O Estado do País

  • Thread starter Thread starter Rog
  • Data de início Data de início
Estado
Fechado para novas mensagens.
Advogados admitem ser permeáveis à corrupção
Portugal em 11.º lugar no ranking de países onde o problema é corrente no sector da advocacia
00h30m
NUNO MIGUEL ROPIO
A advocacia portuguesa é das mais permeáveis ao fenómeno da corrupção a nível mundial, aproximando-se à praticada em países como Paquistão, Rússia ou Nigéria. É a conclusão de um estudo internacional, com base em inquéritos realizados aos advogados.

Quando comparado com os restantes parceiros europeus, no que toca ao retrato por regiões, Portugal até nem faz má figura. O cenário só piora quando os advogados portugueses surgem em 11.º lugar num ranking mundial de países, classificados de acordo com as respostas dos seus profissionais: 65% dos inquiridos consideram que, por cá, a corrupção é algo habitual no sector.

No cômputo geral, e de acordo com o estudo internacional apoiado pelo Gabinete das Nações Unidas contra a Droga e o Crime (UNODC), à frente de Portugal só o Paquistão, China, Guatemala, Ucrânia, Peru, Colômbia, Argentina, Rússia, México e Nigéria (por esta ordem descendente). No extremo oposto, ou seja, os países cujos advogados questionados consideraram que a corrupção não é um problema no seu ramo, surgem a Dinamarca, Japão, Luxemburgo, Uruguai, Canadá e Chipre.

Cerca de 85% dos causídicos portugueses admitiram também que a legislação nacional e os regulamentos profissionais são ineficazes na prevenção e combate à corrupção internacional e ao branqueamento de capitais. Valor igual ao da Rússia, similar ao da Nigéria e só ultrapassado pelos da Venezuela e Argentina.

São ainda os jovens advogados, dos 20 aos 30 anos, que dão conta de tal fenómeno. Já os veteranos do Direito pouco o referenciam. Aliás, se mais de 65% dos jovens denunciam a existência de corrupção, esse indicador cai a pique entre os profissionais com mais de 51 anos.

Desconhecimento elevado

Por áreas mundiais, o relatório "Riscos e ameaças de corrupção e a profissão de advogado" aponta à Comunidade dos Estados Independentes, como a Rússia, Ucrânia ou Azerbeijão, os piores indicadores.

São daquela região os profissionais jurídicos que mais afirmaram conhecer colegas envolvidos em corrupção internacional; acreditam que colegas já funcionaram como ponte para a prática corruptiva com um governante; ou que a corrupção é algo comum dentro da classe.

No geral (ler outros dados na caixa), metade dos inquiridos consideram o fenómeno um problema com que o sector se depara.

Os entrevistados admitiram também que um número significativo é abordado para actuar como agente ou intermediário em transacções suspeitas internacionais.

Realizado pela Organização Internacional das Associações de Advogados (IBA) e Organização de Cooperação e de Desenvolvimento Económico (OCDE), o estudo recomenda a formação destes profissionais e a criação de programas jurídicos sobre suborno e corrupção transfronteiriça.


http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Nacional/Interior.aspx?content_id=1677583
 
Corte da despesa está apenas no início

As medidas anunciadas pelo Governo de José Sócrates são apenas o início da redução de despesa que será necessário levar a cabo até 2012. Para que se atinja um défice de 3% do produto interno bruto (PIB) nesse ano, vai ser preciso fazer um esforço adicional de 2,6 mil milhões de euros.

Se não se aumentarem mais impostos, o Executivo ainda vai ter de cortar despesas equivalentes à eliminação do 13.º e do 14.º mês na função pública, por exemplo, ou reduzir 10% nas despesas do serviços e fundos autónomos.

Vários economistas alertam que será necessário impor novas medidas de austeridade. Miguel Frasquilho, economista e deputado social-democrata, é um deles. Em declarações ao SOL, o antigo secretário de Estado do Tesouro de Manuela Ferreira Leite defende que «não há dúvida de que será necessário cortar mais despesa para reduzir o défice em 2012».

