O Estado do País

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A mim está-me é a querer parecer que as pessoas e até mesmo os partidos acham que o dinheiro que aí vem é estilo o dinheiro do plano Marshall (a fundo perdido) que Salazar quis pagar.

Memórias do Portugal Respeitado (Texto de Luís Soares de Oliveira)

Corria o ano da graça de 1962. A Embaixada de Portugal em Washington recebe pela mala diplomática um cheque de 3 milhões de dólares (em termos actuais algo parecido com € 50 milhões) com instruções para o encaminhar ao State Department para pagamento da primeira tranche do empréstimo feito pelos EUA a Portugal, ao abrigo do Plano Marshall.

O embaixador incumbiu-me – ao tempo era eu primeiro secretário da Embaixada – dessa missão.

Aberto o expediente, estabeleci contacto telefónico com a desk portuguesa, pedi para ser recebido e, solicitado, disse ao que ia. O colega americano ficou algo perturbado e, contra o costume, pediu tempo para responder. Recebeu-me nessa tarde, no final do expediente. Disse-me que certamente havia um mal entendido da parte do governo português. Nada havia ficado estabelecido quanto ao pagamento do empréstimo e não seria aquele o momento adequado para criar precedentes ou estabelecer doutrina na matéria. Aconselhou a devolver o cheque a Lisboa, sugerindo que o mesmo fosse depositado numa conta a abrir para o efeito num Banco português, até que algo fosse decidido sobre o destino a dar a tal dinheiro. De qualquer maneira, o dinheiro ficaria em Portugal. Não estava previsto o seu regresso aos EUA.

Transmiti imediatamente esta posição a Lisboa, pensando que a notícia seria bem recebida, sobretudo num altura em que o Tesouro Português estava a braços com os custos da guerra em África. Pensei mal. A resposta veio imediata e chispava lume. Não posso garantir a esta distância a exactidão dos termos mas era algo do tipo: "Pague já e exija recibo". Voltei à desk e comuniquei a posição de Lisboa.

Lançada estava a confusão no Foggy Bottom: - não havia precedentes, nunca ninguém tinha pago empréstimos do Plano Marshall; muitos consideravam que empréstimo, no caso, era mera descrição; nem o State Department, nem qualquer outro órgão federal, estava autorizado a receber verbas provenientes de amortizações deste tipo. O colega americano ainda balbuciou uma sugestão de alteração da posição de Lisboa mas fiz-lhe ver que não era alternativa a considerar. A decisão do governo português era irrevogável.

Reuniram-se então os cérebros da task force que estabelecia as práticas a seguir em casos sem precedentes e concluíram que o Secretário de Estado - ao tempo Dean Rusk - teria que pedir autorização ao Congresso para receber o pagamento português. E assim foi feito. Quando o pedido chegou ao Congresso atingiu implicitamente as mesas dos correspondentes dos meios de comunicação e fez manchete nos principais jornais. "Portugal, o país mais pequeno da Europa, faz questão de pagar o empréstimo do Plano Marshall"; "Salazar não quer ficar a dever ao tio Sam" e outros títulos do mesmo teor anunciavam aos leitores americanos que na Europa havia um país – Portugal – que respeitava os seus compromissos.

Anos mais tarde conheci o Dr. Aureliano Felismino, Director-Geral perpétuo da Contabilidade Pública durante o salazarismo (e autor de umas famosas circulares conhecidas ao tempo por "Ordenações Felismínicas" as quais produziam mais efeito do que os decretos do governo). Aproveitei para lhe perguntar por que razão fizemos tanta questão de pagar o empréstimo que mais ninguém pagou. Respondeu-me empertigado: - "Um país pequeno só tem uma maneira de se fazer respeitar – é nada dever a quem quer que seja".

Lembrei-me desta gente e destas máximas quando há dias vi na televisão o nosso Presidente da República a ser enxovalhado pública e grosseiramente pelo seu congénere checo a propósito de dívidas acumuladas.

Eu ainda me lembro de tais coisas, mas a grande maioria dos Portugueses de hoje nem esse consolo tem.

