O Estado do País

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Os espanhóis revoltam-se e agem, enquanto os portugueses deitam-se à sombra e nada fazem. Já todos vimos o impacto que as portagens no Norte do país deu uma valente quebra de espanhóis. Agora vai ser o Algarve e adeus aos espanhóis pela Páscoa no Algarve. :angry::angry:

Esta comissão de utentes é uma verdadeira palhaçada. O Algarve em zona de guerra. :lmao::lmao:

Os meios de comunicação social também ajudam, até a RTP e a TVI percorreram a EN125 entre Lagos e VRSA em 3 horas e picos. Então, 3 horas e picos é muito, devem querer andar a 120 km/h como andam na A22. Quanto ao corte da EN 125 é mesmo bom e que as forças policiais actuem com força contra esta gente da treta e que só querem prejudicar a imagem do Algarve. Eu cá ando na EN 125 como sempre andei e nunca precisei de andar na A22 por isso, acho bem as portagens e quando preciso ando na A22 e por acaso já andei na A22 com portagens e aquilo é uma maravilha quase deserta e não tenho qualquer problema em pagar. Pensei que com a introdução de portagens o caos ia aumentar na 125, mas o caos é o mesmo para entrar em Faro seja com A22 sem portagens, seja a A22 com portagens. :lmao:

Haja alguma coerência não ;)
 
David. Uma vez, aqui há uns anos atrás, tive o 'prazer' de falar com malta do ACIDI que até era chefe do SOS Racismo. Um tipo chamado José Falcão que entretanto foi condenado por difamar juízes e outras séries de pessoas, como se pode ver uma pessoa séria.

O que eu ouvi desse senhor não desejo a ninguém, não estou aqui a defender o racismo ou coisa que se pareça mas eu ouvi da boca dele os maiores disparates possíveis e imaginários, aquele homem tinha problemas sérios.

Quanto ao estado financiar uma coisa dessas é uma vergonha.
 
Economia portuguesa foi das que mais destruiu emprego desde que começou a crise - OCDE

A economia portuguesa voltou a destruir empregos no primeiro trimestre deste ano e acumula já uma destruição de 6 pontos percentuais face aos níveis que se registavam antes do início da crise, o quarto maior valor neste período.
De acordo com a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), só a Irlanda (9,4 pontos percentuais), a Grécia (9,1 pontos percentuais) e a Espanha (8,7 pontos percentuais) destruíram mais emprego que Portugal (6 pontos percentuais) desde o fim do primeiro semestre de 2008, altura que chamam de pré-crise, uma vez que a falência do banco de investimento norte-americano aconteceu apenas em setembro de 2008 e acabou por dar a face mais visível ao início da crise financeira nos Estados Unidos.
O resultado mais recente demonstra que no primeiro trimestre deste ano o emprego na economia portuguesa caiu mais 0,5 por cento, melhor que a queda de 1,3 por cento registada no último trimestre de 2011, mas superior aos restantes trimestres de 2011.

Destak/Lusa

:buh:

Primeiro-ministro considerou "verdadeiro choque" corte de 8 mil postos de trabalho na Peugeot Citroen

O primeiro-ministro francês considerou hoje um "verdadeiro choque" o corte de 8 mil postos de trabalho anunciado pelo construtor automóvel Peugeot Citroen, que decidiu encerrar a fábrica de Aulnay-sous-Bois, onde trabalham cerca de 300 lusodescendentes.
Jean-Marc Ayrault, que hoje esteve reunido com o ministro da Produtividade, Arnaud Montebourg, manifestou-se "muito impressionado pela dimensão sem precedentes do plano anunciado pela Peugeot Citroen, um verdadeiro choque para todos os operários do grupo, para as regiões afetadas e para a indústria automóvel no seu conjunto", indicou o seu gabinete em comunicado.
Ayrault pediu à direção da Peugeot Citroen para promover "de imediato uma concertação exemplar, leal e responsável com os parceiros sociais para que todas as alternativas propostas pelos representantes dos trabalhadores possam ser estudadas e discutidas, tendo como objetivo prioritário a preservação do emprego estável".

