O Estado do País

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Não sei que título possa dar a esta notícia ... :lmao:

BANIF, um jardim à beira - mar plantado !

A bloquista Ana Drago criticou hoje o processo de injeção de capitais públicos no BANIF, defendendo que o milhão de euros recebido, "entre salários e prémios", por uma "responsável do banco no Brasil", deve ser "imediatamente devolvido". "É insultuoso que um Governo que cortou no subsídio de desemprego e de doença, que cortou no passe escolar, que cortou salário a quem no serviço público ganha mais do que 600 euros, tenha posto 1100 milhões de euros num banco insolvente que paga salários e prémios de um milhão de euros a uma administradora", afirmou a deputada do BE.
As posições de Ana Drago foram assumidas durante uma declaração política, na Assembleia da República, em que considerou que o pagamento deste valor "é um murro no estômago de todos os portugueses que passam dificuldades" e que esse milhão de euros é dos contribuintes. "Esse milhão é nosso, é dos contribuintes, dos cidadãos, dos alunos e do Serviço Nacional de Saúde, esse prémio tem que ser imediatamente devolvido, nós é que somos os credores", enfatizou.
Ana Drago criticou que "o Governo que eliminou pura e simplesmente o investimento público e que escolheu minar a atividade económica" tenha os bancos como "única e solitária política de apoio". "O setor bancário foi único amor confesso de Vítor Gaspar, Passos Coelho e Paulo Portas. Para a banca o Governo enviou, com açúcar e com afeto, 5600 milhões de euros, mais do que os quatro mil milhões que dizem agora ser imperativo cortar porque, dizem, vivemos acima das nossas possibilidades", afirmou.
A deputada do BE, que criticou as bancadas da maioria e do PS por não tomarem qualquer posição durante o período de perguntas, ironizou sobre o caso do BANIF, onde o Estado injetou 1100 milhões de euros, ficando com 99% do banco, quando este "valeria na melhor das hipóteses 570 milhões": "O povo paga mas não tem direito a decidir nada". "Estes 1100 milhões deram ao Estado, aos contribuintes, 99% do BANIF, mas o Estado, os contribuintes, não têm sequer um administrador executivo. Aliás, a diferença entre o BANIF e a CGD é de 1%, mas no BANIF 1% dos privados é como uma ?golden share', 1% vale tudo na administração do banco, 99% do dinheiro dos contribuintes não vale nada", reforçou.
Ana Drago criticou ainda duramente o processo de venda do BPN ao BIC, afirmando que "o pântano, a descrença na legitimidade política, é feito assim, com estas histórias e estes ingredientes". "Soubemos agora que havia ainda uma cereja no topo deste apetitoso negócio para o comprador. Afinal o BIC, capital angolano com um ex-ministro do PSD a dar a cara, não teve sequer que desembolsar os ditos 40 milhões na compra do BPN porque no pacote iam cerca de 24,8 milhões de euros do fundo de pensões, apesar dos encargos com terem passado para o Estado", afirmou.
Segundo Drago, a venda do BPN ao BIC é "a história de um negócio da China para os privados" e "ruinoso para o Estado". "O Estado alienou o banco por 40 milhões, mas no negócio já estava incluído já uma capitalização de 600 milhões subscritos pelo Estado e a cedência de créditos num valor que poderia atingir mil milhões de euros", criticou.
O deputado do PCP João Oliveira secundou a intervenção de Ana Drago, considerando que "a falta de comparência da maioria ao debate" revela "a natureza de classe da política do Governo e do pacto da troika', que apenas serve o capital". "(Governo) diz ao povo que tem de fazer sacrifícios e que não se pode dar tudo a todos, que tem de aceitar cortes em aspetos fundamentais, mas ao memso tempo diz ao capital que para ele continua a haver mordomias", observou o comunista.

