O Estado do País

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Mas que bom...

Sabe bem ler o que vão aqui escrevendo, para que todos tenhamos a exacta conta da dimensão não só das nossas dívidas como da exacta dimensão e menoridade intelectual de grossa franja dos nossos políticos - ponham o PSD, o PS, o PP, o PCP e o BE no mesmo saco.

...nenhum escapa!

Felizmente que isto começa a vir a público. Certamente que muitos políticos no futuro terão dificuldade acrescida de cometer os mesmos erros dos atuais e anteriores.
O "modus operandi" começa a vir a terreiro, começamos a conhecer os métodos pelos quais se move a corrupção e os desvarios desta gente.
Começamos a ter finalmente consciência como se movem os compadrios e vamos concerteza estar todos mais atentos.

Consideremos este o 1º passo para devolvermos a legalidade à verdadeira política, porque a atual é um mero espectro daquilo que se espera dela.


Poíticos como Luís Gomes de VRSA não ganham eleições sem gastar dinheiro para conquistar eleitores.
 
Nojento... Cai a máscara:

Já todos percebemos que o Ministério está pouco preocupado com a greve às avaliações porque sabe que mais cedo ou mais tarde nos cansamos. Nenhuma bolsa aguenta mais de 3 ou 4 semanas de greve.
Assim sendo, temos de ser mais inteligentes do que eles. Realmente, o adiamento das reuniões do 5.º ao 11.º ano não fazem grande mossa. Com maior ou menor atraso, as notas saem e o trabalho acumulado é despachado a seguir. Sobretudo nos anos não-terminais, as matrículas para o próximo ano até já estão feitas…
A chave da greve passa precisamente pelos Conselhos de Turma do 12.º ano. Porque aí jogam-se outras questões fundamentais, nomeadamente o acesso ao ensino superior. E enquanto não houver notas de 12.º ano, não há Universidade para ninguém. Já aconteceu isso em 1989, é verdade, mas aí os tempos eram outros. Neste momento, nenhum ministro aguentaria tal situação. Nuno Crato ruiria como um castelo de cartas.
E é neste contexto que os Fundos de Greve podem desempenhar um papel fundamental. Com o fim das greves do 5.º ao 11.º ano, todos esses professores ficam libertos do ponto de vista das tarefas profissionais e também do ponto de vista monetário. E com um pequeno esforço de cada um, podem contribuir para que a greve dos colegas do 12.º ano – ou melhor dizendo, de um único colega do 12.º ano em cada escola – se mantenha sem qualquer problema até ao fim de Julho e mesmo depois disso.
Em termos históricos, foi assim que se conseguiram muitas das grandes conquistas dos trabalhadores ao longo dos últimos séculos. Vamos a isso!

http://aventar.eu/2013/06/21/a-chave-desta-greve-esta-nas-reunioes-do-12-o-ano/
 

:thumbsup:

Completamente de acordo contigo :D A luta em defesa de uma escola pública de qualidade tem de ser feita dentro da legalidade e não colocando terceiros em causa.
A cada atropelo que o Ministério da Educação faça das decisões judiciais, devem os prejudicados actuar pelos meios disponíveis sem colocar em causa os legítimos interesses de terceiros. É por isso que existem sindicatos nas sociedades democráticas e que devem zelar em defesa dos interesses dos seus membros, nomeadamente quando esteja em causa o local e o posto de trabalho para dezenas de milhares de professores. Para alguns é muito difícil aceitar a existência de sindicalismo, mas isso já é outra história... recomendo-lhes que façam uma leitura da Constituição da República.
Relativamente à opinião expressa no artigo é de alguém que se assume individualmente e apenas se representa a si próprio.
 
Uma boa notícia finalmente:

Onze jovens da JCP detidos por pintarem um mural anti-Governo

Onze jovens da JCP foram detidos esta sexta-feira numa escola do Porto por pintar um mural alusivo aos dois anos de Governo...