Destak/Lusa
 
David. Uma vez, aqui há uns anos atrás, tive o 'prazer' de falar com malta do ACIDI que até era chefe do SOS Racismo. Um tipo chamado José Falcão que entretanto foi condenado por difamar juízes e outras séries de pessoas, como se pode ver uma pessoa séria.

O que eu ouvi desse senhor não desejo a ninguém, não estou aqui a defender o racismo ou coisa que se pareça mas eu ouvi da boca dele os maiores disparates possíveis e imaginários, aquele homem tinha problemas sérios.

Quanto ao estado financiar uma coisa dessas é uma vergonha.

[ame="http://vimeo.com/39112978"]SOS Racismo 20 anos a quebrar tabus (excerto) on Vimeo[/ame]


O José Falcão foi condenado por escrever um artigo no Correio da Manhã sobre a morte de um cidadão português, residente no Bairro da Bela Vista em Setúbal.

«No dia 20 de Junho de 2002, o bairro da Bela Vista foi palco de confrontos entre a polícia e populares que resultaram na morte de um jovem cabo-verdiano, de 24 anos. Tudo começou quando a polícia foi chamada a intervir, numa rixa entre dois jovens do bairro, perto de um carro da polícia, junto à Associação Cristã da Mocidade (ACM).

Segundo testemunhas, um dos agentes aproximou-se de um dos jovens e agrediu-o, um outro polícia terá saído da viatura e disparado sobre outro. Um terceiro indivíduo tentou aproximar-se para apaziguar os ânimos e foi atingido com um tiro num ombro e outro no peito. Ao que tudo indica, eram de borracha. Este jovem era Manuel António Martins, mais conhecido como Toni, que viria a falecer.»

O Toni morreu porque era um marginal (quem na Bela Vista não era) e o Estado foi condenado porque «diversos elementos da PSP revelaram desconhecimento relativamente às consequências do uso de uma shot-gun. Durante o processo, diversos superiores desta entidade policial alegaram que nunca tiveram qualquer formação sobre estas armas, cujas munições são de borracha. A informação que possuíam era que a arma não era letal. Além disso, nunca ninguém lhes falou na necessidade de manterem uma distância de segurança. Este é também o primeiro caso mortal que se conhece, provocado por uma shot-gun.»

As balas de borracha são apenas utilizadas pelas polícias de Portugal e Espanha sendo proibidas no resto da europa.
 
Haja alguma coerência não ;)

Vitamos eu sei que era contra as portagens, talvez por causa do aumento de trânsito na 125, mas passado estes meses todos, o trânsito continua a ser o mesmo, talvez exista troços com mais tráfego mas o tempo que levo de Olhão para Faro em hora de ponta é o mesmo.

Quanto ao turismo, continuo a ver os espanhóis a andarem por cá.
 
SOS Racismo 20 anos a quebrar tabus (excerto) on Vimeo


O José Falcão foi condenado por escrever um artigo no Correio da Manhã sobre a morte de um cidadão português, residente no Bairro da Bela Vista em Setúbal.

«No dia 20 de Junho de 2002, o bairro da Bela Vista foi palco de confrontos entre a polícia e populares que resultaram na morte de um jovem cabo-verdiano, de 24 anos. Tudo começou quando a polícia foi chamada a intervir, numa rixa entre dois jovens do bairro, perto de um carro da polícia, junto à Associação Cristã da Mocidade (ACM).

Segundo testemunhas, um dos agentes aproximou-se de um dos jovens e agrediu-o, um outro polícia terá saído da viatura e disparado sobre outro. Um terceiro indivíduo tentou aproximar-se para apaziguar os ânimos e foi atingido com um tiro num ombro e outro no peito. Ao que tudo indica, eram de borracha. Este jovem era Manuel António Martins, mais conhecido como Toni, que viria a falecer.»