SIC
 
As associações recreativas antes eram organizações mais ou menos espontâneas da sociedade civil, mas a partir de certa altura (talvez a partir de meados da década de 80 e 90) passaram apenas a ser organizações à procura dos cheques de subsídios do Estado.
Estado esse que "fechou" a quadratura do ciclo, regrando todas as nossas vidas e costumes, incluindo a das associações, que por sua vez se encheram de boyzinhos partidários porque afinal tudo tem que girar em torno do Estado e respectivo tráfico de influência, em troca de mais um subsidio qualquer.

Hoje em dia já poucas festas se fazem em nome dum santo padroeiro qualquer, é mais para a campanha de um partido qualquer que é "dono" da junta de freguesia local e há que animar a malta a troco de mais uns votos. Se durante a festa o fogo de artifício foi fraco, culpa-se o presidente da junta e respectivo partido. A maioria das pessoas não tem a mínima noção da forma como o Estado em pouco mais de 30 anos lhes ocupou as vidas, vivemos hoje todos em função do Estado, de quantos impostos o Estado resolve cobrar amanhã, é uma espécie de regresso à Idade Média.

Felizmente a grande maioria das associações da zona onde resido não necessitam de esses apoios da treta e continuam a "dar" muita música pimba em todas as suas festas em honra ao seu santo padroeiro.

Em relação aos cantores pagos por municípios... CCB os gastos são culturais?
A resposta a uma terá de ser igual à outra e eu tenho a minha opinião sobre isso.
 
Ricardo Salgado: “Portugueses preferem o subsídio de desemprego

É assim que Ricardo Salgado justifica o elevado número de imigrantes a trabalhar no Alqueva
Ricardo Salgado, presidente do BES, banco que apoia a iniciativa em, conjunto com EDIA, Empresa de Desenvolvimento e Infra-Estruturas do Alqueva, foi questionado sobre o elevado número de imigrantes a trabalhar na região e foi rápido na explicação: "Há imigrantes que substituem os portugueses que preferem ficar com o subsídio de desemprego". E continuou: "Se os portugueses não querem trabalhar e preferem estar no subsídio de desemprego, há imigrantes que trabalham, alegremente, na agricultura e esse é um factor positivo".


http://www.ionline.pt/artigos/dinhei...dio-desemprego

Acho uma piada a estes banqueiros/capitalistas de meia tigela, quando estão no auge os outros são preguiçosos inuteis e não produzem nada.

Quando os seus banquinhos começam a tremer lá tem de vir o estado com o dinheirinho dos preguiçosos e inuteis ajudar os meninos. Enquanto se continuar a dar ouvidos a esta corja de vampiros, este país não vai a lado nenhum. Este vai ser um caso tipo Banif, ajudado pelo estado e depois com gestores a ganhar quase 1 milhão/ano.

. Deveríamos voltar ao sistema pré-Bolonha.

Não concordo, hoje o ciclo do conhecimento é mais curto, as novidades aparecem a uma velocidade vertiginosa, bem diferente dos anos 80/90 onde não havia internet e tecnologias de informação. Cada vez mais os diversos governos apostam na formações curtas em rede, na formação ao longo da vida. A licenciatura apenas cria condições ou abre a janela para o mundo académico. Cada vez mais as pós graduações, mestrados, doutoramentos pós doutoramentos irão ganhar relevo. A licenciatura é apenas a entrada no mundo do conhecimento.

Antigamente não, limitados a bibliotecas e à limitada partilha de saberes, as licenciaturas teriam de ser mais insistentes com metodologias diferentes.
 
Caro Mago:

1) Em certos cursos há conhecimentos que requerem uma maturidade intelectual que um aluno de 18 ou 19 anos não tem. Para além disso há conhecimentos que precisam de tempo, meses, para serem apreendidos pela nossa mente, e isso não é possível com licenciaturas de 3 anos. O caro vem vantagens na avalanche de informação e novidades, eu só vejo desgraça.

2) Com Bolonha, na maior parte dos cursos, os alunos passaram a pagar muito mais pela sua formação. Se antes pagavam propinas iguais nos 5 anos, agora pagam nos dois últimos anos propinas muito mais elevadas.

