As exportações nacionais continuaram a crescer a taxas de dois dígitos em Fevereiro, tendo inclusive aumentando ligeiramente o seu ritmo de progressão para o mercado comunitário, que estará a atravessar uma nova fase de contracção económica.
Depois de terem crescido 13,3% em termos homólogos em Janeiro (valor hoje revisto em alta face aos 13,1% inicialmente reportados pelo INE) as vendas de “made in Portugal” para o exterior subiram 13,2% em Fevereiro, totalizando 3.752 milhões de euros.
No caso do mercado comunitário – que nas previsões de organismos internacionais, como a OCDE e o FMI, terá vivido uma recessão "moderada" entre a recta final de 2011 e o primeiro trimestre de 2012 – as vendas portuguesas subiram 6,8%, ligeiramente acima dos 6,2% registados em Janeiro.
As taxas de crescimento mais expressivas continuam, no entanto, a escrever-se para os mercados exteriores à União Europeia (34,8% em Fevereiro, após 37,8% em Janeiro), onde se encaixam Angola e Brasil, países que estão a ganhar relevância para as exportações nacionais.
Combustíveis minerais (em especial óleos de petróleo) e de novo ouro “incluindo o ouro platinado, em formas semimanufacturadas, para usos não monetários essencialmente para o mercado belga” explicam o essencial do acréscimo das exportações, refere o INE.
Estes números sugerem que a forte desaceleração sentida no crescimento das exportações em Dezembro de 2011 terá sido um fenómeno pontual, embora alguns dados, como o volume de negócios da indústria e as carteiras de encomendas, apontem para a probabilidade de um arrefecimento do motor exportador – o único que tem permitido que a recessão portuguesa não se tenha ainda revelado mais profunda.