O Estado do País

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O problema maior na função pública não é no número de trabalhadores, mas as funções que desempenham.

Foram criados nos últimos 20 anos dezenas de milhares de funções de cargos altamente qualificados e como consequência remunerações muito mais elevadas.

O número de funcionários públicos ultrapassou os 800.000, neste momento pensa-se ser cerca de 650.000, mas o dispêndio em remunerações não pára de aumentar.

Apenas 20% dos funcionários públicos recebe mais de 1000eur/mês. Os aumentos estão congelados desde 2010, tendo reduzido naqueles que recebem mais de 1500eur. Nos últimos 10 anos, a função pública foi quem mais perdeu no salário real, mais que no privado!

Convém não confundir remunerações de funcionários públicos, com cargos políticos do estado, e respectivos subsídios para despesas, motoristas, etc..

Actualmente, se for necessário integrar uma equipa de trabalho, fora do meu local de trabalho, ir e vir no mesmo dia, apenas me pagam as viagens, e quando regresso tenho um monte de trabalho que ficou à minha espera no dia seguinte! :)

As ajudas de custo já eram.. Mas com cargos políticos, isso é diferente, estão sempre bem protegidos! Nem sequer foram abrangidos pelo corte das pensões (férias+natal), pois subvenções vitalícias não são consideradas pensões!

Vêem agora como eles (os políticos) são todos iguais, mas de cores diferentes? Olha que não se queixam, não!
 
Apenas 20% dos funcionários públicos recebe mais de 1000eur/mês. Os aumentos estão congelados desde 2010, tendo reduzido naqueles que recebem mais de 1500eur. Nos últimos 10 anos, a função pública foi quem mais perdeu no salário real, mais que no privado!

Convém não confundir remunerações de funcionários públicos, com cargos políticos do estado, e respectivos subsídios para despesas, motoristas, etc..

Actualmente, se for necessário integrar uma equipa de trabalho, fora do meu local de trabalho, ir e vir no mesmo dia, apenas me pagam as viagens, e quando regresso tenho um monte de trabalho que ficou à minha espera no dia seguinte! :)

As ajudas de custo já eram.. Mas com cargos políticos, isso é diferente, estão sempre bem protegidos! Nem sequer foram abrangidos pelo corte das pensões (férias+natal), pois subvenções vitalícias não são consideradas pensões!

Vêem agora como eles (os políticos) são todos iguais, mas de cores diferentes? Olha que não se queixam, não!

Apenas 20%?

Penso que deverão ser cerca de 40%.
 
Então se calhar estou a fazer confusão, tou agora a lembrar-me.. :) Os tais 20% são a % de cidadãos (funcionários públicos e pensionistas) que vão ficar sem 2 subsídios (>1000eur)!

Desculpem, sei quando erro.. :)

O erro é de um Estado que tudo esconde, desde o que gasta ao que tem.

A quantidade de funcionários da Câmara Municipal de Pampilhosa da Serra não é de acesso público, apenas o município nos pode fornecer. A estimativa de remunerações dependida nesse município apenas se pode verificar através do orçamento. (atenção que é apenas um exemplo ter referido este município)

Em questão de transparência nos gasto públicos estamos a anos-luz por exemplo dos EUA.
 
A Administração Central teoricamente reduziu o número de funcionários, em cerca de 30 a 40 mil, para cerca de ~660 000, mas sabe-se que é tudo falso, pois os Hospitais Empresa, por exemplo, deixaram de contar para as estatísticas, e antes contavam. Mas não deixam de ser funcionários pagos pelo Orçamento de Estado. Portanto, o Estado não reduziu em nada o valor total de funcionários públicos, reduziu sim nalgumas áreas, enquanto aumentou noutras, atacando os mais fracos, como os professores.

A reforma de David Justino na Educação reduziu praticamente para metade o número total de disciplinas a contar para a média interna, extinguindo as disciplinas técnicas nos cursos gerais, para acesso ao superior, disciplinas como as Técnicas de Tradução, Técnicas Laboratoriais, Técnicas de Informática, Química Laboratorial, etc. Acabou também com as três disciplinas específicas no 12.º, passando a ser apenas uma, não sujeita a exame nacional, o que praticamente ditou o fim da Química, da Física ou da Filosofia na maior parte das Secundárias portuguesas. Esta reforma feita há seis ou sete anos, mais coisa menos coisas, e que foi pouco falada, atirou para o desemprego milhares de professores. Recentemente, o fim da Área Projecto também foi sinónimo de mais uns milhares para o desemprego. Agora o novo Governo vai reduzir o número de horas de História e de Geografia no básico, e extinguir a segunda língua extrangeira entre o sétimo e o nono ano. Mais uns milhares que vão para o desemprego. Na educação está-se a cortar muito há vários anos, uma área fundamental para o futuro do país. Atacam-se os mais fracos, os professores, que nem têm a imprensa do seu lado. Mas os tubarões, o sector da construção, o poder local e as suas máquinas partidárias, esses pelos vistos continuam de vento em popa.
 
