O Estado do País

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Tinha a ideia de que Socrates não governaria com o FMI, era suposto nem ter programa.

Eu não sei se alguém se deu ao trabalho de ler o memorando, mas só digo que é praticamente impossível de fazer aquilo tudo em tão pouco tempo.

E digo mais, seria hilariante ser Socrates a tentar cumprir o que lá vem pois parte do memorando é basicamente um programa de desmantelamento de políticas dos últimos anos.

Reparem, o memorando recomenda a renegociação de todo o sistema de subsídios das energias renováveis. O programa exige uma auditoria internacional às PPP's e renegociação das mesmas conforme o resultado dessa auditoria.

Socrates ao se propor a governar não só teria que governar com o FMI como teria que governar contra si próprio, contra o que andou a fazer nos últimos anos. Seria no mínimo patético, tão patético como pôr a raposa a renegociar melhores redes para tapar o buraco do galinheiro por onde andou a apanhar galinhas nos últimos anos.

De certa forma tens razão. Em "alguns casos" será o desmantelamento de politicas criadas pelo próprio Sócrates. Mais ridículo poderá ser a actual oposição não conseguir fazer isso... vamos ver. Uma coisa é certa, ganhe quem ganhar, já temos programa de governo.
 
Resumindo, não tem nada para oferecer aos Portugueses. Mas está descansado que os Portugueses estão a perceber isso. :lmao:

Isso basicamente é a retórica do partido socialista. Que de conteúdo é exactamente um vazio.
As ideias da troika vão exactamente em sentido contrário às políticas socialistas seguidas desde 1995, disso não há dúvidas.
Quanto ao próximo governo, desejavelmente que seja de quem não nos colocou neste fosso. Os mesmo que nos atiraram para esta situação serem os mesmos que nos irão governar? Isso seria mau, muito mau para todos nós - incluindo aqueles que comungam das ideias socialistas.

Quando o Sócrates ganhou em 2009 eu desejei que ele fizesse o melhor para o país: o êxito dele seria benéfico para o país. Mas não acreditei nele desde o 1º instante, até porque o meu voto não foi para ele. Infelizmente veio a confirmar-se o que de mau eu pensava sobre ele e sobre este socialismo.
 
O Sócrates se tivesse vergonha na cara, coisa que não tem nem candidatava-se às eleições.

Os portugueses comem muito queijo, mas foi o próprio Sócrates que afirmou que não governava se o FMI entrasse em Portugal.

Acredito que o PS sem Sócrates e com outra pessoa à frente do PS, o país ficaria muito melhor. No dia de 5 de Junho, temos eleições em que na minha modesta opinião se o Sócrates ganhar as coisas vão ficar bem piores. Não acredito que ele cumpra o que a troika propõe, tenho sérias dúvidas que seja ele capaz de tirar Portugal na lama, já que foi ele que colocou-nos na lama.

Já agora, o Sócrates é um malabarista, que na sua conferência de imprensa na 3ªfeira, só vendeu peixe como se vende o peixe na lota. Ai o meu peixe é muito bom, consegui o melhor para Portugal. Hoje, veio a cobaia do ministro das finanças, vir dizer as más notícias e que má notícia logo com a taxa de desemprego nos 13% em 2013.

Vendo as taxas de juro que vamos pagar claramente que o FMI foi a melhor solução, só um cego é que não vê.

Sócrates no próximo governo seria levar Portugal a um país do 3ºmundo, onde ele iria roubar ainda mais. Portugal precisa de uma mudança para conseguir respirar melhor, os próximos anos vão ser duros, mas se ganhar outro sentimos que vamos conseguir, se ganhar Sócrates e ver a coisa andar para trás, só existe uma solução abandonar o país, porque mais vale saltar do barco antes que ele se afunda de vez.
 
@algarvio1980

Diz-me um bom primeiro-ministro que Portugal teve nos últimos 20 anos..

É tudo farinha do mesmo saco, acho que o problema é mesmo a forma como se governa no nosso país, talvez deviamos procurar "outra forma":

http://pt.wikipedia.org/wiki/Forma_de_governo
 
@algarvio1980

Diz-me um bom primeiro-ministro que Portugal teve nos últimos 20 anos..

