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Então se não vamos ter crescimento económico para que servem todos estes cortes? Já sei, é a agenda escondida. Entregar tudo à captura do sector privado.
 
Então se não vamos ter crescimento económico para que servem todos estes cortes? Já sei, é a agenda escondida. Entregar tudo à captura do sector privado.

Serve para não cavares ainda mais o buraco em que todos estamos enfiados...
 
Eu leio os neo-liberais, divertem-me. Surpreendido fiquei porque o post mais interessante da semana só teve 2 comentários. :(



Outros exemplos de estratégia neo-liberal: A Irlanda também tem publicado o seu boletim trimestral.

Um zombie reduzido aos serviços de transporte aéreo,

irlanda1.jpg


e sem qualquer perspectiva de crescimento económico. O desemprego manter-se-á elevado,

irlanda3.jpg


até porque as exportações vão começar a fraquejar...

irlanda2.jpg
 
Uma outra prova de que é preciso acabar com estes mercados de capitais supostamente eficientes. Os algoritmos de computador que suportam a corretagem de bolsa e analisam o mercado, só conseguem manter um determinado valor em carteira durante 11 segundos, depois imediatamente dão ordem de venda ou em caso contrário, compra de mais valor semelhante. Deixou de haver objectividade e acabou a relação com a realidade.

Relatório do Support Robin Hood Tax no Reino Unido em favor do imposto sobre transacções de bolsa que já se practica em Hong Kong como forma de limitar a transacção electrónica. A transacção electrónica de milhares de milhões de operações deixa os reguladores sem qualquer hipótese de resposta:

«An explosion of high speed, high frequency trading carried out by computers is causing an increasing number of ‘flash crashes’ and undermining markets’ role in efficiently allocating resources, according to a report published today.

Financial Crisis 2: The Rise of the Machines warns that a “technological arms race” has left regulators floundering, unable to step in to prevent problems because of the speed at which transactions are occurring. Unheard of six years ago, experts estimate that high frequency trading conducted by computers according to complex algorithms may now account for more than three-quarters (77 per cent) of all equity deals in the UK.

The report, by the Robin Hood Tax campaign, says Western governments should follow the lead of Hong Kong and impose a Financial Transaction Tax to limit high frequency trading.

Richard Gower, Robin Hood Tax campaign spokesman, said: “This is casino capitalism cyborg-style. In pursuit of a quick buck, humans are ceding control of financial markets to machines and are unable to intervene fast enough if things go wrong.

“A Financial Transaction Tax would ‘throw sand in the wheels’ of markets and could raise billions to tackle poverty in the UK and in poor countries which were hit hard by the financial crisis.”

Andrew Haldane, the Bank of England’s Executive Director for Financial Stability has said that “Grit in the wheels like grit on the roads could help forestall the next crash.” Martin Wheatley, chief executive designate of the Financial Conduct Authority (FCA), one of the successor bodies to the Financial Services Authority, also supports a Financial Transaction Tax as a way of curbing high frequency trading.

The UK already has a 0.5 per cent stamp duty on share transactions which raises about £4 billion-a-year. But high frequency traders can avoid this by trading in derivatives known as “contracts-for-difference”. Extending the stamp duty to “contracts for difference” would be likely to raise upwards of £3bn.

An IMF working paper published earlier this year suggested extending the stamp duty to cover contracts-for-difference. Charles Li, Chief Exectutive of Hong Kong’s stock exchange says its FTT, “effectively limits high frequency trading, just like a highway with many toll booths discourages speeding.”

The most dramatic flash crash occurred on 6 May 2010, when the Dow Jones fell by 9 per cent, with more than half of the fall occurring in just seven minutes. Shares in Accenture plunged from $40 per share to just $0.01. The Dow Jones fall was more than twice that on the day that Lehman Brothers collapsed.

The search for a quick profit has seen high frequency trading spread to bond, currency and commodity markets. On 3 February 2010 traders Infinitum switched on a new oil markets HFT algorithm for just five seconds. In that time they lost more than $1 million and rocked the global oil price which spiked before losing 5 per cent of its value.”

Gower said: “High frequency trading has the potential to cause havoc in markets for commodities which are central to our economies and the lives and well-being of hundreds of millions of people.

