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Strauss-Kahn não seria preso em Portugal

A história da detenção de Dominique Strauss-Kahn podia ter sido muito diferente se tivesse acontecido em Lisboa. «Se fosse em Portugal, não estava detido», assegura um juiz. «Cá a acusação demoraria meses», ataca um advogado. «Mesmo com urgência estaríamos um mês à espera dos testes de ADN», garante um magistrado do Ministério Público (MP).

A rapidez de actuação da polícia e do Ministério Público é a primeira diferença que salta à vista. Strauss-Kahn foi alvo de uma denúncia pouco depois do meio-dia de sábado. Uma empregada guineense de 32 anos chamou a polícia ao Hotel Sofitel de Times Square, em Nova Iorque, e foi imediatamente levada para ser submetida a exames médicos. Pouco antes das cinco da tarde do mesmo dia, o presidente do FMI era detido a bordo de um avião da Air France prestes a descolar.

«Esta detenção não era possível no sistema judicial português, porque não houve flagrante delito», defende o juiz António Martins, explicando que sem esse requisito legal «seria impossível deter o suspeito sem um mandado de um juiz ou de um procurador».

Rogério Alves tem uma opinião diferente. «Podia considerar-se que havia uma situação de ‘quase’ flagrante delito – uma figura prevista na lei portuguesa – por ter saído à pressa do hotel, deixando o telemóvel». O advogado acredita, porém, que «só um polícia mais atrevido» faria uma detenção nestas circunstâncias.

Um mês à espera de resultados de exames

Rogério Alves acha que «em Portugal quer-se sempre a acusação perfeita e o Ministério Público acaba por demorar meses até deduzir acusação». Mas o procurador Carlos Casimiro garante que o problema está nas provas. «A recolha de indícios é feita na hora da denúncia. O problema é o tempo que demoram a ser feitos os exames», explica, garantindo que «em 99,9% dos crimes sexuais a acusação demora por causa das provas periciais» – já que não se pode acusar um suspeito só com base no testemunho da vítima.

Segundo o Le Figaro, citando a americana MSNBC, «foram encontrados vestígios de ADN no corpo da vítima». Mas no nosso país os resultados demorariam muito mais. «O Laboratório de Polícia Científica está assoberbado com milhares de perícias, porque tem duas pessoas a trabalhar. Com urgência, chega-se a esperar um mês», conta Carlos Casimiro.

O juiz António Martins também duvida que alguém tão importante como o presidente do FMI pudesse ficar em prisão preventiva em Portugal. «Vimos uma juíza a decretar a prisão preventiva, oralmente e com uma argumentação sucinta. Cá, caía o Carmo e a Trindade», comenta, lembrando que a mesma decisão em Portugal obrigaria a «páginas e páginas, citando artigos de A a Z, para dizer que há perigo de fuga».

O facto de Strauss-Kahn ter abandonado o hotel à pressa – segundo os seus advogados para almoçar com a filha – e de ter deixado o telemóvel no quarto, ajudou à tese de que estaria em fuga.

Para o magistrado, a diferença é que «nos EUA todos os intervenientes respeitam o sistema judicial» e ninguém pôs em causa a decisão da juíza. «Não ouvimos os advogados a criticar o tribunal, a polícia ou a acusação».

Rogério Alves recusa acreditar que os juízes portugueses sejam menos independentes do que nos EUA: «A Justiça trata todos por igual. Temos é um sistema judicial tão complexo que quem tem mais recursos sabe aproveitar melhor os buracos da lei».

Nos EUA, o famoso caso de O. J. Simpson – ex-jogador de futebol americano acusado de matar a mulher, que acabou ilibado no processo crime e condenado no cível – abriu caminho a uma alteração para tornar mais igual o acesso à Justiça. «Para que não fosse quem tem mais dinheiro a contratar o melhor perito para a sua defesa, agora é o juiz que nomeia um para suspeito e vítima», explica Carlos Casimiro.

Os advogados de DSK (como é conhecido o francês), William Taylor e Benjamin Brafman, têm relembrado a presunção de inocência. E, segundo a imprensa, vão sustentar a defesa na tese de que o sexo foi consentido.

Justiça neste país é contra o Povo com pouco poder económico. Desde a borla, desfalque, má fé, violação, maus tratos, são coisas que só os mais fracos em Portugal são castigados.
 