Eduardo Catroga, ex-ministro das finanças, afirma que «não falaria verdade se dissesse que [estas] são as últimas medidas de redução da despesa pública; infelizmente não vão ser». Para o antigo ministro de Cavaco Silva, Portugal precisa «de um Estado eficiente e que seja sustentável e este não é uma coisa nem outra». Por isso, é «preciso simplificar estruturas, simplificar a organização do Governo, simplificar a Assembleia da República, reduzir, optimizar direcções-gerais, institutos, empresas municipais, regionais».

Onde cortar?

Depois do pacote de 3,4 mil milhões de cortes de despesas anunciado esta semana pelo primeiro-ministro e pelo ministro das Finanças para 2011, onde pode o Executivo eliminar mais despesa? Cerca de 76% da despesa corrente das administrações públicas dizem respeito a gastos com pessoal e a prestações sociais, pelo que uma consolidação orçamental pelo lado da despesa tem de actuar necessariamente, como reconhece a generalidade dos economistas, nestas rubricas, reduzindo vencimentos, apoios sociais ou pensões. Em qualquer dos países que estão mais empenhados em reduzir os défices orçamentais, este foi o caminho.

Esperar para ver e apostar no PRACE

O próprio secretário de Estado do Orçamento, Emanuel dos Santos, admitiu, em declarações à TSF, que não está excluído por agora um novo corte salarial da Função Pública em 2012. Tudo vai depender da evolução da economia, podendo, por isso, numa perspectiva optimista, haver até um congelamento ou um eventual aumento.

A reforma da Administração Pública terá ainda margem para ter resultados. Das medidas anunciadas na quarta-feira após o Conselho de Ministros extraordinário, a redução das despesas com indemnizações compensatórias, dos subsídios às empresas, a extinção ou fusão de organismos e a racionalização das empresas públicas é a que tem menos impacto orçamental: vale apenas 0,1% do PIB, cerca de 170 milhões de euros.

Mas o consumo intermédio (aquisição de bens e serviços como comunicações, viaturas, consumíveis, etc.), que representa 4,7% do PIB, é uma alternativa para a política de cortes de despesa.

De acordo com o último balanço do Programa de Restruturação da Administração Central do Estado (PRACE), existem 331 institutos e direcções-gerais, com 4.516 dirigentes. Segundo cálculos do SOL, reduzir em 10% as despesas de todos os serviços e fundos autónomos que recebem dinheiro do Orçamento do Estado poderia gerar uma poupança de 2,7 mil milhões de euros. Mas esta rubrica contém outros organismos além de institutos. Entre eles estão alguns que asseguram serviços essenciais, como o pagamento de pensões ou hospitais públicos que não foram empresarializados.

Empresas municipais

Outro campo de actuação está nas empresas municipais. O último levantamento da Ordem dos Técnicos Oficiais de Contas, feito no ano passado, apontava para a existência de 219 empresas municipais e 30 serviços municipalizados. O total de custos destas entidades ultrapassa os mil milhões de euros, pelo que um corte de 10% geraria uma poupança de 100 milhões de euros e poderia permitir reduzir menos as despesas de investimento.

O Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) pode ser visto como alternativa, se a consolidação for feita pelo lado da receita. O secretário-geral da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Económico sugeriu esta semana a Portugal o agravamento da tributação deste imposto e a utilização da folga para reduzir as contribuições que as empresas fazem para a segurança social.

Sol

Que novidade. Ao menos já fazem artigos/noticias destas, vá lá.
 
Oferecem-se jantares para deputados no Facebook

O perfil tem pouco mais de um dia. Foi criado depois de conhecidas as declarações do deputado socialista Ricardo Gonçalves em que este defendia o alargamento do horário da cantina da Assembleia da República para minorar os cortes nos salários e ajudas de custo dos parlamentares.

A página, apelidada "Ofereça um jantar aos nossos deputados", angariou já 69 amigos na rede social e propõe-se organizar uma sardinhada, hoje, "em frente a São Bento". "Tragam meio quilo [de sardinha] por pessoa e vinho do bom". O tom sarcástico da página aponta baterias sobre Ricardo Gonçalves, que o Correio da Manhã noticiou ter defendido o alargamento do horário da cantina. O socialista confirma as declarações, mas acrescenta que as suas palavras surgiram durante um colóquio sobre saúde no Hospital de Penafiel. Quando confrontado por funcionários sobre o impacto que as medidas anunciadas pelo Governo teriam nos seus rendimentos, frisou que "os políticos também dão o exemplo".