Estoril, 18 de Abril de 2010

Luís Soares de Oliveira

Penso que este texto já estava aqui, mas relembro mais uma vez, bons exemplos nunca são demais :D
 
Temos 3 soluções:
1. Aceitar as condições do FMI, negociando aquilo que for negociavel.
2. Cada português (10milhões) colabora comprando 3000eur de dívida pública ao estado em 2011, e depois em 2012 também, e 2013..
3. Fazer como a Islandia, não pagar e depois se vê as consequências..

Eu nunca ouvi falar tanto em "Mil milhões de euros" como nestes últimos 2 anos. Em termos de piada, até podíamos pagar a dívida da Islandia, é equivalente ao nosso BPN (é só mais 4mil milhões). E depois íamos para lá passar férias à borla, boa idéia? :)
 
E quando esse dinheiro todo acabar!? Pelo que leio, novas fontes de produzir riqueza não se encontram! A única que vejo é tirar ao povo! Cada vez mais se nota a diferença de classes! Mesmo a classe média passa por grandes dificuldades!
Desculpem, mas este país parece o Titanic e ninguém aparece com medidas que façam as pessoas ter um bocado de esperança!
Fico 1/2 dias sem acesso a noticias, e quando as vejo de novo, é o mesmo de sempre! Os nosso políticos a "esgrimirem" acusações, é como ver a "guerra" no nosso futebol!!!! Deixa-me triste e com vontade de fazer as malas!
 
O Mário Soares largou uma sentença das suas na semana passada, obviamente dirigida a amnésicos. É o costume do que ouvimos dos políticos.

Segundo ele, um pedido de ajuda financeira externa ao FMI não acarretaria maiores problemas do que aqueles que o país suportou quando ele era primeiro-ministro.

Será mesmo assim, como ele afirmou? Recordemos um pouco e comparemos as circunstâncias. Na altura, Portugal tinha já estoirado a fortuna nacional do Estado Novo. Contudo, o país conservava os seus meios de produção. Havia uma agricultura que alimentava a população, com raras importações. Havia uma pesca que não só alimentava, mas exportava. Havia alguma indústria que também exportava. O que não havia era tantas sanguessugas a que agora chamam investidores estrangeiros que levam os lucros para os seus países, claro.

Sem muitos exemplos, recordemos que das mais de 250 fábricas de conserva de peixe da altura pouco mais de duas dezenas restam. Entretanto, os acordos do Cavaco com a UE fizeram abater a quase totalidade da frota pesqueira nacional enquanto os outros países as aumentaram (ex.: Espanha que pesca onde o Cavaco acordou proibição para nós). Idem para a agricultura, tanto quanto à sua aniquilação quanto ao que se passou na UE (ex.: França), que não só protegeram as suas como investiram na reciclagem dos (nessa altura) filhos dos agricultores. A indústria veio a receber o golpe cavaquista muito mais tarde por não ter sido também reciclada, modernizada, tanto os industriais como o seu pessoal tornando-se improdutivos com o tempo e incapazes de atingir salários decentes.

São caminhos e procedimentos cujos resultados levam obrigatoriamente muito mais de uma década a produzir efeito. Tal como com a falta de médicos, «encomendada» (decretada) pelo Cavaco no seu último ano de governo.

Portanto, a referência do Mário Soares sobre este assunto não é mais verdadeira que sobre outros. Mentiu de novo descaradamente à população, um mestre vigarista, como nos habituou a reconhecê-lo através dos tempos. O género de gente que uma população de atrasados mentais adora e nela vota. Idem com o Cavaco, com o Coelho, com o Sócrates, com o Louçã, com os Portas, etc. O Jerónimo parece ser actualmente o menos vigarista do panorama político, ainda assim puxado para a falsidade, como todos os políticos, devido às preferências do povo. O povo tem realmente obtido aquilo que tem procurado. Se não é o que queria, o que procurou é de certeza.

Em consequência da diferença entre o Portugal de há 30 anos e o de agora, também haverá uma diferença entre as consequências da ajuda do FMI, entre a anterior e a presente. É mais que evidente que não tendo agora Portugal a décima parte dos recursos de subsistência de então, a miséria só poderá ser muito maior e de muito, mas muito mais longa duração. Prepare-se, pois, a população, para mais de uma geração de miséria, de fome, de doenças sem médicos nem meios para tratamentos. Provavelmente, acontecerá como nos EUA: quem precisar de um rim, dum coração ou de qualquer outro órgão, ou o paga ou morre. Quem não tiver saúde não terá direito a viver. Quem não tiver dinheiro não terá direito a comer. Põe-se mais polícias na rua, como quer o Portas, para espancar os pobres que vão ser obrigados a roubar. Aumenta a miséria, aumenta o crime, aumenta o cacete.