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Como vai o sistema de ensino em Portugal?

Leiam a pág 17 do Diário de notícias de hoje!

Inédito, um teste do 9o ano de física, elaborado pelo Gabinete de Avaliação Educacional do Ministério de Educação:

1-O sistema solar é constituído pelo Sol, mercúrio, venus, terra, marte, júpiter, saturno, urâno e neptuno (plutão já não é). Actualmente, quantos são os planetas do sistema solar?

2- Quantas vezes é maior a potência de uma placa de 400w em relação a uma placa de 200w?

Atenção: podem usar calculadora!

Neste teste, a meta a atingir pode ser tudo menos de avaliar física! O aluno é na prática avaliado se consegue ler o enunciado, se consegue contar até 8, ou se consegue dividir 1 por 0,2 usando a calculadora!

Que vergonha!! Devem pensar que os alunos são diminuídos mentais. :)
 
Mago, este senhor também não queria a vinda do FMI

«Não recomendo a vinda do FMI para Portugal»

"Não recomendo" a vinda do FMI para Portugal - SAPO Vídeos

Não entendo essa perseguição aos bancos.

É óbvio que deveria ser alterada a fórmula de imposto aos mesmos e outros que ninguém fala (bem pior são os incentivos fiscais e não só, dados a empresas para "investirem" em Portugal.

O FMI era algo que era assustador a qualquer empresário português, não só por adoptar medidas drásticas para obtenção de receita ao Estado para compensar a elevada despesa do mesmo (aumento de impostos) e consequente queda abrupta do consumo interno, como poderia descrebidilizar as empresas (ou bancos) em todos o comércio ou financiamento externo (uma empresa portuguesa poderia ser obrigada a ter de pagar uma mercadoria no momento da compra ou os bancos poderiam não conseguir financiamento nos mercados, estando sujeitos ao financiamento atravez do BCE, bem como não aceitariam compromissos para investimentos externos).

O que foi estranho foi a atitude do FMI em relação a Portugal, bem diferente às recentes intervenções na Grécia e Irlanda, onde pede alterações estruturais (apesar de muito superficiais) ao Estado Português.

O problema maior está nos juros (que deverão rondar os 5,2% tendo em conta com as futuras subidas da taxa de juro indexadas ao Euro pelo BCE) e nos "buracos" que existem na dívida portuguesa que tão cedo não estarão totalmente contabilizadas.
 
Sim mas logo de seguida foi logo dos primeiros a pedir :

"o BES anuncia que pretende emitir obrigações não subordinadas, até ao montante de 1,25 mil milhões de euros, numa emissão a três anos. Uma vez que o mercado continua fechado para o financiamento da banca portuguesa, o BES decidiu pedir a concessão de uma garantia do Estado para colocar esta dívida. "

E de onde vem esse dinheiro? vem do pacote de 78 mil milhões, agora das duas umas, ou estava a fazer "bluf" nesta entrevista e já sabia que ele viria em breve, ou então demonstra como andam estes gestores milionários, é só ditos e desditos, sem rigor e em desacreditação.
 
Sim mas logo de seguida foi logo dos primeiros a pedir :

"o BES anuncia que pretende emitir obrigações não subordinadas, até ao montante de 1,25 mil milhões de euros, numa emissão a três anos. Uma vez que o mercado continua fechado para o financiamento da banca portuguesa, o BES decidiu pedir a concessão de uma garantia do Estado para colocar esta dívida. "

E de onde vem esse dinheiro? vem do pacote de 78 mil milhões, agora das duas umas, ou estava a fazer "bluf" nesta entrevista e já sabia que ele viria em breve, ou então demonstra como andam estes gestores milionários, é só ditos e desditos, sem rigor e em desacreditação.

Estamos num mercado aberto. Se colocarem certos entraves aos bancos portugueses, eles não poderão financiar as empresas portuguesas de igual modo às empresas que se financiam na banca espanhola.

O resultado seria óbvio.
 
Um dos países que já não tem grande solução à vista é os EUA, apesar de ter uma moeda que pode gerir ao seu belo prazer.

Convém frisar que nos anos Clinton estava tudo mais ou menos composto. O descalabro Americano deve-se essencialmente aos anos Bush (pai e filho) e Obama.