Apanhados em delito, a polícia atuou. Muito bem!
Certamente a situação ficará por uma sanção menor, mas a parede de uma escola não me parece a melhor forma de passar a mensagem. Cumpra-se a lei...

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Outra notícia ainda melhor:

Gaspar quer dar às famílias acesso a compra de dívida pública

Vítor Gaspar revelou esta sexta-feira, no Luxemburgo, que o Estado planeia dar a possibilidade de subscrição de ações do Tesouro aos particulares...

Uma medida tardia e que seria interessante para muita gente aplicar o seu dinheiro.
Porque não permitir a compra de dívida por parte dos Portugueses a juros iguais aos oferecidos por entidades internacionais? Sempre os lucros da operação ficariam em mãos nacionais...
Esta tem sido uma medida utilizada noutros países, mas por cá este tipo de lucro tem sido em exclusivo para os bancos e outras instituições.
 
Qual máscara? Os motivos da greve são as 40 horas e a mobilidade. Nojento é o governo querer despedir milhares de professores e não o assumir directamente.
 
Apanhados em delito, a polícia atuou. Muito bem!
Certamente a situação ficará por uma sanção menor, mas a parede de uma escola não me parece a melhor forma de passar a mensagem. Cumpra-se a lei...

Como sabes a CMPorto (a CMLisboa começou a fazer o mesmo) tem vindo a apagar todos os grafitos pela cidade. Os murais políticos não podem ser apagados porque a lei permite a sua existência.
 
Qual máscara? Os motivos da greve são as 40 horas e a mobilidade. Nojento é o governo querer despedir milhares de professores e não o assumir directamente.

O resumo do texto é o seguinte: como somos prejudicados por fazermos greve (não recebemos ordenado), então façamos apenas greve às reuniões do 12º ano, porque aí criamos mossa (ou seja, prejudicamos alguém - os alunos - e criamos alguma pressão). Depois, os professores dos outros anos quotizam-se para ajudar a financiar a greve dos professores do 12º ano.

Os alunos do ensino privado já sabem as notas com que terminaram o secundário. E já todos fizeram exame. Mesmo não se podendo candidatar ao ensino superior público português (presumo que o concurso seja adiado por óbvios motivos de equidade), podem entrar em concursos para universidades estrangeiras, algo que alguns do ensino público não o poderão fazer. Já para não falar que os alunos do privado poderão ir para a praia a partir do final da semana que vem. Já alguns do público só depois de 2 de julho. Sempre em defesa da escola público.
 
Existem bons e maus profissionais em todas as profissões. Mas durante anos houve muita tolerância do Estado para com os maus professores. No sétimo ano tive uma professora de Francês que leccionou pouco mais de 30 aulas. Faltava constantemente. No Secundário a professora de Matemática não leccionou praticamente metade do programa, ao longo de três anos. Incompetência e faltas. A professora de Biologia não leccionou um capítulo (sistema excretor) e disse que não era importante para os exames, resultado, saiu em exame nacional. A de Português B mandou-nos estudar em casa Miguel Torga e Sophia e nunca nos ensinou a fazer o resumo. Voltando ao sétimo, a professora de História faltou tanto que nem acabou a matéria do Império Romano, quando deveria ter chegado ao final da Idade Média. Sei que a de Geografia fez parecido. E se me puser a recordar certamente encontrarei mais péssimos exemplos.
 
Qual máscara? Os motivos da greve são as 40 horas e a mobilidade. Nojento é o governo querer despedir milhares de professores e não o assumir directamente.

:thumbsup:

Esta é outra perspectiva que eu também concordo (há pouco comentei tendo em conta o facto de ter aparecido uma opinião defendendo que os alunos ficassem reféns das notas dadas pelos professores, algo que eu sou absolutamente contra porque isso é fazer um favor a Nuno Crato).