3) Bolonha não trouxe nenhuma vantagem palpável para quem quer estudar lá fora. Antes já havia Erasmus e alunos a fazer mestrados ou doutoramentos no estrangeiro, e para facilitar a mobilidade não era necessário este Tratado de Bolonha.

4) O fim da época de Setembro aumentou muito as taxas de reprovação el várias faculdades. Os alunos não chumbam sempre por serem baldas, mas também devido à incompetência de alguns professores ou à má preparação que trazem do Secundário.

5) Com Bolonha o primeiro semestre ficou muito reduzido, os alunos do primeiro ano têm apenas dois meses e meio de aulas. Antes tinham 3 ou 4 meses de aulas antes do exame ou da frequência nas anuais.

6) Há professores que fazem uma interpretação muito peculiar de Bolonha. Então colocam os alunos a leccionar aulas. Estes por sua vez passam o semestre a fazer power points de apresentações e não têm tempo para estudar para os exames.


O que trouxe Bolonha? Ensino Superior mais caro, mais insucesso e mais trabalho para os alunos, sem que estes tenham mais conhecimento!
 
Caro Mago:

1) Em certos cursos há conhecimentos que requerem uma maturidade intelectual que um aluno de 18 ou 19 anos não tem. Para além disso há conhecimentos que precisam de tempo, meses, para serem apreendidos pela nossa mente, e isso não é possível com licenciaturas de 3 anos. O caro vem vantagens na avalanche de informação e novidades, eu só vejo desgraça.

2) Com Bolonha, na maior parte dos cursos, os alunos passaram a pagar muito mais pela sua formação. Se antes pagavam propinas iguais nos 5 anos, agora pagam nos dois últimos anos propinas muito mais elevadas.

3) Bolonha não trouxe nenhuma vantagem palpável para quem quer estudar lá fora. Antes já havia Erasmus e alunos a fazer mestrados ou doutoramentos no estrangeiro, e para facilitar a mobilidade não era necessário este Tratado de Bolonha.

4) O fim da época de Setembro aumentou muito as taxas de reprovação el várias faculdades. Os alunos não chumbam sempre por serem baldas, mas também devido à incompetência de alguns professores ou à má preparação que trazem do Secundário.

5) Com Bolonha o primeiro semestre ficou muito reduzido, os alunos do primeiro ano têm apenas dois meses e meio de aulas. Antes tinham 3 ou 4 meses de aulas antes do exame ou da frequência nas anuais.

6) Há professores que fazem uma interpretação muito peculiar de Bolonha. Então colocam os alunos a leccionar aulas. Estes por sua vez passam o semestre a fazer power points de apresentações e não têm tempo para estudar para os exames.


O que trouxe Bolonha? Ensino Superior mais caro, mais insucesso e mais trabalho para os alunos, sem que estes tenham mais conhecimento!

Absolutamente de acordo:

Aliás até vou mais longe... Vejo muitas vezes a esquerda indignadíssima com o aumento do valor das propinas... nada contra,até acho uma luta com o seu quê de justificação, ao contrário de outras lutas. Mas com Bolonha não tenho visto nada.

Ora servia Bolonha para equiparar cursos, desenvolver a mobilidade... o que vejo hoje em dia.

- Mobilidade interna dificultada e desigual. Quem é pré-bolonha vê portas fechadas, quem é pós tá no mercado. Um mestrando em bolonha no sistema 3+2 recebe em caso de bolsa o equivalente ao seu grau. Um ex-licenciado de 5 anos recebe o mesmo que um becharel actual.

- Mobilidade externa indiferente às nossas "mariquices". Vejo licenciados pré-bolonha a ir lá para fora, altamente reconhecidos e a ganhar bem. Já cá sob a suposta igualdade de qulificações, vejo essas pessoas remetidas para 2º plano, com tabela salarial inferior, e em certos casos na sua formação, impelidos por vezes de forma violenta a tentarem mudar o seu rumo de forma a adaptar-se ao tal "sistema de bolonha", isto claro com todos os gastos inerentes, mas com a vantagem de não verem a sua formação denegrida, muitas vezes com prazos hiper reduzidos, estigmatizados e esquecidos.