Saber mais aqui: http://en.wikipedia.org/wiki/National_debt_by_U.S._presidential_terms

De resto, as dívidas públicas das economias Ocidentais subiram brutalmente nos últimos quatro anos. O efeito dominó só agora começou. Segue-se a Espanha, a Itália, a Bélgica e a França, quiçá depois o Reino Unido, quem sabe os EUA. Perceber como as dívidas públicas de alguns destes países subiram tanto na última década é um caso-estudo para as próximas décadas.
 
Taça para Sócrates travada a soco e a pontapé

A passagem da comitiva do PS por Mangualde ficou marcada por um incident com um popular que tentou cruzar-se com José Sócrates, a quem queria entregar uma taça. Mas um elemento da comitiva socialista travou a iniciativa. Houve empurrões, uma ida ao hospital e a promessa de apresentação de queixa na polícia.

 
Editado por um moderador:
Imaginem então os próximos tempos com o menino Sócrates, forças de intervenção contra os populares? Sim e evitar a entrada das forças policiais nos Bairros Sociais não vaiam estragar a calma dos subsidio dependentes e do respetivo Estado Social suportado por quem trabalha...
 
No coments :eek:

"
Polícias à paisana controlam movimentações do Partido Nova Democracia e Partido Trabalhista.
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O Comando Regional da PSP deu instruções aos agentes para seguir e controlar as movimentações das candidaturas de pelo menos dois partidos às eleições legislativas de 5 de Junho - Partido Trabalhista Português e Partido da Nova Democracia. O objectivo é prevenir alterações da ordem pública e distúrbios durante as inaugurações presididas por Alberto João Jardim.

Segundo o DIÁRIO apurou, a PSP destacou uma equipa de seis agentes à paisana para recolher informações mais detalhadas sobre as acções programadas pelos partidos liderados por José Manuel Coelho e por Hélder Spínola.

O Comando da Madeira pretende assim calcular o potencial de risco associado para a alteração da ordem pública e antecipar, no local onde decorrerão as respectivas iniciativas políticas, o dispositivo policial adequado às circunstâncias.

Este efectivo, considerado o 'serviço de informações secretas' da PSP, está mais vocacionado para montar operações de videovigilância que suportam as investigações criminais melindrosas, como esquemas de tráfico de droga.

É também mais usual ver estes polícias a controlarem movimentações de claques com historial de violência do que propriamente a desmontar 'acções-surpresa' preparadas pelos partidos políticos em plena campanha eleitoral, ainda que a irreverência e a imprevisibilidade das iniciativas protagonizadas por José Manuel Coelho e por Hélder Spínola, já tenham surpreendido a Polícia por diversas vezes.

Há duas semanas, o cabeça-de-lista do PND vendou os olhos à estátua do Palácio da Justiça, numa iniciativa política de pré-campanha eleitoral que deixou os polícias pouco à vontade quanto à definição do procedimento correcto a adoptar - sem ferir as formas de liberdade de expressão e o estatuto consagrado aos grupos políticos organizados, procurando simultaneamente manter a dignidade daquele símbolo institucional da Justiça e da República Portuguesa.

Mas a grande 'dor de cabeça' do Comando da PSP é a presença do PND em actos oficiais do Governo Regional. As inaugurações presididas por Alberto João Jardim contam já com um vasto historial de distúrbios entre os apoiantes do PSD e da 'máquina' do governo contra os militantes da 'Nova Democracia' que não perdem a oportunidade para lançar 'slogans' de protesto a denunciar as "inaugurações eleitoralistas".

O aparato policial na inauguração da 'promenade' Câmara de Lobos-Praia Formosa, na última sexta-feira, é o mais recente exemplo da zelosa operação policial.

A presença de cinco dirigentes do PND, que exibiam uma faixa com uma mensagem dirigida a Jardim "rema p'rá terra!", foi mantida pela Polícia a bem mais de 100 metros de distância da comitiva presidencial.

No fim, Baltazar Aguiar teceu duras críticas ao forte contingente policial que foi mobilizado para o local, considerando-o desproporcional e garantiu que ia apresentar queixa na Direcção Nacional da PSP, no Ministério da Administração Interna e à Comissão Nacional de Eleições, alegando que foi vedado o acesso a candidato as às eleições.