É tudo farinha do mesmo saco, acho que o problema é mesmo a forma como se governa no nosso país, talvez deviamos procurar "outra forma":

http://pt.wikipedia.org/wiki/Forma_de_governo

Acho engraçada a forma de como se faz a perseguição ao homem.

A vontade de atacar o PM, leva a oposição a dizer alguns disparates políticos:

- "O PS até é bem liderado pelo fulano tal"
- "Coligação com o PS mas sem o Sócrates"
- "Olha como ele trata o Teixeira dos Santos, coitado"
- etc...

Sinceramente, considero a cegueira do ataque ao Sócrates um ponto a favor do PS.

Ora, o que se diz aos Portugueses?

- O PS é bom.
- Coitado do homem (o ataque pessoal em Portugal, funciona a favor de quem é atacado).

O CDS já percebeu isso, o PSD parece que não (talvez a vontade "cega" de chegar ao pote).

Sinceramente, se o PSD não conseguir ganhar as eleições, acham mesmo que seriam as pessoas ideais para governar Portugal?
 
De fachada nada tem. Não tem propaganda de fachada, não tem ministério de fachada, não tem governo "sombra", não mente...e não mente porque estas medidas já eram preconizadas em 2009 quando a Manuela Ferreira Leite foi candidata a 1ª ministra.

A fachada é o boneco do ministro das finanças ficar ao lado do boneco do 1º ministro, numa suposta comunicação importante ao país e nada dizer...ou dizer NADA!
Uma não comunicação, um engano, um engodo, uma alusão a uma situação económica não tão má como ela é, afinal é o quê? É um grupo de pessoas, neste caso o grupo do PS esconder-se atrás de uma fachada do "faz-de-conta" que tudo fica bem e que connosco tudo ficará melhor. Se fomos nós, PS, que negociamos com a troika e conseguimos medidas "leves" para os portugueses, somos "bons".

:mad:Mas onde anda a decência?! Vangloriar-se porque conseguiram medidas menos duras do que as do PEV IV? Mas quem é que apresentou o PEC IV? Ahhhhh, já sei! Foi o PS...:confused:
O PEC IV (made by PS) até reduzia as pensões de cerca de 200€. Agora o socretino vem dizer que foi uma vitória dele conseguir que só as pensões acima dos 1500€ é que sofrem corte?

O Sócrates é um Charlatão, mentiroso, aldrabão e outras coisas mais que não me atrevo a escrever aqui por respeito aos prezados leitores deste fórum. E com ele, porque é bom não esquecer, há uma máquina de homens e mulheres que tudo fazem para manter esta chafurdice onde estamos enterrados.

Perdoem-me alguns termos ou frases menos simpáticas - não são nada de pessoal com qualquer membro aqui do fórum - mas espelham a minha revolta porque muita gente neste país continua "sedada" pelas palavras e acções de um grupo que nos arruinou enquanto povo.
Concordo contigo!
E em relação a um post eu não condeno o Teixeira dos Santos, aliás não me importava de o ter num governo de unidade no governo. O Socrates é que não.
O Teixeira dos Santos foi coerente sempre e responsável. Mas o PS sempre teve bons técnicos, o "orelhinha cortada" foi um que disse as verdades e foi posto a andar em 2 anos.

Sim, acredito, o problema é que não podes despedir quem já está nos quadros. Só podes não deixar entrar mais gente quando outros se reformam, coisa que não tem acontecido no poder local. Já referi o caso da minha junta de freguesia, que antes só tinha uma empregada na secretaria, e já tinha pouco trabalho, e agora estão três empregadas na secretaria, que não fazem nada durante todo o dia!
É preciso dizer que discordo deste iluminado?... Não não é preciso vocês já o sabem...
O problema muito das vezes é assumir-se que não se pode fazer nada, que é perigoso, que deixei-mos estar ainda a alguns dias conversei com uma ex-jurista de uma das câmaras mais pequenas da região, e os processos disciplinares foram muitos mas nenhum segui-o em frente. E ela e picuinhas no seu trabalho e chegou a dizer que era bem frustrante ter tanto trabalho para colocar um processo de forma a que não fosse inviabilizado pelo tribunal de trabalho e ver-los a ficar na gaveta.
Coragem é daqueles que seguem com processos e que tem uma câmara a funcionar.
Outra questão e fazendo uma pequena referência tanto os presidentes de câmara como de junta de freguesia ganham proporcionalmente aos seus habitantes logo por aí não será a poupança, mas de referir mas sempre nos funcionários.
Hoje em dia pelos partidos de centro-direita já a regionalização estava feita, só não está feita que o PS por normalmente ter desvantagem no poder local. Creio que esta conversa toda terá de nós empurrar para regionalização, fim das Câmaras Municipais e ficar com as freguesias.

