O Estado do País

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Que tristeza de país...

É lamentável que não se veja a realidade das consequências da política de saúde seguidas pelo actual governo, que restringiu o direito à saúde, subindo dramaticamente o preço das consultas de urgências e reduzindo gravemente a acessibilidade das populações do interior a serviços de urgência por dupla via (encerramento drástico dos SAP no interior e corte financeiro das cooperações de bombeiros para o transporte de doentes), tendo logo como consequência directa o aumento da mortalidade para o dobro.
Agora venham cá dizer-me que as causas da subida da mortalidade para o dobro se ficaram a dever à gripe ou à da vaga de frio
 
Vince, ainda não vi medidas estruturais de relevo. A questão da energia está por resolver, e em 2011 a EDP teve lucros históricos. Nunca paguei facturas tao caras como nos últimos meses, e conheço estudantes que não podem aquecer a casa durante o Inverno por causa do preço da electricidade. Quando é que que o Estado resolve fazer as alterações necessárias para que a factura baixe?

Então e as PPP's? Quando são revistas?

E as empresas municipais? Quando são extintas?

Os portugueses não vão aguentar esta carga fiscal e estes preços na energia ou nos combustíveis. As consequências sociais já estão à vista. Há dias suicidou-se um amigo do meu pai. Montou uns projectos agrícolas nas suas herdades, e uma das empresas a quem vendia faliu e deixou uma dívida de milhares de contos. Vendeu também mais uns milhares de contos de cortiça e não lhe pagaram. Estavam-lhe a dever tanto dinheiro que ele ficou com uma depressão e não conseguiu lidar com o assunto. Há também portugueses a partir para o estrangeiro, deixando para trás dívidas que já nãoo conseguem pagar, e por vezes mulher e filhos, que ficam por cá abandonados.
 
Gosto desta imagem...:D

Pela 1ª vez observo que, ainda que numa fase precoce e a pedir um real crescimento económico que a todos possa beneficiar, o PIB se separa das flutuações da procura interna (consumo interno).
Pena não ter este gráfico dados desde o 25 de Abril ou desde 1985, para aquilatar melhor se o crescimento do PIB nestas últimas décadas foi sempre ARTIFICIAL ou não.

Desde 1995, o PIB andou sempre de mãos-dadas com a procura interna. Subia a procura interna, subia o PIB, descia a procura interna, descia o PIB, sempre na mesma proporção.
O que se observou em 2011, nomeadamente na 2ª metade? Um claro afastamento entre a procura interna e o PIB. Com uma queda aproximada aos 9,5% na procura interna, seria de estimar uma queda nas mesmas proporções ao nível do PIB. Não foi isso que aconteceu, tendo o PIB descido muito menos que a procura interna.

pibvspi.jpg


Pode ser apenas um efeito imediato de determinadas políticas económicas e fiscais, pode ser um 1º vislumbre da luz ao fim do túnel.
O que me parece evidente é o seguinte: ANDAMOS A VIVER MUITOS ANOS NUMA ECONOMIA BASEADA NUMA PREMISSA FALSA. O CRESCIMENTO DA ECONOMIA NUNCA SE PODERÁ BASEAR NO CRESCIMENTO DA PROCURA INTERNA, a não ser que sejam de produção quase exclusiva portuguesa.
Apostar no crescimento da procura interna, assente na importação de todo o tipo de bens e produtos, ainda para mais com custos energéticos elevados como temos no nosso país, leva-nos ao empobrecimento.

Vivemos a situação atual porque não abrimos os olhos e quisemos ter mais "olhos que barriga". Agora vamos pagar a fatura dos nossos erros grosseiros.
Quando digo "nossos" digo-o literalmente, uma vez que fosse quem fosse a criar esta situação, deixou-nos a fatura a todos, sem excepção (bem, talvez alguns que foram cursar filosofia e afins:p).

Quanto á polémica relativa ao presidente da república: o timing não foi o adequado mas subscrevo inteiramente as palavras dele. Sabendo que não há retorno quando se fala ou escreve publicamente opiniões pessoais acerca de algo ou alguém, passíveis de 1001 interpretações, acho que é chegado o tempo de lavar os paninhos (quentes) que serviram para abafar a má fé e incompetência reinantes nestes anos pós-25 de abril.
Sem rodeios, os criminosos políticos que nos levaram a esta crise (económica, financeira, social, moral) devem ser levados à justiça. Mesmo que da minha cor política...porque a sujidade deve ser lavada até na camisa mais cara que temos, ainda que desbote!
 
