O Estado do País

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Despedimentos não é uma coisa trágica e chata de falar, todos devem ter o direito ao seu trabalho! Devemos fomentar a que as pessoas sejam aptas para trabalhar e fomentar a produção, o crescimento. Caso contrário estamos todos fddos.

Se aqueles que não querem trabalhar, que não sejam profissionais e venham a ser despedidos acho uma lei inquestionável da vida.

Quanto ao resto.
Não é uma lei de 3 simples, não é a nojentice do pensamento aqui escrito.
 
Discordo por completo nas medidas de despedimento, seria dramático demais, é que não há emprego para tanta gente..
Se existem 600mil funcionários públicos e devem teoricamente ser despedidos 100mil, então equivale a que mantendo os mesmos empregados lhes seja reduzido a todos sem excepção 18% do ordenado! A medida de saiem 3 para a reforma e entra 1, parece-me equilibrada. Nos precisamos de gente nova na função pública, gente produtiva, flexível que se adapte às novas tecnologias, pois é nestas que se consegue a melhor eficiência no trabalho, e não em quem ainda está agarrado às disquetes ou em papeladas de arquivos velhos!

Há muito por onde cortar, a começar pelas empresas municipalizadas e afins.. Desta forma, osfuncionários que ficassem sem trabalho (em alguma daquelas centenas de estruturas sem função) seriam mobilizados para funções nas autarquias. Há que manter os pilares fundamentais do estado: a justiça, a defesa, a saúde, a educação, a segurança social e o emprego e formação profissional. Tudo o resto é desperdício.

Eu terminava de imediato com todos os contratos do estado a recibo verde e colocava lá as pessoas que fossem mobilizadas!

Estes pilares do estado devem ser progressivamente gratuitos, desde o sr belmiro, banqueiros e afins que pagassem 100% dos custos, até ao cidadão mais pobre que não teria de pagar nada pelos serviços!

Não concordo com as privatizações para já, nem com a venda de imóveis, pois o momento é de crise, tudo seria vendido ao desbarato! As nossas jóias vendem-se quando a economia está em em alta, não em crise!
 
Frederico
Meu querido amigo, espero que sejas o primeiro a perder o emprego ou que nunca o venhas a ter.

Não trabalho numa junta, faço parte de uma assembleia que admito que possa ser extinta, mas acho e realço NOJENTO a forma como colocas-te a questão do despedimento!!!

Obviamente o Senhor Frederico por vezes demonstra alguma insensibilidade e distancia perante o valor social e humano das pessoas. Se recordar um pouco a história do malogrado liberalismo , verifica que não resultou, o socialismo apareceu devido ao falhanço do liberalismo, depois o socialismo acabou por falhar também. Os sistemas só são eficazes se forem equilibrados.

Claro que o mundo social e económico precisa de ajustamentos, mas longe destes cortes mercenários cegos. Estamos a falar de seres humanos, tudo bem que há classes publicas com grandes privilégios mas haja bom senso....

Nota: não sou funcionário publico
 
É bastante estranho, mas estou a achar alguma graça à onda de choque que se gerou, com violentas criticas quer à esquerda quer à direita. Estão a fuzilar o homem

Passa uma campanha a dizer mal dos partidos, apelar a cidadania, etc etc e em cerca de 40 dias aceita integrar um indo ao desencontro de todos os que votaram nele acreditando num movimento sem interesses partidários.

O Mal não está em alinhar com o PSD, está em enganar as pessoas os eleitores que depositaram a confiança nele, em ter mentido. Hoje ele não tem qualquer credibilidade. Acredito que o PSD tenha dado um tiro nos pés com ele.

Sai do palco principal pela porta pequena...
 