Nos seus ordenados, explicou Gonçalves, os cortes atingirão os "17,5 por cento", se se somar ao corte de dez por cento decidido na semana passada os cinco por cento decretados em Maio, a sobretaxa da Caixa Geral de Aposentações e ainda o ajuste do IRS. Acrescentou ainda que as "ajudas de custo vão baixar 20 por cento". "Foi por isso que eu disse que o melhor até era abrir a cantina à noite", rematou. E, acrescenta, transmitiu ao primeiro-ministro a sua preocupação com a austeridade das medidas anunciadas na comissão política do PS, na passada quarta-feira. "Uma discussão normal", resume.

Sobre a página no Facebook, o deputado nada tem a contrariar: "As pessoas podem e devem debater quanto ganha um político. Sou o primeiro a reconhecer que os políticos devem ser os primeiros a ser sacrificados. Agora isso tem que se saber. As pessoas têm de perceber que isso está a acontecer", defende.

Público

Tá tudo maluco.
 
Aquela esquina de Pinhel, da rua António José de Almeida com a Marechal Gomes da Costa, na tarde de sábado, 2 de Outubro de 2010, próxima da adega cooperativa onde os velhos agricultores esperavam para descarregar as uvas vindimadas nas terras cada vez mais desertas, das casas vazias e abandonadas de janelas batendo, de comunidades empobrecidas onde resiste a silhueta dos campanários, é um símbolo da actual encruzilhada do regime.

País pobre, sem grandes recursos naturais, mais dependente ainda, por isso, da vontade dos homens, com educação tradicionalmente deficitária por opção telúrica e, depois, por preconceito ideológico de laxismo (des)igualitário, a república portuguesa oscila entre a resignação do povo com a corrupção do poder e, apesar destes tempos de supranacionalidade europeia, o mito de uma ditadura que resolveria os desvios de dinheiros públicos, o crime, a preguiça, a ruína financeira, a decadência económica e o alargamento da desigualdade salarial. Outros - abstraindo da decadência genética da consanguinidade aristocrática, transmutando em D. Duarte Pio e na sua família a reprodução lusitana da gravidade de Estado do espanhol D. Juan Carlos - sonham com a reprodução dos tempos áureos da monarquia, mesmo reduzida a parlamentar, como se a figura simbólica produzisse, por si e por bênção divina, a redenção dos problemas estruturais do País e o acto de redução do cidadão a súbdito fosse compensado pela Providência com a prosperidade e a ordem. Ou viram-se para o presidencialismo, sucedâneo temporário da monarquia absoluta, aplicado, porém a um país encolhido.

Hoje, 5 de Outubro de 2010, centenário da República é tempo de assentar o fardo da História contemporânea portuguesa. Como costumo repetir, somos os de sempre: monárquicos absolutistas e parlamentaristas, republicanos conservadores, socialistas e comunistas, católicos, ateus e de outras crenças, naturais e imigrantes, de tez branca, negra e parda, dos cabelos celtas no Minho, nórdicos na costa centro-norte, morenos no sul. E fomos todos um só, mesmo quando estivemos desavindos em campos contrários, como na história recente: na praça do Município de Lisboa há cem anos, em La Lys em 9 de Abril de 1918, na avenida da Liberdade em 6 de Junho de 1926, em Braga no 28 de Maio de 1936, na estação de Santa Apolónia no 16 de Maio de 1958 e no Vimieiro em 30 de Julho de 1970, no cais da Rocha Conde de Óbidos em 5 de Maio de 1961, em Paris e Argel em 1962 e na fortaleza de São Miguel de Luanda em 10 de Novembro de 1975, no Largo do Carmo em 25 de Abril de 1974, nas barricadas nos acessos a Lisboa em 28 de Setembro de 1974 ou no pavilhão gimnodesportivo de Alcobaça em 16 de Agosto de 1975, em Almada no 18 de Agosto de 1975 e na calçada da Ajuda em 25 de Novembro de 1975. Irmãos, amigos/inimigos, nas derrotas e nas vitórias de ideologias, crenças, valores, paixões e mistérios. Usurpar um regime, ostracizando os outros, renegar e retorcer a história, colhendo da realidade e da lenda de um povo apenas a parte conveniente, os homens justos e a glória dos sucessos, é renegar a comunidade e o próprio género humano. Esta oportunidade deve ser de paz e de união, em vez de desforra e divisão. Sem queimar a raiz.