Gosto desta imagem...:D

Pela 1ª vez observo que, ainda que numa fase precoce e a pedir um real crescimento económico que a todos possa beneficiar, o PIB se separa das flutuações da procura interna (consumo interno).
Pena não ter este gráfico dados desde o 25 de Abril ou desde 1985, para aquilatar melhor se o crescimento do PIB nestas últimas décadas foi sempre ARTIFICIAL ou não.

Desde 1995, o PIB andou sempre de mãos-dadas com a procura interna. Subia a procura interna, subia o PIB, descia a procura interna, descia o PIB, sempre na mesma proporção.
O que se observou em 2011, nomeadamente na 2ª metade? Um claro afastamento entre a procura interna e o PIB. Com uma queda aproximada aos 9,5% na procura interna, seria de estimar uma queda nas mesmas proporções ao nível do PIB. Não foi isso que aconteceu, tendo o PIB descido muito menos que a procura interna.

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Pode ser apenas um efeito imediato de determinadas políticas económicas e fiscais, pode ser um 1º vislumbre da luz ao fim do túnel.
O que me parece evidente é o seguinte: ANDAMOS A VIVER MUITOS ANOS NUMA ECONOMIA BASEADA NUMA PREMISSA FALSA. O CRESCIMENTO DA ECONOMIA NUNCA SE PODERÁ BASEAR NO CRESCIMENTO DA PROCURA INTERNA, a não ser que sejam de produção quase exclusiva portuguesa.
Apostar no crescimento da procura interna, assente na importação de todo o tipo de bens e produtos, ainda para mais com custos energéticos elevados como temos no nosso país, leva-nos ao empobrecimento.

Vivemos a situação atual porque não abrimos os olhos e quisemos ter mais "olhos que barriga". Agora vamos pagar a fatura dos nossos erros grosseiros.
Quando digo "nossos" digo-o literalmente, uma vez que fosse quem fosse a criar esta situação, deixou-nos a fatura a todos, sem excepção (bem, talvez alguns que foram cursar filosofia e afins:p).

Quanto á polémica relativa ao presidente da república: o timing não foi o adequado mas subscrevo inteiramente as palavras dele. Sabendo que não há retorno quando se fala ou escreve publicamente opiniões pessoais acerca de algo ou alguém, passíveis de 1001 interpretações, acho que é chegado o tempo de lavar os paninhos (quentes) que serviram para abafar a má fé e incompetência reinantes nestes anos pós-25 de abril.
Sem rodeios, os criminosos políticos que nos levaram a esta crise (económica, financeira, social, moral) devem ser levados à justiça. Mesmo que da minha cor política...porque a sujidade deve ser lavada até na camisa mais cara que temos, ainda que desbote!

Concordo em tudo! É hora de trabalharmos todos pelo país. Do ponto de vista dos consumidores seria bom repensarmos um pouco na hora de comprar o que não é produzido cá, dou sempre preferência aos produtos portugueses. O patriotismo seria também um estímulo à nossa economia. As querelas políticas e o pensarmos que quanto pior, melhor, só nos destrói a todos enquanto nação!

Está sempre na moda, mostrar jovens empresários que tentam ir por novos caminhos, apostando em inovação. Mas também há outro caminho, para quem não arrisque em inovações: porque não, tentar produzir muito daquilo que nós importamos, porque não? É que.. se é caro colocar os nossos produtos lá fora, também é caro para os outros colocarem os seus produtos em Portugal! Quando pensarem em que investir, está aí um grande leque de oportunidades, e assim reduzimos as importações e geramos emprego!
 
Precisamos mesmo deste sistema financeiro?

Bancos, seguradoras e demais predadores, multiplicadores de dinheiro num espaço sem regras, sem escrúpulos e sem utilidade?