O país gastou milhares de milhões de euros a formar pessoas e agora simplesmente descarta-os, o que deve ser original e único no mundo; é contra este tipo de decisões políticas que todos deviamos estar unidos e combater, pelo nosso próprio bem e pelo bem de todos os nossos filhos. Infelizmente com a manipulação da opinião pública pretende-se o oposto; e há gente capaz para tudo... o papão do comunismo ainda anda por aí...

Existem bons e maus profissionais em todas as profissões. Mas durante anos houve muita tolerância do Estado para com os maus professores. No sétimo ano tive uma professora de Francês que leccionou pouco mais de 30 aulas. Faltava constantemente. No Secundário a professora de Matemática não leccionou praticamente metade do programa, ao longo de três anos. Incompetência e faltas. A professora de Biologia não leccionou um capítulo (sistema excretor) e disse que não era importante para os exames, resultado, saiu em exame nacional. A de Português B mandou-nos estudar em casa Miguel Torga e Sophia e nunca nos ensinou a fazer o resumo. Voltando ao sétimo, a professora de História faltou tanto que nem acabou a matéria do Império Romano, quando deveria ter chegado ao final da Idade Média. Sei que a de Geografia fez parecido. E se me puser a recordar certamente encontrarei mais péssimos exemplos.

E sabes qual é o real interesse do Nuno Crato em tratar esses problemas? Eu digo: zero. Porque realmente o que se passa é o que o Agreste já disse: reduzir, reduzir, reduzir até que a massa salarial dos professores seja tão baixa de modo que surjam então os privados a querer tomar conta das escolas.
 
Um discurso de que Cavaco Silva e Pedro Passos Coelho deveriam tirar alguma ilação para o que se passa também cá em Portugal (ponto forte em primeiro lugar a coesão nacional; só depois os aspectos económicos):

Pronunciamento de dilma rousseff 21/06/2013



videolimxd
 
Editado por um moderador:
E sabes qual é o real interesse do Nuno Crato em tratar esses problemas? Eu digo: zero. Porque realmente o que se passa é o que o Agreste já disse: reduzir, reduzir, reduzir até que a massa salarial dos professores seja tão baixa de modo que surjam então os privados a querer tomar conta das escolas.

Eles querem por em prática aquilo que já ninguém na europa usa que é o cheque ensino. As escolas privadas vendem um produto e por ele cobram já valores que nenhum estado alguma vez poderá suportar. O cheque ensino não é democrático, é apenas uma aldrabice elitista e uma forma de capturar dinheiro do orçamento. Ninguém estuda numa escola privada se não tiver empenho, cunhas ou conhecimentos. Nem te deixam lá entrar porque estragas a média da escola.
 
Nuno Crato é um grande provinciano como foram os seus antecessores. Quer copiar o que fazem outros países mas esquece-se que nós somos diferentes.

Para mudar a Educação é preciso conhecer bem o terreno, conhecer o país e as escolas.

A minha opinião é baseada no que vi ao longo da vida e tive a vantagem de ter contactado com várias realidades. Fui aluno da telescola, andei numa secundária pública, numa das piores escolas do Algarve (Monte Gordo) e passei pelos explicadores mais selectivos do país, no Porto, onde tive como colegas alunos dos melhores colégios de Portugal.

Assim, creio que as colocar as escolas a contratar professores é um erro grave. Com o tempo transformar-se-iam em feudos de cunhas, como sucede em várias autarquias e empresas municipais. Contudo o sistema actual é injusto. Os alunos das Universidades mais exigentes como Porto ou Braga terminam os cursos com médias mais baixas que os alunos de Universidades mais facilitistas como o Algarve. No acesso às vagas, contudo, fica melhor classificado quem tem média de curso mais alta. Num país que não funcionasse à base da cunha as escolas teriam este factor em conta na escolha de um professor e iriam preferir os alunos das melhores universidades. Colocar o sistema do cheque-ensino é garantir uma renda fixa a privados, logo permanece o problema da cunha.