“Markets should work in the interests of society – not the other way around. A Robin Hood Tax would be a big step towards a world in which finance behaves responsibly and pays its fair share.”»

http://robinhoodtax.org/latest/new-...equency-trading-threatens-financial-stability
 
No caso do short selling o que se perdeu foi o valor fictício de muitas transacções. Perdeu-se lixo. Quem está no mercado de forma racional continua a comprar e a vender.
 
Governo promete o maior corte na despesa desde 1950
O ministro da Economia e do Emprego, Álvaro Santos Pereira, prometeu hoje um “corte histórico” no Estado da parte da despesa, assegurando que é intenção do Governo “dar o exemplo” aos portugueses.

“Todo o Governo quer dar o exemplo. A austeridade tem de ser feita no Estado. Não podemos pedir grandes sacrifícios aos portugueses se o Estado não der o exemplo”, disse aos jornalistas à margem de uma visita à Autoeuropa e ao parque industrial envolvente.

Álvaro Santos Pereira anunciou ainda para a próxima semana medidas para “relançar os centros de emprego”, remetendo para “o seu tempo próprio” comentários sobre um eventual imposto especial sobre os mais ricos.

O governante visitou de manhã a parte da montagem final da Autoeuropa, ao passo que de tarde marcou presença junto da Faurecia, empresa fornecedora presente no parque industrial de Palmela, e junto da ATEC, uma academia de formação para jovens.

No que ao ministério que tutela diz respeito, Álvaro Santos Pereira diz que a percentagem do corte na despesa ainda não está fechada, comentando a notícia de hoje do jornal Sol que, citando uma circular interna, indica que o Governo quer cortar em 36 por cento a despesa dos organismos do Ministério da Economia.

"Os cortes vão ser feitos, independentemente da magnitude. Os números ainda não estão fechados. Este Governo vai fazer um corte de despesa histórica, de uma maneira que não foi feita desde 1950. Entendemos que não podemos pedir sacrifícios às famílias e empresas portuguesas se o Estado não der o exemplo", sustentou.

Recordando que "os cortes para serem bem feitos têm de ser estudados", Álvaro Santos Pereira reforçou todavia que estes "têm de ser feitos a todos os níveis".

O ministro deu como exemplo "pequenas coisas que fazem a diferença", como o desligar a electricidade e ares condicionados de noite ou a renegociação de 'leasings' de automóveis.

A fusão e extinção de entidades e organismos e a redução dos gastos desses mesmos organismos foram cenários também apontados pelo ministro da Economia e do Emprego.

SOL

:thumbsup:
 
terceira guerra mundial é Hoje disse:
A dias vi uma entrevista de um teólogo muito interessante. Afirma que a Terceira Guerra Mundial está a efectuar-se nos dias de hoje sobre os nossos olhos sem nos darmos de conta.

Temos por o lado dos EUA: a guerra sobre o domínio da Energia

Temos por outro lado a China: a guerra sobre o domínio da Produção

E finalmente na Europa: o domínio da Economia por parte da Alemanha

De facto isso hoje acontece os EUA tentam controlar todas as fontes energéticas, todos nós sabemos que no Iraque e a Líbia o único motivo da intervenção EUA/OTAN são as reservas de petróleo e a manutenção dos Oleodutos. Não é por pena do povo e eliminação de ditadores tiranos. Isso é o que a média fabrica.

Na Ásia o domínio da Produção sente-se no mercado, principalmente o da electrónica visto o que fica pelo ocidente é o Projecto, Design e Arquitetura de Padrões e Standart’s. Já com qualidade de manufactura aceitável e mesmo BOA.

Por parte da Alemanha e ainda com uma UE que de União só tem o nome não tendo uma politica única economia de igualitariamente potenciar os Países numa lógica de Estados a servirem-se um dos Outros e Partilhando assim também o risco do investimento.

A nós temos de nós aguentar, no Mundo somos Mexilhão entre a Rocha e o Mar neste cantinho do Atlântico. Nesta escolha a nossa salvação é uma Europa unida e Forte. Mas para isso Alemanha e França e os restantes tem de ceder para funcionemos como apenas Uma Europa!

Inurl: Visto.Blog.pt
 
Inurl: Visto.Blog.pt

Há de facto uma realidade histórica na sede dos EUA por tudo o que produza energia, nomeadamente petróleo, e todos sabemos como são os mesmos lobyes quem patrocinam as 2 únicas administrações possíveis nos EUA, os democratas e os conservadores. Ambos são patrocinados pela indústria da guerra, do petróleo e dos medicamentos.

