O Estado do País

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Em Fevereiro na Irlanda o partido do poder Fianna Fáil sofreu a maior derrota eleitoral no país desde 1921. Foi quase liquidado nas urnas.

Angry electorate coldly voted to liquidate Fianna Fáil
http://www.irishtimes.com/newspaper/frontpage/2011/0228/1224291011457.html


Em Portugal o partido de poder lidera uma sondagem

CESOP/Católica
PS: 36% (+3)
PSD: 34% (-5)
CDS-PP: 10% (+3)
CDU: 9% (+1)
BE: 5% (-1)
OBN: 6% (-1)


É o povo estúpido ou as alternativas são assim tão más ? Julgo que não, há é todo um sistema de propaganda e manipulação pública.

A grande maioria da população portuguesa está agarrada aos tachos, é tão bom, trabalhar para o estado e não fazer nenhum. Para mais, o nosso amigo Sócrates, conseguiu que a troika não nos cortar-se o 13ºmês, o subsídio de férias.

Agora, imaginem que é os Finladeses estarem a ver a declaração do Sócrates na 3ªfeira, se eu fosse Finlandês não gostaria que um país emprestasse dinheiro a um país onde o seu 1ºministro é um aldrabão e que vai arrebentar com esse empréstimo em 6 meses.

Se pudesse votar eu votaria na troika para ficarem a governar este país nos próximos anos, aí acreditaria que Portugal entrava nos eixos, agora com o PS vou ali já venho.

Em qualquer país democrático, o partido político que levasse o país a este fosso era severamente punido, em Portugal o povo gosta de aldrabões, mentirosos e de serem manipulados como se de umas marionetas se tratasse.
 
Em qualquer país democrático, o partido político que levasse o país a este fosso era severamente punido, em Portugal o povo gosta de aldrabões, mentirosos e de serem manipulados como se de umas marionetas se tratasse.

Isso deve ser uma consequência da nossa imaturidade democrática, mas em Portugal um politico em funções que se volte a candidatar quase sempre ganha. Tem sido assim nas presidenciais, nas autárquicas, nos governos regionais e também no governo central.
 
A grande maioria da população portuguesa está agarrada aos tachos, é tão bom, trabalhar para o estado e não fazer nenhum. Para mais, o nosso amigo Sócrates, conseguiu que a troika não nos cortar-se o 13ºmês, o subsídio de férias.

Concordo contigo em parte. Concordo com a parte dos tachos, não concordo com a parte de não fazer nenhum.

Tens os que trabalham e os que não querem trabalhar. Tens os que te deixam trabalhar e os que não te deixam trabalhar. Os que não querem trabalhar e os obrigam a trabalhar.

Provavelmente o saldo é negativo em termos de produtividade, mas não podes por tudo no mesmo saco.

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Vince, em relação à Irlanda, sabes que o cenário de eleições foi completamente diferente. Em Portugal não existiu esse cenário por culpa de TODOS os partidos. Faltou o compromisso e é isso que nos diferencia do Irlanda. Por cá radicalizaram-se posições.

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O cenário actual ... a única coisa "positiva" é o programa de governo imposto pela troika. E sinceramente acho que é mesmo a única coisa "positiva".

Ontem Passos Coelho afirmou que uma coligação PS/PSD está fora de questão depois das próximas eleições. Ainda não percebeu como chegar aos Portugueses, é pena. Continua a falar para o PS em vez de falar para os Portugueses.

Vamos imaginar um cenário em que o PS ganha sem maioria absoluta, que sinceramente já esteve mais longe de acontecer. Primeira pergunta dos Tugas "Mas andámos nisto tudo durante meses para ficar tudo na mesma?" O PSD e CDS para salvarem a pele deste fracasso, têm que arranjar lideres que estejam dispostos a negociar com Sócrates e o PS.

O discurso de Socrates ao pais pode-se considerar vergonhoso. Ele devia única e exclusivamente dizer que tinha chegado a acordo com a troika. Mas e as declarações de Catroga logo de seguida que diz "foi com o contributo do PSD que se conseguiu este bom acordo?!?!?"

Conclusão, serão este "cordeirinhos" do PSD gente capaz para governar este país? Sinceramente espero que possa existir uma maioria PS/CDS. É o melhor? não, é o menos mau...
 
Líder do governo regional ignora medidas de austeridade
Jardim usa sete milhões de empresa pública falida para construir campo de golfe
07.05.2011 - 13:21 Por Tolentino de Nóbrega
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O governo regional da Madeira, através de deliberação ontem publicada no Jornal Oficial, autorizou a transferência de sete milhões de euros, da Sociedade de Desenvolvimento do Porto Santo (SDPS) para a da Zona Oeste, com o fim de financiar a obra do Campo de Golfe da Ponta do Pargo, incluída no plano de investimento desta sociedade anónima de capitais exclusivamente públicos.

