O Estado do País

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Dizes no Facebook que trabalhas na PT. Se for verdade, trabalhas no maior antro capitalista do país. Achas isso correcto?

Já o Ricardo Araújo Pereira tem uma pinta do catano, é do Bloco de Esquerda, mas recebe balúrdios para fazer anúncios-que-por-vezes-têm-piada do MEO, esse expoente máximo do capitalismo em Portugal.

A PT é um monopólio, fruto de uma negociata dos governos de Guterres e de Durão Barroso.
 
Não precisávamos chegar ao comunismo extremos de cuba ou da coreia do norte, mas se fosses praticadas políticas de esquerda este pais nao estava assim

O meu amigo está equivocado, o frederico disse tudo agora.

Eu trabalho com contacto com o público e nestes tempos torna-se inevitável falar de politica, noto um cada vez maior ódio ao Estado, as pessoas querem ser livres, estão fartas de alimentar uma máquina voraz que não serve para nada.

Sabem que são aqueles que mais defendem os movimentos '99%'? Aqueles que estão confortavelmente a trabalhar no Estado, com bons ordenados, não fazem esforços e têm trabalho para a vida, é falso que seja a maioria, é sim todo o exercito de funcionários do estado, que em Portugal até deve ser a maioria, sim.
 
eu nao sou funcionário do estado e muito menos tenho um trabalho seguro e por isso mesmo denfendo que se defenda quem tem menos, que se acabe com o trabalho precários e não que se cortem os subsídios, entre muitas outras medidas de apoio social
 
sim Pedro trabalho na PT, mas já vi que voce sabe pouco do mercado de trabalho.
voce sabe por exemplo como funcionam as contratações na PT?
se soubesse nao falaria assim

A partir do momento em que te vejo defender ideias comunistas de vários mentores e depois tens como empregador a PT Comunicações, não mereces qualquer tipo de credibilidade. Ainda se dissesses assim "ah eu trabalho na CMSerpa" ah aí sim ainda compreendia melhor, agora assim lamento mas não dá para te levar a sério.
 
Os patrões das PMEl, os donos de fábricas, restaurantes, hotéis, não raras vezes estão anos sem tirar férias, têm de acordar de madrugada para trabalhar, deitam-se depois de meia noite, são obrigados a trabalhar ao fim-de-semana. E têm uma pesada responsabilidade, se não gerem bem as coisas vão à falência. Essa gente que anda aí a pedir isto e aquilo, e a dizer que os ricos deveriam pagar a crise, bem essa gente deveria trabalhar a este ritmo, será que queriam? É óbvio que não. E essa dos ricos pagarem a crise e dos impostos aos ricos é uma demagogia, Belmiros e companhia que pagam salários mínimos e fazem contratos precários colocam as sedes na Holanda ou noutros países, transferem o dinheiro para fora do país, arranjam sempre esquemas para escapar, na realidade quem se trama é a classe média-alta, os professores universitários, os médicos, os donos das PME, que ganham metade do que se ganha na Alemanha ou noutros países europeus, e pagam uma carga fiscal idêntica, e preços idênticos a esses países nos combustíveis, habitação, etc.
 
eu nao sou funcionário do estado e muito menos tenho um trabalho seguro e por isso mesmo denfendo que se defenda quem tem menos, que se acabe com o trabalho precários e não que se cortem os subsídios, entre muitas outras medidas de apoio social

Essa do trabalho temporário tem muito que se lhe diga, o problema não é o trabalho temporário em si.

Noutros países, como EUA, Reino Unido, Austrália, as pessoas mudam imenso de emprego, estão constantemente a mudar quando são jovens! Nós antes tínhamos uma cultura de «trabalho para a vida», ser carpinteiro, empregado de balcão, padeiro a vida toda, mas essa mentalidade portuguesa impedia a mobilidade social!


A questão é outra, a economia portuguesa não cria empregos suficientes no sector privado para compensar os que se destroem, e por outro lado os salários médios são muito baixos atendendo ao nível de vida, e isso acentuou-se imenso devido à introdução do euro.
 
e devíamos continuar com trabalhos para a vida

Porquê? Nalgumas profissões faz sentido, como por exemplo, na Medicina, em que se estuda durante 12 anos (curso mais especialidade). Mas noutras... então e mobilidade social? Não conheces esse conceito? Mais, os empregos para a vida assegurados nas empresas baixam a produtividade e geram muitos problemas, há sempre empregados que se acomodam e depois estão-se nas tintas para trabalhar, pois sabem que o emprego está assegurado. Então começam só a cometer erros, e quem paga é o patrão.
 