O Toni morreu porque era um marginal (quem na Bela Vista não era) e o Estado foi condenado porque «diversos elementos da PSP revelaram desconhecimento relativamente às consequências do uso de uma shot-gun. Durante o processo, diversos superiores desta entidade policial alegaram que nunca tiveram qualquer formação sobre estas armas, cujas munições são de borracha. A informação que possuíam era que a arma não era letal. Além disso, nunca ninguém lhes falou na necessidade de manterem uma distância de segurança. Este é também o primeiro caso mortal que se conhece, provocado por uma shot-gun.»

As balas de borracha são apenas utilizadas pelas polícias de Portugal e Espanha sendo proibidas no resto da europa.

E as ofensas e difamações que fez ao Juiz? E as ofensas e difamações que fez a gente do PNR? Podemos não gostar deles, é o nosso direito, mas não nos dá o direito de os atacar. Existe uma coisa chamada respeito, Eu não concordo com as ideias mas respeito. O José Falcão não vale nada como pessoa, eu conheci-o em tempos.
 
As ofensas que ele fez foram desqualificadas pelo Ministério Público que não deu seguimento ao processo. O PNR toda a gente sabe o que é.
 
Prestações sociais são de facto a fatia mais descontrolada e crónica da despesa pública em Portugal, mas nessa fatia estão milhões de coisas, desde pensões de reforma da segurança social, caixa geral de aposentações, comparticipação medicamentos, apoio social, subsídios de desemprego, apoio escolar, e milhões de outras coisas.
Não me parece que seja a associação de columbófila o problema,o problema é infelizmente muito mais grave do que isso.

Sim claro que não são as associações as culpadas, elas são apenas uma pequena parte de um vasto problema.

Outra coisa onde poderiam poupar muito era nos livros escolares. O Estado nunca mais deveria pagar livros escolares a ninguém. As escolas compravam livros e depois emprestariam os alunos, com uma entrega de uma caução, quem estragasse os livros não veria a caução devolvida. Outra alternativa seria o Estado fazer os livros a baixo custo através da Impressa Nacional, com papel barato e a preto e branco, como os antigos livros do Ensino Básico Mediatizado.

Quanto aos passes, conheço zonas servidas por comboio onde os alunos utilizam o autocarro. O Estado paga 50% do passe ou a sua totalidade, ora se os alunos pagassem passe de comboio poupariam muito. Eu tive sempre 50% do passe pago pela câmara municipal e não precisava dessa ajuda, a minha família tinha felizmente posses para me pagar passe por inteiro, mas era assim que as coisas funcionavam.

Também se poderia rever o processo de atribuição de casas em bairros sociais. Penso que os bairros sociais deveriam servir apenas para arrendar casas a baixo custo a famílias carenciadas, e só enquanto estas não tivessem posses para pagar rendas de mercado. Conheço gente que mora em bairros sociais e que tem condições para pagar uma renda. Estes mecanismos geram injustiças sociais, pois enquanto uns ficam com rendas ou casas a baixo custo, há casais com rendimentos baixos que ficam sujeitos aos preços de mercado.

Enfim, se houvesse engenho e arte dos nossos políticos não teríamos défice este ano, teríamos impostos mais baixos e ainda haveria excedente, para reduzir a dívida, e assim os juros que pagamos.

Somos governados por outros Governo de incompetentes, ponto final.
 
Militar acusado de matar cadete condenado a pena suspensa de um ano e seis meses

O militar acusado de em fevereiro de 2010 ter baleado mortalmente um cadete da Academia Militar, na sequência de um tiro acidental, foi hoje condenado a um ano e seis meses de prisão com pena suspensa .
Para a juíza, ficou provado que o arguido, Luís Canhoto, atuou de forma "indesculpável e leviana", confirmando-se o crime de negligência grosseira. "Apesar de não estar familiarizado com a arma em causa, [o arguido] conhecia as normas de segurança que são adstritas a qualquer arma, independentemente das suas características", argumentou, no Tribunal de Sintra.
Embora tenha "desrespeitado gravemente" as normas de segurança exigidas, o que resultou na morte de outro cadete, o tribunal considerou que Luís Canhoto se mostrou, ao longo das audiências de julgamento, "arrependido".

