O Estado do País

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Algures na sua obra, Fernando Pessoa, na sua imensa sabedoria, escreveu que acreditava mais no modelo das cidades-estado, por oposição aos Impérios.

Recordemos o mito da Torre de Babel.

1And the whole earth was of one language, and of one speech.

2And it came to pass, as they journeyed from the east, that they found a plain in the land of Shinar; and they dwelt there.

3And they said one to another, Go to, let us make brick, and burn them thoroughly. And they had brick for stone, and slime had they for morter.

4And they said, Go to, let us build us a city and a tower, whose top may reach unto heaven; and let us make us a name, lest we be scattered abroad upon the face of the whole earth.

5And the LORD came down to see the city and the tower, which the children of men builded.

6And the LORD said, Behold, the people is one, and they have all one language; and this they begin to do: and now nothing will be restrained from them, which they have imagined to do.

7Go to, let us go down, and there confound their language, that they may not understand one another's speech.

8So the LORD scattered them abroad from thence upon the face of all the earth: and they left off to build the city.

9Therefore is the name of it called Babel; because the LORD did there confound the language of all the earth: and from thence did the LORD scatter them abroad upon the face of all the earth.

10These are the generations of Shem: Shem was an hundred years old, and begat Arphaxad two years after the flood:

11And Shem lived after he begat Arphaxad five hundred years, and begat sons and daughters.

12And Arphaxad lived five and thirty years, and begat Salah:

13And Arphaxad lived after he begat Salah four hundred and three years, and begat sons and daughters.

14And Salah lived thirty years, and begat Eber:

15And Salah lived after he begat Eber four hundred and three years, and begat sons and daughters.

16And Eber lived four and thirty years, and begat Peleg:

17And Eber lived after he begat Peleg four hundred and thirty years, and begat sons and daughters.

18And Peleg lived thirty years, and begat Reu:

19And Peleg lived after he begat Reu two hundred and nine years, and begat sons and daughters.

20And Reu lived two and thirty years, and begat Serug:

21And Reu lived after he begat Serug two hundred and seven years, and begat sons and daughters.

22And Serug lived thirty years, and begat Nahor:

23And Serug lived after he begat Nahor two hundred years, and begat sons and daughters.

24And Nahor lived nine and twenty years, and begat Terah:

25And Nahor lived after he begat Terah an hundred and nineteen years, and begat sons and daughters.

26And Terah lived seventy years, and begat Abram, Nahor, and Haran.

27Now these are the generations of Terah: Terah begat Abram, Nahor, and Haran; and Haran begat Lot.

28And Haran died before his father Terah in the land of his nativity, in Ur of the Chaldees.

29And Abram and Nahor took them wives: the name of Abram's wife was Sarai; and the name of Nahor's wife, Milcah, the daughter of Haran, the father of Milcah, and the father of Iscah.

30But Sarai was barren; she had no child.

31And Terah took Abram his son, and Lot the son of Haran his son's son, and Sarai his daughter in law, his son Abram's wife; and they went forth with them from Ur of the Chaldees, to go into the land of Canaan; and they came unto Haran, and dwelt there.

32And the days of Terah were two hundred and five years: and Terah died in Haran.



Holy Bible, King James Version


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Poster para promoção do Parlamento Europeu.

(Post a propósito da novidades e do futuro da UE).
 
O principal problema das pescas é das quotas de pesca por país/espécie.

Deixo um documentário (não é bem um documentário porque tem como base uma ideia pré-definida) da campanha Fishfight, que recentemente deu o primeiro episódio na RTP2, da sua luta contra o desperdício de peixe capturado e desperdiçado devido às actuais regras de quotas e protecções de espécies na união europeia.

http://www.megavideo.com/?v=5DGJSF8U
 
O Atum que se apanha aqui é o que viaja para o Mediterrâneo (o bluefin). Esse é pescado massivamente por todos e está desde há vários anos em declínio. Estão a ser tentadas experiências para alimentar atuns em cativeiro de modo a potenciar a sua aquacultura.

O dos Açores (o albacora) é mais abundante e é lá que estão o que resta das fábricas de conservas. Ainda há uma em Matosinhos e outra em Olhão mas que vende atum para Itália e para bolsos mais fartos. Eles podem pagar 4 euros por um frasco de 200gramas de atum. Não fica nada em Portugal. O bluefin é muito caro.

É tão caro como a muxama.
 
O Atum que se apanha aqui é o que viaja para o Mediterrâneo (o bluefin). Esse é pescado massivamente por todos e está desde há vários anos em declínio. Estão a ser tentadas experiências para alimentar atuns em cativeiro de modo a potenciar a sua aquacultura.