A República não é o problema. Nem a Democracia. O problema que temos de solver é o regime. Precisamos de uma IV República realmente democrática e responsável - depois da balbúrdia da I, da ditadura da II e da corrupção da III. Reformando a obsoleta democracia representativa, com a escolha efectivamente livre dos cidadãos e o escrutínio dos representantes, através de um sistema de democracia directa.

Portanto, hoje é dia de avaliar o regime com a perspectiva da história do futuro. Mesmo se a urgência da situação financeira, económica e social, nos traz de volta à discussão das decisões imediatas, tomadas sobre a conjuntura do politicamente correcto e no contexto de campanhas eleitorais, a próxima e a seguinte. Nesse outro horizonte temporal mais curto, deixo aqui a hiperligação do discurso do Presidente da República, neste 5 de Outubro de 2010 (não indico a ligação do discurso do primeiro-ministro, pois não estava ainda disponível à hora em que escrevo).

O Presidente da República chamou ao seu discurso o tema da responsabilidade. Após submeter o texto a análise de conteúdo, verifiquei que o conceito de responsabilidade aparece 17 vezes no discurso - 11 vezes a palavra «responsabilidade», 3 vezes a palavra «responsável», 2 vezes a palavra «responsáveis» e uma vez a palavra «responsabilidades»; a palavra seguinte mais frequente - descontadas as palavras «República» (19 vezes), «portugueses» (7 vezes), «País» (13 vezes) e Portugal (6 vezes) - é «cultura» com 5 referências e está ligada também ao conceito de «cultura de responsabilidade» que domina o discurso. O Prof. Cavaco Silva apontou a falta de uma «cultura de responsabilidade» como causa principal da queda da I República, num paralelo com a ruína financeira actual (6,33% de taxa de juro, às 19:30 neste 5-10-2010, feriado em Portugal, nas obrigações do Estado português a 10 anos, seis dias depois do anúncio do 2.º pacote de austeridade Sócrates!) e a rara ética de responsabilidade na política portuguesa actual. Socialistas e aliados hão-de interpretar que se tratou de um sinal dirigido ao PSD, pressionando-o para apoiar o Governo no orçamento de Estado. Mas nem é isso que lá está, nem se pode intuir dessa forma unívoca. O Prof. Cavaco Silva, no contexto sensível em que se encontra, não deve, nem pode, tomar partido na disputa orçamental. Mas a menção de responsabilidade tem como principal destinatário o primeiro-ministro de um governo com minoria no Parlamento, que deve abdicar já dos negócios milionários do Estado e as obras faraónicas não urgentes do TGV, Pinhal Interior e outras. Pois, não se pode dividir a responsabilidade do Estado em dois níveis - a do Governo socialista que decide sobre o que quer, e se considera dono do regime, e as oposições, constrangidas a votar conforme a música socialista, veiculada por uma comunicação social que «tem de ser livre» e «informar com isenção, com objectividade e com rigor». Media controlados que são um dos sustentáculos do regime socialista. Todavia, como lembrou o Presidente, «a República é de todos».

Mantenho que o PSD não deve caucionar um orçamento que mantenha esses «projectos grandiosos», tomados à revelia da solvência do País, num momento em que a taxa de juro acelerava. Essa suspensão do investimento não urgente, e não prioritário, é muito mais importante do que a questão do aumento de impostos que parece, em qualquer caso, inevitável. Nesse sentido, por mais que nos doa, a responsabilidade política, que o PSD não há-de ignorar, obriga ao aumento da carga fiscal simultaneamente à redução da despesa. Mas caucionar o orçamento seria aprová-lo e responsabilizar-se por ele. O PSD deve dar uma opinião franca sobre o documento, depois de este ser apresentado na Assembleia da República: cabe ao Governo negociar com as oposições (PSD, Bloco e PC) para aprovar o orçamento. É o Governo sozinho que terá de responder pela situação de bancarrota financeira, depressão económica e insolvência social, a que conduziu o País, após seis anos de governo... irresponsável.