Acrescento ao meu post anterior que no Governo de Sócrates corria o boato de se extinguir a Filosofia no 10.º ano e no 11.º ano, aliás, o tema chegou a ser notícia mais que uma vez. Seria mais uma ideia fantástica que atiraria para o desemprego mais uns milhares de professores e que ajudaria muito à criação de uma raça de ovelhas bem obedientes.
 
Acrescento ao meu post anterior que no Governo de Sócrates corria o boato de se extinguir a Filosofia no 10.º ano e no 11.º ano, aliás, o tema chegou a ser notícia mais que uma vez. Seria mais uma ideia fantástica que atiraria para o desemprego mais uns milhares de professores e que ajudaria muito à criação de uma raça de ovelhas bem obedientes.

Sim eu lembro-me disso, tinha filosofia na altura e os profs andavam todos aflitos. Pelos motivos que referiste.
 
Sim eu lembro-me disso, tinha filosofia na altura e os profs andavam todos aflitos. Pelos motivos que referiste.

A hipótese ainda não foi descartada, embora eu deposite uma réstia de confiança no Ministro. Recordo que os mega cortes na qualidade da educação começaram nos governos do PSD/CDS que antecederam Sócrates. A política de ambos os partidos para a Educação, na última década, foi a mesma. O caminho se queremos competir com as potências emergentes tem de ser outro que não o facilitismo. E matar a História, a Filosofia, a Literatura, é um retrocesso civilizacional grave, estaremos a formar tecnocratas desumanos facilmente manipuláveis.
 
Cavaco: Suspensão de subsídios de férias e de Natal é uma violação

O Presidente da República considerou hoje que a suspensão dos subsídios de férias e de Natal da administração pública e dos pensionistas é "a violação de um princípio básico de equidade fiscal". "Mudou o Governo, mas eu não mudei de opinião. Já o disse anteriormente e posso dize-lo outra vez: é a violação de um princípio básico de equidade fiscal", afirmou o chefe de Estado, Aníbal Cavaco Silva, em declarações aos jornalistas à saída da sessão de abertura do IV Congresso Nacional dos Economistas, que decorre em Lisboa.
Questionado se entende que a proposta de suspensão em 2012 e 2013 do pagamento dos subsídios de férias e de Natal aos funcionários públicos e pensionistas são um "ataque" a um grupo específico, o Presidente da República recordou a posição que assumiu quando o anterior Governo liderado por José Sócrates fez um corte nos vencimentos dos funcionários públicos. "Não estou a dizer-vos nada de novo, Era a posição que eu já tinha quando o anterior Governo fez um corte nos vencimentos dos funcionários públicos, os livros ensinam-nos quais são os princípios básicos de equidade fiscal e é sabido por todos que estudam esses livros, que a regressão de vencimentos ou de pensões a grupos específicos é um imposto", sustentou, insistindo que não muda de opinião "por causa de ter mudado o Governo".
Manifestando o desejo que a Assembleia da República faça um "debate aprofundado" sobre as propostas do Governo para o Orçamento do Estado para 2012, entre as quais está a suspensão e cortes nos subsídios de férias e de Natal, Cavaco Silva lembrou que é ao Governo que cabe elaborar aquele documento e ao Parlamento a sua aprovação. "Vamos esperar pelo debate que agora vai ter lugar no sítio certo, que é a Assembleia da República", acrescentou.
Interrogado se entende que este é um bom Orçamento e o Orçamento adequado para a situação do país, o Presidente da República remeteu para os deputados, a quem cabe "exclusivamente" aprovar o documento. "São os deputados que agora terão que o dizer, é o tempo da Assembleia da República, são os deputados que exclusivamente nos termos da Constituição lhes compete aprovar o Orçamento, que depois o Governo porá em execução", repetiu.

Fonte: DESTAK
 
A economia do futuro...

«O economista João Salgueiro dá como exemplo a necessidade de Portugal concorrer com os países asiáticos, onde “os salários são um quarto dos nossos e, ainda assim, eles poupam 30%”. “Ainda não percebemos que estamos a concorrer, não com os países europeus, mas com os países asiáticos”, salienta.»

http://economia.publico.pt/Noticia/...-teremos-de-fazer-coisas-ainda-piores_1517268
 
A Administração Central teoricamente reduziu o número de funcionários, em cerca de 30 a 40 mil, para cerca de ~660 000, mas sabe-se que é tudo falso, pois os Hospitais Empresa, por exemplo, deixaram de contar para as estatísticas, e antes contavam. Mas não deixam de ser funcionários pagos pelo Orçamento de Estado. Portanto, o Estado não reduziu em nada o valor total de funcionários públicos, reduziu sim nalgumas áreas, enquanto aumentou noutras, atacando os mais fracos, como os professores.