Obrigado, Cavaco. Os carneiros já lhe agradeceram reconhecidos pela desgraça que lhes preparou, elegendo o seu carrasco. Vai-te algarvio cínico, volta para o Poço de Boliqueime a comer dentro da tua gaveta. Vai-te, pai da fome e da miséria e leva contigo o judeu do interior, que por não ensinar a polícia, ela anda armada em justiceira a matar gente com direito a julgamento e num país onde nem a pena de morte existe. Vai para ao pé do teu vizinho da casa de férias e convida os ladrões da tua quadrilha que têm andado por aí a roubar os bancos, pela Galp e outros antros de podridão e de meios de extorquir o dinheiro ao povo.

A crise nacional é nacional e tem uma origem conhecida. O fundo europeu de coesão, destinado a organizar e modernizar o país para o futuro (hoje), foi desbaratado, roubado e distribuído pela corja dos governos do Cavaco, pelos seus acólitos, famílias e amigos de corrupção, com o seu assentimento, sob a sua responsabilidade, deixando o país como se sabe. Os governos que se lhe sucederam nada fizeram para o evita, donde não podem estar isentos de culpa. A crise mundial apenas veio dar o golpe de misericórdia.

Quem se lembrar sabe que foi desta forma que se passou e não como as guerras das máfias de ladrões pelo poder apregoam, para sacar os votos aos pobres abortos. Os partidos políticos aproveitam a crise para se inculparem mutuamente, por ganância egoísta e em desrespeito dos interesses nacionais, em lugar de analisarem a situação e apresentarem soluções válidas.


Blog Arrebenta-Sol
 
À atenção do FMI e do futuro Governo da República, dez sugestões:

1) Extingam mais de metade das juntas de freguesias e um quarto a um terço dos concelhos. Despeçam todos os funcionários públicos das juntas e autarquias extintos, que tenham menos de 40 anos. Os restantes devem ser colocados num programa de mobilidade, e transferidos para serviços onde haja vagas disponíveis; se recusarem, também deverão ser despedidos. Façam uma auditoria nos concelhos e juntas que não sejam extintos, e aí, despeçam também todos os funcionários públicos excedentários com menos de 40 anos. Proíbam a atribuição de apoios económicos por parte do poder local a associações recreativas, columbófilas, de caçadores e afins. Obras públicas a partir de um determinado valor deverão ter uma análise e uma autorização prévia por parte do Ministério das Finanças.

2) No Ensino Superior, aumentem drasticamente as propinas para todos os alunos que reprovem de ano mais de uma vez. Quem não tiver condições para frequentar, que congele a matrícula ou que faça uma inscrição a tempo parcial. Para além disso, instituam uma multa pesada para os estudantes que reprovem mais de uma vez à mesma cadeira ou a mais de três cadeiras diferentes ao longo de um ciclo de estudo. Estudem mais e percam menos tempo na praxe, nas tunas, nas noitadas em dias de semana e nas queimas.

3) Cortem as reformas milionárias. A Suíça é um dos países mais ricos e com mais dinamismo económico de todo o mundo; lá, a reforma máxima não ultrapassa os 2000 euros mensais. Coloquem por cá um tecto idêntico. Dois mil euros são suficientes para se ter uma boa qualidade de vida. Quem quiser a casa de férias em Vilamoura, ou quem quiser dar uma mesada de 500 euros a cada neto, que trabalhe mais durante a vida activa para manter os luxos na velhice.

4) Reduzam o número de deputados para 180, conforme prevê a Constituição. Nos Governos Regionais, reduzam também drasticamente o número de deputados. Acabem também com as ajudas de custo. O salário chega perfeitamente para arrendar um T0 e pagar refeições na cantina da Assembleia. Quem quiser ir ao Eleven, ou para os hotéis de cinco estrelas do Nordeste brasileiro, mude de profissão.