O dos Açores (o albacora) é mais abundante e é lá que estão o que resta das fábricas de conservas. Ainda há uma em Matosinhos e outra em Olhão mas que vende atum para Itália e para bolsos mais fartos. Eles podem pagar 4 euros por um frasco de 200gramas de atum. Não fica nada em Portugal. O bluefin é muito caro.

É tão caro como a muxama.

Imaginava isso, visto que o Algarve não é abundante em atum.
 
Hoe estive a ler parte da biografia de D. Carlos, do Rui Ramos. É impressionante como do ponto de vista cultural a sociedade portuguesa pouco mudou no último século.

Os dois partidos do poder declaravam-se liberais, o liberalismo era incontestável, ao ponto de Portugal ser considerado como um dos países mais liberais de toda a Europa, mais ainda, por exemplo, que os países nórdicos. Não havia uma cultura partidária com partidos que tivessem claras diferenças ideológicas entre si, como sucedia noutros países europeus, onde havia partidos socialistas, liberais, conservadores, etc. Estranho, hoje em dia, de uma forma ou outra, todos os partidos portugueses se declaram de Esquerda, socialistas ou com preocupações sociais. Nenhum dos partidos do arco do poder diz preto no branco que é conservador, eurocéptico ou liberal.

Há um relato de um caso caricato, idêntico a tantos outros que surgem ao longo da nossa História recente. Numa campanha militar no Sul de Angola, os portugueses decidiram montar a cavalo em vez de abrir trincheiras, por pura e simples teimosia, pois os altos cargos militares tinham o capricho de lutar a cavalo! Resultado, perdemos a batalha contra os nativos e fugimos em debandada, além de muitos militares lusitanos terem perdido a vida! Recorda-me outro episódio da construção de um hotel em Moçambique, nos tempos do Estado Novo: um dos sócios recusou um sistema de climatização porque se em Braga ele não o tinha e nunca tivera falta, em Moçambique não seria também necessário. O teimoso bem foi avisado que Moçambique tinha um clima tropical, mas mesmo assim recusou mudar de posição! Ora quantas vezes a teimosia de alguns políticos nos conduziu em anos recentes à desgraça, mesmo quando a Razão ditava outro rumo?

Depois, há uma forte dicotomia entre uma pequena elite, burguesa ou aristocrata, provinciana, deslumbrável, pobre face às elites das grandes nações europeias do final do século XIX, e um povo miguelista, católico e analfabeto, especialmente no Norte e Centro do país. Enquanto no resto da Europa a revolução industrial já ia na sua segunda ou terceira fase, por cá nem tinha começado!

Em suma, hoje como no final do século XIX estamos falidos, com elevadas diferenças sociais, sem um tecido produtivo moderno, governados por elites iletradas e medíocres, e mantendo traços comportamentais que no passado tanto nos prejudicaram.
 
Não havia uma cultura partidária com partidos que tivessem claras diferenças ideológicas entre si, como sucedia noutros países europeus, onde havia partidos socialistas, liberais, conservadores, etc. Estranho, hoje em dia, de uma forma ou outra, todos os partidos portugueses se declaram de Esquerda, socialistas ou com preocupações sociais. Nenhum dos partidos do arco do poder diz preto no branco que é conservador, eurocéptico ou liberal.

Nisso é que eu não acredito. Os partidos são muito diferentes. Há quem sempre tenha dito aquilo que era e o que se propunha fazer. Há aqueles que sempre concorreram a eleições com os seus candidatos, tendo boa ou má imprensa.
 
Nisso é que eu não acredito. Os partidos são muito diferentes. Há quem sempre tenha dito aquilo que era e o que se propunha fazer. Há aqueles que sempre concorreram a eleições com os seus candidatos, tendo boa ou má imprensa.

Falas provavelmente do PCP, mas esse é provavelmente o único que sempre foi claro e transparente nos seus objectivos e na sua ideologia. Mas pouco conta, pois não é um partido do arco do poder, e apenas resiste em algumas zonas do país como fóssil de outros tempos. O CDS, o BE, o PSD e o PS passam um discurso onde fica muito pouco clara a sua verdadeira posição ideológica.
 
Não é só o Atum que está em crise. O carapau também está a desaparecer, este ano já houve uma quebra de 60% a 70% em relação ao ano passado, a nível do carapau que deu entrada no porto de Olhão.
 
Falas provavelmente do PCP, mas esse é provavelmente o único que sempre foi claro e transparente nos seus objectivos e na sua ideologia. Mas pouco conta, pois não é um partido do arco do poder, e apenas resiste em algumas zonas do país como fóssil de outros tempos. O CDS, o BE, o PSD e o PS passam um discurso onde fica muito pouco clara a sua verdadeira posição ideológica.

De onde se entende que os partidos modernos são os que dizem aquilo que não vão fazer e que de entre eles nascerá o governo nacional e o interesse público.
 