Fonte: http://doportugalprofundo.blogspot.com/
 
Tribunal de Contas arrasa contrato do TGV
7 de Outubro, 2010Graça Rosendo

O Tribunal de Contas preparava-se para chumbar o contrato de adjudicação do troço do TGV entre o Poceirão e Caia. Os conselheiros descobriram várias irregularidades no processo e tinham já decidido recusar o visto prévio ao contrato - o que só não se concretizou porque o Governo decidiu pedir a devolução do contrato, precisamente no dia em que os conselheiros iam aprovar o acórdão com a sua decisão final
O Ministério das Obras Públicas retirou o contrato de adjudicação do troço do TGV Poceirão-Caia do Tribunal de Contas (TC), onde aguardava o parecer e a decisão dos conselheiros, de atribuição ou não do respectivo visto prévio. O pedido do Governo foi feito na sexta-feira passada, precisamente no dia em que os juízes da 1.ª Secção do TC iam reunir para discutir o projecto de acórdão - e que, segundo soube o SOL, ia no sentido de recusar o visto ao contrato, devido a uma série de irregularidades.

O Ministério das Obras Públicas recebera vários pedidos de esclarecimento do Tribunal, relativamente ao contrato de adjudicação do primeiro troço do TGV - assinado no início de Maio passado com o consórcio Elos, co-liderado pela Brisa e pela Soares da Costa.

Esses pedidos já indiciavam as dúvidas de fundo que os juízes se preparavam para alegar na decisão final. Entre estas, e à semelhança do que aconteceu com os contratos de concessão das novas auto-estradas, o TC deu sinais de considerar que o interesse público não estava salvaguardado por o risco económico-financeiro da operação de concessão recair sobretudo no Estado. Além disso, verificavam-se disparidades entre o contrato e o caderno de encargos do concurso, o que configuraria uma violação do princípio da concorrência.

Foram esses pedidos de esclarecimento, a que o Executivo não respondeu na totalidade, que impediram o TC de respeitar o prazo máximo de 30 dias previsto na lei para decidir sobre o visto ao contrato. Este já foi assinado em Maio passado. Contactado pelo SOL, o Ministério das Obras Públicas não esclareceu quando vai voltar a enviar o contrato ao TC, nem se vai promover alguma alteração ao texto, de modo a eliminar as dúvidas dos conselheiros.

Seja como for, e qualquer que seja a decisão, neste momento pode estar comprometido o início das obras que o Governo já anunciou para Janeiro. Isto apesar de, formalmente, a ausência de visto prévio não ser impedimento para o início da execução de um contrato.

O presidente do TC tem, aliás, pedido publicamente aos responsáveis políticos uma alteração à lei orgânica do TC que volte a impedir essa situação - precisamente para evitar que obras cuja adjudicação acaba por ser considerada ilegal e lesiva do interesse do Estado possam avançar antes do tribunal se pronunciar.

Vai custar o dobro

A TVI, entretanto, revelou que o valor desta adjudicação, feita em regime de parceria público-privada, vai custar ao Estado o dobro do que o Governo tem anunciado. Segundo os anexos ao contrato assinado com o consórcio Elos, que a estação de Queluz divulgou, em vez dos cerca de 1,4 mil milhões de euros anunciados como encargos públicos, o troço do TGV entre Poceirão e Caia vai custar aos cofres do Estado quase o dobro, ou seja, cerca de três mil milhões de euros.

O ministro das Obras Públicas, António Mendonça, desmentiu os números avançados pela TVI mas a oposição, perante os documentos divulgados, solicitou a presença do ministro no Parlamento, tendo o BE exigido a denúncia imediata do contrato.
in http://sol.sapo.pt/inicio/Sociedade/Interior.aspx?content_id=1673

...a saga "socratesiana" continua....!!
 