5) Aumentem drasticamente os impostos sobre a compra de automóveis novos ou em segunda mão. Num país pobre e endividado a classe média não deve ter vergonha de andar de autocarro, a pé ou de bicicleta. Aumentem ainda as portagens para os veículos ligeiros. Os portugueses que vivam perto do local de estudo ou de trabalho.

6) Acabem com as rendas congeladas e liberalizem de uma vez o mercado. Punam severamente todos os proprietários de prédios devolutos nos centros das vilas e cidades. Instituam uma lei dos solos que inclua a devolução da totalidade das mais valias imobiliárias ao Estado. Expropriem os terrenos e edifícios sem dono, de herdeiros que estão há uma ou duas décadas sem se entender.

7) Aumentem o IVA para 25%, mas não mexam nas restantes taxas.

8) Parem todas as grandes obras públicas em curso. Proíbam a atribuição de apoios públicos, mesmo que através da atribuição de terrenos ou reduções de impostos a grandes investimentos privados, como o Autódromo do Algarve. Façam a renegociação das Parcerias Público-Privadas.

9) Travem futuros investimentos na energia eólica ou na energia fotovoltaica, ou outros investimentos públicos em energias alternativas ou no famigerado «carro eléctrico».

10) Parem de imediato a entrega de computadores Magalhães.
 
9) Travem futuros investimentos na energia eólica ou na energia fotovoltaica, ou outros investimentos públicos em energias alternativas ou no famigerado «carro eléctrico».

Como assim? Se tivesse sido o CDS com o magnifico Paulo Portas a investir nas energias renovaveis se calhar ja se devia continuar... :D
Agora a serio:Travar o investimento em energias alternativas? Nem parece ser um forum de meteorologia e de quem gosta do ambiente,ler-se isto aqui.
 
O sobrecusto das renováveis teve ter andado nos últimos anos pelos 500/600 milhões € ano. A aposta nas renováveis é correcta mas deveria ter sido feita de forma gradual ajustando-se ao próprio aumento de preços dos combustíveis fósseis. Não havia necessidade nenhuma desta pressa absurda de querer fazer tudo de uma vez que nos trouxeram esses sobrecustos completamente exagerados, somos um país pobre ! Esta pressa só serviu para o Socrates se passear por conferências com o Mexia a dizerem que são dos melhores do mundo. Até porque a pressa nesta área é uma estupidez, a cada ano que passa podes instalar torres eólicas mais potentes que as anteriores.Só esse sobrecusto evitava por exemplo subir o IVA em 1%/ano.

De qualquer forma, com os projectos de barragens acho que todos adjudicados e com as melhores serras já ocupadas por torres, também já não há grande travagem a fazer. Sobre a energia solar fotovoltaica é que sim, é parar tudo, porque aquilo é uma fraude económica. De qualquer forma sempre foi uma coisa residual face às restantes.

Sim,so acho que o dinheiro se pode poupar em muito mais coisas,como parar de se fazer auto-estradas,estadios que depois ficam vazios,subsidio para desempregados,para os que podiam muito bem trabalhar etc etc
Mas concordo completamente que as vezes nao temos noçao do pais que somos,que se gasta ao desbarato.Por exemplo,sermos um pais onde nas estradas metade dos carros sao magnificos,e carissimos..NO minimo estranho! Que se passou,passamos de um pais que ha poucas decadas nao tinha quase carros nas estradas,para isto?

Admito que se possa ter gasto demasiado nas energias renovaveis,mas havera varias outras areas onde o dinheiro gasto foi muito menos importante.


PS-Neste pc os acentos nao funcionam correctamente.
 
Sim,so acho que o dinheiro se pode poupar em muito mais coisas,como parar de se fazer auto-estradas,estadios que depois ficam vazios,subsidio para desempregados,para os que podiam muito bem trabalhar etc etc
Mas concordo completamente que as vezes nao temos noçao do pais que somos,que se gasta ao desbarato.Por exemplo,sermos um pais onde nas estradas metade dos carros sao magnificos,e carissimos..NO minimo estranho! Que se passou,passamos de um pais que ha poucas decadas nao tinha quase carros nas estradas,para isto?

Admito que se possa ter gasto demasiado nas energias renovaveis,mas havera varias outras areas onde o dinheiro gasto foi muito menos importante.


PS-Neste pc os acentos nao funcionam correctamente.



