O Estado do País

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Eles fazem de conta que nos pagam... nós fazemos de conta que trabalhamos...

Administrador dá emprego à família
Cinco meses depois de ter tomado posse, o presidente do conselho de administração do Centro Hospitalar do Barlavento Algarvio (CHBA) decidiu dar emprego, no hospital que dirige, à filha, ao genro e a um amigo da concelhia do PSD.

Patrícia Ramos, Leandro Martins e Pedro Xavier são as novas contratações do centro hospitalar público, que entraram ao serviço, ao que o CM apurou, na última quinta-feira.

O administrador José Manuel Ramos confirmou ao CM as contratações, mas negou qualquer favorecimento. A filha, Patrícia Ramos, e o presidente do PSD Portimão, Pedro Xavier, vão coordenar um gabinete de produção que não existia. "Como eram necessários dois técnicos com formação em gestão e marketing contratámos o dr. Pedro Xavier e a drª Patrícia Ramos. É, efectivamente, minha filha, mas foi contratada não por essa razão mas porque o seu perfil se adequa ao cargo", justificou o administrador. Quanto ao genro Leandro Martins, foi contratado "como técnico operacional e desempenha funções de electricista".
A filha de José Ramos trabalhava na PT e o genro era empresário em nome individual. "Em termos financeiros, talvez tenham ficado a perder. Ganhos, se existem, será apenas por a família estar reunida", considera José Ramos.
 
Parte da crónica de Alberto Gonçalves no DN, hoje:

Uma coisa em forma de país

A cada ano, a ASAE custa directamente ao Estado 21 milhões de euros, sem falar no prejuízo indirecto para o Estado e para os cidadãos resultante das empresas que essa prestimosa entidade faliu ou ajudou a falir. Fechar a própria ASAE seria, então, uma medida relevante no corte da despesa a que o Governo se comprometeu. Em vez disso, o Governo mantém a ASAE e acrescenta-lhe o Fundo Sanitário e de Segurança Alimentar (FUSSA?), uma curiosa metástase daquela e um pretexto para aplicar nova taxa às lojas com mais de dois mil metros quadrados que vendam comida. Naturalmente, o preço final do saque cairá em cima dos consumidores, que se dividem entre os que aplaudem os redobrados cuidados estatais com o seu bem-estar e os que já começam a achar preferível entregar o salário aos carteiristas do Metro. Uns merecem pagar tudo; os outros merecem pena. Ainda que não tanta pena quanto a suscitada pelos contribuintes do norte e centro europeus, os quais, a bem ou, crescentemente, a mal, patrocinam a reforma desta fatalidade irreformável a que se teima chamar um país.

Mais um roubo aos contribuintes portugueses, em nome de uma "FUSSA" obscura e que ninguém sabe bem para que vai servir. Não deixa de ser irónico que esta medida venha de um ministério tutelado pelo CDS, que tanto se insurgiu no passado contra a ASAE.

Seria interessante questionarmos se até à entrada em vigor da FUSSA andámos a comer alimentos sem qualquer cuidado de higiene.

Eu por mim, dispenso esta FUSSA, a ASAE, e outras porcarias sorvedoras de impostos, prefiro correr o risco de 0,1% do que eu como poder não cumprir as apertadíssimas regras higiénicas estabelecidas pela UE, do que andar a sustentar estes organismos. Não me importo de comer num estabelecimento que confecciona os alimentos que vende com uma colher de pau, em casa faço o mesmo.

