O Estado do País

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A Noruega quase não tem auto-estradas... e a maioria da população nas cidades vive em casas arrendadas. Há sim muito investimento em áreas como a educação, o ambiente e a qualidade de vida.

Mas o nosso historial não é nada bom. No tempo do rei D.João V o país nada produzia, comprava-se a carne, o leite, a manteiga à Irlanda, tapeçarias, mobiliário à Flandres e a Itália. Fora de Lisboa não havia estradas decentes, não havia manufacturas, apenas uma universidade com um ensino medieval, escolástico, controlada pelos Jesuítas. Dizia-se que Portugal poderia ser a maior força militar da Europa com o dinheiro do ouro... e onde acabou tamanha fortuna?

Cuidado com o historial de Portugal, delapidou o dinheiro ganho com o comércio no Oriente, depois delapidou o dinheiro do ouro, foi à falência em 1892, acabou em ditadura por não saber controlar o dinheiro... Já no século XVII tínhamos fama de ser vaidosos e gastadores perante os observadores estrangeiros, e de gerirmos muito mal os recursos! Em 500 anos nada aprendemos, e sabem o que Plutarco dizia? As pessoas inteligentes não cometem os erros dos outros. Pois, mas nós nem isso fazemos... pois nem aprendemos com os nossos erros!

Tamanha verdade... A nossa ruína já vem desde o fim do Reinado de D. João II e a nossa incorporação na armada invencível foi desastrosa, a única coisa de 'jeito' que D. João V fez foi o calhau de Mafra. Temos uma história sinistra de despesismos e é por isso que acredito que nunca vamos sair deste buraco.
 
Acabadinho de sair no jornal da SIC.

Dois exemplos de jovens que estiveram nos "indignados" - já parece mais um concurso televisivo da estação:D
As duas jovens com licenciatura...

A primeira delas com uma licenciatura em GEOLOGIA. Queixa-se que não arranja emprego, que ainda vive da ajuda dos pais (será que já apresentou candidatura na empresa das minas de Aljustrel? Hummmmm, duvido!).
Trabalha a dar aulas 3 horas por semana, o que no final do mês lhe rende uns "parcos" 400 € e que os pais lhe ajudam com o resto.
Vamos fazer contas: 400€\12 horas de aulas (mês)=33,333333€\h de trabalho:confused:
Mas isso é salário que muitos médicos não recebem por hora (Atualmente muitos dos mais novos ficam longe deste valor). Bolas, fiquei confuso!

Vamos à segunda. Esta jovem licenciada tem o "canudo" de arte de cena. Não consegue encontrar emprego...E fico-me por aqui porque com uma licenciatura destas está tudo dito!:rolleyes:

#$$%&###"#

Eu fico indignado com isto...:maluco:
 
E o que é que um Geólogo vai fazer na Somincor? Eles querem é pessoal para as oficinas. Fazia um bom trabalho a elaborar planos de segurança para as câmaras municipais que são obrigadas a apresentá-los para as cartas de risco sísmico e quase nenhuma os tem.
 
Aproveitem para fazer bons contactos, vou ver se consigo ir lá também...

Centro de Congressos de Aveiro - Dias Europeus do Emprego 2011 - 21 e 22 de Outubro.

http://portal.iefp.pt/portal/page?_pageid=257,243974&_dad=gov_portal_iefp&_schema=GOV_PORTAL_IEFP

Do que estive a ver a maior parte das ofertas na Europa vão para a Engenharia Naval, Minas, Mecânica e Electricidade (Noruega e Holanda), Programação e Automação na Alemanha e Enfermagem e Geriatria (França, Alemanha, Suíça e Dinamarca). Há alguma coisa de Agricultura também.
 
Parece que a Grécia terá perdão de 50% da dívida. Finalmente. Resta que haja perdão de parte da dívida portuguesa. De resto, estes perdões não invalidam as reformas estruturais nem as medidas de austeridade em ambos os países.

Dificilmente a saída para a Grécia e Portugal será outra que não um haircut ou renegociar as condições dos empréstimos.