Se andares pelas ruas da zona em torno do Pólo Universitário do Porto não será difícil veres jovens de 18, 20 ou 25 anos a conduzir Audis, Mercedes ou BMW's, não raras vezes carros com poucos meses de modelos caros.

Tenho colegas que vêm de Braga, Guimarães ou Felgueiras para o Porto, diariamente, de carro. Entre o que pagam de estacionamento (o mensal no Campus fica a 50 ou 60 euros), portagens ou combustível é superior ao que pagariam por um quarto barato, com o mínimo de condições, cá nas redondezas da faculdade (arranjam-se quartos individuais a menos de 200 euros, com despesas incluídas).

Eu já estive duas vezes em Inglaterra, fui como bolseiro a um fórum de ciência para jovens, e lá nunca vi estudantes a ir de Mercedes ou de Audi para as aulas. Pelo contrário, os jovens deslocam-se a pé, de bicicleta ou de transporte público, vivem em residências bem perto dos edifícios onde têm aulas e ainda muitos trabalham em part-time.

Os jovens de classe média portuguesa, pelo que vejo cá no Porto, e comparando com o que vi em Inglattera, têm uma bela vida de ricos :lmao:
 
FMI diz que «seria bom se juros aplicados a Portugal fossem reduzidos»

O economista-chefe do Fundo Monetário Internacional (FM) considera que «seria bom se os juros aplicados a Portugal fossem reduzidos», no mesmo dia em que o relatório da Primavera da instituição refere que a taxa de juro sobre os empréstimos do Fundo Europeu de Estabilização Financeira (FEEF) deveria ser reajustada.

Ainda de acordo com Olivier Blanchard, em entrevista à Bloomberg, Portugal e a Grécia irão precisar de financiamento durante mais «algum tempo, enquanto os seus governos tomam duras medidas orçamentais».

«Eles [Portugal e Grécia] têm de implementar reformas estruturais, que são duras de aplicar. Vai demorar bastante tempo até que funcionem», explicou.

O economista-chefe do FMI defendeu, depois, que devem ser ponderadas taxas de juro mais baixas no caso português: «Temos de ser realistas quanto ao tempo que isto vai demorar, ao custo que vai ter e ao grau de dificuldade que eles vão enfrentar. Naquilo que nos for possível, nós e o FEEF, União Europeia, poderíamos fazer algo no que diz respeito aos juros. Considero que é um aspecto que vale a pena explorar».

Fonte: www.abola.pt

Interessante comentário.

A negociações serão:

valor e prazos dos empréstimos VS medidas para redução do défice
taxa de juro e prazos de amortização de empréstimos VS reformas estruturais
 
É bastante estranho, mas estou a achar alguma graça à onda de choque que se gerou, com violentas criticas quer à esquerda quer à direita. Estão a fuzilar o homem.

De qualquer forma importa referir que ele foi explicitamente convidado para ser candidato ao cargo de Presidente da Assembleia da Republica, que como sabes, apesar de ser nomeado pela maioria, é um cargo institucional, cargo que em Portugal é normalmente exercido com independência partidária.

Ele foi explicitamente convidado para cabeça de lista do PSD por Lisboa. O que não é correcto é que alguém que baseou a sua campanha na independência face aos partidos políticos venha agora a integrar a lista de um deles, num lugar com a certeza da sua elegebilidade.

Há cerca de um mês:

"Não é por acaso que os altos detentores de cargos políticos deste país me têm contactado porque querem todos saber o que é que eu vou fazer. Eu tenho-os tranquilizado a todos. Partido político nem pensar, nunca. Não peço nada, nunca pedi. Por isso nunca aceitarei nenhum cargo partidário nem governativo", disse Fernando Nobre na entrevista concedida a Mário Crespo feita no dia 1 de Março de 2011, a primeira após as presidenciais.

http://www.dn.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1827811
 
Sondagem de hoje da Intercampus:

PSD 38,7% (42,2% na anterior)
PS 33,1% (32,8%)
CDS 9,4% (8,7%)
CDU 8,1% (7,1%)
BE 7,6% (7,9%)

O PSD cai, apesar de nenhum dos outros subir consideravelmente. Resultados praticamente iguais aos da sondagem da Católica publicada no inicio do mês. Isto daria uma maioria absoluta PSD-CDS, mas `a tangente.
 
