahora los dejas al descampado y tu país al borde de una guerra, ¿Era eso lo que querías? ¿Fue esa tu misión en esta vida? Olvídate del cuento de los pobres, ahora hay más pobres que cuando llegaste al poder, olvídate de justicia e igualdad cuando prácticamente le entregaste el país a una fuerza extranjera que ahora tendremos de desalojar a la fuerza y a costas de más vidas.

Tengo la leve impresión que ahora sabes que te equivocaste, creíste en un cuento de camino y te creíste revolucionario, y por ser revolucionario… inmortal, convocaste a tu lado a los muertos, a tus héroes, a esos fantasmas que también creíste con vida, a Bolívar, al Che, a Fidel, al Marx que nunca conociste y que recomendabas su lectura… el andar con muertos te llevó a la magia y a los babalaos, te metiste a jurungar tumbas, y a ofrendarle a una corte de demonios y malos espíritus que ahora te acompañan… ¿Sientes su presencia en el cuarto? Vienen a cobrar, a recoger lo único que tenía valor en tu vida y que tan malamente apostaste por la oscuridad y el mal, tu alma.

Bueno, me despido, solo quería que supieras que pasarás a la historia como un traidor y un cobarde, que no rectificaste cuando pudiste, te dejaste llevar por tu soberbia, por tus ideales, por tu ideología renunciando a los más preciado, a tu libertad y a la libertad de los otros, y la libertad nos hace humanos.

El Socialismo solo funciona en dos lugares: en el Cielo, donde no lo necesitan, y en el Infierno, donde ya lo tienen”

Nancy


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http://www.facebook.com/nancy.i.diaz.9
 
O Estado empresta, o banco devolve, e paga juros. Sim, devolvem, eles não querem lá o Estado a meter o bedelho.

Claro que sim, deve ser por isso que aprovaram à pressa (menos de 15 dias antes de acordarem a nacionalização) a fusão da SGPS com o negócio principal na Banif SA. Misturaram o que tem valor com o que não tem valor nenhum, os calotes dos "grandes investimentos" com os depósitos bancários dos clientes.

O Estado compra tudo e não manda nada. A gestão é dos accionistas minoritários, a família Roque. O Banco não vale nada, deve ser dissolvido e incorporado na CGD.

Haja alguém que faça perguntas! O Estado avança com 1100 milhões num banco/sociedade financeira que vale menos de metade!

http://economico.sapo.pt/noticias/e...re-intervencao-do-estado-no-banif_159474.html
 
Idiotas Úteis: O Pequeno-Almoço do Leviatã
por Daniela Silva, em 05.01.13

O que pode tornar a vivência mais insuportável do que acordar todos os dias com um interminável novelo estatal mais embaraçado, viciado e pesado? O que pode ser mais desmotivador do que ser despojado de quase todos os mecanismos de resistência civil a uma democracia tirânica e distante que todos os dias confirma os receios dos mais pessimistas? Ocorre-me somente uma outra coisa que tem-me incomodado, ultimamente, com maior persistência: o tom pejorativo de alguns bajuladores do pulso forte do poder ao referirem-se às ideias libertárias. Questiono-me se estas pessoas chegaram agora de Marte e estão alheias à realidade, se têm parte no "negócio" ou se são somente agentes demasiado moles perante as mudanças graduais e pouco perceptíveis que sempre anestesiaram a maioria da população, de forma tão conveniente, seja na base ou nas elites. Tentando ser menos drástica, é possível que os bajuladores queiram apenas chatear "o miúdo mais pequeno do recreio" para fins recreativos.

No entanto, enquanto os tempos agudizam a tensão em estados endividados e descredibilizados, divididos entre os seus dois desamores - o embate com a moribunda capacidade de aumentar receita fiscal e a inaptidão para contrariar os grupos que têm na sua dependência, sem enfurecer o bicho nem gerar solavancos – existem ainda estas pessoas que consideram que o inimigo prioritário a combater é, pasmem-se, um movimento corajoso de ideias que vai denunciando as raízes, incentivos e dimensão da corrupção natural do poder político. É por reparamos nesse decadente treino de lealdade absoluta, confinada no servilismo ao Estado, seus múltiplos organismos seculares e seus capangas, por nos indignarmos com tal capacidade de papaguearem as lições, explicações, ordens e justificações oficiais, que chega a dar um certo gozo ver como o jugo acresce também em cima destes pregadores da brandura, dos meios-termos e da subserviência ao Estado de Direito e trâmites legais que ele nos oferece tão gentilmente. Alguns indivíduos nem de pancada se fartam.