A verdade é que queremos ser ricos mas não queremos viver como os ricos, por cá quer-se casa própria antes dos 30, carro para cada membro da família e emprego para a vida na função pública ou no sector dos serviços.

Portugal é o segundo ou terceiro país da Europa com mais casa própria, a par da Espanha ou da Itália, 80% da população tem casa, na Alemanha apenas 40% da população tem casa própria, e em média, compra-se casa nesses países depois dos 40 anos. Somos também um dos países europeus com mais carros por habitante, pois quando se vai a outras cidades europeias vêem-se os transportes públicos cheios de gente de classes mais altas, executivos que vão a pé e de bicicleta para o emprego... e aqui vamos a um hospital, a uma câmara, e o parque automóvel é um luxo, Mercedes, BMW's, Porshes...

Ser rico, a não ser que se tenha petróleo, implica outra dinâmica que os portugueses não têm.

Na verdade temos sim uma bela vida, isso sim. Veja-se só os estudantes, aqui atrás do meu prédio é farra e bebedeira até às seis da manhã, e depois as cadeiras ficam a ser feitas às vezes até aos 30. Na Holanda, no Reino Unido, aí trabalha-se em part-time enquanto se estuda! Mas por cá só quem o faz é que não tem mesmo dinheiro para pagar as propinas.

Quando estive em Londres reparei que os estudantes não andavam com roupas de marca, ninguém tinha carro, ninguém saia à noite durante a semana... ora venham às faculdades da UP ver as diferenças...
 
tenho de estar de acordo contigo num aspecto, realmente os jovens de hoje nao sabem o que é a vida.
os jovens deviam trabalhar em part-time , tal com tu disseste, para ajudar a pagar os estudos, mas nao o fazem porque sabem que os país lhe os pagam mesmo que andem a estudar até aos 30 anos
e depois levam noites sem dormir para andar nos copos, onde deviam levar noites sem dormir mas a estudar ;)
 
"Ligo a TV ao jantar e assisto às manifestações dos indignados. Pelas entrevistas e mini-discursos no palanques vejo muitos jovens da GERAÇÃO IPhone, alguns da GERAÇÃO profissionais da manif e do protesto, outros da GERAÇÃO já viajei aos 5 continentes, outros da GERAÇÃO tenho mais de 5 créditos ao consumo, e muitos da GERAÇÃO tirei um curso e exige emprego a condizer. Pelo meio vejo alguns tristes, realmente indignados, mas q não sabem muito bem o q estão ali a fazer.
Eu, pela minha parte, passei o 15 de Outubro a trabalhar... na agricultura, a tentar gerar um bem transacionável, que ajude alguma coisa as exportações." RRC

(Texto retirado de página do facebook)

Este texto exprime com fidelidade o que me vai na alma. EU sinto-me INDIGNADO por ver uma geração como esta a ir para a rua protestar.
Como faz falta a humildade...
Faz falta olharmos para a nossa vida e pensarmos no que temos feito para contribuir para o descalabro desta sociedade.
Queremos contribuir para a melhoria e sustentabilidade do nosso modo de vida? Temos de trabalhar mais, usufruir menos (e melhor), viver de acordo com as nossas possibilidades.

Eu sinto-me REALMENTE INDIGNADO...
 
Mais um contributo para o aumento da taxa de desemprego nacional. Mas não serão desempregados quaisquer. Ir prá rua num banco destes ainda deve dar para comprar um IPhone e um ou outro carrito por estrear... :lol:

«O banco Santander Totta imputou um prejuízo de cerca de 200 milhões de euros ao Fundo de Pensões dos trabalhadores, de forma a não ter que o assumir nas contas do grupo. A perda, que está a gerar polémica interna, tem a ver com contratos de futuros celebrados ao longo do mês de Julho pela sociedade gestora de fundos do grupo espanhol.

Ao longo do mês de Julho, a sociedade gestora de activos do grupo espanhol - Santander Asset Management - assumiu um conjunto de investimentos de risco através de contratos de futuro (compromisso de compra/venda a executar em datas e preços pré-fixados) sobre os índices dos mercados nova-iorquinos. Estas operações complexas (de muito curto prazo), sustentadas em produtos derivados, tinham como pressuposto uma subida dos valores dos índices no momento do resgate, o que não se verificou.

De acordo com os dados produzidos internamente, e a que o PÚBLICO teve acesso, depois da execução dos contratos, no final de Julho, o banco apurou um prejuízo da ordem dos 200 milhões de euros, mas parqueou-o no fundo de pensões dos trabalhadores - movimento registado nas contas de Agosto, que ainda não são públicas. O FP era tutelado pelo presidente da gestora de activos do grupo, João Bouça Morais, que saiu entretanto do Santander, conforme prova a documentação interna.