As contas não são fáceis de fazer, digo mesmos, estatisticamente impossíveis.

Há cerca de 20 anos atrás os contratos a prazo seriam na ordem de 100.000, com grande possibilidade de passagem à efectividade, depois existiu um enorme decréscimo, e nos últimos anos um aumento, mas desta vez sem grande probabilidade de efectividade.

Além disso existiu um forte período de privatizações e os funcionários dessas empresas deixaram de ser considerados.

Com todas as variantes de empregabilidade utilizadas pelo Estado, é impossível uma estatística minimamente fidedigna.

Apesar de tudo, existiu uma clara diminuição de funcionários públicos nos últimos 20 anos, mas de facto poderão ter aumentado dentro da última década.

É tudo uma trapalhada que deveria de ser transparente: Quem; onde; quanto; porquê.
 
A economia do futuro...

«O economista João Salgueiro dá como exemplo a necessidade de Portugal concorrer com os países asiáticos, onde “os salários são um quarto dos nossos e, ainda assim, eles poupam 30%”. “Ainda não percebemos que estamos a concorrer, não com os países europeus, mas com os países asiáticos”, salienta.»

http://economia.publico.pt/Noticia/...-teremos-de-fazer-coisas-ainda-piores_1517268

Tens totalmente razão, não podemos concorrer com a mão-de-obra barata dos países emergentes.

Mas infelizmente também não podemos concorrer com a mão-de-obra qualificada dos países desenvolvidos.

Qual a vantagem de Portugal sobre os outros países?

(localização não será com certeza... país periférico)
 
E é isto. Deixou-se chegar isto a este estado, agora não se pode voltar pra trás.



A rede ferroviária de passageiros vai ficar, em 2012, com menos 40% das linhas que possuía no auge da sua actividade, em 1944, penalizando sobretudo o interior. De acordo com o documento preliminar do Plano Estratégico dos Transportes, o Governo vai desactivar os serviços de passageiros nas linhas ferroviárias do Leste, do Vouga e do Oeste, entre Caldas da Rainha e Figueira da Foz. Será também desativada parte da Linha do Alentejo, as linhas de Cáceres, Tua, Tâmega, Corgo e Figueira da Foz.

http://rr.sapo.pt/multimedia_detalhe.aspx?fid=229&did=232102
 
E é isto. Deixou-se chegar isto a este estado, agora não se pode voltar pra trás.



A rede ferroviária de passageiros vai ficar, em 2012, com menos 40% das linhas que possuía no auge da sua actividade, em 1944, penalizando sobretudo o interior. De acordo com o documento preliminar do Plano Estratégico dos Transportes, o Governo vai desactivar os serviços de passageiros nas linhas ferroviárias do Leste, do Vouga e do Oeste, entre Caldas da Rainha e Figueira da Foz. Será também desativada parte da Linha do Alentejo, as linhas de Cáceres, Tua, Tâmega, Corgo e Figueira da Foz.

http://rr.sapo.pt/multimedia_detalhe.aspx?fid=229&did=232102

Infelizmente a informação não está correcta, parece-me ver ai a raquete de Sines e essa já foi encerrada, vejo também o troço da Beira Baixa entre Covilhã e Guarda e foi encerrado, vejo ai a Linha do Algarve que também vai encerrar ( previsão pessoal ).

É este o triste país que temos
 
... vejo também o troço da Beira Baixa entre Covilhã e Guarda e foi encerrado, vejo ai a Linha do Algarve que também vai encerrar ( previsão pessoal ).

É este o triste país que temos

O troço da linha da beira baixa, entre covilhã e guarda está encerrado há pelo menos 5 anos! Já tem erva e mato de altura considerável, de risco para incêndios em certos locais! Já quando estudei na covilhã nos anos 90, havia apenas 2 automotoras, uma de manhã e outra ao fim da tarde!

Quanto ao resto do troço, covilhã-castelo branco-entroncamento, vão terminar já nesta ou na próxima semana a circulação de comboios normais, passando a circular automotoras!

Enfim.. Faz-me pensar porque é que um certo governo decidiu eléctrificar a linha da beira baixa, gastando-se milhões de euros, e agora vem a CP falida a colocar automotoras! Daqui a uns aninhos não temos é nada, e ainda teremos de pagar para andar por cá.. :)
 
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