Se não dermos conta do Estado "social", o Estado "social" dará conta de nós
Em nome da "igualdade", o Tribunal Constitucional vetou a supressão dos subsídios de férias e Natal dos funcionários públicos (ainda que não tenha vetado, em nome do mesmo princípio, a média salarial do sector). Confrontado com isto, Pedro Passos Coelho percebeu num ápice a oportunidade de aplicar um imposto aos subsídios de quem trabalha no "privado". Valeu-nos, momentaneamente, a "troika": o chefe de missão local do FMI, por exemplo, explicou que as medidas "compensatórias" devem vir do lado da despesa e não da receita. Mas nem a "troika" nos vale, já que o Governo, como todos os governos, decidiu então reduzir a única despesa que não cessa de encolher: a nossa. Se não fica bem inventar novos impostos, espremem-se os velhos.
O truque, aliás habitual, chega tipicamente disfarçado de "combate à evasão fiscal". Desde tempos imemoriais, ou há cerca de uma década, que os governos da pátria combatem essa entidade maligna, sob o argumento de que se os contribuintes em falta pagarem o que devem, os contribuintes ordeiros pagarão menos. Você paga menos? Eu, que mantenho as minhas relações com o fisco num rigor próximo do masoquismo, não pago menos. Pelo contrário. Muito pelo contrário.
Em artigo no "Jornal de Negócios", Camilo Lourenço lembra o óbvio: quanto mais o Estado arrecada, mais gasta. Por diferentes palavras, a "justiça fiscal" não passa de propaganda, por definição destinada a enfeitar o abuso que constitui o modus operandi das quadrilhas, perdão, dos senhores que nos tutelam. É por isso que embora em teoria ofenda ver os representantes da hotelaria e restauração prometerem revoltar-se contra a anunciada obrigatoriedade da "facturinha", na prática a atitude consola.
No contexto actual, não existe nenhuma razão que legitime a transferência, até ao último cêntimo possível, do dinheiro ganho pelo proprietário de um café para um Estado calão e trapaceiro. Mesmo que o primeiro esbanje irresponsavelmente o que lhe pertence, o segundo arranjará sempre maneira de esbanjar pior o que retira aos outros. Chegámos assim ao ponto em que um Estado indigente é capaz de ser a única hipótese para termos um país remediado, na economia e na moral. Por azar, a hipótese é remota.

Começo a achar que isto só lá vai com a desobediência fiscal, no dia em que uns 5/10% da população portuguesa começar a recusar pagar os seus impostos. Tal podia começar já, com a recusa do sector da restauração em passar facturas por cada café vendido. Eu por mim, agradecerei sempre que não me passarem factura, dispenso a pequena contribuição em descontos no IRS que o Estado me pagará por ser bufo.
 
Quanto mais o Estado tem, mais gasta.

Muitos cafés e restaurantes já estão na corda bamba. Se este policiamento fiscal absurdo avançar, então é o fim.

Cada vez mais está provado que este Governo não nos serve, mas a alternativa, o PS, é ainda mais sinistra. O Estado tem défice porque quer.

Nestes anos todos poderia ter resolvido o problema TAP tendo em visto uma melhor solução para todos os portugueses. Mas não resolveu, isto está tudo minado com pequenas guerras a pressionar para um Novo Aeroporto, pois tanto gente do PSD como do PS participou na compra de terrenos na zona de Alcochete, segundo consta o PS através de um fundo de investimento ligado a Capoulas Santos, o PSD através do BPN e da SLN.

Nestes anos todos poderia ter vendido as Pousadas de Portugal e da Juventude que não estão localizadas em monumentos nacionais.

Poderia ter cortado o dinheiro a fundações que não prestam serviço público essencial, como o Inatel.

Poderia ter acabado com a multiplicação de serviços nas câmaras municipais, via empresas municipais, ou multiplicação via lojas do cidadão.

Enfim, poderia estar aqui a tarde toda a dar exemplos.

Sei que o Bispo das Forças Armadas é socialista, que estaria calado com um PS no poder, mas ele sabbe muito, muito mesmo, e quando vem dizer o que tem dito sabe por que o faz.

O guião parece escrito por um qualquer autor de teorias da conspiração, tira-se de cena um homem disposto a salvar o euro e a ser candidato pela França, o DSK, com um escândalo de cama. Mete-se um pau mandado dos EUA.

http://www.dn.pt/inicio/globo/interior.aspx?content_id=2680064&seccao=Europa

O FMI pelos vistos vai cortar as asas à Grécia já em Setembro.

Entretanto a campanha pela queda da Síria está ao rubro, com a CNN ou a BBC a darem informações que são desmentidas pelas cadeias de televisão russas. A BBC até já publicou fotos falsas sobre um massacre que afinal não ocorreu. Porquê? Em nome do quê?

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Se a Grécia cair segurem os cintos de segurança.
 