Soneto quase inédito
Surge Janeiro frio e pardacento,
Descem da serra os lobos ao povoado;
Assentam-se os fantoches em São Bento
E o Decreto da fome é publicado.

Edita-se a novela do Orçamento;
Cresce a miséria ao povo amordaçado;
Mas os biltres do novo parlamento
Usufruem seis contos de ordenado.

E enquanto à fome o povo se estiola,
Certo santo pupilo de Loyola,
Mistura de judeu e de vilão,

Também faz o pequeno "sacrifício"
De trinta contos - só! - por seu ofício
Receber, a bem dele... e da nação.

JOSÉ RÉGIO Soneto escrito em 1969.

Mais palavras para quê, trata-se de um poeta português.
 
Pena que o próprio Milton Friedman já tenha reconhecido que todos esses princípios económicos estavam errados. Ninguém hoje aplica semelhante medicina, o mercado não é eficiente como ele pensava.



Já reparou que o gráfico tem um slope na recessão de 1982 muito maior que aquela que derrotou o Salvador Allende? Se as políticas eram correctas porque terá o Chile tido um dos piores desempenhos económicos de toda a América do Sul? Quando Pinochet abandonou o poder em 1990, o Chile tinha 40% da população na miséria!



O maior milagre que ela conseguiu foi a Guerra nas Malvinas e o Rise on the British Pride, que lhe salvou a reeleição.

Tente de procurar esas declaracioes de Milton Friedman donde reconoce que ele estava errado, mais nao vi, pode ser que ele dizera eso mais eu nada senti.

Ninguen aplica eso? HONG KONG E SINGAPUR ainda aplican eso, e sao moito desenvolvidos. Ainda mais, CHILE aplica eso, mais nao ao 100%.

Como eu dize nao conhezo Asia, mais si conhezo o Cono Sur, e conhezo moito ben Chile. Lá as pensioes sao privadas, o trabalhador ten un fondo onde ele leva o dinheiro para cando seja velho, sao as AFP, mesmo na tvs ha comerciais de AFP, e eu a primeira vez que vi un de eses anuncios comerciais na televisiao nao entendi que coisa era aquela que estaban a anunciar, mais despois as pesoas explicaran que eran os fondos privados, pois foi o primeiro pais que privatizaran os fondos, una coisa que ja esta a discutir en tudos os paises europeos, sim, temos que falar de eso, ja estao a falar de eso en tuda Europa.

A recesao do 82 foi una recesao inducida, foi feita por o governo, esa recesao foi o SHOCK que Friedman estava a falar, cando dizera a Pinochet que o enfermo precisaba un SHOCK moito forte, e o enfermo era Chile. Mais despois recupero. O de Allende foram ideas (algunas boas ideas) mais Allende nao penso na psicología das pesoas.

- O governo de Allende repartio terras, e deu alambre as familias para separar as terras, mais o alambre desapareceu pois os homes andavan a trocar o alambre por vinho, e as "botillerías" tinhan tudo el alambre.

- Os tractores agricolas por vezes só foram utilizados para andar ao povo vizinho a jugar a partida de futebol (esto acontecera, pois ha pesoas que dizeram esto) O tractor nunca fora utilizado, mais para andar a vila vizinha para jogar a bola, e celebrar o triunfo na partida por tudo o povo, tudas as pesoas no remolque do tractor.

- Terras que produzian moito para o mercado, despois do reparto de terras de Allende as familias produzian, sim, mais só para autoconsumo. Familias con 5 ha. só trabalhaban 1 ou 1'5 ha, ou familias con 10 ha. só trabalhaban 2 ou 3, asim aconteceu que grandes terras que produzian moito para o mercado despois produzian 20%, pois moitas pesoas só produzian para autoconsumo e deixaban moita terra sen produzir nada.

- Industrias que deixaran de produzir, etc....

E tudo esto falavan pesoas que gostaban de Allende, pesoas que votaran para Allende, pesoas que ainda eran das ideas de Allende, falavan que o povo maioria fora estupido, que trocaran alambre por vinho, que usaran o tractor para fazer festa, que comeran as galinhas e as vacas, pois eles pensaban que o estado iba a dar mais vacas e galinhas tudos os anos, pois en ocasioes estavan a fazer coisas sen sentido nenhum, e tiveran moitos errores, que ata o mesmo Allende fizera critica do proceso.

