O Estado do País

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Na Europa um décimo da riqueza produzida foi para salvar bancos, Portugal não foge à regra, os outros que paguem com os impostos....


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Francisco Louçã dizia que Ricardo Salgado era o dono de Portugal.

O BES controla o PS, o PSD e a Câmara de Lisboa. Que vergonha! Parece que voltámos ao Estado Novo.
 
Boa noite.
A coleção de arte do BPN pertence agora ao erário público. Penso que, ou a fazem render (expondo num museu para apreciação de todos, inclusivé estrangeiros), ou devem colocá-la à venda, para amortizar (por pouco que seja) a grande dívida que herdámos com a nacionalização do banco.
 
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Boa noite.
A coleção de arte do BPN pertence agora ao erário público. Penso que, ou a fazem render (expondo num museu para apreciação de todos, inclusivé estrangeiros), ou devem colocá-la à venda, para amortizar (por pouco que seja) a grande dívida que herdámos com a nacionalização do banco.

Se queremos expandir o turismo em Portugal era levar e concentrar esses espólios para museus no Porto e em Braga. Tem de se aproveitar os voos para o Sá Carneiro e dar às agências de viagem mais uma opção turística em Portugal.
 
Se queremos expandir o turismo em Portugal era levar e concentrar esses espólios para museus no Porto e em Braga. Tem de se aproveitar os voos para o Sá Carneiro e dar às agências de viagem mais uma opção turística em Portugal.

Concordo. A arte, a longo prazo, é um activo com um valor enorme.

Neste momento o interesse do país é que essas obras fiquem cá.

E o Porto é uma boa opção, e tem locais para acolher esses trabalhos.

Arte é daquelas coisas que só se vende quando se está em total penúria.
 
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À escala europeia nós temos museus muito pobres.

O terramoto destruiu cerca de 70 a 85% dos edifícios de Lisboa e importantes obras de arte europeia. A maioria da riqueza do país estava toda concentrada na capital. Nas invasões francesas foi muita coisa roubada e com o fim das Ordens Religiosas houve um saque dos conventos. A família real também levou algumas coisas para o Brasil. O facto de termos sido um país pobre nos séculos XIX e XX fez com que nãoo houvesse a acumulação de património artístico que houve em Inglaterra ou França. Não havia Revolução Industrial nem burguesia endinheirada que comprasse Arte...
 
À escala europeia nós temos museus muito pobres.

O terramoto destruiu cerca de 70 a 85% dos edifícios de Lisboa e importantes obras de arte europeia. A maioria da riqueza do país estava toda concentrada na capital. Nas invasões francesas foi muita coisa roubada e com o fim das Ordens Religiosas houve um saque dos conventos. A família real também levou algumas coisas para o Brasil. O facto de termos sido um país pobre nos séculos XIX e XX fez com que nãoo houvesse a acumulação de património artístico que houve em Inglaterra ou França. Não havia Revolução Industrial nem burguesia endinheirada que comprasse Arte...

Não é desculpa.

Não tivemos uma 2ª Guerra Mundial que destrui imenso património e que fez "desaparecer" inúmeras obras de arte.

Mas basta olharmos para a conservação de muitos dos nossos monumentos... a maioria são conservados por entidades privadas, pela igreja e por grupos de cidadãos.
 
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Preparar a saída do euro

Afastada das manchetes dos jornais desde há largos meses, a crise do euro, e particularmente a sua expressão ao nível da crise das dívidas soberanas, é um assunto que está longe de estar arrumado.

A razão da relativa acalmia das taxas de juro cobradas pelos "mercados", face aos picos insanos de há dois ou três anos, não será tanto a "caixa-de-ferramentas" do Banco Central Europeu, nem as declarações do seu presidente de que se avançaria, se preciso fosse, para a compra ilimitada de dívida no mercado secundário. Sem menosprezar os efeitos desta decisão, a razão principal da relativa acalmia será outra.

A sobreacumulação de capital e a baixa tendencial da taxa de lucro - marcas de uma crise capitalista sem fim à vista - atraem investidores ao negócio das dívidas soberanas. Investidores em busca de rentabilidades que não encontram noutras áreas. A persistência de fracas rentabilidades à escala global leva a que certos capitais se disponham a arriscar "estacionar" nalgumas dívidas soberanas, por muito insolventes que a médio prazo se afigurem os respectivos Estados. E acontece que este até se tem revelado um excelente negócio para muitos! Que o digam os bancos nacionais que, tendo recebido milhões do BCE a juros módicos, mantêm a economia real seca de crédito ao mesmo tempo que foram compondo os seus balanços com generosos resultados de investimentos em dívida soberana.