- No fundo a nossa massa bolonhesa reduziu-se a isto. Cursos de 5 anos divididos em 3+2. Ipsis Verbis.... é claro com propinas acrescidas para o +2, e com adaptações bem "à tuga" do mestrado integrado. Diferenças? Bem nos tempos de licenciatura havia um reles relatório final de estágio curricular. Esse reles relatório implicava 6 a 9 meses de trabalho e 40 a 50 páginas com as devidas dezenas referências bibliográficas devidamente justificadas e enquadradas. Hoje existe a pomposa "Dissertação de mestrado" que no fundo é o mesmo, mas minimamente justificado e com algumas referências (se for da wikipédia tudo bem). O tempo de execução? 3 a 6 meses.... de preferência 3...

Resumindo... Tanta diferença por tão pouco? Ou melhor tanta gratificação por tamanha redução do esforço individual de cada um? Uma europa que sugeriu Bolonha mas que continua a valorizar o conhecimento vs um Portugal que fez uma massa Bolonhesa mas que considera esse o prato essencial do sucesso?...



Para mim dá que pensar....
 
Absolutamente de acordo:

Aliás até vou mais longe... Vejo muitas vezes a esquerda indignadíssima com o aumento do valor das propinas... nada contra,até acho uma luta com o seu quê de justificação, ao contrário de outras lutas. Mas com Bolonha não tenho visto nada.

Ora servia Bolonha para equiparar cursos, desenvolver a mobilidade... o que vejo hoje em dia.

- Mobilidade interna dificultada e desigual. Quem é pré-bolonha vê portas fechadas, quem é pós tá no mercado. Um mestrando em bolonha no sistema 3+2 recebe em caso de bolsa o equivalente ao seu grau. Um ex-licenciado de 5 anos recebe o mesmo que um becharel actual.

- Mobilidade externa indiferente às nossas "mariquices". Vejo licenciados pré-bolonha a ir lá para fora, altamente reconhecidos e a ganhar bem. Já cá sob a suposta igualdade de qulificações, vejo essas pessoas remetidas para 2º plano, com tabela salarial inferior, e em certos casos na sua formação, impelidos por vezes de forma violenta a tentarem mudar o seu rumo de forma a adaptar-se ao tal "sistema de bolonha", isto claro com todos os gastos inerentes, mas com a vantagem de não verem a sua formação denegrida, muitas vezes com prazos hiper reduzidos, estigmatizados e esquecidos.

- No fundo a nossa massa bolonhesa reduziu-se a isto. Cursos de 5 anos divididos em 3+2. Ipsis Verbis.... é claro com propinas acrescidas para o +2, e com adaptações bem "à tuga" do mestrado integrado. Diferenças? Bem nos tempos de licenciatura havia um reles relatório final de estágio curricular. Esse reles relatório implicava 6 a 9 meses de trabalho e 40 a 50 páginas com as devidas dezenas referências bibliográficas devidamente justificadas e enquadradas. Hoje existe a pomposa "Dissertação de mestrado" que no fundo é o mesmo, mas minimamente justificado e com algumas referências (se for da wikipédia tudo bem). O tempo de execução? 3 a 6 meses.... de preferência 3...

Resumindo... Tanta diferença por tão pouco? Ou melhor tanta gratificação por tamanha redução do esforço individual de cada um? Uma europa que sugeriu Bolonha mas que continua a valorizar o conhecimento vs um Portugal que fez uma massa Bolonhesa mas que considera esse o prato essencial do sucesso?...



Para mim dá que pensar....