O BCE emprestou ao sistema bancário europeu 1 milhão de milhões de euros em LTRO - Long Term Refinancing Operations, Refinanciamento através de Empréstimos de Longo Prazo - em 2 tranches com condições muito vantajosas. Baixou a guarda nas garantias exigidas para ceder o crédito.

Que fizeram os bancos comerciais com todo este dinheiro?

Financiaram a economia?

Colocaram o dinheiro ao serviço das empresas e particulares?

Auxiliaram boas ideias de negócio?

Contribuiram para diminuir o desemprego europeu?

Não. Voltaram a colocar 776,9 mil milhões de euros (77% do total) dentro do BCE para receberem um prémio de 0,25% que o BCE lhes paga.
 
No meu prédio foram recentemente arrendados dois apartamentos, um T3 por 700 euros e um T2 por 500 euros. Preços iguais aos que eram praticados antes de 2007. Consta que na Alemanha o preço médio do T2 ronda os 450 euros. Mas estamos em Portugal, e no Porto, a capital de uma das regiões mais pobres de Portugal. E o prédio situa-se numa zona periférica da cidade, com baixo valor comercial. Agora tirem as vossas conclusões.

Mas não é só no mercado de arrendamento que continuam os abusos. Os preços de tratamentos médicos em muitas clínicas da cidade são vergonhosos. Alguns tratamentos custam mais que o dobro do que em Inglaterra ou na Alemanha. E há quem cobre 125 euros por uma consulta... quando aqui ao lado em Espanha uma consulta num clínica de topo ronda os 60 euros... Por exemplo, um tratamento laser em Portugal que custe 250 euros em Inglaterra numa boa clínica consegue-se por 125 euros (já com a conversão feita libra-euro). Novamente, tirem as vossas conclusões.

Para o comércio local os preços das rendas também estão exorbitantes. Há empresas e lojas as fechar por não conseguirem suportar as rendas.

Com tanto roubo não há economia que aguente.
 
2 notícias do Portugal Profundo... mesmo correndo o risco do interesse público ser confundido com propaganda eleitoral. Não creio que exista outra alternativa senão levar estes contratos a tribunal para serem rasgados. :shocking:

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Bloco denuncia negócio "ruinoso" da água em Barcelos

A condenação da Câmara de Barcelos a pagar 172 milhões à empresa privada que gere a água no concelho pode levar os bloquistas a contestar em tribunal um negócio que “é lesivo aos interesses da população e configura indícios fraudulentos”.

Artigo | 25 Janeiro, 2012



A concessão das águas à empresa ADB, detida a 70% pela construtora Somague, foi feita durante o mandato do autarca do PSD Fernando Reis. O contrato prevê consumos muito acima do normal para a população, obrigado a autarquia a pagar a diferença. Segundo os critérios estabelecidos em 2010 o consumo médio previsto é de 141 litros per capita quando o consumo realmente verificado não ultrapassou os 70 litros, diz a concelhia bloquista. "Isto quer dizer que a Câmara está a pagar à empresa 70 litros de consumo diário por habitante, como forma de compensação contratual. Vejam bem o que isto representa em termos financeiros e o prejuízo do serviço público que acarreta para o concelho", diz a nota distribuída na conferência de imprensa desta terça-feira.

As contas do Bloco indicam que nos primeiros 5 anos de concessão a quebra é de 50,11%, ou seja, era previsto um consumo de 24.912.247 m3 ocorrendo efetivamente um consumo total de 12.429.493 m3. "Como é possível que perante este diferencial não tenha sido feito um reajustamento de valores, aliás como o próprio contrato prevê no final dos primeiros cinco anos?", questionam os bloquistas.

Agora, a autarquia foi condenada pelo Tribunal da Relação de Lisboa a pagar à empresa 36,4 milhões de euros num prazo de 30 dias, o que representa cerca de metade do orçamento da Câmara de Barcelos. Ao todo, a autarquia terá de pagar 172 milhões até ao final do contrato.

O contrato de concessão transfere todos os riscos para a autarquia, "que nem sequer salvaguardou a instituição enquanto consumidor - é o maior cliente da empresa, cerca de 10%", acusam os bloquistas, que se encontram a analisar a possível fundamentação para intentar uma queixa-crime ao MP contra os signatários da vereação da CMB que aprovaram o referido contrato de concessão, "porque consideramos que este é lesivo aos interesses da população e configura indícios fraudulentos".