DESTAK
 
Sabem quantas vezes se utiliza a palavra “desemprego” na deliberação do Tribunal Constitucional sobre os subsídios na administração pública? Apenas uma vez. E essa vez é quando se cita a lei do Orçamento do Estado. De sua lavra, nunca os juízes a escreveram. É, a meu ver, um detalhe que diz muito sobre o sentido daquela deliberação, já que esta tratou de analisar o “princípio da igualdade”, mas considerou “irrelevante” o facto de os funcionários públicos terem mais segurança no emprego. Quando em Portugal há mais de 15% de desempregados, considerar que “não é idóneo” (estou a citar o acórdão) ter este factor em consideração, quando se debate uma justa distribuição dos sacrifícios, é próprio de quem vive longe, muito longe, do mundo real e das dificuldades sentidas pela maioria dos portugueses.
De todos os juízes, só um – Maria Lúcia Amaral, que votou contra a resolução – teve a humildade de reconhecer “que não dispunha aqui o tribunal de nenhuma evidência que lhe permitisse comparar o grau de sacrifício exigido aos afectados por estas medidas e o grau de sacrifício efectivamente sofrido por outros”. A maioria do tribunal resolveu proceder a tais comparações, e, ao fazê-lo, cometeu erros grosseiros, nomeadamente ao ignorar que existem estudos, realizados pelo Banco de Portugal, que comprovam a diferença entre os salários públicos e privados – com vantagem para os trabalhadores do Estado – para categorias profissionais com a mesma formação e anos de experiência.

Não posso pois deixar de considerar grave um acórdão que interpreta um princípio indiscutível, o da igualdade, de forma enviesada. Pior: um acórdão que depois, na sua componente mais estritamente jurídica – a de saber se a inconstitucionalidade se aplicava já ou só para o ano -, entra por um caminho muito duvidoso, talvez por alguns juízes terem procurado evitar danos maiores. O mal, neste caso, não está na Constituição, está na interpretação que dela foi feita: os juízes não quiseram avaliar o que é desigual no estatuto dos funcionários públicos (o vínculo laboral, a vantagem salarial, o horário de trabalho, a ADSE e por aí adiante), quando estavam a avaliar o princípio da igualdade. Ao actuarem desta forma reforçaram a convicção de que, no nosso país, há mesmo dois mundos: o mundo relativamente protegido do emprego público, e o mundo dos que têm de fazer das tripas coração todos os dias para terem os seus ordenados ao fim do mês e pagarem os seus impostos.

A dimensão da greve dos médicos não me surpreendeu. O que me surpreendeu foi verificar como as reivindicações substantivas dos sindicatos e da Ordem – não as reivindicações retóricas, para consumo da opinião pública – visam, em última análise, prolongar um estatuto de excepção só possível dentro da mesma lógica que alimenta o acórdão do Constitucional. Sempre que tinham um microfone por perto, os médicos afirmavam estar em luta pela defesa do SNS. Mas, se se olhava para os cartazes que levaram para a manifestação frente ao ministério, via-se que neles se falava sobretudo de carreiras médicas e de contratação colectiva. Porque é realmente isso que preocupa os sindicatos médicos, como se pode comprovar lendo o seu caderno reivindicativo.

Não duvido que muitos médicos, porventura a maioria, acredite sinceramente que a futuro do SNS passe pela continuação das condições contratuais a que se habituaram nas últimas décadas e que, não se duvide, são muito favoráveis, quando comparadas com as de todas as outras profissões. Durante décadas só os licenciados em Medicina tinham a permanente garantia de emprego no final dos seus cursos. Não foi pouco, não é pouco. Como não é irrelevante poderem beneficiar de uma carreira pública e, ao mesmo tempo, fazerem clínica privada, algo que não está ao alcance de outras profissões com carreiras públicas bem delimitadas, como juízes ou militares. Também podem receber horas extraordinárias, o que não se conhece nessas outras profissões. Mais: terão os médicos noção de como, no sector privado como no sector público, o pagamento de horas extraordinárias é hoje cada vez mais uma excepção, sobretudo onde se luta todos os dias por manter postos de trabalho?