Ninguém disse que o pré-bolonha era pior, mas acho que este está mais bem ajustado, além de que foi assinado por mais de 30 países, o que não poderiamos ficar de fora neste processo. Obviamente não há modelos perfeitos. A comunidade Europeia parece começar a apostar nas micro-formações em rede, tipo o IMOOC , cursos online em massa e outros têm sido referencias de sucesso nas universidades europeias.

Os cursos de 5 anos são bons para reduzir a taxa de desemprego, na maioria vai-se adiando o desemprego permanencendo mais tempo na escola.
 
Ninguém disse que o pré-bolonha era pior, mas acho que este está mais bem ajustado, além de que foi assinado por mais de 30 países, o que não poderiamos ficar de fora neste processo. Obviamente não há modelos perfeitos. A comunidade Europeia parece começar a apostar nas micro-formações em rede, tipo o IMOOC , cursos online em massa e outros têm sido referencias de sucesso nas universidades europeias.

Os cursos de 5 anos são bons para reduzir a taxa de desemprego, na maioria vai-se adiando o desemprego permanencendo mais tempo na escola.

Não poderíamos ficar de fora porquê? O Reino Unido ficou, tem o seu modelo e continua a ter das melhores universidades do mundo. Adia-se o emprego, mas também se adia a família ou a obtenção de experiência profissional.
 
Não poderíamos ficar de fora porquê? O Reino Unido ficou, tem o seu modelo e continua a ter das melhores universidades do mundo. Adia-se o emprego, mas também se adia a família ou a obtenção de experiência profissional.

Não sei se é coincidência ou não, mas desde o bolonha que algumas das nossas Universidades começam a ter eco nos rankings de Universidades. Na Inglaterra os anos das licenciaturas são também na maioria de 3 anos com numero de aulas/horas semanais inferiores a nós. Com uns condimentos e pós-graduações podem ser superiores a 3 anos tal como nós.

No fundo é a mesma coisa....
 
Ninguém disse que o pré-bolonha era pior, mas acho que este está mais bem ajustado, além de que foi assinado por mais de 30 países, o que não poderiamos ficar de fora neste processo.

O que é curioso é que Portugal é o único país que eu conheço que chama licenciatura ao bacharel e mestrado à licenciatura. É só ir ver o plano de estudos de vários cursos em várias universidades europeias e verificar isso. É mais uma especificidade deste processo, cada país aplicou-o da forma que quis.
 
O que é curioso é que Portugal é o único país que eu conheço que chama licenciatura ao bacharel e mestrado à licenciatura. É só ir ver o plano de estudos de vários cursos em várias universidades europeias e verificar isso. É mais uma especificidade deste processo, cada país aplicou-o da forma que quis.

Tive a ver licenciatura de gestão em Inglaterra, ou outro curso na França, ambos são três anos. Numa Universidade Francesa eram 3 anos e mais um semestre de um 4 anos para Erasmus ou estágio.
 
Tive a ver licenciatura de gestão em Inglaterra, ou outro curso na França, ambos são três anos. Numa Universidade Francesa eram 3 anos e mais um semestre de um 4 anos para Erasmus ou estágio.

Bolonha tem muito que se diga e na maior parte dos casos apenas serviu para lixar a vida aos alunos.
Cada curso é diferente do outro, uns estão cheios de aulas práticas, outros semi-praticas e outros como gestão, economia, e outros são muitos mais teóricos.
Cada um exige um nivel de preparação diferente, e cada cadeira tem um diferente nível requerido para interiorização da informação. Constatou-se que em algumas cadeiras o facto da cadeira ter passado de semestral para ser dada em 2 meses fez com que as taxas de reprovação passassem para numeros extremamentes elevados, porque os alunos não tinham a capacidade de entender e absorver a matéria. Essa cadeira necessitava de tanto tempo como todas as outras cadeiras que eu tinha juntas.
Um tipo de cadeira dada em 2 meses apenas serve para mentes brilhantes, e nem todos têm a mesma capacidade de absorção e compreensão da matéria.
O problema de Bolonha não se trata nem por sombras do numero de anos que dura o curso mas sim do facto de ser dado em módulos, em vez de ser dado em semestres. Para alguns cursos nomeadamente os teóricos serve mas para os mais práticos apenas resulta em grandes taxas de reprovação.