Mas à semelhança do Sol que nasce sobre maus e bons e da chuva que cai sobre justos e injustos, também as fresquinhas ordenanças do nosso governo rebentam igualmente na vida daqueles que não se importunam com elas, antes as bendizem; aqueles que acham razoável entregarem ao desbarato metade do ano de trabalho nas mãos do governo; os que condenam os compatriotas por levarem a riqueza própria para outras jurisdições mais favoráveis; os que preconizam um país que só se reproduz a toque de cheques e fraldas oferecidas por autarcas; as que correm as casas todas das vizinhas a explicar que é preciso pedir factura para não deixar escapar malandros; os que se mentalizam com convicção de que é mesmo imprescindível renovar a carta de condução de 10 em 10 anos e ainda repreendem os amigos rebeldes; os que nem têm habilidade para reclamar diante de um mau atendimento em serviços públicos; os que aceitam de bom grado que se transfiram funções para instâncias supranacionais; e os que continuam a acreditar que introduzir concorrência em domínios como o fornecimento de energia, educação, saúde, etc, é um golpe mortal na dignidade e sobrevivência humanas à face da Terra – conta-se até que a extinção dos dinossauros deveu-se precisamente à liberalização das telecomunicações. Portanto, as novas ordenanças cobrem todos estes e outros imbecis.

Como disse Nicolás Gómez de Ávila, nos seus Aforismos, "o estado moderno fabrica as opiniões que recolhe depois respeitosamente com o nome de opinião pública". Só os idiotas úteis incapazes de avistarem horizontes temporais do passado mais ambiciosos do que a última refeição ou última ida ao supermercado, se orgulham de passear por aí com a elegância dos slogans asseados e obediência, maquinados pelos seus líderes contemporâneos.

Só os mais atentos percebem os perigos de uma progressiva totalitarização da sociedade. Quem já levou crianças à praia, até ao final da tarde, pode perceber como isto funciona. O efeito das ondas é semelhante aos sucessivos declínios e ascensões de poderes tirânicos. Pela manhã, ficamos entusiasmados com o amplo espaço livre. Depois da hora de almoço, caímos na moleza da digestão, da sesta e do sol tórrido e, ao cair da tarde, lá vamos recordando que é sensato ir levantando as coisas. E nisto, as crianças são as ingénuas teimosas que nos empurram para mais um mergulho porque nada se passa. Quando somos vencidos pela imprudência e olhamos para a areia, lá se foi a tralha, consumida pela ilusória timidez da maré a encher ao de leve. A expansão do poder do Estado reconhece-se da mesma forma: ou numa permanente atenção que tem consciência das experiências do passado ou, menos preventivamente, quando ficamos muito tempo sem olhar para o nosso objecto. O que trama as pessoas que negligenciam as cautelas diante do poder político é não poderem visitar a actualidade económica, fiscal, social, depois de transitarem de um período de 50, 100 ou 200 anos numa máquina do tempo. Nada que força de vontade e umas aulas de história não colmatassem.

Olhando em redor, por toda a parte encontramos passividade. Uma passividade que pode encontrar explicação na condição de anonimato em que nós, uns mais e outros menos, fomos confinados, depois de minados os compromissos, a vasta panóplia de lealdades próximas e, em geral, as unidades sociais com conteúdo e poder de resistência e cumplicidade contra a estatização da essência humana. Testemunhamos a passividade com que se aceita a aleatoriedade de novas regras administrativas, novos impostos e regulamentos que afectam o consumo e a relação entre consumidores e fornecedores, a vigilância e perseguição aos modos de vida e condição física dos cidadãos. Vamos começar por onde? Deixar o carro na garagem e andar a pé? Privarmo-nos de produtos com o IVA mais alto? Querem mesmo alterar rotinas pessoais por força das orientações governativas e para se sentirem bem com vós mesmos? Não há escape com pompa que valha a pena o esforço porque estamos sozinhos perante a discricionariedade do Leviatã, esse raptor que desforra até ao último pulsar de dignidade. A passividade descamba em fragilidade, de pernas e mãos atadas. O propósito nunca foi outro. E esta, hã? As políticas liberais vão matar-nos? Por ausência delas... calculo.