As dez mais votadas maravilhas da gastronomia até ao momento

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A um mês de terminar a votação pública para eleger as “7 Maravilhas da Gastronomia®” são conhecidos os 10 pratos mais votados pelos portugueses. A votação começou a 7 de Maio e regista já cerca de 450 mil votos. Tal como em edições anteriores, o último mês de votação reserva sempre surpresas na definição dos vencedores.
Os 10 candidatos mais votados, por ordem de categoria e com uma disposição aleatória nessa mesma categoria, são: Alheira de Mirandela (IG) e Queijo Serra da Estrela – DOP (Entradas); Caldo Verde, Sopa da Pedra e Açorda à Alentejana (Sopas); Arroz de Marisco (Marisco); Sardinha Assada (Peixe); Coelho à Caçador (Caça); Leitão da Bairrada (Carne); e Pastel de Belém (Doces).
A votação nas “7 Maravilhas da Gastronomia®” decorre no site oficial (LINK: www.7maravilhas.pt) e no facebook (LINK: www.facebook.com/7MGastronomia), por chamada telefónica (0,60€+IVA) e por SMS (0,50€+IVA). As primeiras duas opções de voto são gratuitas. Por chamada telefónica e SMS só é possível eleger uma maravilha e não há limite de votos.
Para votar no site oficial basta o registo com um endereço de e-mail válido. Cada endereço de e-mail pode votar apenas uma vez e é obrigatório fazer 7 opções, as quais não precisam de contemplar todas as categorias. Podem ser escolhidos todos os pratos de uma mesma categoria, por exemplo.
No facebook é possível votar através de uma aplicação com um ambiente igual ao do site oficial. Cada utilizador do facebook, que não tenha votado com o mesmo endereço de e-mail no site oficial, tem direito a votar uma vez e implica a seleção obrigatória de 7 Maravilhas.
A votação decorre até 7 de Setembro de 2011. As vencedoras serão apuradas pelo maior número de votos, independentemente da categoria, e não serão eleitas mais do que duas Maravilhas por região. As “7 Maravilhas da Gastronomia®” são conhecidas a 10 de Setembro de 2011, num espetáculo único transmitido em direto pela RTP1, a partir de Santarém.

Fonte: Barlavento
 
A(s) pesca(s) no Algarve

Temos vindo a considerar que duma forma geral a pesca, ou as pescas no Algarve (mas infelizmente não só…), têm vindo a ser mal e insuficientemente tratadas ao nível da comunicação social e do debate político e económico na nossa região (mas, e novamente infelizmente, esta questão não se coloca apenas em relação ao Algarve…).
De facto as pescas são abordadas ou quando se verifica algum naufrágio ou acidente grave – e então até abrem telejornais e são manchetes de periódicos impressos – ou quando se verifica alguma iniciativa pontual que envolva inauguração do que quer que seja. Então se meter ministro ou secretário de Estado é certo e sabido que temos notícia. Felizmente ou infelizmente, a pesca não é só isto.
A pesca (passe algum aparente e eventual exagero) é todos os dias, a quase todas as horas, por quase todo o Algarve. O que se vê de fora é o lado pitoresco, o lado lúdico, a curiosidade pelo que não se conhece ou a ponta do iceberg que é a ida ao mercado, ou os festivais como o da Sardinha, em Portimão ou do Marisco, em Olhão.
Mas a pesca são também e sobretudo, os reais problemas do setor e dos seus profissionais, como seja perceber e explicar as causas de muitos dos acidentes, compreender porque ouvimos os pescadores queixarem-se dos baixos preços do pescado e depois irmos adquiri-lo nos mercados, quase a preço de ouro, ou questionar porque tão poucos jovens são atraídos para a pesca, ou qual o peso real de fatores de produção como os combustíveis, nos custos da actividade, as implicações do novo Código Contributivo, etc., etc.
Acerca destes aspetos vê-se e lê-se muito, mas mesmo muito pouco. Ou então duma forma superficial.
Bem anda o «barlavento» ao aceitar publicar alguns escritos acerca destas problemáticas. E é isso que pretendemos, despretensiosamente abordar. O nosso objetivo é tentar dar alguma contribuição para uma maior visibilidade deste setor e se possível promover alguma sensibilização em torno destas matérias, tendo o homem do mar (o pescador) como personagem central, ator e protagonista desta saga que se desenrola todos os dias desde há vários milhares de anos na costa algarvia.
Numa altura em que se fala muito no Mar, quase sempre no geral e duma forma vaga, como que pairando sobre o assunto e raramente descendo ao concreto, faz (todo o) sentido tentar contribuir para um melhor conhecimento das envolvências e das vivências dessa figura que é o pescador algarvio e o contexto da sua actividade. Vamos ver se conseguimos.