Mas nunca nunca na tentativa de centralizar ainda mais o poder que só reverte para um lado, o do Município de Lisboa e os Outros...
 
Refiro-me ("orelhinha cortada") a Sousa Franco, quem sabe o melhor técnico Português que tivemos pós 25 de Abril!
http://www.infopedia.pt/$antonio-de-sousa-franco
 
Maioria de deputados finlandeses rejeita ajuda a Portugal


Política interna e mensagem de Sócrates na terça-feira contribuem para endurecimento de posição contra ajuda a Portugal.

A grande maioria dos deputados do novo Parlamento finlandês rejeita, neste momento, contribuir para o empréstimo de 78 mil milhões de euros a Portugal, nos moldes em que este acaba de ser acordado em Lisboa.

Em 200 deputados, apenas 54 apoiam claramente o empréstimo a Portugal, enquanto o resto varia entre o ‘não' rotundo (63) e o ‘não' sem uma reestruturação da dívida (83), de acordo com a imprensa local. A comissão parlamentar empossada com a missão de encontrar uma decisão sobre Portugal antes da formação do Governo deverá chegar a acordo até ao fim da próxima semana antes do Eurogrupo de 16 de Maio. Segundo as regras europeias, basta um voto contra para impedir o empréstimo de ser concedido, o que nesta fase coloca em risco o resgate a Portugal, embora todas as fontes contactadas em Bruxelas continuem a acreditar numa "solução de última hora em Helsínquia".

O discurso do primeiro-ministro José Sócrates pode ter tido efeito pernicioso. Timo Kalli, o líder parlamentar do partido do Centro, formação que lidera o governo em gestão corrente, frisou na quarta-feira que "já ouvimos dizer que o pacote poderá ser mais brando que o que tinha sido previsto". O partido do Centro (35 deputados), bem como os Verdes (10 deputados), os Social-democratas (42 deputados) e os cristãos democratas (seis deputados), saíram do seu habitat na frente europeísta do país para reclamarem novas condições para viabilizar o acordo. Ontem em Helsínquia, o presidente do Banco Central Europeu, Jean-Claude Trichet, tentou avalizar a seriedade do pacote português. "Consideramos que o que foi negociado é credível e confiável", disse numa conferência de imprensa após a reunião de conselho de governadores.

O futuro primeiro-ministro, e actual ministro de finanças, o conservador Jyrki Katainen, do partido coligação nacional (44 deputados), é o responsável pelas negociações parlamentares e defende o apoio a Portugal, bem como o partido popular (dez deputados). Mas há muito que a crítica do resgate português deixou de ser coisa dos nacionalistas (os verdadeiros finlandeses com 39 deputados). O tema entrou totalmente na luta de poder pós-eleitoral.

A liga verde garante que apenas contribuirá para salvar a face internacional do país, se o Governo aprovar o resgate. Algo que nesta fase parece manifestamente impossível, já que dos três partidos mais votados, que se espera formem Governo - verdadeiros finlandeses, social-democratas e conservadores - apenas uma formação está a favor.

Estes social-democratas, que representam o centro-esquerda, avisam que apenas aceitam o pacote de ajuda a Portugal "se os investidores privados forem responsabilizados" no quadro de uma reestruturação da dívida. Uma posição partilhada pelo partido do Centro, e pelos cristãos democratas. Antes das eleições estes partidos eram todos relativamente positivos face a uma ajuda a Portugal e agora condicionam a ajuda a uma revisão dos termos do empréstimo, se se "responsabilizarem os bancos e os investidores" pela situação do país.

Do total de 78 mil milhões pedidos por Portugal, a fatia da Finlândia corresponde a cerca de mil milhões. Em Bruxelas estudam-se planos B. Se a Finlândia se abstiver não fere a unanimidade mas não é claro do ponto de vista legal se as suas obrigações perante Portugal não terão de ser honradas à mesma. Em último recurso, há sempre uma réplica da ajuda à Grécia, com empréstimos bilaterais, algo que todos querem nesta fase evitar. Mas "aconteça o que acontecer, Portugal não vai à falência por causa da Finlândia", avisa um responsável europeu.

