O Estado do País

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Ainda não entrou os 4 mil e 700 milhões e já vamos cortar mais? Quanto é que vão pedir agora, 6 mil milhões? 8 mil milhões de cortes é?



Se a economia não cresce e se temos um PIB baixo esperavas o quê? Quatro mil milhões não chega e o Governo sabe disso. Está a adiar mais mais tarde ou mais cedo os cortes necessários serão feitos, pois a dívida não pára de crescer, e não parará enquanto tivermos défice. Viver com défice 0 implicará cortes de 10 mil milhões, ou seja, um corte de 10 a 15% da despesa do Estado. Qualquer dona de casa consegue cortar 10 a 15% da despesa, o Estado não corta porque não quer. Há 15 anos o Estado gastava pouco mais de metade do que gasta agora. Custa assim tanto fazer os ditos cortes?
 
essa quantidade é num ano aquilo que desapareceu nestes 2 anos. A capacidade destrutiva dos cortes é muito superior ao estimado segundo o FMI corrigido. Portanto estamos perfeitamente a imaginar o que vai acontecer.

A propósito de donas de casa, um estado não é uma família.
 
A dívida pública em percentagem do PIB não pára de crescer. A única forma de estancar este crescimento da dívida é vivermos com défice zero, ou seja, cortar 10 a 15% da despesa. É possível? É. Salazar, quando entrou no poder, deu ordem aos Ministérios para cortarem. Ninguém cortou, houve sempre pretextos e pedidos para excepções. Foi o pretexto ideal para o lado totalitário do professor se revelar.

Claro que a Esquerda, comentadores e afins estão a confiar demasiado na sorte, numa mutualização ou num perdão da dívida. Tal é possível, mas em poucos anos voltaria a dívida elevada, tal como sucedeu aliás na Grécia.

Em 2000 o Estado gastava quase 45 mil milhões de euro, agora gasta perto de mil milhões. Se cortar a despesa para 70 mil milhões, continuará a gastar muito mais que em 2000.

Repito. É assim tão difícil?
 
Hoje no mercado de dívida, Portugal viu as taxas exigidas a cair em todos os prazos.

10 anos: 6.90% -24 pontos base que no fecho de 6ª feira.

As taxas já vinham subindo nas últimas semanas devido a factores externos nomeadamente o fim dos incentivos à economia nos EUA e a crise de liquidez na China, é verdade que antes do turbilhão que afectou o panorama politico na semana passada a taxa estava nos 6.39%, mas também é verdade que no dia 25/06 estava a 6.87%, ou seja apenas -3 pontos base que hoje.

Isto diz muito a variabilidade, do tudo ou nada para a economia portuguesa. Cabe realçar que qualquer uma destas taxas como é obvio são insustentáveis, ainda temos um longo caminho a percorrer para nos conseguirmos financiar nos mercados, a intervenção do BCE será fundamental, não haja ilusões.
 
Hoje no mercado de dívida, Portugal viu as taxas exigidas a cair em todos os prazos.

10 anos: 6.90% -24 pontos base que no fecho de 6ª feira.

As taxas já vinham subindo nas últimas semanas devido a factores externos nomeadamente o fim dos incentivos à economia nos EUA e a crise de liquidez na China, é verdade que antes do turbilhão que afectou o panorama politico na semana passada a taxa estava nos 6.39%, mas também é verdade que no dia 25/06 estava a 6.87%, ou seja apenas -3 pontos base que hoje.

Isto diz muito a variabilidade, do tudo ou nada para a economia portuguesa. Cabe realçar que qualquer uma destas taxas como é obvio são insustentáveis, ainda temos um longo caminho a percorrer para nos conseguirmos financiar nos mercados, a intervenção do BCE será fundamental, não haja ilusões.

Creio que estarão altas enquanto a razão da dívida vs percentagem do PIB continuar a aumentar. E continuará enquanto não tivermos défice 0.
 
Creio que estarão altas enquanto a razão da dívida vs percentagem do PIB continuar a aumentar. E continuará enquanto não tivermos défice 0.

Portugal: Evolucão da Dívida

Milhões€ % PIB Per Capita
2012 204.485€ 123,60% 19.282 €
2011 184.699€ 108,10% 17.404 €
2010 161.530€ 93,50% 15.241 €
2009 140.226€ 83,20% 13.229 €
2008 123.302€ 71,70% 11.615 €
2007 115.786€ 68,40% 10.944 €
2006 111.690€ 69,40% 10.549 €
2005 104.407€ 67,70% 9.884 €
2004 92.442€ 61,90% 8.790 €
2003 85.218€ 59,40% 8.138 €
2002 79.854€ 56,80% 7.725 €
2001 72.332€ 53,80% 7.048 €
2000 64.514€ 50,70% 6.338 €
1999 58.657€ 49,60% 5.803 €
1998 55.489€ 50,40% 5.443 €

Isto diz tudo. :angry:
 
Isto diz muito a variabilidade, do tudo ou nada para a economia portuguesa. Cabe realçar que qualquer uma destas taxas como é obvio são insustentáveis, ainda temos um longo caminho a percorrer para nos conseguirmos financiar nos mercados, a intervenção do BCE será fundamental, não haja ilusões.