Exigências como a de uma “grelha salarial para a carreira médica única” reflectem uma visão monolítica e estatizada do exercício da profissão que não é compatível nem com um mundo mais complexo, nem a necessitar de soluções mais flexíveis e menos corporativas. Ser médico sempre me pareceu dever ser mais qualquer coisa do que ser simples funcionário do Estado, e essa componente não a encontro nos cadernos reivindicativos. Mas já lá encontro, em contrapartida, uma feroz oposição a que se proceda à limpeza das listas de doentes que não utilizam os centros de saúde, para poder acolher outros sem médico de família, uma preocupação dos sindicatos que me parece muito pouco compatível com o discurso de que estão a defender um melhor acesso aos cuidados de saúde.

O pretexto próximo desta greve foi um concurso para fornecimento de dois milhões de horas de serviços médicos. É bom ter noção do que isso representa: considerando 40 horas de trabalho semanal, falamos do equivalente a um pouco mais de mil horários completos – ou seja, sensivelmente 2,5% do total. Os médicos podem, com razão, considerar indigno o salário horário indicado, apesar de o concurso nem sequer ter sido fechado, mas estamos sempre a falar de uma excepção que afectaria (não chegou ainda a afectar), no máximo, um em cada 40 médicos. É necessário pois ter a noção das proporções.

Mas importa também perceber porque é que se chegou a um ponto em que é necessário recorrer a médicos contratados, digamos assim, “à peça”. Isso é também consequência de um regime de carreiras e de contratações que é muito rígido e de hábitos de horas extraordinárias que eram demasiado generosos. Este país é o mesmo onde, há ainda poucos anos, o Tribunal de Contas detectava médicos a ganhar entre 250 mil e mais de 750 mil euros por ano no SNS. Este é também o país onde, para se conseguir recuperar cirurgias em atraso, se promoveram esquemas de incentivos que permitiram a muitos médicos ganhar dezenas de milhares de euros por mês no SNS. O mesmo SNS que vinha acumulando dívidas cada vez maiores. A contratação à hora é o reverso da medalha destes regimes: onde há muita rigidez e custos elevados associados, surgem por regra situações de precariedade a preço de saldo. É o mundo dual dos que têm porque estão no sistema e dos que não têm, mas cuja grande ambição – como se via nas reportagens sempre que estas focavam estudantes ou jovens internos – é passarem a fazer parte também do sistema.

Não era preciso vivermos a crise actual para termos de mudar. A evolução dos gastos com a saúde é tão rápida – em Portugal e em todo o mundo desenvolvido – que o esforço de racionalização de custos tem de ser permanente, mesmo em países mais ricos do que nós. Com ou sem crise os médicos não podiam esperar continuar a ter um estatuto, uma carreira e um regime remuneratório que mesmo não fazendo deles ricos não é suportado pela riqueza que a sociedade gera. É por isso que estou convencido que, depois do enorme efeito de descompressão desta greve, a maioria dos médicos não vai fazer como os juízes do Tribunal Constitucional, isto é, não vai enfiar a cabeça na areia para não ver o que se passa no resto do país e com as outras profissões.