A par desta iniciativa, o Bloco/Barcelos irá lançar uma petição "no sentido de pressionar a câmara municipal e o governo central a acionarem os procedimentos para anulação do contrato" e ao mesmo tempo "riar condições para a manifestação da indignação perante tão vergonhoso contrato que só demonstra como alguns autarcas desprezam as populações que os elegem".

Acionista das Águas de Barcelos "ganha", sem concurso público, 8 municípios de Aveiro

O acionista que em Barcelos pede uma indemnização de 172 milhões de euros, podendo levar a autarquia local à falência, ganhou, sem concurso público, o contrato para captação de água para oito concelhos do distrito de Aveiro. Bloco de Esquerda opõe-se ao negócio.

Artigo | 12 Março, 2012


No novo contrato foram introduzidas cláusulas semelhantes às de Barcelos que garantem o lucro ao privado, independentemente do serviço e da procura. Ao mesmo tempo o contrato dita aumentos no preço do abastecimento que podem chegar aos 50%. O investimento continuará a ser público.

A associação de Municípios do Carvoeiro – Vouga capta água para Águeda, Albergaria-a-Velha, Aveiro, Estarreja, Ílhavo e Murtosa e ainda para uma freguesia de Ovar. Neste novo contrato vão-se juntar também Vagos e Oliveira do Bairro. Criada em 1986 com fundos públicos, prorrogou, sem concurso público, a concessão às Águas do Vouga SA, cuja totalidade do capital pertence à empresa Aquapor Serviços. A Aquapor e as Águas de Barcelos estão unidas pelo seu acionista comum, o Grupo Alexandre Barbosa Borges. O Bloco de Esquerda opõe-se ao negócio que envolve autarquias lideradas pelo PSD, CDS e PS, acusando de “falta de transparência no negócio” e considera que “o contrato contém cláusulas leoninas que favorecem os interesses do privado, colocam em causa o acesso universal das populações ao abastecimento de água e que podem mesmo levar à falência dos municípios envolvidos”. O Bloco de Esquerda rejeita ainda a privatização da captação de água.

Lucro garantido sem risco

A concessão para a captação das águas foi prorrogada por mais dez anos sem que tenha havido qualquer concurso público. O novo contrato obriga as autarquias ao pagamento de caudais mínimos, independentemente dos mesmos serem necessários ou não ou de serem cumpridos. A cada ano que passa, os caudais mínimos a pagar aumentam. Se em 2012 se fica pelos 9,96 milhões de metros cúbicos, em apenas quatro anos aumenta 40% para 13,99 milhões de metros cúbicos. Assim, não só as políticas de poupança de água são desencorajadas como, na eventualidade de o consumo não acompanhar os caudais negociados, as autarquias são obrigadas a pagar o diferencial à semelhança do que está a ser exigido à Câmara Municipal de Barcelos, onde a empresa de águas exige 172 milhões de euros por água que não vendeu e ninguém consumiu.

Se as autarquias consumirem água acima dos caudais estabelecidos no contrato pagam. Se consumirem menos água que o estabelecido pagam na mesma a diferença. Negócio sem risco, lucro garantido à custa das populações é o que diz a cláusula de ouro: “1.3 – A CONCEDENTE garante à CONCESSIONÁRIA o pagamento dos caudais mínimos fixados no ANEXO 2, sem prejuízo do pagamento de todos os caudais verificados cujo valor ultrapasse esses mínimos e independentemente da execução do PLANO DE INVESTIMENTOS DE EXPANSÃO DO SISTEMA”.

O investimento mantém-se público, aumentos de 50% para a população

A empresa explora infraestruturas construídas e adquiridas por fundos públicos. Apesar de agora serem capitais privados, o investimento continuará a ser suportado por dinheiros públicos. A título de exemplo, o próximo investimento de modernização terá um custo total de 30,4 milhões de euros. Desses, 16,84 milhões provém de fundos públicos europeus (POVT) e o restante será suportado por adiantamentos dos vários municípios à concessionária. Justificando-se com este financiamento, a associação de municípios já anunciou um novo aumento das tarifas de abastecimento da AdRA (Águas da Região de Aveiro, que engloba dez municípios) de 4,6%. O contrato estipula que nos próximos sete anos o aumenta até 50%.