 
Editado por um moderador:
Consumo de eletricidade bateu máximos históricos no fim de semana

O consumo de eletricidade disparou no fim de semana passado, tendo alcançado máximos históricos para a época, acompanhando as temperaturas elevadas que se registaram em Portugal, segundo dados da REN.

Segundo os dados relativos ao primeiro fim de semana de julho, o consumo de energia elétrica atingiu novos máximos históricos em fim de semana de verão, com consumos no sábado e domingo de 135 Gigawatts/hora (GW/h) e de 127 GWh, respetivamente.

Face ao último fim de semana de junho (29 e 30 de junho), que já registou temperaturas muito acima do normal, o consumo de eletricidade aumentou 7% e face ao anterior, com temperaturas normais, subiu 17%.

Este fim de semana vários distritos portugueses estiverem em alerta vermelho e laranja, o primeiro e segundo mais grave numa escala de quatro, devido às elevadas temperaturas.

Fonte: DE

Mais um recorde, para um país que dizem que está crise onde anda ela. :rolleyes:
 
Creio que estarão altas enquanto a razão da dívida vs percentagem do PIB continuar a aumentar. E continuará enquanto não tivermos défice 0.

Para a dívida não aumentar tens de pagar pelo menos os juros. Ora o amigo Moedas já tinha previsto em 2010 que para evitar a falha de pagamentos seria necessário colocar o país a crescer 6% anuais. Estamos a encolher a uma média de 3% anuais.

Seis mil euros em cafés num Ministério.

Só com os juros da dívida pagas os cafés que quiseres...
 
Hoje no mercado de dívida, Portugal viu as taxas exigidas a cair em todos os prazos.

10 anos: 6.90% -24 pontos base que no fecho de 6ª feira.

As taxas já vinham subindo nas últimas semanas devido a factores externos nomeadamente o fim dos incentivos à economia nos EUA e a crise de liquidez na China, é verdade que antes do turbilhão que afectou o panorama politico na semana passada a taxa estava nos 6.39%, mas também é verdade que no dia 25/06 estava a 6.87%, ou seja apenas -3 pontos base que hoje.

Isto diz muito a variabilidade, do tudo ou nada para a economia portuguesa. Cabe realçar que qualquer uma destas taxas como é obvio são insustentáveis, ainda temos um longo caminho a percorrer para nos conseguirmos financiar nos mercados, a intervenção do BCE será fundamental, não haja ilusões.

Os mercados continuam a reagir bem ao fim da crise politica, a taxa a 10 anos caiu hoje mais 25 pontos base para 6.68% com o prémio de risco frente ao bund alemão quase quase a quebrar a barreira dos 500 pontos, nos 502 pontos!
 
FMI prevê agravamento da recessão na zona euro

O Fundo Monetário Internacional (FMI) reviu as suas previsões sobre a economia mundial, moderando as previsões de crescimento global e carregando as tintas de uma visão já de si pessimista sobre o crescimento negativo da zona euro. Segundo as novas projecções, hoje divulgadas pelo Fundo, a economia da zona euro irá neste ano contrair-se 0,6 por cento, em lugar dos 0,4 por cento previstos até aqui.
Não existe no relatório intercalar do FMI uma análise específica das perspectivas de Portugal, que poderá vir a fazer-se a partir da próxima semana, com o início da oitava avaliação da troika.

Mas existe uma análise específica sobre a Espanha, país que sofre uma sensível degradação do prognóstico que até aqui se lhe aplicava. É certo que não se agrava o recuo do PIB espanhol, previsto em 1,6 por cento para este ano. Mas a recuperação esperada para o próximo ano, com um crescimento de 0,7 por cento, não deverá, afinal, ocorrer. Segundo agora considera o FMI, é de contar com um crescimento nulo da economia espanhola em 2014.
Zona euro com recuperação mais modesta em 2014
Também a recuperação prevista para os países da zona euro ficará, segundo o FMI, abaixo do crescimento esperado até aqui, mas por muito menor diferença do que no caso espanhol e não ao ponto de anular as expectativas de crescimento. Em lugar do crescimento de 1 por cento das projecções anteriores, a zona euro ficar-se-á em 2014 por um crescimento, ligeiramente inferior, de 0,9 por cento.