PS: Durante algum tempo julguei que Pedro Passos Coelho iria manter Miguel Relvas porque este funcionava com uma espécie de pára-raios que atraía a si todas as fúrias e poupava o primeiro-ministro. Hoje sei que se o fizer incorre num terrível erro moral. A percepção de que há protecção para o esquema duvidoso, para a chico-espertice (mesmo legalíssima) e para o favorecimento corrói inexoravelmente a autoridade de quem impõe sacrifícios. E destrói a base de apoio a qualquer política reformista. Não sei mesmo se o mal já feito algum dia será recuperável. Sócrates nunca recuperou da crise da licenciatura.

http://blasfemias.net/2012/07/13/co...cordao-do-tribunal-constitucional/#more-46813
 

«Com ou sem crise os médicos não podiam esperar continuar a ter um estatuto, uma carreira e um regime remuneratório que mesmo não fazendo deles ricos não é suportado pela riqueza que a sociedade gera.»

Com crise ou sem crise, o caminho é pra baixo, para as praças de jorna. Como eu te compreendo jmf1957, o que tu queres sei eu.

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CIRCO LUSITANO

PARA PAULO PORTAS, POLÍTICA É DEMAGOGIA

Paulo Portas é um homem inteligente. Paulo Portas domina bem a arte da retórica. Sabe melhor do que ninguém que, falando para um vasto auditório, importante é dizer o que o “auditório”gosta de ouvir, mesmo que o que se diz não seja verdade. O homem forte do CDS-PP sabe muito bem que, comparando cada uma das funções, não é verdade que no “público” se ganhe mais do que no privado. Os docentes que trabalham nas escolas privadas ou cooperativas do ensino não-superior ganham praticamente o mesmo que os das escolas públicas – fruto aliás de forte campanha dos sindicatos, nomeadamente do SPGL, nesse sentido. Sabe que os médicos no “privado” ganham muito mais do que no público. Sabe que uma queixa dos gestores públicos é que ganham menos que os gestores do privado. Conhece certamente a “queixa” do atual ministro da Saúde de que perdeu muito dinheiro quando aceitou ir para o governo, deixando de ser pago pelo banco privado em que trabalhava. Os funcionários auxiliares e administrativos das escolas públicas ganham miseravelmente. E podíamos continuar a fazer comparações várias.
O ministro Paulo Portas sabe muito bem que o que, em termos absolutos, provoca que a média dos salários na função pública seja superior à do privados é o número de quadros superiores altamente qualificados que os serviços públicos, se querem ter qualidade, têm de empregar: professores (em número muito superior aos que lecionam no privado), médicos e enfermeiros (idem), juízes, técnicos das finanças, e os inúmeros licenciados necessários ao funcionamento da máquina administrativa do Estado. O sujeito sabe tudo isto. Mas sabe também que nessa maneira ordinária de fazer política, a demagogia, que é apenas a mentira mais refinada, dá sempre lucro…imediato. Talvez que uma das causas da nossa crise esteja no uso permanente das artes da demagogia na prática política.

António Avelãs

http://circolusitano.blogspot.pt/2012/07/para-paulo-portas-politica-e-demagogia.html
 
CIRCO LUSITANO

PARA PAULO PORTAS, POLÍTICA É DEMAGOGIA

Paulo Portas é um homem inteligente. Paulo Portas domina bem a arte da retórica. Sabe melhor do que ninguém que, falando para um vasto auditório, importante é dizer o que o “auditório”gosta de ouvir, mesmo que o que se diz não seja verdade. O homem forte do CDS-PP sabe muito bem que, comparando cada uma das funções, não é verdade que no “público” se ganhe mais do que no privado. Os docentes que trabalham nas escolas privadas ou cooperativas do ensino não-superior ganham praticamente o mesmo que os das escolas públicas – fruto aliás de forte campanha dos sindicatos, nomeadamente do SPGL, nesse sentido. Sabe que os médicos no “privado” ganham muito mais do que no público. Sabe que uma queixa dos gestores públicos é que ganham menos que os gestores do privado. Conhece certamente a “queixa” do atual ministro da Saúde de que perdeu muito dinheiro quando aceitou ir para o governo, deixando de ser pago pelo banco privado em que trabalhava. Os funcionários auxiliares e administrativos das escolas públicas ganham miseravelmente. E podíamos continuar a fazer comparações várias.
O ministro Paulo Portas sabe muito bem que o que, em termos absolutos, provoca que a média dos salários na função pública seja superior à do privados é o número de quadros superiores altamente qualificados que os serviços públicos, se querem ter qualidade, têm de empregar: professores (em número muito superior aos que lecionam no privado), médicos e enfermeiros (idem), juízes, técnicos das finanças, e os inúmeros licenciados necessários ao funcionamento da máquina administrativa do Estado. O sujeito sabe tudo isto. Mas sabe também que nessa maneira ordinária de fazer política, a demagogia, que é apenas a mentira mais refinada, dá sempre lucro…imediato. Talvez que uma das causas da nossa crise esteja no uso permanente das artes da demagogia na prática política.