Fonte: Económico
 
ATESTADO DE INCOMPETÊNCIA
Quem ler atentamente os documentos com as medidas da troika facilmente pode concluir que este é o maior atestado de incompetência do actual governo que já foi produzido por entidades internacionais. É certo que a OCDE, o FMI, e a própria Comissão Europeia já tinham criticado em vários documentos a política económica e a política fiscal dos últimos anos. Entre nós, este papel de crítica institucional foi igualmente desempenhado variadíssimas vezes pelo insuspeito Tribunal de Contas e pela UTAO (a Unidade Técnica de Apoio Orçamental da Assembleia da República). No entanto, até hoje, nenhuma entidade internacional tinha ousado criticar tão frontalmente o governo actual.

Embora, por motivos políticos, a linguagem seja técnica e alegadamente neutra, a apreciação da troika da economia portuguesa e da governação dos últimos anos é simplesmente arrasadora. Não há área onde as sugestões da troika não se façam sentir e onde os falhanços e as irresponsabilidades dos últimos anos não sejam denunciados. Desde à Justiça paralisada, ao mercado de trabalho excessivamente rígido, ao mercado de rendas desajustado, aos problemas de competitividade, à economia anémica e esclerosada, aos sofríveis indicadores da Educação, às excessivas dívidas das empresas públicas, à reavaliação das parcerias público-privadas (PPPs), à pouca concorrência dos sectores protegidos, à pouca transparência das contas públicas, e ao excessivo despesismo do nosso Estado, os documentos da troika não deixam de lado praticamente nenhuma área inalterada. Se isto não é um atentado de incompetência, eu sinceramente não sei o que é. Afinal, se as coisas estavam tão bem e se a crise nacional tivesse começado mesmo em 2008 (como o governo nos quer convencer), por que razão teríamos que reformar todas estas áreas?

E é exactamente por isso que o pacote das medidas propostas é bastante razoável e faz bastante sentido. Porventura, o elemento mais negativo do pacote da troika é a insistência no agravamento fiscal das famílias e das empresas. Sinceramente, espero que um próximo governo seja capaz de renegociar este aspecto do pacote de ajustamento, pois seria preferível insistir numa maior redução da despesa estatal em vez de ter de agravar mais os impostos das famílias e das empresas.

No entanto, é de saudar que o pacote de medidas a implementar inclui inúmeras propostas para melhorar a competitividade da economia e das exportações portuguesas, incluindo uma reforma abrangente da Justiça, uma maior flexibilização do mercado laboral, e uma reforma do Estado, que irá incluir uma reforma administrativa (com a redução de freguesias e municípios) e a redução dos milhares de organismos e entidades públicas. Para além do mais, o pacote de ajustamento propõe a chamada desvalorização fiscal, onde se dá uma descida da taxa social única paga pelos empregadores em contrapartida da harmonização das taxas do IVA e de uma diminuição da despesa pública. Ao baixar as contribuições sociais das empresas, os custos do trabalho baixam, o que nos permite melhorar a competitividade das nossas exportações, criar mais emprego e, assim, combater a maior chaga social do nosso país, que é o nosso desemprego histórico.

Em suma, com a excepção da subida dos impostos, bem como dos cortes na Saúde e na Educação, penso que a grande maioria dos economistas e analistas poderia facilmente subscrever o pacote de ajustamento proposto pela troika. Um pacote de ajustamento que, pela sua abrangência e diagnóstico arrasador, é simplesmente o maior atestado de incompetência do governo actual. É tão simples como isso.

http://desmitos.blogspot.com/2011/05/atestado-de-incompetencia.html
 
Em Fevereiro na Irlanda o partido do poder Fianna Fáil sofreu a maior derrota eleitoral no país desde 1921. Foi quase liquidado nas urnas.

Angry electorate coldly voted to liquidate Fianna Fáil
http://www.irishtimes.com/newspaper/frontpage/2011/0228/1224291011457.html


Em Portugal o partido de poder lidera uma sondagem

CESOP/Católica
PS: 36% (+3)
PSD: 34% (-5)
CDS-PP: 10% (+3)
CDU: 9% (+1)
BE: 5% (-1)
OBN: 6% (-1)

Caso esse cenário aconteça deverá ser alvo de estudo, já que não é uma situação frequente de acontecer, talvez mesmo inédita.
 