Sim, a China afirma-se cada vez mais como mercado emergente, a par de países como a índia, paquistão, indonésia, e outros.. entrando nos mercados externos, vendendo-nos produtos mais baratos em troca de nos comprar aviões e outras tecnologias que ainda não produzem. Mas cada vez mais se estão introduzindo também no mundo financeiro, como credores de países ricos, embora mantenham um pib per capita muito baixo, não deixa de ser por isso que deixam de ser potências mundiais.

A Alemanha assim como a França estão esquecendo a razão das fundações da europa, os verdadeiros pilares da fraternidade e outros valores.. Os seus governos estão como que aprisionados dos seus eleitores, o que se compreende de certa forma.. Enfim, quando as coisas correm mal, todos gritam e ninguém tem razão! É como uma casa farta, enfim, todos fartos uns dos outros! :)

Acredito que estamos realmente num mau caminho, é como que uma 3a guerra mundial! Mas desta vez, algo diferente das outras.. Porquê?! Porque desta vez o vilão não se trata de uma nação nem de várias nações, mas sim de um grupo ou sistema mundial que pretende dominar financeiramente o mundo!! Pretendem dominar e ao mesmo tempo reduzir os patrocínios dos governos onde têm sede, pois procuram não ter sede! São grupos que se encontram disseminados pelo mundo, sem pátria! Esta é a verdadeira 3a guerra mundial em que nos vemos envolvidos e de mãos atadas, pois a quem nos vamos "atirar"? Trata-se de um mundo financeiro, que não conhece fronteiras, não tem cara, mas enfim.. Tem um sistema que o permite por detrás! Mas este sistema só pode ser derrubado quando todos os países forem obrigados de alguma forma a elimina-lo! E está aqui a dificuldade.. O primeiro a atirar a pedra sofre consequências financeiras e os outros ficam a rir-se! O fim desta 3a guerra mundial tem de ser uma acção consertada a nível mundial, sem sombra de dúvida!

Já não é novidade que o mundo financeiro domina a produção, e mesmo a produção já era antes dominada pela distribuição e comercialização! Sabem que tenho razão.. Hoje em dia quem produz algo, não é quem ganha mais! É o pobre do ciclo do produto/serviço.
 
"Descoberto novo “buraco” financeiro na Madeira


Ministro Vitor Gaspar apresenta hoje documento de estratégia orçamental. Governo quer que o défice em 2015 seja de zero por cento à conta do aperto de cinto e contenção nos gastos.



Afinal, a situação financeira madeirense é ainda mais grave. A Troika descobriu um novo “buraco” de 223 milhões.

Como consequência, o défice público nacional deste ano vai sofrer um desvio, não de 277 milhões de euros como disse a troika a 12 de Agosto, mas sim de 500 milhões, revelou fonte oficial da Comissão Europeia, citada pelo “Diário de Notícias”.

Os prejuízos de uma empresa que construía estradas foram parar às contas do Estado. Por causa disso, o défice nacional pode passar a barreira dos 6% em vez de ficar nos 5,9% previstos.

Fonte do gabinete do comissário europeu Olli Rehn, líder dos Assuntos Económicos, diz que a situação financeira ruinosa de uma empresa detida pelo governo regional de Alberto João Jardim e a extinção de uma sociedade que promovia obras rodoviárias em regime de parcerias públicas privadas (PPP) são responsáveis por um agravamento do défice nacional equivalente a 0,3% do PIB.


O buraco nas contas da Madeira deixa em risco a meta orçamental para este ano, segundo o presidente do Instituto Superior de Economia e Gestão. À Renascença, João Duque lembra que 500 milhões de euros "não são nada fáceis de compensar", sobretudo a quatro meses de terminar o ano.

O candidato do Partido Socialista às eleições regionais, de 9 de Outubro, diz que esta é mais uma situação de grande gravidade. Maximiano Martins considera o “buraco” orçamental põe em causa a "credibilidade externa" da Madeira.

“Ter-se descoberto, em poucos meses, cerca de 500 milhões de valores não reportados anteriormente é uma situação de enorme gravidade”, sublinha.