Instado pelo PÚBLICO a comentar a situação, o Santander optou por não responder directamente à questão: "A gestão do FP é totalmente autónoma e independente da gestão do Santander Asset Management Portugal (até por imperativos legais) pelo que, como é óbvio, todas as operações que são iniciadas pelo Fundo de Pensões são alocadas ao mesmo, tal como o inverso. Neste domínio, não existe, nem pode existir, qualquer alocação de activos entre os vários instrumentos sob gestão".

O Santander reconhece que o FP "teve uma rentabilidade negativa" no último trimestre, situação que classifica de normal "face ao actual enquadramento". E nota que é "necessário aguardar pelo desfecho final do ano" para apurar a rendibilidade final "e situação patrimonial".

Num quadro de crise alargada da divida soberana, que se tem reflectido nos últimos dois anos em instabilidade financeira e volatilidade dos mercados, o Santander não previu a queda das cotações, o que tem gerado polémica e preocupação entre os colaboradores da filial portuguesa do grupo liderado pela família Botin.

O banco não respondeu quando questionado sobre o momento em que a administração foi informada do que se estava a passar e, em particular, o presidente, Nuno Amado.

Há uma semana, o Expresso levantou a ponta do véu sobre o que se estava a passar no Santander Asset Management (SAM), ao revelar que o banco se preparava para registar este ano um "rombo" de 26 milhões de euros (verba que soma aos 200 milhões), resultante de operações derivadas associadas, neste caso, ao fundo de investimento mobiliário Santander Acções Global.

De acordo com o semanário, neste caso, a gestão liderada por Nuno Amado atribuiu o problema a "um erro de imputação" que "não terá impacto negativo nos clientes". Pelo facto de o Santander Acções Global ser um fundo de mercado, as perdas teriam de ser cobertas imediatamente, o que já não acontece com os fundos de pensões dos trabalhadores. Por força das regras existentes, o banco não será obrigado a cobrir imediatamente os 200 milhões de euros, razão pela qual as más decisões de investimento não serão imediatamente repercutidas nos resultados.

Nuno Amado tem discutido com o ministro Vítor Gaspar a transferência do fundo de pensões para o sistema público de segurança social. As responsabilidades do FP no final do primeiro semestre ascendiam a 1,316 mil milhões de euros.

O PÚBLICO sabe que no final de Julho a administração ordenou a suspensão e liquidação dos contratos de futuros associados ao FP e ao SAG. E, a 18 de Agosto, João Bouça de Morais, presidente do SAM, e Ricardo Lourenço, responsável pela área de investimento, deixaram o banco.

Já o afastamento de Luís Cameiro, que tinha responsabilidades de auditoria, tem gerado controvérsia, dado que este alertou as chefias, em vários momentos, por email, nomeadamente para a violação dos rácios de investimento. O administrador com o pelouro da gestão de activos, Miguel Bragança, mantém-se em funções. Nos últimos dias chegaram ao banco duas equipas de auditoria enviadas por Madrid - uma para a inspecção anual e a outra centrada nas operações polémicas para apurar prejuízos e responsabilidades.

A Comissão de Trabalhadores afirmou não ter "conhecimento sobre uma perda tão avultada no Fundo de Pensões", mas reconheceu existirem "rumores" que a levaram já a solicitar "esclarecimentos" à administração, que a informou de que as oscilações registadas no fundo eram normais. A CT lembra que "a legislação actual lhe retirou o direito de integrar a Comissão de Acompanhamento dos Fundos de Pensões dos Trabalhadores" e que a fiscalização está agora a cargo dos sindicatos."

Entretanto, os colaboradores da área de investimentos mobiliários foram já informados de que a gestão do sector passará a ser feita directamente por Espanha.»

http://economia.publico.pt/Noticia/...ao-fundo-de-pensoes-dos-trabalhadores-1516667
 
e devíamos continuar com trabalhos para a vida

Porquê?
Sem ser quem faça o seu trabalho de forma exemplar,porque é que se deve continuar com trabalhos para a vida?
Quem recebe ordenado,tem de merece-lo...Se ao fim de 3 meses trabalha pouco,nada mais há a fazer que ser despedido. O patrão tem o dever de pagar,a quem realmente cria valor para a empresa.E ai sim pode continuar com trabalho,e se for para a vida será...Senão,que procure um trabalho onde se faça pouco.
 
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