Nick Faldo, ex-jogador de golfe, projecta campo para a Madeira (Foto: Kevin Coombs/Reuters)

Ignorando as novas medidas de austeridade integradas no acordo com a troika que põe travão a investimentos em obras públicas sem viabilidade, a Resolução n.º 555/2011 assinada por Alberto João Jardim releva "o carácter estruturante da obra" do novo campo de golfe, adiantando que "tem enquadramento no Plano de Desenvolvimento Económico e Social da Região Autónoma da Madeira para o período 2007-2013". E, ao justificar a transferência entre as duas entidades societárias - cujo capital é detido em mais de 90 por cento pelo governo regional, ficando o remanescente para os respectivos municípios -, reconhece "as dificuldades que actualmente se colocam na obtenção de financiamento junto da banca".

A transferência da verba - parte não utilizada de um empréstimo contraído em 2007, com o aval do governo regional envolvendo o Banco EFISA (do grupo BPN) e a Banca OPI - foi possível, frisa a resolução, devido à "conjuntura económica que obrigou à revisão do plano de actividades da SDPS" - também proprietária de um campo de golfe, e ao cancelamento de algumas obras anteriormente previstas.

Concebido pela empresa inglesa Nickfaldo Design, do conhecido ex-golfista britânico Nick Faldo, o campo de 18 buracos está a ser implantado em terrenos expropriados pelo governo regional que considerou o investimento como potenciador do desenvolvimento da freguesia sem quaisquer infra-estruturas turísticas. O polémico processo de aquisição dos terrenos agrícolas, compreendendo uma área de 80 hectares, teve um custo superior a seis milhões de euros e foi contestado pela população local que reivindicava o investimento em equipamentos de maior interesse público. Mas, após algum impasse que motivou alguma especulação quanto à construção da infra-estrutura e sua viabilidade económica face às contingências financeiras que a região atravessa, o presidente da sociedade pública promotora, Paulo Sousa, garantiu que "nunca se equacionou a interrupção".

Apesar das expectativas criadas quanto ao seu sucesso, fortemente dependente das receitas a obter com a comercialização dos projectos imobiliários associados, as sociedades de desenvolvimento "apresentam níveis de exploração e resultados preocupantes, cuja continuidade põe em causa a sustentabilidade económico-financeira dos respectivos investimentos e a própria continuidade das empresas", concluiu em 2008 o Tribunal de Contas, numa auditoria ao financiamento das sociedades, orientada para a análise do volume de endividamento contraído e para a análise da capacidade dessas empresas satisfazerem o correspondente serviço da dívida. Um dos casos de insucesso mais criticados pela oposição é o da marina do Lugar de Baixo, em que Jardim já investiu mais de 70 milhões, mas está inoperacional.

Para saldar os compromissos imediatos assumidos com a banca, o governo regional, por resoluções publicadas no Jornal Oficial a 19 de Abril, concedeu a três sociedades uma comparticipação financeira de 4,5 milhões de euros. Em 2007, para colmatar insuficiências financeiras destas empresas públicas, o governo procurou financiá-las através da assinatura de diversos contratos anuais de alegada "prestação de serviços inerentes à disponibilização de espaços infra-estruturados de acesso público, gratuito e limitado". Por considerar ilegais, o Tribunal de Contas recusou o visto desses contratos que, com vigência variável entre os 4 e os 15 anos, sucessivamente renováveis, permitiria a Jardim transferir anualmente para as quatro sociedades (Metropolitana, Porto Santo, Ponta Oeste e do Norte) um total de 6,95 milhões de euros, sem IVA.


http://www.publico.pt/Local/jardim-...-falida-para-construir-campo-de-golfe_1493137
 
No Algarve o sector do golfe dá sinais de excesso de oferta, há alguns anos. Não há muito tempo falava-se na necessidade urgente de 50 campos na região, os responsáveis empresariais e políticos da área do turismo repetiam o chavão exaustivamente. Agora, sabe-se que há vários campos em dificuldades, no sotavento há dois ou três nessa situação.

Isto que se passa na Madeira parece-me uma situação típica de país comunista, e é estranho porque vem de uma região governada por um partido supostamente de centro-direita: o poder político assume investimentos que podem e devem ser feitos pelos privados, depois se der prejuízo, o contribuinte paga! No Algarve, por exemplo, também há situações semelhantes, veja-se o caso das discotecas de Verão, geridas por empresas municipais! Parece-me inadmissível que em Portugal, um país do Ocidente, haja empresas públicas a fazer esta concorrência desleal aos privados!
 