Segundo o DIÁRIO apurou, além de quatro polícias que garantiam a segurança pessoal a Alberto João Jardim, na Praia Formosa estavam mais quatro polícias à civil das brigadas de investigação criminal, cinco fardados da Esquadra do Funchal, cinco do trânsito e ainda dois das equipas velocipédicas.

Se somarmos todo o efectivo policial mobilizado pelas divisões policiais de Câmara de Lobos e do Funchal, chega-se a uma soma considerável de perto de meia centena de polícias, entre agentes, chefes e oficiais, sobretudo quando nesse momento, a PSP dispunha de apenas três equipas para assegurar o patrulhamento automóvel em todo o concelho do Funchal. O DIÁRIO tentou contactar ontem o comandante regional da PSP para obter alguns esclarecimentos sobre este assunto, mas Oliveira Martins não esteve disponível.
Fonte: Diário Noticias Madeira
 
Deixo dois artigos do Diário Económico de Hoje

Assis elogia Passos Coelho disse:
O socialista elogiou, na TSF, as qualidades e capacidades de Passos Coelho, justificando que não é à toa que se chega à liderança de um grande partido como o PSD.

Questionado pela TSF esta segunda-feira à noite, Francisco Assis assumiu que não pode subscrever a afirmação de Basílio Horta, cabeça de lista do PS por Leiria, para quem há em Portugal dois políticos que estão num patamar acima de todos os outros: José Sócrates e Paulo Portas.

"Respeito todos os dirigentes políticos, todos os lideres partidários (...) Alguém que chegou a líder de um grande partido como o PSD é certamente um homem com qualidade e com capacidades", afirmou o cabeça de lista do PS pelo Porto.

O ex-líder parlamentar socialista disse ainda ter um grande respeito por Basílio Horta, um "grande português e um grande patriota". Contudo, frisou que apenas tem divergências com o líder do PSD em termos de "ideias".

A vergonha começa a sentir-se e um dos mais fortes contestatários começa a ver que se o PSD tinha divergências internas vê-o agora forte e unido contra o Sócrates não contra o PS

Governo adiou despesa pública para melhorar défice disse:
A unidade técnica que dá apoio ao Parlamento diz que o Governo adiou o pagamento de despesas durante o primeiro trimestre.

Os técnicos do Parlamento detectaram que o Governo adiou o pagamento de compromissos assumidos pelo Estado no valor de 205,9 milhões de euros, só no primeiro trimestre deste ano. Com os atrasos nos pagamentos, a execução orçamental reportada pelas Finanças ficou beneficiada. A conclusão consta da análise da Unidade Técnica de Apoio Orçamental (UTAO) ao andamento das contas públicas nos primeiros três meses de 2011.

Tal como o Diário Económico já tinha noticiado a 21 de Março, o Governo adiou alguns pagamentos do Estado assumidos no primeiro trimestre deste ano, melhorando dessa forma o retrato da evolução das contas públicas em contabilidade de caixa (aquela que não tem em conta os compromissos assumidos e ainda não pagos) e distanciando-se do valor do défice em contabilidade nacional - aquele que importa para o apuramento da meta de 5,9%, prometida aos portugueses, à Comissão Europeia, ao Banco Central Europeu e ao FMI.

"A melhor execução na óptica de caixa beneficiou de um crescimento das dívidas dos serviços integrados", lê-se no relatório da UTAO, que explica que lhe foi dado acesso a mais informação do que aquela que é habitualmente publicada por parte da direcção-geral do Orçamento (DGO), nos boletins de informação mensal.

Ninguém irá destruir o nosso País, vai ser castigado, vai vai!!!
 
Em Portugal , Irlanda e uma série de países inclusive Espanha vai acontecer o mesmo. A Troika Falhou nesse País e vai falhando nestes. mas não foi só a Troika que falhou , o modelo económico global também. Os Estados Unidos refugiam-se no "print money" senão há muito que estavam com a bancarrota as costas.

Fala-se muito em Sócrates, Passos Coelho, Paulo Portas....na realidade os movimentos do mercado não dependem de ninguém para funcionar...são impessoais, nenhum partido os controla...as crises do capitalismo resultam da irracionalidade do sistema e não de erros de pessoas..claro que com a esquerda racional pode-se suavizar a crise para os mais pobres.
 
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