O Estado do País

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"(...) milhares de professores “de horário zero” – eufemismo para dizer que não fazem falta nenhuma."

Os números aí estão: 631 professores sem turmas atribuídas

http://www.educare.pt/educare/Atualidade.Noticia.aspx?contentid=D3F0F7F72188671BE0400A0AB8005E7C&opsel=1&channelid=0

É por estas e por outras que nem tudo o que se diz é verdade. Alguém afinal interessa-lhe transformar 631 em milhares (algum engano na introdução de dados no excel :lmao:)

E em contrapartida o Estado continua a financiar colégios privados desnecessariamente...
 
https://www.youtube.com/watch?v=2qLeo6-z0Og


Este indivíduo diz que se ganham 100 euros a vender pipocas.

Ora se um grupo de estudantes quisesse, vá, vender uns bolos para fora, para ganhar uns trocos, bem teriam de colectar-se, colocar em casa uma cozinha XPTO, onde seriam obrigados a investir uns valentes milhares de euros. Claro que podem sempre correr riscos e ficar na ilegalidade, pois fazer a coisa pela via legal é impossível em Portugal.

A senhora que limpa aqui as escadas do prédio é lavradora e está colectada. Diz que tem de pagar 200 euros à Segurança Social e que não ganha quase para isso a vender couves, batatas, tomates e alfaces. Agora querem que passe factura. Diz que o Estado lhe leva tudo. É uma pessa pobre, vive numa casa com más condições, mas orgulha-se de nunca ter recebido RSI's ou fundo de desemprego, sempre trabalhou em tudo para se sustentar. Foi operária numa fábrica têxtil durante anos e saiu de lá com salários em atraso, sem indemnização.

O Estado Social que temos em Portugal tem destas contradições.

Ontem entrei numa pequena mercearia perto da Boavista. A dona, uma senhora já com uma certa idade, lamentava-se que queria pôr uma empregada, mas com as despesas que tal acarreta não põe ninguém. Pois. É que além de um salário mínimo, o patrão tem de pagar subsídio de alimentação, 13.º e 14.º mês, taxa social única, e não só! Um empregado fica bem acima dos 500 euros/mês. Bem acima!
 
Custos energéticos elevados, dificuldades logísticas criadas pela CP, taxas portuárias pouco competitivas podem ditar o encerramento da Siderurgia Nacional. Os seus responsáveis admitem transferir produção para Espanha.

Ler mais: http://expresso.sapo.pt/siderurgia-...r-para-abrir-em-espanha=f801436#ixzz2QzzFS889


A Siderurgia Nacional, de capitais totalmente espanhóis e com unidades transformadoras na Maia e no Seixal, admite encerrar em Portugal e transferir a sua atividade para Espanha.

Alvaro Alvarez Amodóvar, administrador da SN garante que a empresa já não consegue suportar os custos energéticos que considera "completamente desajustados da realidade".

"Em Espanha, onde também temos uma unidade, na Galiza, os custos por megawatt hora são €21 mais baixos e isso faz muita diferença".
Por isso mesmo, Alvaro Almodóvar assegura que ou há uma revisão dos custos energéticos para as empresas ou "simplesmente fechamos e vamos produzir para outro lado, nomeadamente para Espanha".

Ler mais: http://expresso.sapo.pt/siderurgia-...r-para-abrir-em-espanha=f801436#ixzz2Qzz7SSPZ
 
O Estado português gasta 3588000 euros com as deslocações dos senhores deputados.

Estevalor dava para alimentar, com muita qualidade, 17940 crianças durante um mês, considerando que se gastaria 200 euros com a alimentação dessas mesmas crianças.
 
O que dava para alimentar as crianças com qualidade era emprego com salários decentes. A assembleia da república tem um orçamento próprio e dispõe dele como entender. Se se quer cortar dinheiro comece-se pelos juros do contrato financeiro.
 
O que dava para alimentar as crianças com qualidade era emprego com salários decentes. A assembleia da república tem um orçamento próprio e dispõe dele como entender. Se se quer cortar dinheiro comece-se pelos juros do contrato financeiro.

Agreste já foi colocado aqui um vídeo sobre o uso de transportes públicos por parte de políticos na Suécia. Os Verdes e o PCP poderiam começar por dar o exemplo, tal como o BE, já que são os partidos do «povo».

O emprego não cai do céu e com esta carga fiscal, e a burocracia vigente, continuará a ser uma miragem. E estipular salários por decreto dá asneira.
 
Merkel diz que países do euro devem estar preparados para ceder soberania


A senhora Merkel começa a trilhar os caminhos do Hitler. Acho que já começa a não ser tanto exagero fazer-se esta comparação.