Os lucros do privado apresentam-se em várias formas: fatura de abastecimento paga pela população, não inversão em infraestruturas, e uma cláusula que obriga ao pagamento de caudais mínimos mesmo que estes não sejam nem necessários nem consumidos.
 
Vince,

Como parece-me que és melhor informado em economia do que eu, talvez me possas responder a uma pergunta.

Com o seguimento da crise de Portugal no futuro (supondo por exemplo o pico da crise daqui por 3 anos), como estimas tu que vá continuar o preço das casas, antes e depois? E com essa timeline, qual é o melhor momento para começar um negócio da chamada economia real?

Desculpa-me o offtopic. A pergunta talvez interesse a outros também.


Não há muitas casas para arrendar, e com o fim do crédito bancário é natural que os arrendamentos até estejam a subir. Mas com o tempo isso vai ajustar-se à medida que os bancos comecem a despejar mais casas no mercado mesmo perdendo dinheiro para limpar os balanços. Os bancos a cada dia que passa estão a ficar cheios de casas, até empreendimentos inteiros de construtores que vão falindo.
Há sempre uma natural resistência em despejar tudo no mercado para não fazer descer demasiado os preços e vender ao desbarato, mas gradualmente isso vai acontecer. Depois haverá outra fase em que quem tem dinheiro aproveita os preços baixos e investe para arrendar, e as coisas ficam mais equilibradas. Em Portugal não houve propriamente o estoiro duma bolha como noutros países, mas ela existiu, tem é esvaziado muito devagar há vários anos, o nosso sector imobiliário é bastante atipico pelas razões que todos conhecemos, leis de arrendamento absurdas ao longo de décadas, muita população com casa própria endividada, etc,etc, pelo que em Portugal estes estoiros não acontecem como noutros países.
 
Boa noite!

Neste momento creio que em termos de mercado imobiliário batemos no fundo, resta saber por quanto tempo... As avaliações bancárias há muito que estão a ser feitas por baixo e esse foi um dos primeiros reflexos da crise que estamos a passar, se nos tempos da concessão de crédito sem limites se emprestou até 110 ou 120% do valor da avaliação do imóvel, muitas vezes com crédito multiopções a ajudar à "festa", hoje a banca portuguesa em geral só empresta com LTV de 80% e a taxa de esforço não pode nunca superar os 35% do rendimento disponível, isto teve reflexos... Hoje em dia pura e simplesmente não há concessão de crédito, por exemplo, uma apartamento com avaliação de €150000, o cliente terá de suportar logo na escritura €22500, coisa que não está ao alcance de todos como podemos imaginar, a grande oportunidade está na carteira de imóveis que neste momento os bancos têm, uma vez que na generalidade há produtos específicos para estes imóveis, com financiamento a 100% e tabelas de spread mais em conta.

Imagem-de-Spread.jpg


A boa notícia neste momento é a queda acentuada dos indexantes do crédito habitação, a chamada Euribor, para quem já tinha crédito contratado. A má notícia para os novos contratos é que os tempos de spread´s 0.25% 0.5% acabaram, é usual fazer simulações que apresentam spread´s na ordem dos 4%, 4.5% ou mais!

Sem dúvida que o mercado de arrendamento vai crescer nos próximos anos, veremos se a nova lei do arrendamento estará a altura deste novo fenómeno.
Aos aflitos deixo uma dica, podem sempre nogociar um período de carência de capital, um aumento do prazo, etc, mas cuidado com as implicações que essa alteração contratual pode ter no spread aplicado, assim que puder o vosso banco corrige o spread! (creio que me fiz entender).

Em suma, para quem tem dinheiro disponível neste momento é uma ideia excelente investir no imobiliário, quem não tem, não tem acesso a crédito.
 
"Cortes cegos" na saúde causam mais mortes
O líder do PS acusa o Governo de pôr em causa o acesso dos cidadãos a cuidados básicos, que pode estar a causar um "número anormal de mortes".

O secretário-geral do PS, António José Seguro, acusou hoje o Governo de estar "a transferir custos elevadíssimos para as pessoas e a dificultar o seu acesso a cuidados essenciais" de saúde.