Uma informação revelada no dia em que o ministro das Finanças explica as grandes linhas da política económica e orçamental a médio prazo. O Governo quer que o défice em 2015 seja de zero por cento à conta do aperto de cinto e contenção nos gastos. Mas a distribuição do esforço também está definida: um terço é pelo lado da receita e dois terços pelo lado da despesa.

O “Diário Económico” avança hoje que o Governo prepara-se para reduzir ainda mais o pessoal da função pública. O corte dos salários não chega e o Executivo pode aumentar a meta de redução dos funcionários públicos, de 1 para 2% por ano. Ou seja, vão ter de sair cerca de 10 mil, o dobro do previsto no memorando da ajuda externa.
Fonte: Rádio Renascença
 
by Rubina Berado disse:
Evangelização Neo-Marxista



Numa entrevista recente ao Jornal i, a deputada do Bloco de Esquerda na Assembleia da República, Catarina Martins, afirmou que «as pessoas viraram-se mais para a Igreja e isso é um retrocesso social».
Se a aproximação da população portuguesa à Igreja é considerada um «retrocesso social», temos que nos questionar sobre o que é que, aos olhos desta esquerda vanguardista, efectivamente constitui progresso civilizacional: a despenalização do consumo de drogas? A interrupção voluntária da gravidez? A legalização do casamento homossexual?
Se respeitamos (legitimamente!) a voz de todas as minorias, não podemos desrespeitar a voz da maioria, só porque se encontra alicerçada em valores tradicionais, pouco ‘sexy’ neste mundo tão moderno. Seguindo esta lógica de desconstrução social, deturpa-se os valores democráticos que nos regem enquanto cidadãos.
Particularmente em alturas de crise não nos podemos dar ao luxo de marginalizar um parceiro social de tamanha importância ética e sociocultural tal como é a Igreja Cristã. A construção da sociedade civil activa em Portugal faz-se com a Igreja, e não contra a mesma.
Mas nesta febre missionária do Bloco de Esquerda, não aparenta haver lugar para a coexistência pacífica com a tradição cristã milenar. Glorificando os deuses do politicamente correcto, procura-se antes o vazio ético. Mas a própria ausência de valores é um valor em si mesmo e pregar a retirada da Igreja da vida pública portuguesa é uma forma de evangelização neo-marxista. Logo, importa dizer a estes fiéis bloquistas o que eu costumo, respeitosamente, dizer àqueles que batem à minha porta com panfletos missionários: “Obrigada, mas eu já tenho a minha religião”.

inurl: http://www.jornaldamadeira.pt/not2008_12.php?Seccao=12&id=193918&sup=0&sdata=2011-08-31
 
Por causa dos desvaneios do "Deus" Madeirense de 500 milhões, lá vão os mesmos de sempre pagar a fatura com aumento de impostos e despedimentos.

Continua a não haver um corte de mordomias, uma politica frontal aquele regabofe caciqueiro. Começa a ser tempo de se perder a paciência....
 
Interessantes perguntas do Bloco de Esquerda ao Governo:

1. Confirma o Governo a existência de um crédito, por liquidar, da Amorim Energia ao BPN? Em caso afirmativo, qual o seu valor?

2. Caso exista, como explica o Governo a não execução do referido crédito para fazer face aos prejuízos associados ao BPN, durante os anos em que o banco esteve na posse do Estado?

3. Confirma o Governo que o referido activo se encontra num dos três veículos constituídos pela Caixa e transferidos para o Tesouro?

4. Perante o cenário de venda do BPN ao BIC, qual a situação do referido activo? Ficará em posse do Estado ou será incluído no pacote a privatizar?

5. Pode o Governo divulgar a lista de todos os créditos, incluídos nos veículos transferidos para o Tesouro, acima dos 250 milhões de euros?

O que se vai sabendo é que Américo Amorim tem uma dívida de 1600 milhões de euros, que não pagou e que a mesma foi transferida por agora para o bolo da CGD. Américo Amorim, o tal que se julga pobre não admitindo pagar mais impostos.

A Madeira é um assunto no qual todos terão de se queimar, mesmo aqueles que sempre estiveram na oposição contra os sucessivos Jardins da Autonomia.
 
Muita água vai correr esses números da Madeira até sejam verdade, muitos dos números nacionais estão encobertos para a população não entrar em pânico...
Quem ri por ultimo ri melhor.
 
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