Segundo o mesmo relatório, explica-se a previsão de agravamento da recessão neste ano e de afrouxamento da recuperação no próximo porque "a fraca procura, a confiança deprimida e os balanços frágeis interagiram, tornando ainda mais fortes os efeitos no crescimento e o impacto das condições orçamentais e financeiras muito restritivas".
Economia mundial cresce menos que o esperado
Quanto à economia mundial, esta não irá acelerar o seu crescimento dos 3,1 por cento registados no ano passado para os 3,3 que chegaram a esperar-se para 2013. Segundo o relatório, a economia mundial voltará a crescer, mas ao mesmo ritmo de 2012.

No próximo ano, o crescimento da economia mundial poderá acelerar, mas para 3,8 por cento e não para os 4 por cento que chegaram a esperar-se. A alteração de previsões deve-se aqui, segundo o relatório intercalar, ”a uma procura interna significativamente mais fraca em várias das principais economias emergentes, tal como a uma recessão mais prolongada na zona euro".

Fonte: RTP Online

Pouco a pouco vai-se verificando o que era mais que espectável.
E sim, 2014 tem condições para ser um ponto de viragem.
 
A minha intenção não é propagandear um livro, mas o conteúdo é uma boa base para uma reforma nos municípios.

Fernando Costa lança livro onde propõe federação dos municípios

“Salve-se (d)o Poder Local”, é o título do livro de Fernando Costa, presidente da Câmara das Caldas com o mandato suspenso e candidato à Câmara de Loures, que é lançado hoje, 5 de Julho, nas livrarias.
A obra, com perto de 300 páginas, faz uma retrospectiva histórica e legislativa, da fundação da nacionalidade até à actualidade. Fernando Costa fala ainda do distrito, província, Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional, das experiencias de associativismo municipal e tentativas de regionalização, assim como da criação de entidades acima dos municípios.
Numa terceira parte, o autarca apresenta as suas ideias para salvar o poder local. “Se não houver uma reforma profunda, afunda-se o poder local como se está a afundar o país”, considera Fernando Costa, que defende a criação de uma federação de municípios em vez da sua extinção. A sua proposta vai no sentido de que um executivo camarário possa administrar três municípios, juntando-se alguns serviços com o objectivo de diminuir os custos.
“A proposta que faço permite reduzir 25 a 30% a despesa dos municípios”, defende, acrescentando que o modelo não é aplicável da mesma maneira a todo o país. Fernando Costa considera que um concelho com mais de 100 mil habitantes não se deve unificar e estabelece diferenças entre o litoral e o interior. Enquanto que os pequenos concelhos do interior devem fazer uma federação de dois ou três, para adquirir sempre mais de 15 mil habitantes no conjunto, no litoral essa federação deve ter, no mínimo, 80 mil habitantes.
“Deve-se atingir este tipo de escalas por forma a que haja um total aproximado de 150 federações de municípios no país”, diz o autarca que considera que há Câmaras, presidentes de Câmara, vereadores, e administradores de empresas municipais a mais.
O autarca, que sempre foi contra as empresas municipais, considera que o número existente no país deverá ser ainda mais reduzido.
Há três razões que o levaram a escrever este livro, o facto de ter sido professor de História, autarca e o facto de facto de ser um contributo para a discussão da reforma do poder autárquico que está a decorrer e possui aspectos com os quais discorda. Para além disso, “é um aviso aos partidos políticos”, realça Fernando Costa.
A obra, que será apresentada em Lisboa a 17 de Julho e nas Caldas da Rainha nos dias seguintes, foi na sua quase totalidade escrito por Fernando Costa, que contou com a colaboração do historiador Nicolau Borges no enquadramento histórico e da actual vereadora na autarquia caldense, Ana Paula Neves, na parte do associativismo municipal e das finanças locais.
Editado pela Aletheia, terá na primeira edição três mil exemplares.

Fonte: Gazeta das Caldas
 
Proposta de país de brandos costumes que adora eufemismos. Por que não somos directos? Chamamos mobilidade a despedimentos a prazo e agora federações de municípios? É assim tão difícil contratar um grupo de professores das nossas universidades para criarem um novo mapa do poder local com nos fronteiras, atendendo às realidades demográficas do território? O meu conhecimento país leva-me a acreditar que bastam 150 a 180 municípios para o Continente. Nem é necessário mexer muito nas freguesias pois o grosso da despesa pública não está aí, e a reforma recente das freguesias é uma anedota, nota-se que foi feita em cima do joelho para inglês ver.

Os enfermeiros queixam-se das 40 horas, pois pelo menos um estudante de Medicina chega a trabalhar mais que isso, pois são 5 a 6 horas de aulas por dia mais 2 ou 3 horas de estudo em casa, isto se quiser passar com segurança nos exames, e muitos médicos trabalham bem mais de 8 horas, sei de médicos que até nem têm fim-de-semana.
 
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