Por isso neste momento na Universidade que frequentei existe cursos funcionando em módulos e outros funcionando em semestres.
Se eu pegar num curso de 5 anos, curtá-lo ao meio ficar com 3 anos e chamo-o de licenciatura e junto mais 2 anos e chamo de mestrado, será que eles estão melhor formados do que eu.
O problema do Bolonha não é o numero de anos mas sim os módulos, Bolonha foi apenas uma uniformização dos métodos de obtenção de um grau, pois havia injustiça em alguem formado em Itália com um curso de 3 anos e chamavam de licenciatura e eu em Portugal com 5 anos de curso ter o mesmo nome e como se sabe em determinadas empresas, o nível de grau académico pode ser muito importante !
 
Em Medicina só para o ano vai avançar a reforma curricular no São João. E compreende-se, uma reforma desta natureza exige tempo. Depois de Bolonha a cadeira de Neuroanatomia chegou a ter 90% de reprovações e a Anatomias ficaram uns anos com mais de 60% de reprovações. O processo foi todo atabalhoado e a culpa foi do Ministério. Agora até querem tirar a época especial para trabalhadores-estudantes. No primeiro ano em que não houve época de Setembro (2008-2009), uma das imposições de Bolonha, reprovou de ano um terço dos caloiros de Medicina.

Aurélio, o Reino Unido, e bem, esteve-se nas tintas para isto.
 
Jovens portugueses formados para exportação

Portugal está a formar médicos, engenheiros e enfermeiros que são aproveitados por outros países. A saída dos jovens qualificados desperdiça investimento na Educação e é um rombo para a Segurança Social.
Enquanto cá se fecham portas, anúncios e feiras de emprego prometem melhores salários lá fora, contratos sem termo e reconhecimento profissional. E são cada vez mais os que saem de Portugal à procura de um futuro melhor. Muitos poderão não voltar, perdendo-se para sempre o investimento que o país fez na sua formação e agravando o buraco da Segurança Social.
Números recolhidos pelo SOL junto das universidades mostram que formar um engenheiro custa ao Estado, em média, cinco a oito mil euros por ano –, sendo que o tempo médio para concluir o curso anda pelos seis anos numa faculdade como o Instituto Superior Técnico. No caso de um médico, só a sua formação inicial de seis anos na faculdade implica um investimento de cerca de 10 mil euros por ano. Nos restantes cursos superiores, cada estudante custa cerca de quatro mil euros por ano, sendo que a propina máxima em vigor é de 1.037 euros.
«Se não voltarem mais e se não transferirem dinheiro para cá, estivemos a investir na qualificação de pessoas que vão ajudar a desenvolver outros países», admite António Cruz Serra, reitor da Universidade Técnica de Lisboa.

(Continua aqui)
 
Segundo noticia, quase 200 cursos estão em risco de fechar. Se repararem na lista que veio no económico , nos politécnicos existe uma data de cursos que não foi preenchida uma única vaga no ultimo ano. Engenharia Civil então esse, parece que tem os dias contados na maioria dos estabelecimentos do ensino superior.
 
Segundo noticia, quase 200 cursos estão em risco de fechar. Se repararem na lista que veio no económico , nos politécnicos existe uma data de cursos que não foi preenchida uma única vaga no ultimo ano. Engenharia Civil então esse, parece que tem os dias contados na maioria dos estabelecimentos do ensino superior.

Mago, a natalidade descresceu muito nas últimas duas décadas. É normal que ano após ano haja tendencialmente um redução do número de candidatos.

Engenharia Civil está a ter um desemprego elevado, no British Council conheci alguns engenheiros civis que estavam no desemprego, pessoas formadas da Faculdade de Engenharia do Porto, na casa dos 30, que queriam emigrar, por não terem emprego em Portugal.
 
Estado
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