Em Fevereiro na Irlanda o partido do poder Fianna Fáil sofreu a maior derrota eleitoral no país desde 1921. Foi quase liquidado nas urnas.

Angry electorate coldly voted to liquidate Fianna Fáil
http://www.irishtimes.com/newspaper/frontpage/2011/0228/1224291011457.html


Em Portugal o partido de poder lidera uma sondagem

CESOP/Católica
PS: 36% (+3)
PSD: 34% (-5)
CDS-PP: 10% (+3)
CDU: 9% (+1)
BE: 5% (-1)
OBN: 6% (-1)


É o povo estúpido ou as alternativas são assim tão más ? Julgo que não, há é todo um sistema de propaganda e manipulação pública.

Já era previsível, escrevi-o aqui no dia da demissão do governo, quando todos davam o homem como morto politicamente, que a infernal máquina de propaganda do PS aliada à incompetência habitual na campanha do PSD, iria equilibrar muito as sondagens, que na altura davam 10% de vantagem do PSD. E ainda falta a estucada final, em princípio o CDS tem sempre maior votação que aquilo que prevêem as sondagens, e o mais natural é que a sua subida tire ainda mais votos ao PSD. É possível que o vencedor, partido com mais votos, seja o PS, mas o partido com mais deputados seja o PSD, o que lançaria o país num caos político, mesmo com uma coligação PS/PSD, ninguém saberia bem quem iria mandar.

Quanto à pergunta que fazes, é certo que o "povão" em Portugal é muito facilmente manipulável e influenciável pelos media e por qualquer patranha que lá se diga, e Sócrates sempre percebeu isso, fazendo um discurso que é mel para os ouvidos, optimista, realçando o pouco que é bom e deixando para os outros as más notícias (veja-se a sua declaração de Terça feira, até parecia que a troika nos ia emprestar dinheiro sem nos pedir nada em troca; as más notícias deram-nas o ministro da finanças, que vai ser despedido, e os mauzões do FMI, que só estão cá por culpa da oposição irresponsável).
Mas também é certo que a alternativa possível não inspira grande confiança, e não faz nada para mudar essa imagem que tem passado.
 
Os ministros das Finanças da Alemanha, França e Finlândia encontram-se esta noite no Luxemburgo para debater a crise da dívida soberana em Portugal e na Grécia


Os ministros das Finanças da Alemanha, França e Finlândia encontram-se esta noite no Luxemburgo numa reunião que se tem mantido secreta até praticamente ao último minuto. Objeto da discussão vai ser a crise da dívida soberana em Portugal e na Grécia, bem como o Banco Central Europeu.

A notícia surge na sequência de um artigo publicado pela edição eletrónica da revista alemã Der Spiegel e segundo o qual a Grécia estaria a ponderar abandonar o Euro e que a questão iria ser discutida num encontro ultra confidencial dos responsáveis das Finanças dos países da zona Euro. A notícia foi prontamente desmentida pelas instituições europeias e pelo governo grego.

Mas o encontro secreto no Luxemburgo, mais precisamente no Château de Senningen, parece confirmar-se, apesar dos insistentes desmentidos oficiais. E, segundo fontes citadas pelo site do principal diário financeiro germânico, Handelsblatt, e pela agência noticiosa Reuters, a reunião, além de sigilosa, será realizada dentro de um círculo muito restrito. Ou seja, vai incluir apenas um número muito reduzido de figuras de um pequeno número de países do euro.

O Handelsblatt cita mesmo um representante de um país da Eurolândia dizendo que estas reuniões em círculos mais restritos são "normais": "Todos são iguais, mas uns são mais iguais que outros."

De acordo com o que a Der Spiegel noticiara horas antes, a situação tensa terá levado a manter esse encontro no mais rigoroso segredo. Só os ministros das Finanças e um colaborador muito próximo poderiam estar presentes.

Fonte: Visão

Pressão sobre a Finlândia em relação ao empréstimo a Portugal.

Parece que não aceitaram uma possível restruturação da dívida grega.
 
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