Hoje foi inaugurado o FórumSintra, um novo centro comercial em Mem Martins, mas vende mais chamá-lo de Sintra, que fica a mais de 5 km. Vinha eu de autocarro para casa, e em vez dos habituais 20 minutos de viagem demorei uma hora. Ao fim de um dia de trabalho a fila para o parque de estacionamento do referido centro comercial tinha centenas de metros. Havia carros estacionados em cima dos taludes, nas bermas das estradas, nos parques de estacionamento dos edifícios mais próximos, etc. É esta a crise, mesmo num dia de trabalho (esta gente não estará cansada, ao fim de um dia de trabalho, para se ir meter num centro comercial cheio) todos a passear no novo centro comercial.
 
Quanto aos transportes públicos. Eu, na Grande Lisboa, demoro, quando corre bem, cerca de hora e meia de casa para o trabalho. Apanho 3 transportes diferentes, autocarro da Scotturb, linha de Sintra da CP e Carris. A linha de Sintra tem greve quase dia sim, dia não. À hora de ponta as pessoas são transportadas quase como gado, de pé, com pouco espaço para respirar, e muitas vezes com o ar condicionado do comboio avariado e sem se poderem abrir as janelas. Com as obras de ampliação da linha, a viagem entre Cacém e Monte Abraão processa-se muitas vezes muito lentamente e parando duas ou três vezes fora das estações. Em média uma viagem fica-me em cerca de 3 euros. Se não fosse cliente habitual e não tivesse passe e senhas, pagaria quase 5 euros.

Se viesse de carro, pelo afamado IC19, demoraria, na pior das hipóteses 45 minutos. E, mesmo com o gasóleo muito caro, não gastaria mais de 3 euros.

Agora imaginem no interior. Como é viver sem carro? Só com um transporte por dia para a sede de concelho?

Claro que os portugueses são preguiçosos para andar a pé e são muito agarrados ao carro. Conheço casos de pessoas que vão de carro para o café a 200 m de casa, e depois vão gastar a mensalidade do ginásio para andarem numa passadeira rolante. Mas seria necessária uma grande melhoria de qualidade dos transportes públicos para estes poderem competir com o automóvel.
 
Quanto aos projectos de arquitectura das escolas, não concordo nada com a visão do Estado Novo, aliás muito semelhante com o modelos soviético. Edifícios iguais, livros iguais, professores formatados, uma educação tipo linha de montagem, sem espírito crítico e diferenciação. Um edifício nos arredores de Lisboa não pode ser semelhante a outro numa vila do interior norte, nem com uma vila no Alentejo. E não acho que contratem o Frank Gehry para projectar escolas, o projecto de arquitectura não é certamente o culpado da nossa crise actual.
 
Para reflectir sobre a nossa democracia:




Há dias falei do lançamento deste livro. Pois bem, a editora não consegue fazer uma apresentação do mesmo na Madeira, numa ilha com centenas de locais todas as portas se fecham, ninguém quer alugar um espaço.



Portugal é uma democracia, mas tem pequenos tiranos. Não existe proibição nem censura mas existe muito medo de incomodar o poder. Já o ano passado o Professor António Balbino Caldeira do blogue Portugal Profundo quis publicar o livro «Dossier Socrates» sobre a licenciatura do 1º ministro, um livro que certamente seria um sucesso editorial, mas nem uma única editora o quis publicar. Já em 1996 Rui Mateus escreveu o livro «Contos Proibidos – Memórias de Um PS Desconhecido» que foi posto à venda e todos os exemplares desapareceram misteriosamente das livrarias em poucos dias, cerca de 30 mil, e a editora nunca mais fez nenhuma edição e o autor saiu do país.

Não estamos pior que numa ditadura, mas pelos menos nestas, sabe-se de onde vem a censura. Faz-se um golpe de estado, espera-se que o líder morra, há sempre uma saída, mesmo que demorada. Aqui, nesta pseudo democracia, a censura está enraizada, é transversal aos maiores partidos, às grandes empresas, aos grupos económicos, às instituições estatais... E há muito pouco que possamos fazer.
 
Aqui fica mais um vídeo de Medina Carreira.