Mesmo moitos "allendistas" intelectuales dizeram para min que o povo nao estava preparado para eso, que Allende fora demasiado grande para un povo por vezes moito estupido, que nao entendia nada.
Mesmo ha unas imagens onde Allende dize as pesoas que ele ten dous casas e nao va a dar una casa ao povo, que o que ele vai fazer é dar oportunidade a tudas as pesoas para poder ter una casa digna e una vida digna, mais sao as pesoas as que deven fazer eso, ALLENDE NAO ERA DEMAGOGO.

Mais o povo fora moito estupido, eso dizeran "allendistas" pois o povo nada entendeu do mensagen de Allende.
 
E Chile fora a naçao con melhor desempenho económico de Sul America nos 80s ( a "década perdida" e chamada nos outros países) e nos 90s.

A miseria do 1990 en Chile ainda era grande, mais era menor que a miseria de 1973.

Como eu dize conhezo esa área do planeta, e a diferencia de Chile con Bolivia ou con Paraguay ou con Ecuador e moito grande, e hoje Chile fica melhor que Argentina que fora sempre LA GRAN ESPERANZA, mais acho que Argentina ja ten moitas décadas de ser gran esperanza.
 
E Chile fora a naçao con melhor desempenho económico de Sul America nos 80s ( a "década perdida" e chamada nos outros países) e nos 90s.

A miseria do 1990 en Chile ainda era grande, mais era menor que a miseria de 1973.

Como eu dize conhezo esa área do planeta, e a diferencia de Chile con Bolivia ou con Paraguay ou con Ecuador e moito grande, e hoje Chile fica melhor que Argentina que fora sempre LA GRAN ESPERANZA, mais acho que Argentina ja ten moitas décadas de ser gran esperanza.

Não esquecer que a Bolívia tem um problema geográfico de fundo que se chama «acesso ao mar» e que atrofia todo o seu potencial. As enormes reservas de minério precisam de passar a fronteira para serem escoadas.
 
O debate do ano:



Muito bem feita a montagem! :D
 
Editado por um moderador:
O Capitalismo Português e a Defesa do Interesse Público. :D

Pontes sobre o Tejo, negócios de Portugal SA...

Mota-Engil/Jorge Coelho/Accionistas da Lusoponte: «a concessão das pontes é um negócio maduro com lucros e dividendos garantidos»...

Risco financeiro zero... fim da concessão: 24 de Março de 2030...

Por outro lado... tal como o actual presidente da empresa, também os 10 ministros das Obras Públicas que lhe sucederam viram o contrato da Lusoponte como "bastante equilibrado"...

Joaquim Ferreira do Amaral: «Se não houvesse o regime de exclusividade, penso que seria difícil a qualquer empresa realizar aquele contrato»...

Mas quando é preciso pagar as pesadíssimas obras de conservação desaparecem as Lusopontes... A Estradas de Portugal que pague...

«Substituição do tabuleiro sem data.

É o tema tabu da ponte 25 de Abril. Todos admitem que o tabuleiro rodoviário terá que ser substituído algum dia. Eduardo Gomes, vice-presidente da EP com o pelouro da conservação, concorda. Mas garante que o tema não é urgente. Em média, em pontes equivalentes nos Estados Unidos os tabuleiros têm a duração de 50 anos, mas os responsáveis da EP alertam para o facto da 25 de Abril (a funcionar à 44 anos) não estar sujeita ao mesmo tipo de condições atmosféricas das estruturas americanas, pelo que o limite temporal "não é linear". A redução do ruído associado à componente metálica do tabuleiro, sobretudo quando cresce a pressão imobiliária no acesso Norte (Alcântara) é outra motivação, não relacionada com segurança ou fiabilidade, para uma intervenção.»

pontessobreotejo.png
 
Um belo retrato do país de Frei Fernando Ventura



[ame="http://videos.sapo.pt/JoFz521LdtWURRpTF1YY"]Frei Fernando Ventura sobre a situação do PaÃ*s - SIC Notícias - SAPO Vídeos[/ame]
 
Li com atenção o testemunhos colocados nos posts atrás, e que posso dizer?