António Avelãs

http://circolusitano.blogspot.pt/2012/07/para-paulo-portas-politica-e-demagogia.html

O problema maior é que o Estado criou uma estrutura organizacional muito complexa, por vezes até como pirâmide invertida, completa de quadros de chefia (fortemente renumerados) e fraca nos quadros operacionais (renumerações mais baixas). Qualquer empresa privada numa situação destas teria pouca possibilidade de sobreviver.
 
Ministro Portas: Um chorrilho de mentiras e falácias

Winston Churchill, Primeiro-ministro do partido conservador inglês, durante a 2ª Guerra Mundial, foi um dos principais impulsionadores do conceito de Serviço Nacional de Saúde. Ou seja, em tempo de guerra ou crise, quando as dificuldades caem sobre toda a sociedade, e em particular sobre os mais pobres, é quando mais se justifica o Serviço Nacional de Saúde.
Em Portugal, em tempo de crise e alta do desemprego, é quando o governo do capital financeiro, está a acabar com o Serviço Nacional de Saúde.
Privatiza o serviço público, tira direitos aos utentes, e persegue médicos e enfermeiros.
Mas a selvajaria é visível em todas as áreas do governo. O Ministro Portas, no intervalo das viagens, desceu à terra e abriu a boca para atacar os funcionários:
1ª falácia - "a dívida é pública"
2ª falácia - "portanto a culpa é do Estado"
3ª falácia - "portanto os funcionários é que devem pagar a dívida"
Primeiro: a maior parte da dívida é privada, e no entanto os contribuintes é que a estão a pagar.
Segundo: a culpa pela dívida do Estado, só pode ser imputada aos criminosos que o Bloco Central nomeia para arruinar o Estado.
Terceiro: a dívida do Estado é da nação que elegeu os gestores políticos corruptos e criminosos, e não dos funcionários públicos, como é evidente.
E é este bandalho que negociou os submarinos e os carros de combate Pandur, entre muitos outros embustes que apadrinhou (procurem no google "pandur portas" para ficarem com os cabelos em pé). Cada frase que o bandido profere, é um chorrilho de mentiras e falácias. Sem contraditório. Sem ninguém que lhe pregue com um pano encharcado naquelas ventas de aldrabão.

Mais Évora
 
No Porto muitas clínicas de pequena dimensão foram compradas por grupos bancários. Os médicos caíram na tramóia, e se antes nas clínicas mais pequenas recebiam elevadas percentagens, agora nos locais liderados pelos Mellos da nossa vida a tendência é para baixar gradualmente remunerações.

Claro que há um apetite voraz por sectores de lucro garantido, regulação Estatal, subsidiação e ausência de concorrência. Esses dois sectores são a Saúde e a Educação.

Os Salgados e afins, por tradição histórica, são avessos à concorrência nos mercados internacionais, à inovação e aos riscos. Os herdeiros destas elites têm preferido as PPP's, o imobiliário, a GALP, a EDP...

É do «Zé Povinho» que saem projectos inovadores e não raras vezes com reconhecimento externo, mas infelizmente o sistema em Portugal tem matado as PME's, no passado com os condicionamentos industriais e comerciais do salazarismo, agora com impostos, restrição ao crédito, burocracia e proteccionismos de sectores amigos do sistema.
 
Estado
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