Há soluções para esses 3 pontos:
- país periférico: procurar aumentar as comunicações com a Europa. Obviamente o TGV é impróprio mas poderia dar-se mais condições para as low cost criarem mais voos e mais baratos para cá. Isso ajuda a reduzir a nossa situação de periferia. A Irlanda já não é periférica, mas está na periferia geograficamente falando.
- recursos: é subjectivo dizer que não temos recursos. Obviamente não temos petróleo, mas temos muito da energia renovável: demasiado sol não aproveitado, muito vento, muitas marés, energia já é aproveitada. Como temos muitos engenheiros poderíamos criar fábricas para indústrias futuras como computadores, carros solares, etc
- mão de obra pouco qualificada: bem, temos muitos jovens bem qualificados, se o usam isso já nem tanto. Há que atrair os jovens neste momento lá fora e aproveitar os que ainda estão em Portugal.
- Custos de transporte da globalização: nem acho que nos devemos queixar muito, pois temos comida barata, e de um modo geral a maioria dos bens. E podemos investir muito mais na nossa própria produção, de comida, carros, electrodomésticos, mobília, enfim, tudo.
Mas quando falo em investir, não pode ser o Estado a querer investir, têm que ser o próprio povo, os jovens, temos que deixar da cultura do emprego fácil e arranjado por conta de outrém. É preciso mais iniciativa e criatividade.
É possível. É aliás o que eu penso fazer quando regressar a Portugal daqui por uns 2-3 anos.
Uma coisa que ajuda é reduzir os impostos a quem tem pequenos negócios, liberalizar o pequeno mercado ao máximo, sem grandes restrições, somente aplicar mais impostos nos grandes negócios, para que os nossos jovens possam começar a montar as suas ideias à vontade e de modo mais fácil.
Não somos um país dos mais ricos no mundo e não o seremos nas próximas décadas. Temos desde logo três grandes problemas incontornáveis:
- País periférico;
- Sem recursos naturais e energéticos; e
- Mão de obra cara e pouco qualificada.
A indústria na Europa Ocidental (não só em Portugal) está em decadência, apenas permanece forte nos locais onde existe um maior empreendedorismo e nacionalismo, locais onde já é tradição a indústria.
Apesar desse facto, o que se verifica (mesmo nesses locais) é a diminuição da indústria, principalmente derivado à globalização.
O custo do transporte pode e está a ser muito importante na existência ou não da indústria, mas Portugal é um país periférico, em nada beneficia desse facto.