O país encontra-se num caos completo, a caminhar a passos largos para a ruína!

O estado de ânimo dos funcionários públicos é desmotivante, nem todos têm culpa, há gente que trabalha! O estado tem vindo a colocar concursos de admissão de pessoal e passados 15 dias emite despacho a cessar tudo, isto sistematicamente! Digo isto, porque também na administração central assim como na local, existe muita precariedade no emprego! Nem todos os seus funcionários são funcionários públicos, produzem o dobro e têm o fim à vista sendo enganados por despacho!

Se todas aquelas estruturas atrás citadas, fossem unificadas ou extinguidas, sobraria muito pessoal sujeito à mobilidade e que seria integrado onde faz falta! Mas nem a mobilidade especial, tem funcionado, os funcionários são mandados para casa e paulatinamente reduzidos na sua dignidade, direitos, e vencimento.

Que país miserável é este??

O governo só sabe aumentar receitas pela via dos impostos, hoje com iva, irs, seg social, podemos imaginar uma família de 4 pessoas a jantar à mesa, mas com mais 2 funcionários do estado a jantar sem terem sido convidados!

Porque o desvio também é roubo, é roubo o que chamo ao desvio que estes senhores estão fazendo com o fundo da segurança social para o qual todos descontamos. Eles aumentam os descontos e não é para o nosso futuro como pensionistas mas apenas para taparem os buracos das despesas que geram, estão a roubar-nos literalmente e à luz do dia! Ninguém diz nada, mas digo eu! Aquele dinheiro é para a nossa reforma, não é para ser gasto em patifarias!

Mas o pior está para vir! O 2o submarino está aí a chegar, mais as despesas acrescidas quando BPP/BPN forem privatizados, ou já este ano para pagar o buraco da nossa empresa pública que explora diamantes em Angola!

Os bancos safam-se sempre de um aumento de impostos ou de uma melhor regulação, e ainda por cima, e com grande falta de VERGONHA na cara vem o administrador da caixa geral de depósitos alertar que se o estado lhes aumentar os impostos à banca, serão os clientes aqueles que irão pagar, que grande LATA!! Os bancos adquirem crédito do BCE a 1%, e vendem a quanto?? A CGD deveria dar o exemplo, reduzindo os seus lucros, conquistando mais clientes, e portanto, obrigando outros bancos a melhorar os seus serviços!

Mas para que serve afinal o Banco de Portugal? Para que servem as suas reservas? Porque é que há uns anos o Banco de Portugal anunciou o défice do estado à 2a casa décimal e hoje em dia vemos o défice recalculado de 3 em 3 meses grosseiramente de 5 para 7, de 7 para 9%, ..., isto é o quê? Ainda alguém acredita que estes senhores não nos andam a enganar? Ou melhor, que estarão eles a ESCONDER? Não é por nada, mas a verdade deve ser terrivelmente assustadora!

Hoje na última folha do correio da manhã, vem um testemunho do Técnico, contra o instituto de meteorologia, pois parece ser um caso único de um país que até cobra pelos seu dados!
 
Eu estava para colocar aqui a lista que o Vince postou.

No Algarve tenho ouvido muita gente criticar uma despesa absurda que as câmaras fazem todos os anos: as iluminações de Natal. Antigamente, eram postas quinze dias antes do Natal, agora há quem ponha as decorações com quase dois meses de antecedência!

E se há vinte anos só as ruas com mais comércio das capitais de concelho tinham decoração, hoje em dia estão por todo o lado, até nas vilas e aldeias!

Para além do gasto adicional de electricidade, há que pagar o aluguer às empresas espanholas que fornecem estas decorações. Tudo somado, deve ser uma bela factura para os contribuintes...

Na minha junta de freguesia, tem-se chegado ao ponto de iluminar quilómetros e quilómetros de ruas, e houve até anos em que puseram colunas de som a transmitir música de Natal durante dias a fio!

Em ano de vacas magras, não seria hora de recuperar os hábitos antigos e iluminar apenas as principais ruas de comércio dos centros das cidades, entre o 15 de Dezembro e o 6 de Janeiro?
 
Estado
Fechado para novas mensagens.