Não é possível aos países da zona euro inflacionar a moeda por sua livre vontade, ou seja, os mecanismos que a Argentina usou não se podem aplicar na zona Euro. Pagar os empréstimos, nas condições impostas, é verdadeira utopia. Acredito que os responsáveis portugueses apenas estão a tentar manter o país à tona da água enquanto a Europa não se decide.

Entre juros a pagar pelos empréstimos mais o crescimento económico para gerar superavit estamos a falar de crescimentos da ordem, no mínimo, 6% ao ano. Nenhum país no cenário macroeconómico actual, tem condições para tais taxas de crescimento dentro de 2 anos, nenhuma reforma estrutural por si só consegue colmatar graves problemas que minam a nossa economia há mais de 30 anos. Só mesmo descobrindo petróleo!

Assim sobram um haircut, um default ou a renegociação dos prazos e das taxas de juro do empréstimo do FEEF. Penso que todos os credores preferem um haircut à falência total como ocorreu na Argentina.

Agora, é claro, a Alemanha não vai dar de barato reestruturação, o custo para Portugal e Grécia será a perda total da soberania de modo a que esta regabofe não se torne a repetir. Os alemães não estarão dispostos a confiar na nossa responsabilidade. Vão ter de garantir que qualquer alívio nos compromissos com o FMI/UE não sejam logo aproveitados para fins eleitorais e consequente ressurgimento do ímpeto gastador como se não houvesse amanhã.
 
Estou a pensar em ir ao continente em Janeiro e fui fazer uma simulação à SATA, as imagens falam por si..







Uma pessoa que queira viajar de ida e volta de Lisboa/Porto para Ponta Delgada(Açores), tem à disposição tarifas a partir de 90€.
Uma pessoa que queira viajar de ida e volta de Ponta Delgada para Lisboa/Porto, tem à disposição tarifas a partir de 300€.


Isto tudo para "impulsionar o turismo nos Açores" e eu como açoriano, pago como contribuinte à SATA (Empresa pública dos Açores), vou pagar mais 3x para ir ao continente do que vice versa.
 
Acabadinho de sair no jornal da SIC. Dois exemplos de jovens que estiveram nos "indignados" - já parece mais um concurso televisivo da estação:D As duas jovens com licenciatura...

A primeira delas com uma licenciatura em GEOLOGIA. Queixa-se que não arranja emprego, que ainda vive da ajuda dos pais (será que já apresentou candidatura na empresa das minas de Aljustrel? Hummmmm, duvido!).
Trabalha a dar aulas 3 horas por semana, o que no final do mês lhe rende uns "parcos" 400 € e que os pais lhe ajudam com o resto.
Vamos fazer contas: 400€\12 horas de aulas (mês)=33,333333€\h de trabalho:confused: Mas isso é salário que muitos médicos não recebem por hora (Atualmente muitos dos mais novos ficam longe deste valor). Bolas, fiquei confuso!
Eu fico indignado com isto...:maluco:

Caro amigo Aristocrata, tenha aí calma: uma coisa é o número de horas de aulas, outra coisa é o número de horas de trabalho. Por favor, corrija lá os seus cálculos, não vão as pessoas enviar mais um barrete com as suas contas. :lmao:
 
Estou a pensar em ir ao continente em Janeiro e fui fazer uma simulação à SATA, as imagens falam por si..







Uma pessoa que queira viajar de ida e volta de Lisboa/Porto para Ponta Delgada(Açores), tem à disposição tarifas a partir de 90€.
Uma pessoa que queira viajar de ida e volta de Ponta Delgada para Lisboa/Porto, tem à disposição tarifas a partir de 300€.


Isto tudo para "impulsionar o turismo nos Açores" e eu como açoriano, pago como contribuinte à SATA (Empresa pública dos Açores), vou pagar mais 3x para ir ao continente do que vice versa.

Então mas se assim é, parece fácil de remediar: encomenda pela net, 2 viagens de lisboa/porto aos açores. Numa das viagens faz de conta que regressas ao continente, e na outra viagem seguinte, faz de conta que vais para os Açores, e ainda podes oferecer o bilhete de regresso ao continente a alguém (se for possível)!