Seguro revelou estar preocupado com "as medidas que o Governo está a tomar, que são cortes cegos [na despesa], dentro de uma política do custe o que custar" e que "estão a pôr em causa o acesso básico ao SNS" e a sua qualidade. O líder do PS falou aos jornalistas depois de se reunir com profissionais da área da saúde num almoço de trabalho, no Porto.

Na sua opinião, esta política "vem diminuir a qualidade da prestação do Serviço Nacional de Saúde (SNS) e está a atirar portugueses para fora dos cuidados de saúde que estão habituados a ter".

"O Governo tem que olhar para esta situação, que é grave", alertou, acrescentando esperar "que a tragédia não aconteça".

"Mortes não se devem apenas aos vírus"

Segundo o líder do PS, é preciso não ignorar "os especialistas que já vieram dizer que o número anormal de mortes não se deve apenas à questão dos vírus que são normais nesta altura do ano, e que podem estar associados a outras razões, designadamente de natureza social e económica".

Para Seguro, quanto ao estabelecido no memorando da troika, "está tudo a ser feito ao contrário", porque o que lá está é que "é preciso contenção, redução de custos, mas sem pôr em causa a qualidade da prestação dos serviços de saúde".

Sacrifícios violentos

O secretário-geral do PS voltou a afirmar que "Portugal precisa de mais tempo para proceder à consolidação das contas públicas", porque dessa forma os sacrifícios pedidos aos portugueses "não serão tão violentos como o que está acontecer".

O aumento das taxas moderadoras e a retirada de transportes a "pessoas carenciadas e que precisam deles para se deslocarem a unidades de saúde", disse, "não fazem sentido".

Na conversa com os profissionais de saúde, Seguro percebeu que estes "estão preocupados com a situação concreta dos portugueses", que já pedem para que o intervalo entre consultas seja maior por não conseguirem suportar os custos inerentes.

Este almoço integrou-se no primeiro dia da semana em defesa da saúde - "Avaliar o Presente, Perspetivar o Futuro", que Seguro iniciou no Porto.

Expresso
O populismo prossegue...
 
Flaviense,

Eu não estou muito consciente da realidade portuguesa, mas não existem ainda muitos apartamentos por vender e as propriedades ainda não são vendidas a preços bastante elevados (apesar de provavelmente a 50% do que eram há 3 anos)? Não me parece que tenhámos atingido o mínimo dos preços no mercado imobiliário, mas isso é o meu palpite. Acho que os preços ainda estão muito inflacionados. Quem detém esses apartamentos por vender? As imobiliárias ou os bancos? Obrigado pelo teu input.
 
"Cortes cegos" na saúde causam mais mortes

O populismo prossegue...

Esta é a face pútrida deste artista chamado António José Seguro.
Um completo desastre, uma completa e mísera idiotice (junto aqui o líder do PCP!).
Isto é gozar com a morte das pessoas, é diminuir o valor que encerra o processo de fim de vida. Usar e instrumentalizar este tema para atacar o governo demonstra ao que ele vai...:mad:

Deixo aqui o que escrevi noutro post na noite anterior:
"A mortalidade (aumentada) das últimas semanas é reflexo de condições ambientais que neste caso foram o frio e baixos níveis de humidade.
Por vezes, há como que um despoletar para que muitas pessoas, que já estão em condições de elevado risco (como que na corda bamba), agravem o seu estado de saúde. Não se pode afirmar peremptoriamente que foi da condição A, B ou C ou de todas ou variadas combinações destas.
O que se pode afirmar é que todos os anos há incremento da mortalidade em determinadas alturas. Sempre foi assim e sempre será.
Não é à toa que se considera que o outono tem uma elevada taxa de óbitos comparada com o verão - a tradição associa isto com a "queda da folha". Será a falta de sol um fator? O aumento dos estados depressivos outro fator? O frio, a humidade, etc, etc.
Talvez mais estudos aprofundados nos mostrem dados passíveis de interpretações realísticas.

O que não pode acontecer é isto: usarem este tema como arma de arremesso político. Na praça pública não se pode brincar com estas coisas."

Há dúvidas de como vale tudo em política?!
 
Estado
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