A origem da dívida pública

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AVELINO DE JESUS

Entre 1995 e 2000, Portugal manteve uma dívida pública, em percentagem do PIB, substancialmente inferior à média da europa. O grande salto para o endividamento faz-se no período 2000 a 2008, antes da crise internacional.
Corre por aí uma lengalenga de embalar: o grande endividamento público português teria resultado da necessidade de responder à crise internacional. O "mau comportamento" dos agentes privados (banca incluída) provocou a crise à qual os poderes públicos acorreram, aumentando a despesa e dívida públicas para suportar os encargos sociais acrescidos pela crise e estimular a economia. Estaria aí a explicação para o crescimento desmesurado da dívida.
Esta explicação para o enorme endividamento público não é correcta, nem para Portugal nem para a Europa em geral. Mas, se para a Europa os números parecem ilustrar a narrativa – obrigando a uma refutação mais demorada - para Portugal nem isso. No caso da Europa, em geral, houve um fraco crescimento da dívida pública entre 2000 e 2008 e uma aceleração evidente entre 2008 e 2011; por sua vez, a dívida privada conheceu uma enorme aceleração no período de 2000-2008, o que parece justificar a narrativa que propõe uma relação causal entre as duas dívidas. Os números parecem ilustrar a enganosa interpretação. O aumento do peso da dívida pública arranca em 2008 (crescimento de 0,5% em 8 anos, em 2000-2008, contra 39,0% em 3 anos, em 2008-2011). Já o arranque decisivo do peso da dívida privada dera-se no período 2000-2008 (crescimento de 43,4% em 8 anos).
Mas, observemos de perto: de onde veio o endividamento privado no período 2000-2008? Não ocorreu por geração espontânea, mas teve origem nos incentivos, nas garantias, nas políticas públicas de promoção de aquisição generalizada de propriedade imobiliária com forte e diversificado suporte público. (No limite a própria baixa dos juros que suportaram este endividamento privado foi ajudada pelo laxismo do BCE que aceitou, nas mesmas condições, colaterais para os créditos das mais diversas origens e qualidades.)
Mas o caso português deve ser destacado. Em Portugal, houve um aumento autónomo da despesa pública que não foi provocado pela despesa privada e pela crise. O fenómeno verificado na Europa também se verificou aqui, mas ele sobrepõe-se, acumula com um anterior e enorme crescimento da dívida pública. O grande arranque da dívida pública portuguesa dá-se a partir de 2000 e não apenas, como na Europa, após 2008. Só em Portugal (42,1% contra 40,8%) e Alemanha ( 10,8% contra -5,9%) o crescimento do peso da dívida pública foi superior ao da dívida privada. Em média, na União Europeia a diferença foi abissal; 0,5% contra 43,4%.
Na Europa, o crescimento da dívida pública em 2008-2011 parece ser consequência da dívida privada de 2000-2008. Mas em Portugal há uma autonomia clara do crescimento da dívida pública que vem de 2000-2008. Entre 1995 e 2000, Portugal manteve uma dívida pública, em percentagem do PIB, substancialmente inferior à média da Europa. O grande salto para o endividamento faz-se no período 2000 a 2008, antes da crise internacional. Em 1995, só 4 países tinham dívidas mais baixas do que o nosso país. Em 2000, Portugal tinha das dívidas mais baixas; só 3 países (Irlanda, Reino Unido e Finlândia) tinham valores inferiores. Em 2008, só 3 países (Grécia, Itália e Bélgica) tinham valores superiores. Nenhum país conheceu neste período maior acréscimo do peso da dívida. Neste período, metade dos países conheceram decréscimos. Tivemos um acréscimo de 42,1% contra uma média de apenas 0,5% em média na Europa. Já no período pós-crise, embora Portugal esteja entre os países que mais viu crescer a dívida, a diferença é menos marcante; tivemos um acréscimo de 50,6% contra uma média de 39% e 3 países (Irlanda, Espanha e Reino Unido) conheceram um crescimento maior.
A narrativa que atribui à crise o insuportável endividamento publico português não é apenas uma atrevida e errónea interpretação do passado. Ela serve o desígnio de alimentar a insistência nos mesmos erros de política económica que nos trouxeram à desgraçada situação de falência: sempre mais dívida, agora trasvestida de euro-obrigações, obrigações de projecto, acréscimo de créditos e de massa monetária do BCE e o mais que por aí circula loucamente. Justifica-se, assim, duplamente a sua refutação.