http://estadosentido.blogs.sapo.pt/2447374.html
 
Mas em que ficamos. Ficas indignado ou queres ir mais além, ficar com tudo?
Se sabes pormenores da coisa para teres uma opinião firme, partilha aí, nesta altura não tenho informação para avaliar a operação. Concordo que faltam esclarecimentos, mas parece que tu já tens a opinião formada. Já agora a CGD também recorre a esta à linha de recapitalização da banca, num montante superior, e nos últimos 4/5 anos passou por várias injecções de capital por parte do Estado.

Quero que o Banif seja dissolvido com todos os débitos e créditos. E quero que todos os accionistas sejam responsabilizados pela gestão. BPN e Banif podem não ser muito diferentes.
 
-Mas por alma de quem que num sistema capitalista como o nosso teremos de suportar os maus negócios dos bancos?

-Não seria o "excelentissimo" auto-regulador do próprio mercado a regularizar isso?

-Porque se protegem tanto os accionistas dos bancos e não os acionistas de empresas que vão à falência?

-Porque se diz que o estado deve segurar os bancos devido ao impacto na economia e no sistema financeiro que poderia criar uma ruptura e não se pensa da mesma maneira ao facto destas medidas troikianas terem criados várias rupturas sociais e económicas?

-Porque se tornam estas decisões tão importantes sem um debate prévio alargado?

No meio do Pântano governamental vá lá, temos uma ministra grávida, ao menos nem tudo são más noticias.....
 
O nosso sistema é socialista (nem comunista nem liberal), por isso existe o chamado estado social e por essa razão é possível criar riqueza, sem sermos todos pobres por igual.

A ideia dos bancos serem socorridos em 1º lugar, penso que seja a seguinte:

1º) O BCE empresta ao estado, que é como quem diz, o estado coloca esse dinheiro nos bancos (não o guarda debaixo da cama)! :D Depois os bancos emprestam à economia a juros mais elevados, por forma a pagar ao estado que emprestou (Portugal).

2º) Banco sem liquidez -> Impossibilidade de conceder empréstimos ao estado, às empresas e aos
cidadãos.

3º) Banco falido -> Estado, empresas e cidadãos não recuperam o dinheiro que depositaram (pelo menos na sua totalidade) -> Ratings pioram ainda mais a classificação de Portugal -> Juros mais elevados (...)
 
O ideal será injectar nos Bancos triliões de euros, para que possam emprestar sob juros elevados ás grandes empresas e grandes ricos, rejeitar a quem mais precisa, e conseguirem centenas de milhões de euros de lucro.
Obviamente que os mais pobres não precisam desse dinheiro injectado na banca, pois de pobres não passam, e como interessa que não tenham dinheiro, trabalhem muito e ganhem pouco o melhor é continuar tudo como está .....
Afinal de contas deve imperar a lei do mais forte, não é verdade ?
 
-Mas por alma de quem que num sistema capitalista como o nosso teremos de suportar os maus negócios dos bancos?

-Não seria o "excelentissimo" auto-regulador do próprio mercado a regularizar isso?

-Porque se protegem tanto os accionistas dos bancos e não os acionistas de empresas que vão à falência?

-Porque se diz que o estado deve segurar os bancos devido ao impacto na economia e no sistema financeiro que poderia criar uma ruptura e não se pensa da mesma maneira ao facto destas medidas troikianas terem criados várias rupturas sociais e económicas?

-Porque se tornam estas decisões tão importantes sem um debate prévio alargado?

No meio do Pântano governamental vá lá, temos uma ministra grávida, ao menos nem tudo são más noticias.....

Não te esqueças que a culpa da crise é do desgraçado que trabalha 11 horas por dia, para ganharem 600 euros ( já estou a exagerar no salário) e há é verdade, e os que estão no desemprego, que segundo consta do ponto de vista dos mais ricos é porque não querem trabalhar, e não porque foram despedidos, porque os ricos dimuiram o seu lucro, e com menor produção corta nos salários.
A culpa é do zé povinho que não quer trabalhar de graça, e não dos mais ricos que dominam as bolsas, bem como o pessimismo dos mercados e essas tretas todas ....
 
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