José Castanheira

Fonte: Barlavento
 
Tive a oportunidade de cruzar a Espanha de oeste a este, por estrada, nas últimas vinte e quatro horas. E ainda bem, pois eu próprio concluo que Portugal é muito pequeno para a gigantesca nação Espanhola. Eu não sei como mas tudo o que falta fazer em Portugal nos próximos 20/30 anos já está feito em Espanha.
Em Portugal fala-se numa obra milhares de vezes; em Espanha faz-se a obra. É de regalar os olhos quando uma pessoa vê os verdejantes campos agrícolas a perder de vista na Castilha La Mancha, zona muito mais árida que a maior parte de Portugal Continental; mas onde não falta a água do Tejo … Não queiram aprender com Espanha, um tentáculo económico que Portugal não sabe aproveitar nem competir.
E andam portugueses entretidos em debater a fé e procurar meia dúzia de impugnes indignados pelas ruas de Madrid. :lmao: Não queiram aprender com Espanha, um tentáculo económico que Portugal não sabe aproveitar nem competir.
 
Tudo é ouro, tudo reluz... O Rei Midas passou pela Mancha... (Midas pedindo a Baco que realize o seu desejo de riqueza)

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«Midas era um rei completamente apaixonado por dinheiro e, apesar de muito rico, ambicionava ser a criatura mais rica da Terra. Quando Baco lhe ofereceu a realização de um desejo, como recompensa por ele ter tomado conta de um amigo, Midas pediu o poder de transformar em ouro tudo o que tocasse. Baco percebeu que esse desejo significava a destruição de Midas, mas, como tinha prometido realizar qualquer desejo, cumpriu a palavra.

Midas voltou ao seu reino e resolveu testar se realmente tinha ganhado esse poder. Durante a viagem, tocou numa pedra que imediatamente se transformou numa enorme pepita de ouro. Logo adiante encontrou um ramo de árvore e, ao segurá-lo, percebeu que se tinha transformado numa barra de ouro. Tudo o que ele tocava transformava-se em ouro. Não demorou a perceber que poderia ser o homem mais rico da Terra. Os seus cavaleiros ficaram sobrecarregados com tanto ouro para transportar.

Chegado ao palácio, mandou servir um jantar delicioso, com todo o requinte. Então teve um choque. A realidade mostrou-se cruel. Todos os alimentos que os seus lábios tocassem tornavam-se em ouro. O pão transformava-se em ouro, assim como qualquer outro alimento. E, para seu desespero, a água que quis beber, quando tocada pelos seus lábios, também se transformou em ouro. Percebeu, então, toda a loucura do seu desejo. Não comer, não podia dormir num leito macio nem tomar banho numa banheira cheia de água morna.

O rei Midas voltou a procurar Baco e pediu-lhe que lhe retirasse esse poder. Baco orientou-o para que se lavasse nas águas do rio Pactoros e, depois de ter tomado banho naquele rio, Midas perdeu o poder de transformar tudo em ouro. A consciência dessa transformação fez com que Midas abandonasse sua ambição material e passasse a viver de maneira mais simples e frugal.»

A água é um dos sectores que nesta crise vai ser privatizado e apesar de ser um factor importante na cadeia de produção de muitas coisas, o preço vai ser alvo de captura de multinacionais que lhe farão subir o preço. Há rumores de que a Veolia quer comprar as Águas de Portugal.
 
Para que serve a praça de touros da primeira cidade antitouradas do país?
Três anos depois de ter sido adquirida pela Câmara de Viana do Castelo, a antiga praça de touros está abandonada e a degradar-se, convertendo-se num problema para o município, que, em 2009, fez história ao transformar-se na primeira "cidade antitouradas" de Portugal.

Link: http://www.publico.pt/Local/para-qu...-primeira-cidade-antitouradas-do-pais_1508637

É simplesmente ridículo, desde quando podem proibir a livre vontade? Desde quando podem saber o que é melhor? Erros típicos do socialismo na sua ânsia de saber o que é melhor para o povo mesmo quando não sabem, dão-se autênticos tiros nos pés, vale mais a pena degradar um espaço de uma cidade que permitir aos assassínios fazerem touradas.

E assim vai o nosso país da treta.
 
A luta de classes na moribunda neoliberal União Europeia.

Em face da impossibilidade de receber dos (entalados e em fuga) grandes países, a Grécia começou a negociar estado a estado a verba bloqueada no acordo de empréstimo de 21 de julho com garantias em cash. Não chega mas pelo menos dá para conseguir sobreviver. Chegou por isso a acordo com a Finlândia sobre 2% do empréstimo. A Alemanha mostra que quem manda só aceita negócios bilaterais se for a Alemanha a participar neles...

Acho que já não há nenhuma razão para continuarmos a bordo desta jangada de náufragos. Este projecto acabou...

http://www.lemonde.fr/europe/articl...tte-suscite-l-ire-de-berlin_1562199_3214.html
 
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