À atenção do FMI e do futuro Governo da República, dez sugestões:

2) No Ensino Superior, aumentem drasticamente as propinas para todos os alunos que reprovem de ano mais de uma vez. Quem não tiver condições para frequentar, que congele a matrícula ou que faça uma inscrição a tempo parcial. Para além disso, instituam uma multa pesada para os estudantes que reprovem mais de uma vez à mesma cadeira ou a mais de três cadeiras diferentes ao longo de um ciclo de estudo. Estudem mais e percam menos tempo na praxe, nas tunas, nas noitadas em dias de semana e nas queimas.

Aliás, eu trabalho se eu não conseguir fazer as cadeiras tenho que pagar mais. Existem muitos que têem essa vida, mas não será injusto para aqueles que trabalham e estudam ao mesmo tempo? Pelo menos, na Universidade do Algarve existem muitos alunos a passarem fome, a desistirem dos seus cursos e que são bons alunos, porque simplesmente o Estado cortou-lhes a bolsa. Mas aqueles, que os pais são ricos e têm padrinhos ou então têem cartão PS :D e eu conheço casos desses que recebem a bolsa enquanto os outros têem que desistir do seu sonho, de terem um futuro melhor. Se aqueles que trabalham e estudam ao mesmo tempo tiver salvaguardados dessa medida, estou de acordo contigo.

O Ponto 5 não concordo. Alguns pensam que Portugal é só Lisboa e Porto o resto é paisagem. Viver no Porto não é o mesmo que viver no interior do país, ou mesmo no Algarve. No Porto têm a STCP, o metro do Porto, o interior do país tem o quê?
Quanto ao Algarve tem uma rede de transportes públicos do século XIX, uma linha ferroviária que não serve a população, os autocarros idem, horários desadequados à população. Quando tens de esperar 4 horas ao início da tarde para apanhares comboio para Lagos. Quando demoras 4 horas para percorrer de VRSA a Lagos, enquanto o Alfa Pendular leva 6 horas de Faro a Braga. Se eu vivesse no Porto certamente não usava o carro, mas como no Algarve não existem, o melhor meio de transporte é o automóvel, meu caro.
 
Aliás, eu trabalho se eu não conseguir fazer as cadeiras tenho que pagar mais. Existem muitos que têem essa vida, mas não será injusto para aqueles que trabalham e estudam ao mesmo tempo? Pelo menos, na Universidade do Algarve existem muitos alunos a passarem fome, a desistirem dos seus cursos e que são bons alunos, porque simplesmente o Estado cortou-lhes a bolsa. Mas aqueles, que os pais são ricos e têm padrinhos ou então têem cartão PS :D e eu conheço casos desses que recebem a bolsa enquanto os outros têem que desistir do seu sonho, de terem um futuro melhor. Se aqueles que trabalham e estudam ao mesmo tempo tiver salvaguardados dessa medida, estou de acordo contigo.

O Ponto 5 não concordo. Alguns pensam que Portugal é só Lisboa e Porto o resto é paisagem. Viver no Porto não é o mesmo que viver no interior do país, ou mesmo no Algarve. No Porto têm a STCP, o metro do Porto, o interior do país tem o quê?
Quanto ao Algarve tem uma rede de transportes públicos do século XIX, uma linha ferroviária que não serve a população, os autocarros idem, horários desadequados à população. Quando tens de esperar 4 horas ao início da tarde para apanhares comboio para Lagos. Quando demoras 4 horas para percorrer de VRSA a Lagos, enquanto o Alfa Pendular leva 6 horas de Faro a Braga. Se eu vivesse no Porto certamente não usava o carro, mas como no Algarve não existem, o melhor meio de transporte é o automóvel, meu caro.

Os trabalhadores-estudantes têm a época especial de Setembro. Depois, é curioso, posso garantir-te que o curso de Medicina na FMUP deve ser dos mais trabalhosos do país, e tenho colegas que trabalham a tempo inteiro e têm as cadeiras todas em dia, ao passo que muitos outros acumulam reprovações a cadeiras e de ano e nunca trabalharam. É uma questão de organização. Os trabalhadores-estudantes podem faltar a quase todas as aulas e fazer exames em Setembro, se forem estudando ao longo de todo o semestre dá perfeitamente para fazer as cadeiras, pode não ser com grande nota, mas dá para fazer.
 