Desta forma, fica a custar-te 180eur! :)

isto é que é engenharia financeira, hein.. :)
 
Caro amigo Aristocrata, tenha aí calma: uma coisa é o número de horas de aulas, outra coisa é o número de horas de trabalho. Por favor, corrija lá os seus cálculos, não vão as pessoas enviar mais um barrete com as suas contas. :lmao:

Não sou eu que pretendo enfiar um "barrete" com as minhas contas.
Trata-se de um "part-time" que a jovem tem para lhe permitir ganhar algum enquanto não arranja trabalho a tempo inteiro.
Foram palavras dela e não minhas. E a dedução é óbvia: 3 horas semanais a dar aulas, 12 horas mensais, 400 € de vencimento...há dúvidas? Apenas fiz contas, mais nada.

:rolleyes:Já agora: quando colocam os professores a realizar as 35 horas semanais de trabalho como deve ser? Aceito perfeitamente 30 horas a lecionar e 5h para preparação de aulas\correcção de testes\exames (o que não acontece todos os meses);)
 
Nos centros de explicações ganha-se em média 10 a 15 euros à hora por explicação. A dar explicações ao Superior ganha-se cerca de 30 euros à hora, em média. Portanto essa professora até está bem paga.
 
E noutros países (Alemanha, EUA, Reino Unido) é muito comum as pessoas terem dois empregos, e às vezes um nada têm que ver com o outro. Se essa professora está mal, arranje outro part-time. Nem que seja a trabalhar num restaurante, é uma profissão digna como qualquer outra.
 
Não sou eu que pretendo enfiar um "barrete" com as minhas contas. Trata-se de um "part-time" que a jovem tem para lhe permitir ganhar algum enquanto não arranja trabalho a tempo inteiro. Foram palavras dela e não minhas. E a dedução é óbvia: 3 horas semanais a dar aulas, 12 horas mensais, 400 € de vencimento...há dúvidas? Apenas fiz contas, mais nada. :rolleyes:Já agora: quando colocam os professores a realizar as 35 horas semanais de trabalho como deve ser? Aceito perfeitamente 30 horas a lecionar e 5h para preparação de aulas\correcção de testes\exames (o que não acontece todos os meses);)

Em primeiro lugar lamento que comente aquilo que não conhece: é um mau hábito de muita gente que sabe-se armar-se em treinador de bancada mas não entra em campo. Sabe que dar uma aula exige preparação da mesma?
Quanto à questão das 35 horas recomendo-o que consulte a legislação; é bom que saiba que o horário da carreira docente já se encontra legislado há muitos anos. Quanto à história das 5 horas para fazer o trabalho extra-aulas, diga-me onde tem os seus filhos a estudar que eu quero ir para lá dar aulas; na minha escola lecciono 22 horas e dedico outras tantas ou mais a preparar as aulas e a fazer todo o restante trabalho escolar. Era tão bom ter um horário das 9 às 5 e não fazer mais nada depois de cumprir 35 horas semanais.
Depois sou eu que estou indignado :lmao: O país está como está porque há muitos que pensam como o amigo: o que interessa é dar uma sova em quem trabalha porque o trabalho dá saúde e faz crescer ...
 
Governo está a atacar função pública e pensionistas por ressabiamento vingativo - João Cravinho

O ex-deputado socialista João Cravinho acusou hoje o Governo de atacar os funcionários públicos e os pensionistas com “ressabiamento vingativo” e instou o PS a reprovar a política espelhada no Orçamento do Estado para 2012. “Fiquei muito chocado com a injustiça, a iniquidade e a total falta de sensibilidade e até de sentido cívico na afetação quase brutal com que se ataca as classes médias, o funcionalismo público e os reformados”, afirmou João Cravinho à Lusa, refereindo-se à suspensão dos subsídios de férias e de Natal. Uma decisão que, segundo o atual administrador de European Bank for Reconstruction and Development e antigo ministro das Obras Públicas, representa um corte real de 14 por cento no rendimento dos funcionários públicos e dos pensionistas.
“Como se estes fossem os grandes responsáveis por esta crise”, disse, acusando o Governo e a maioria parlamentar de “uma espécie de ressentimento e ressabiamento vingativo em relação ao funcionalismo público e pensionistas”. Para João Cravinho, a proposta de Orçamento do Estado para 2012 deixa de fora “qualquer contributo significativo daqueles que mais podem”, o que “põe um problema muito claro ao Partido Socialista”. “O PS tem de fazer o que for necessário e justo e não pactuar com a tentativa de, a pretexto das responsabilidades para com a ‘troika’, destruir por completo os ideais de serviço público e de justiça social que são o fundamento do PS”, defendeu.
Por isso, o antigo ministro do Equipamento, Planeamento e Administração do Território defende que o PS podia propor que a receita necessária para o Estado fosse conseguida através de uma tributação equitativa em todos os IRS e rendimentos de capital. “Isto seria uma proposta inegociável. Se o Governo não quisesse, se preferisse concentrar brutalmente a carga nos funcionários públicos e nos pensionistas, então o PS votaria contra e votaria contra sempre daqui para a frente enquanto isso estivesse em vigor e servisse de base à política do Governo”, concluiu.