[ame="http://videos.sapo.pt/ksQjeHhiA1ZglyDdBFqE"]Medina Carreira analisa a crise política e finance - SIC Notícias - SAPO Vídeos[/ame]
 
Como o Vince explicou, o peso dos salários dos funcionários públicos acaba por ser um dos factores responsáveis pela nossa elevada carga fiscal. Esta, por sua vez, ao comprimir as empresas, gera falências e mais desemprego. Se não há desemprego de uma maneira, há de outra, ainda pior, pois atinge quem realmente produz e contribui para a riqueza do país.

Não se sabe ao certo quantos funcionários públicos há no país. Penso que os números oficiais falam em menos de 700 000, mas depois ainda há os funcionários dos Hospitais Empresa ou das empresas municipais e das empresas públicas, e não sei se esses são contabilizados pelo Estado.

Há muito que se fala na redução do número de funcionários, mas isso tem sido uma farsa, o poder local, por exemplo, nos últimos anos, tem aumentado o número de funcionários.

Vocês falam em reduções salariais, mas devem ter noção que essa perda de poder compra levará também a desemprego. O sector do comércio e dos serviços está sobredimensionado, numa situação de cortes de 18% como alguém sugere as pessoas cortariam no ginásio, na ida ao centro comercial ao fim-de-semana, no café ou no restaurante, levando a falências e encerramentos, e a mais desemprego.

Sei que o meu discurso cai mal num país com uma cultura de raiz católica, provavelmente num país de cultura protestante as reacções seriam outras. Se se informarem, saberão que a Suécia e o Canadá enfrentaram crises no início dos anos 90, tendo despedido dezenas de milhar de funcionários públicos, e o Governo de David Cameron também se prepara para despedir, fala-se até em 300 000 despedimentos no Reino Unido.

E quando digo despedimentos para quem tem menos de 40 anos penso nos mais velhos, actualmente é muito difícil conseguir emprego com mais de 40 anos, oiço até dizer que há empresas que só querem pessoas com menos de 25 anos :mad:

Dar-vos-ei um exemplo, na minha junta de freguesia bastaria uma empregada na secretaria com um horário em part-time, na realidade estão três empregadas, é ir lá e confirmar que durante grande parte do dia estão sem nada para fazer. E pelo país há mais exemplos. Lamento mas não aceito que se mantenham empregos desnecessários na função pública por compaixão cristã.
 
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Combustíveis: Quercus quer que Governo aumente impostos sobre gasolina e gasóleo


A associação ambientalista Quercus quer que o Governo aumente o imposto específico sobre os combustíveis, o ISP, por considerar que este está abaixo da média europeia e assim poderia servir para aumentar a receita fiscal.

"Em Portugal é um lugar-comum pensar que os impostos sobre os combustíveis são demasiado elevados. Este estudo [da Federação Europeia dos Transportes e Ambiente (T&E)] vem indicar o contrário, que em Portugal são mais baixos do que a média Europeia e que têm vindo a descer", considerou o vice-presidente da Quercus Francisco Ferreira, citado numa nota da associação.

O relatório preparado pela Federação Europeia dos Transportes e Ambiente (T&E) - da qual a Quercus faz parte - mostra que os impostos sobre os combustíveis rodoviários na Europa caíram, em média, cerca de 10 cêntimos por litro desde 1999.

"Numa altura em que o país tem de cumprir as metas do Protocolo de Quioto, precisa de crescimento económico e tanto se fala em aumentar os impostos sobre o trabalho e o consumo, o poder político deve analisar estes dados e pensar nas vantagens de um instrumento que aumenta a receita fiscal ao mesmo tempo reduz as emissões de CO2 e as importações de petróleo", concluiu o mesmo responsável.