Entretanto, os juros impostos a países como Portugal e Grécia, ou mesmo a Irlanda, a Espanha, Chipre e outros, sendo mais baixos do que há dois ou três anos, são ainda insuportavelmente altos - como ficou aliás bem à vista com a recente emissão de dívida portuguesa. A recessão ou estagnação que estes países enfrentam, agravada pelos programas UE-FMI, e a perspectiva de estagnação (ou mesmo ainda recessão) no futuro próximo, levam ao inexorável e imparável aumento do peso da dívida e dos encargos com o seu serviço. A dinâmica de insolvência persiste e só se agravou com as intervenções da UE e do FMI. Ademais, nada foi feito para, por um lado, acabar com a dependência dos Estados face aos "mercados", nem, por outro lado, superar a divergência (os "desequilíbrios macroeconómicos") entre os países da zona euro. Pelo contrário, as medidas postas em marcha no âmbito do Tratado Orçamental e da chamada Governação Económica acentuarão desequilíbrios e desigualdades.

Mais tarde ou mais cedo, inevitavelmente, efeitos bruscos desta imparável dinâmica de divergência (e de insolvência para vários Estados) irromperão. A reconfiguração da zona euro será, com grande probabilidade, um deles. Sejamos claros: quando o ganho que a Alemanha tiver com a configuração actual da Zona Euro for menor do que os custos de manutenção no "clube" de economias periféricas (algumas delas arrasadas), com mercados pequenos e deprimidos, então a reconfiguração - atirando borda fora os pesos-mortos - será uma possibilidade bem real.

aqui
 
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Concordo. A arte, a longo prazo, é um activo com um valor enorme.

A minha proposta: todos os que partilham desta opinião associem-se e comprem os quadros ao Estado. Exponham-nos num espaço próprio e certamente a longo prazo terão um lucro brutal.

Não obriguem é quem, como eu, acha que guardar e expor obras de arte não é uma função essencial do Estado, a financiar esses desvarios. Eu abdico dos meus proveitos a longo prazo.

O que diriam se o Estado fosse investir 35 Milhões de euros a comprar arte? Era um bom negócio?
 
Sindicatos admitem que não conseguiram ganhar

OGMA: da falência ao sucesso

2002: OGMA têm prejuízo de 69 milhões de euros

2003: OGMA têm “lucro” de 94,4 milhões de euros, dos quais 132 milhões são proveito extraordinário relativos à assunção de passivo bancário por parte do Estado

2004: OGMA obtêm resultado líquido positivo graças, mais uma vez, a um perdão fiscal. Resultados operacionais ainda negativos

2004: Aprovada a privatização das OGMA. Reacções:
PS:”A questão é saber se o Governo procura verdadeiramente um parceiro estratégico ou uma multinacional que depois vai destruir e fechar as OGMA(…)”
PCP: “O Governo não tem como objectivo salvaguardar a empresa. Está sobretudo preocupado em envolver-se em operações financeiras para colmatar o défice público”
BE:”Não responde a nenhuma necessidade estratégica do País e hipoteca a independência do Estado português na definição da sua política de Defesa”


2005: No avante: “A anterior administração e a política de privatização abriram caminho para a destruição da empresa”

2007: “Lucros ascendem aos 6,2 milhões de euros. Maior peso de produção na aviação civil e reforço na manutenção levam a um crescimento de 385%. Os piores anos ficaram para trás”

2009: Número de trabalhadores sindicalizados no SITAVA, associado à CGTP, cai 33%

2011: Ogma fechou 2011 com lucros de 10,8 milhões de euros. OGMA distribui 15% do seu lucro líquido aos trabalhadores, num total de 1,8 milhões de euros

2012: OGMA novamente com lucros de 9,4 milhões de euros. Distribui 1,6 milhões pelos trabalhadores

2013: OGMA investiu 34 milhões de euros e criou 180 empregos

Mais um caso revelador da diferença entre a capacidade de gestão empresarial da CGTP e dos privados. Ficaremos atentos aos Estaleiros Navais de Viana do Castelo, outro exemplo de gestão danosa às mãos do PCP e CGTP.

http://oinsurgente.org/2014/02/02/ogma-do-falencia-ao-sucesso/
 
Queres mesmo discutir todas as privatizações feitas desde 1986 ou estás a falar nesta apenas para seres simplesmente demagogo?
 
É ou não verdade que estão por pagar 2 mil e 200 milhões de euros de contrapartidas pela lei de reequipamento de militar inventada pelo paulinho das feiras e aprovada por PS, PSD e CDS há mais de 10 anos? São os trabalhadores culpados por mais este escandaloso roubo?
 

Lei de reequipamento militar. Compras: 5300 milhões de euros. Contrapartidas pela compra de material a este ou aquele fabricante: 3000 milhões de euros. Contrapartidas realizadas: 800 milhões de euros.

Muito do material não chegou completo, quase todos os contratos estão esquecidos e só um se cumpriu, curiosamente o dos F16 nas OGMA já privatizadas e que de pouco serviu porque os F16 foram vendidos à Roménia.
 
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