Aliás, eu trabalho se eu não conseguir fazer as cadeiras tenho que pagar mais. Existem muitos que têem essa vida, mas não será injusto para aqueles que trabalham e estudam ao mesmo tempo? Pelo menos, na Universidade do Algarve existem muitos alunos a passarem fome, a desistirem dos seus cursos e que são bons alunos, porque simplesmente o Estado cortou-lhes a bolsa. Mas aqueles, que os pais são ricos e têm padrinhos ou então têem cartão PS :D e eu conheço casos desses que recebem a bolsa enquanto os outros têem que desistir do seu sonho, de terem um futuro melhor. Se aqueles que trabalham e estudam ao mesmo tempo tiver salvaguardados dessa medida, estou de acordo contigo.

O Ponto 5 não concordo. Alguns pensam que Portugal é só Lisboa e Porto o resto é paisagem. Viver no Porto não é o mesmo que viver no interior do país, ou mesmo no Algarve. No Porto têm a STCP, o metro do Porto, o interior do país tem o quê?
Quanto ao Algarve tem uma rede de transportes públicos do século XIX, uma linha ferroviária que não serve a população, os autocarros idem, horários desadequados à população. Quando tens de esperar 4 horas ao início da tarde para apanhares comboio para Lagos. Quando demoras 4 horas para percorrer de VRSA a Lagos, enquanto o Alfa Pendular leva 6 horas de Faro a Braga. Se eu vivesse no Porto certamente não usava o carro, mas como no Algarve não existem, o melhor meio de transporte é o automóvel, meu caro.


Quando à vergonha que é a linha do Algarve dou-te toda a razão, ainda por cima numa região que vive do turismo, mas viste alguma vez a população algarvia ou os autarcas reclamarem ou fazerem pressão para mudar a situação? Eu nunca vi. Na minha terra andar de comboio é visto por muita gente como coisa de pobre, estudante sem idade para ter carta, imigrante de Leste ou de turista, as pessoas têm vergonha de usar os transportes públicos.

A linha do Algarve é uma trafulhice tremenda. Fecharam o apeadeiro do porto de VRSA, que era tão importante para os turistas; ir de VRSA a Lagos, como disseste, demora 3 ou 4 horas, quando poderia demorar hora e meia; os horários estão completamente desfasados das necessidades de quem utiliza o comboio; acabaram com a primeira classe; fecharam estações que abrangiam milhares de habitantes; não complementam algumas estações com serviços de autocarro, com horários articulados com os horários dos comboios. Isto, basicamente, é afugentar os utentes. Dar-te-ei um exemplo. Os alunos de Cacela estudam, na sua maioria, em VRSA. As aulas começavam antigamente às 8h30. Pois o comboio partia de Cacela às 7h15 e depois chegava às 7h25, e havia outro que partia de Cacela às 8h30 e chegava às 8h40! Por sua vez, o autocarro da EVA partia de Cacela às 8h00 e chegava a VRSA às 8h25. Resultado: praticamente todos os estudantes tinham passes de autocarro e nenhum tinha passe de comboio. Bastava o comboio articular os horários com os horários das secundária de VRSA para ficar com umas duas carruagens cheias, ou mais, nalguns horários. Outro exemplo: poderia haver alguns autocarros a ligar o apeadeiro de Monte Gordo ao centro da vila, seria óptimo para os turistas.

Quem gere esta linha do Algarve deve ter um QI muito baixo para não ver estas coisas básicas.
 
E a linha do Algarve tem muitos prejuízos por ter muita gente a viajar sem pagar bilhete. Várias vezes viajei de Cacela para Tavira e nunca veio ter comigo o revisor. A estação de Cacela fechou há mais de dez anos, por isso quem lá embarca no regional é obrigado a comprar o bilhete ao revisor. Mas era muito comum viajar-se para Tavira, VRSA ou mesmo até Faro sem que o revisor viesse ter connosco. O problema resolve-se bem, põe-se uma máquina automática nas estações que estão fechadas, quem estiver a viajar sem bilhete paga a multa de 50 ou 75 euros. Simples. Mais uma vez, fica provado que a ruína da linha do Algarve é fruto de uma escandalosa incompetência de quem a gere.
 
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