Fonte: DESTAK
 
As prestações sociais juntamente com os vencimentos da função pública, representam quase 70% do peso na despesa do estado.

Aplicar austeridade aos restantes 30% que estão tão fragmentados pelas diversas rubricas, representam verdadeiras migalhas e um esforço praticamente sem retorno. O retorno será mais moral do que efectivo.

Aplicar mais taxas sobre o IRS será penalizar aqueles que nada têm a ver com a situação de despesismo estatal e em nada resolvem o problema. Corresponde a fornecer mais bolas de berlim para alimentar um obeso, na esperança que este se aguente mais uns tempos, em suma adiar a resolução do problema.

Sinceramente, este corte evita para já que se recorram aos despedimentos na função pública e, aviso desde já, se não houverem mesmo despedimentos podem contar com o desaparecimento dos 13º e 14º mês para sempre pois, esta questão não está ligada exclusivamente ao programa de ajuda mas sim à necessidade de resolver de uma vez por todas o estado deficitário sem ter de recorrer sistematicamente à alienação de capital, bens públicos e em casos dramáticos como o actual a ajudas externas.

A escolha é simples: despedimentos ou redução salarial. Entre a arbitrariedade ou nepotismo quase certo nos despedimentos e a equidade na redução salarial, prefiro a segunda receita.
 
Em primeiro lugar lamento que comente aquilo que não conhece: é um mau hábito de muita gente que sabe-se armar-se em treinador de bancada mas não entra em campo. Sabe que dar uma aula exige preparação da mesma?
Quanto à questão das 35 horas recomendo-o que consulte a legislação; é bom que saiba que o horário da carreira docente já se encontra legislado há muitos anos. Quanto à história das 5 horas para fazer o trabalho extra-aulas, diga-me onde tem os seus filhos a estudar que eu quero ir para lá dar aulas; na minha escola lecciono 22 horas e dedico outras tantas ou mais a preparar as aulas e a fazer todo o restante trabalho escolar. Era tão bom ter um horário das 9 às 5 e não fazer mais nada depois de cumprir 35 horas semanais.
Depois sou eu que estou indignado :lmao: O país está como está porque há muitos que pensam como o amigo: o que interessa é dar uma sova em quem trabalha porque o trabalho dá saúde e faz crescer ...
Percebo perfeitamente onde queres chegar...também sou funcionário público como tu. E vou perder muito no próximo ano como tu.
Relativamente às horas. Cada um fala por si mas muitos dos professores aproveitam esse "tempo" de preparação para muita outra coisa além da real e efectiva preparação lectiva. É uma realidade e quanto a isso (se não é o teu caso folgo em saber isso;)) apenas acrescento que mesmo que seja uma legislação feita há muitos anos, é altura de a adequar aos tempos.

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A despesa do estado ainda não reflete as verdadeiras contas das parcerias público-privadas. Quando assim for, teremos de estar muito bem preparados para encaixar os valores monstruosos que os nossos amigos, que deixaram o poder em Junho, nos deixaram de "presente".
As rodoviárias, a saúde, as renováveis (ainda não se sabe ao certo como e quando entram nas contas) e outras, vão agravar o peso da despesa do estado; se não apertar o cinto no estado nesta fase, daqui a 3 anos poderemos ter de declarar a incapacidade em cumprir os acordos de resgate atual.
A situação é gravíssima...:sad:
 
Estado
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