Quanto às sondagens, tipicamente, nos últimos anos, o PS descola do PSD nas duas últimas semanas antes das eleições. Se este cenário se repetir, teremos novamente Sócrates como primeiro-ministro, e o PSD tornar-se-á um campo de batalha, quem sabe até se, num cenário extremo, não surgirá um novo partido de Direita.
 
Quem discutiu o assunto comigo, sempre disse o mesmo. O PSD de uma posição totalmente contra, havia de assumir que era favorável ao TGV. Será que é porque a troika também é a favor?

"O PSD tem defendido uma suspensão da linha de TGV e diz agora que deve ser criado um novo modelo de concessão. Para Catroga, o risco tem de ser assumido pelo operador que fique com a exploração da linha e depois deve ser alterado o projecto da própria linha, que "está todo mal concebido": "É possível fazer aquilo com 50% do custo."

http://www.ionline.pt/conteudo/121432-psd-quer-renegociar-com-troika-limites-as-deducoes-fiscais

Isto era mais que óbvio e só não acreditou quem não quis. Acredito que possa sair mais barato o troço de TGV, mas 50% (esta só acredita quem quer...) :p
 
No Algarve, por exemplo, também há situações semelhantes, veja-se o caso das discotecas de Verão, geridas por empresas municipais! Parece-me inadmissível que em Portugal, um país do Ocidente, haja empresas públicas a fazer esta concorrência desleal aos privados!

Falando nisso as 2 câmaras que tinham as discotecas na praia estão falidas.

Portimão deve 254 milhões de euros.

Vila Real de Santo António deve 112 milhões de euros.
 
Agreste,

Castro Marim e Loulé também tiveram discotecas de praia. E o que se passa no Autódromo do Algarve é inadmissível. Também lamento que não se oiça a Direita a contestar estas situações. Quem mais denuncia é o BE e o PCP, onde andam os liberais? Ou só servem para pedir a privatização da saúde ou da educação -privatização essa, que na realidade, não passará de uma fantochada de «parcerias público-privadas» (o Estado a tapar os buracos, ou acreditam que eles querem mesmo economia de mercado «pura e dura»?).
 
Quem discutiu o assunto comigo, sempre disse o mesmo. O PSD de uma posição totalmente contra, havia de assumir que era favorável ao TGV. Será que é porque a troika também é a favor?

"O PSD tem defendido uma suspensão da linha de TGV e diz agora que deve ser criado um novo modelo de concessão. Para Catroga, o risco tem de ser assumido pelo operador que fique com a exploração da linha e depois deve ser alterado o projecto da própria linha, que "está todo mal concebido": "É possível fazer aquilo com 50% do custo."

http://www.ionline.pt/conteudo/121432-psd-quer-renegociar-com-troika-limites-as-deducoes-fiscais

Isto era mais que óbvio e só não acreditou quem não quis. Acredito que possa sair mais barato o troço de TGV, mas 50% (esta só acredita quem quer...) :p

Curioso, também achei sempre isso, que mal vença eleições, e assim que tenha hipóteses, o PSD avançará com muitas das obras públicas que agora contesta.
 
Então se todos sabem quem vai e quem não vão cumprir nada do que está nos programas eleitorais, o que se pergunta é quem é que está a fazer campanha eleitoral? Quem é que está a enganar as pessoas? E como é que as sondagens podem dar aqueles resultados?
 
Então se todos sabem quem vai e quem não vão cumprir nada do que está nos programas eleitorais, o que se pergunta é quem é que está a fazer campanha eleitoral? Quem é que está a enganar as pessoas? E como é que as sondagens podem dar aqueles resultados?

O problema é que nesta campanha ninguém pode prometer nada, apenas demonstrar as suas diferenças ideológicas.

Quem fizer o contrário está literalmente a mentir (sim, porque estão a prometer coisas para esta legislatura, não para serem iniciadas daqui da 6/7 anos, algo que já "poderá"* acontecer).

* Daqui a 6 anos veremos.
 
PSD "encolhe" Parlamento para 181 deputados e muda regras de entrada na função pública

O PÚBLICO sabe que o programa "Mudar Portugal" prevê cortes e mais cortes. Reduzir o número de deputados de 230 para 181. um Governo de 10 ministros e 25 secretários de Estado, reduzir a metade os custos com o TGV, reduzir ao máximo de três o número de administradores em empresas do Estado. E prevê a introdução da regra "5 por um" para as admissões da administração pública: entra um funcionário por cada cinco que saiam.