Solução? Eu defendo que deveria ser toda a comunidade a escolher os professores. Um jurado constituído pelo director da escola, representates dos pais, dos professores, talvez presidente da junta ou da autarquia. O professor em entrevista apresentaria o currículo e cada membro do jurado dava uma nota. A regulação do desempenho do professor ao longo do ano seria interna, feita pelo director, e caso faltasse sem justificação válida ou não cumprisse programas seria despedido no final do ano lectivo.

Outro problema que vejo e já salientei é a utilização da média interna para acesso ao Superior. Há milhares de jovens que não podem concorrer ao curso que querem porque não podem mudar a média interna. E basta ter o azar de apanhar dois ou três professores canalhas para se ter uma média interna estragada. Segundo um estudo da UP os alunos dos colégios privados têm médias internas mais elevadas que os alunos das escolas públicas e as diferenças são ainda mais assinaláveis em média mais altas. Para este problema proponho três soluções. A primeira é que não haja limite máximo de um ano após conclusão para melhorar a nota interna a uma disciplina. O aluno deve ter a oportunidade de se candidatar a exame de equivalência à frequência para subir a nota interna quando quiser. A segunda é esta: acesso ao Superior apenas através de exames nacionais de acesso. O Ministério emitiria uma matriz e um livro único de estudo com toda a matéria para cada exame. A terceira é tornar obrigatório que todos os cursos abram vagas para maiores de 23 anos.

Quanto aos livros caros, proponho que o Ministério lance para cada ano lectivo um livro único (gratuito) em PDF com toda a matéria e exercícios modelo. Ficará depois ao critério das escolas e das famílias escolher o livro gratuito ou livros pagos. Muitas famílias de classe média gastam mais de 200 euros em livros todos os anos, fora os livros extra como dicionários ou livros de exercícios de guias de acesso. A factura pode ultrapassar os 500 euros! Para além disso com esta medida o Ministério pouparia muitos milhões de euros.
 
Eles querem por em prática aquilo que já ninguém na europa usa que é o cheque ensino. As escolas privadas vendem um produto e por ele cobram já valores que nenhum estado alguma vez poderá suportar. O cheque ensino não é democrático, é apenas uma aldrabice elitista e uma forma de capturar dinheiro do orçamento. Ninguém estuda numa escola privada se não tiver empenho, cunhas ou conhecimentos. Nem te deixam lá entrar porque estragas a média da escola.


O cheque-ensino é defendido com base na liberdade de escolha. Os pais assim teriam mais liberdade para escolherem a escola que querem para os filhos, independetemente dos seus rendimentos. Contudo em boa parte do país há apenas uma escola secundária por concelho... Esta liberdade apenas existiria nos grandes centros urbanos.
 
Há que referir também que cada vez há menos crianças, logo menos alunos. Isto penso que já se vem a verificar à alguns anos mas continua-se a formar professores. Continua a haver cursos para formar professores, sabendo de antemão que é para o desemprego. E quando se tenta fechar cursos porque não tem alunos é o ai Jesus. Eu sinceramente não percebo.

Não só nisto, mas este governo está a fazer o trabalho sujo que os anteriores deviam ter feito e é criticado por tudo e por nada. E quando o PS for para o governo daqui a 2 anos vão ser considerados os maiores e toda a gente se vai esquecer que quem lhes fez a papinha toda foi este governo.

E eu nem percebi porque se dá tanto tempo de antena aos sindicatos. Agremiações que só se preocupam com eles e que só estariam contentes se o comunismo estivesse no poder. O que para mim é uma vergonha. Se os sindicatos portugueses fossem como noutros países...mas não.
Outra coisa que me envergonha é existirem partidos comunistas e ainda piores com assento parlamentar. Se o fascismo é proibido porque não o é o comunismo também? É tudo farinha do mesmo saco, só muda a cor e o cheiro.
 
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