Sem ser submetido a eleições, uma perda de soberania de uma nação por parte de outra, é igual a uma invasão militar, mas sem armas.

A Merkel vai entrar para a história como mais uma pessoa odiada.

È triste como deixámos a democracia ruir, e o projecto europeu chegar a este ponto de decadência.

http://www.publico.pt/economia/noti...estar-preparados-para-ceder-soberania-1592142
 
A emissão a 10 anos do Tesouro Português deverá estar para muito em breve! A dívida soberana Portuguesa volta a ser negociada em forte baixa no mercado secundário, a 10 anos, caiu hoje 18 pontos base para 5.88%, novamente abaixo dos 6%. Espanha 4.49%, Itália prestes a cair para os 3% com 4.06%, Grécia menos beneficiada com 11.48%.

O Gaspar já deve estar a tratar das formulas das tabelas do Excel que tanto adora! :lmao::lmao::lmao:
 
È triste como deixámos a democracia ruir, e o projecto europeu chegar a este ponto de decadência.

Não é o projecto europeu que está em decadência, é toda a Europa que está em forte decadência demográfica e também económica, mas isso já nem é de agora, há décadas que esse processo se tem vindo a acentuar. Resta agora esperar que as democracias europeias consigam sobreviver a essas dificuldades.
 
Anda-se a discutir estado social, cortes, austeridade, aumentos de produção etc.

No entanto dois ex-secretarios de estado parecem estar sob suspeita de má gestão de fundos de empresas públicas que já ascende a mais de 2 mil milhoões de euros, ou seja o total quase de austeridade que foi apresentado ao Tribunal de Contas. Somado ao BPN e mais meia dúzia de derrapagens com obras e parcerias, hoje eram-mos sustentáveis, sem austeriedade, sem despedimentos, com boas perspectivas de desenvolvimento dadas as infasestruturas criadas.

As culpas nascem sempre solteiras, não são dos preguiçosos dos trabalhadores ou dos correligionários de esquerda, do povo, da sorte. É sim da ganância de um capital sem escrupulos que tudo faz para ultrapassar tudo e todos resumindo as pessoas a simples dados e numeros de estatistica.
 
A forma negativa como a opinião pública avalia este Governo faz com que a sociedade civil capaz fuja dos cargos governativos.

Vejam só nas nomeações dos últimos Secretários de Estado, praticamente todos transitam de cargos políticos.
 
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As culpas nascem sempre solteiras, não são dos preguiçosos dos trabalhadores ou dos correligionários de esquerda, do povo, da sorte. É sim da ganância de um capital sem escrupulos que tudo faz para ultrapassar tudo e todos resumindo as pessoas a simples dados e numeros de estatistica.

Da esquerda à direita o dinheiro desvirtua a personalidade de muita gente.
O capital é diferente de capitalismo.
O capital entra nos bolsos de cada um de nós, mais ou menos, por via do capitalismo tão odiado, mas que foi aquele que permitiu aos nossos cidadãos acederem a bens e serviços que nenhum outro sistema até hoje foi capaz de oferecer aos povos.
O mal não está no capitalismo, está sim naqueles que se servem dele para "roubar" o capital para proveito próprio. E mais mal está em cedermos o espaço para os "maus da fita" continuarem a banquetear-se à nossa custa...
E não! A solução não passa nem pelo PCP, nem pelo BE. Passa antes pela sociedade civil e pelos "capazes", por aqueles "sérios" que teem tido medo de se imiscuir na política PORCA que temos.

Se me perguntarem se precisamos de uma revolução em respondo prontamente: NÃO!!!
Para quê? Para as coisas voltarem a ser o que são daqui a uns anos?
Em suma eu diria: precisamos de uma EVOLUÇÃO!
Mudar o que está mal e aproveitar o que está bem.
Porque as revoluções estragam o bom na procura de uma utopia...
 
"(...) Com a expansão do estado assistencialista, as razões originais para o estabelecimento de um sistema de seguridade social já foram há muito engolidas por interesses político-partidários, por grupos de propaganda, e pela difusão da crença entre os beneficiários de que eles têm um direito inalienável aos benefícios. O moderno estado assistencialista não mais está voltado para ajudar os pobres ou para servir de instrumento de integração, tendo se tornado um sistema que representa fielmente a máxima expressada por Frédéric Bastiat: O estado é a grande ficção por meio da qual todos querem viver à custa de todo o resto."

Fonte: A previdência social e a destruição do capital (Antony Muller)

Num futuro não muito longínquo, alguém há-de de perguntar ainda mas de quem foi a infeliz ideia de criar o sistema de pensões para os reformados? Nessa altura deixará de fazer sentido a existência de pensões de reformas do estado porque a segurança social já estará na bancarrota.

 
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