No plano fiscal, os sociais-democratas sugerem um corte de quatro pontos percentuais na Taxa Social Única, sendo uma quebra maior para empresas exportadoras. E Passos Coelho quer propor aos restantes partidos um pacto de estabilidade fiscal.

Hoje de manhã, o líder social-democrata reúne a Comissão Política e à tarde apresenta o documento aos conselheiros nacionais. Por uma vez, o PSD abre as portas do Conselho Nacional para os jornalistas ouvirem Passos a apresentar as suas propostas eleitorais que PS e José Sócrates reclamam há semanas conhecer.

O programa, coordenado pelo ex-ministro das Finanças Eduardo Catroga, contempla medidas de contenção e fiscalização das contas públicas - uma delas é a obrigatoriedade de o Tribunal de Contas fazer uma avaliação de todos os organismos que recebem dinheiros públicos.

Os governo civis são para extinguir, pura e simplesmente, e os sociais-democratas pretendem mudar a lei para que as Câmaras Municipais tenham executivos monocolores formado pelo partido vencedor. Além disso, o PSD quer rever a Lei das Finanças Locais, dando mais competências às autarquias na área da saúde e educação.

Sentenças simplificadas
Na Justiça, os sociais-democratas não alinham na tese do reforço de poderes do Procurador-geral da República e defende uma gestão do sistema judicial em função de objectivos quantificados. Nesta área, o programa eleitoral de Passos Coelho cria um gabinete de apoio junto dos juízes, para lhes retirar algum trabalhos burocrático, e cria as sentenças simplificadas para crimes menos graves.

O plano de privatizações laranja é mais amplo do que o sugerido pela troika da Comissão Europeia, BCE e FMI, a Águas de Portugal, por exemplo. A Caixa Geral de Depósitos é para privatizar parcialmente e Passos junta, à área de Seguros, as participações do banco do Estado na Saúde.

O projecto do TGV é para reanalisar e redimensionar e reduzir os seus custos a metade, como já antecipara sexta-feira Eduardo Catroga, obrigando esta proposta a uma renegociação quer com a União Europeia quer com Espanha. Ora, os sociais-democratas querem passar a alta velocidade por uma velocidade alta, permitindo ainda o tráfego de mercadorias nas ferrovias até Espanha.

Fonte: Público
 
Vince, debita toda a informação que quiseres aqui no tópico.

Só te vou pedir um favor, não voltes a "etiquetar-me". Todas as opiniões que deixo aqui no fórum têm a ver com o "estado do país". Censuro políticas, defendo políticas mas não ando a chamar a alguém "amiguinho do tal", boy ou outra coisa qualquer pelos comentários aqui colocados. Um pouco de bom senso...

Infelizmente, e isso é de lamentar e maior problema deste país, quase todos os políticos usam a arte de se "auto-financiarem", seja eles, seja os amigos, seja os partidos que representam. Acreditares que o Sócrates é o único é viver na utopia.

Mesmo que não existissem ainda contratos assinados e o TGV ainda estivesse numa fase embrionária, acreditas mesmo que o PSD como governo não avançava com este projecto?

E no estado actual das coisas, acreditas realmente que se possa ainda poupar 50% na obra do TGV? Só se for um TGV monocarril...

Olhando para o programa de governo do PSD, o que se conhece até agora, o que concordo de caras:

- Extinção dos Governos Civis
- Redução dos deputados de 230 para 181
- 10 ministérios e redução de 50% dos assessores

Em relação às privatizações não concordo com todas. Saúde, educação e energia devem ficar sempre na mão do estado. São sectores importantes de um país que não devem ficar na mão dos privados.

Em relação aos municípios terem mais autonomia sobre a saúde e educação. À primeira vista emito a seguinte opinião e posso estar enganado, falta a coragem politica da parte do PSD para assumir que quer privatizar os sectores. Vamos entregar para destruir...

Na função pública, 5 saídas para 1 entrada. Vamos lá ser sinceros, é impossível na grande maioria do sector público isto vir a acontecer. Não podem sair 5 médicos e entrar 1, não podem sair 5 professores e entrar 1, não podem sair 5 juízes e entrar 1, etc..., etc...
Não se pode colocar tudo no mesmo saco. Um trabalho sério e corajoso é identificar onde pode isso ser feito. Talvez eliminar 5 institutos e criar 1 é um exemplo.

Isto são apenas linhas gerais. Para o fim da tarde já se conhece finalmente o programa completo do PSD.
 
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