A Quercus adianta que o estudo da T&E mostra que "se taxas de imposto sobre a gasolina e o gasóleo tivessem vindo a ser corrigidas de acordo com a inflação (e portanto, os Estados-Membros não perdessem essa receita fiscal) os impostos sobre o trabalho poderiam ter sido reduzidos, salvando 350 mil postos de trabalho à escala Europeia, reduzindo as importações de petróleo em mais de 11 mil milhões de Euros e as emissões de CO2 em 6 por cento, comparado com os valores actuais".

O relatório conclui que no caso de Portugal observou-se "uma quebra real do valor de Imposto sobre os Produtos Petrolíferos e Energéticos (ISP) cobrado de cerca de 30 por cento, face aos valores registados no início da década de 90".

Ou seja, para a T&E, "os valores médios de ISP cobrado em Portugal estão abaixo da média praticada na União Europeia, havendo apenas quatro países da UE-15 que cobraram taxas mais baixas", ressalvando porém que "o preço pago pelos consumidores não acompanhou esta tendência de queda dos impostos [pelo que] os portugueses pagaram os combustíveis em 2010 a um preço final acima da média praticada na UE".

Os preços da gasolina 95 em Portugal estão em valores recorde, com o litro a custar em média 1,577 euros. Deste valor, o Estado cobra 58,3 cêntimos de ISP (valor fixo) bem como 29,5 cêntimos de IVA.

No total, os impostos cobrados pelo Estado representam 55,6 por cento do preço de cada litro de gasolina em bomba.

No caso do gasóleo - o combustível rodoviário mais usado em Portugal - cada litro está em média a custar 1,410 euros em Portugal, incluindo um ISP de 36,4 cêntimos e IVA de 26,4 cêntimos.

Fonte: Sapo

Este deve andar a viver à custa de nós ou andou a snifar gasolina e gasóleo. :lol:
 
Estes fulanos da Quercus já nem sei o que diga. Enquanto um estava a escrever a noticia no PC, outro devia estar a pedalar para dar energia à máquina. A ver se os gajos do FMI não lêem esta noticia :D
 
Dar-vos-ei um exemplo, na minha junta de freguesia bastaria uma empregada na secretaria com um horário em part-time, na realidade estão três empregadas, é ir lá e confirmar que durante grande parte do dia estão sem nada para fazer. E pelo país há mais exemplos. Lamento mas não aceito que se mantenham empregos desnecessários na função pública por compaixão cristã.

E se há bastantes exemplos!
Por exemplo, ainda até bem pouco tempo e acredito que a situação se mantenha, na Biblioteca Municipal de Loures, na secção dos computadores onde se requisita o acesso à net através dos mesmos, o atendimento é composto por 3 funcionários, 2 deles "complementam-se", um faz as tais requisições enquanto outro serve de reforço quando surgem pedidos de impressão ou fotocópia de conteúdos, quando estão livres (boa parte do tempo) as revistas de quiosque são o seu passatempo preferido..., falta o 3º funcionário, uma senhora aparentando ter uns 40 e poucos anos e cujo o único trabalho que até aí pude presenciar é apenas deslocar-se até à impressora ou fotocopiadora (a 2m de distância) para retirar as cópias ou impressões e entregá-las aos utentes; ah e no ato do pagamento dessas cópias pede a um dos outros dois funcionários para receberem o dinheiro e fazerem o troco em caso disso!
Já várias vezes vi filas de pessoas à espera de serem atendidas visto que os tais 2 funcionários por alguns momentos não estavam presentes e esta senhora simplesmente dizia às pessoas para aguardarem pelos colegas que não demoravam enquanto descaradamente e descontraidamente ela folheava uma das revistas de quiosque de um dos outros colegas!!!
Isto é uma das situações revoltantes que qualquer cidadão questionaria o porquê de 3 funcionários naquela secção quando um apenas faria tudo aquilo e ainda lhe restava tempo para folhear as tais revistas! Eu sinceramente acho que teria vergonha de ter um emprego destes, mas para muito boa gente isso é completamente natural...:rolleyes:
 
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