NEGÓCIOS on line
 
Ministro Portas: Um chorrilho de mentiras e falácias

Winston Churchill, Primeiro-ministro do partido conservador inglês, durante a 2ª Guerra Mundial, foi um dos principais impulsionadores do conceito de Serviço Nacional de Saúde. Ou seja, em tempo de guerra ou crise, quando as dificuldades caem sobre toda a sociedade, e em particular sobre os mais pobres, é quando mais se justifica o Serviço Nacional de Saúde.
Em Portugal, em tempo de crise e alta do desemprego, é quando o governo do capital financeiro, está a acabar com o Serviço Nacional de Saúde.
Privatiza o serviço público, tira direitos aos utentes, e persegue médicos e enfermeiros.
Mas a selvajaria é visível em todas as áreas do governo. O Ministro Portas, no intervalo das viagens, desceu à terra e abriu a boca para atacar os funcionários:
1ª falácia - "a dívida é pública"
2ª falácia - "portanto a culpa é do Estado"
3ª falácia - "portanto os funcionários é que devem pagar a dívida"
Primeiro: a maior parte da dívida é privada, e no entanto os contribuintes é que a estão a pagar.
Segundo: a culpa pela dívida do Estado, só pode ser imputada aos criminosos que o Bloco Central nomeia para arruinar o Estado.
Terceiro: a dívida do Estado é da nação que elegeu os gestores políticos corruptos e criminosos, e não dos funcionários públicos, como é evidente.
E é este bandalho que negociou os submarinos e os carros de combate Pandur, entre muitos outros embustes que apadrinhou (procurem no google "pandur portas" para ficarem com os cabelos em pé). Cada frase que o bandido profere, é um chorrilho de mentiras e falácias. Sem contraditório. Sem ninguém que lhe pregue com um pano encharcado naquelas ventas de aldrabão.

Mais Évora


A maior parte da dívida é privada? Será? Não sei... A dívida das empresas municipais, empresas públicas e PPP's está contabilizada como dívida de privados... portanto a verdadeira dívida pública portuguesa ninguém sabe ao certo, e muito provavelmente a verdade é que a dívida privada é inferior à pública. Mas também quem promoveu grande parte da dívida privada? Não foi o Estado português ao renegar a existência de um mercado de arrendamento em Portugal? Grande parte da dívida privada deve-se ao crédito à habitação!
 
Era mais ao menos que isto se esperava...

ppp-encargos-longo-prazo.jpg


http://networkedblogs.com/ArYPa

Parece que a negociação vai permitir ao Estado poupar mil milhões... uma gota de água, portanto.

Sucede que o Estado poderia cercar estas parcerias público-privadas e abrir uma caixa de Pandora. Poder-se-ia investigar, por exemplo, como foram obtidas as previsões de tráfego para as SCUT's. Em Portugal há pelo menos 9 auto-estradas com tráfego bem inferior ao necessário para justificar a sua construção. Se se provasse que as previsões de tráfego foram viciadas tendo em vista justificar a construção dessas auto-estradas e rendimentos mais elevados para as empresas privadas que participam nas parcerias então haveria outra margem para negociar ou rasgar os contratos. Sucede que não há vontade política nem aparelho de Justiça que permita uma operação destas. E pior, nem sociedade civil que o reclame.
 
Mais de 15000 professores do quadro sem horário... tá a engrossar as fileiras do desemprego....

A natalidade baixou muito nos últimos 20 anos logo o número de alunos está a baixar imenso e não é de agora! Para além disso a reforma de David Justino no Ensino Secundário matou muitas disciplinas como a Química ou a Física no 12.º ano, e ainda as Técnicas, foi uma redução brutal do número de disciplinas no Ensino Secundário! Mas nas PPP's não cortam...
 
Olha o email recebido hoje (desconheço se é recente ou não)...:D

"
NÃO SÃO ELES QUE ESTÃO MAL .......MAL ESTAMOS TODOS ....AGORA
ARRANJA-ME LA UM EMPREGO NO METRO ...POR FAVOR ...




Deviam ter vergonha quando fazem greve, e deixam sem
transporte, milhares de trabalhadores que ganham o salário mínimo e não têm
poder de reivindicação. Pagam o passe mensal para lhes encher os bolsos e
ficam à mercê destes seres que afundam o país a cada dia que fazem greve. *
*

* Reenvio conforme recebi* ****

*Estes são os salários dos funcionários do Metro de Lisboa:*****

Secretária de Administração *€3.753,59** *****

Mestre Serralheiro *€2.969,30*****

Maquinista de manobras *€2.785,17*****

Maquinista *€2.587,25*****

Fiscal *€2.020,66*****

Motorista *€1.939,09*****

Agente trafego *€1.642,41*****

Desenhador *€1.547,09*****

Auxiliar *€1.476,86*****

Os maquinistas ainda recebem um subsidio que varia entre 317 e 475,50 euros
para abrir e fechar as portas.****

Os maquinistas fazem 3 horas por dia de condução.****

Os funcionários do metro, à semelhança com o que acontece com os
funcionários da Carris e da Transtejo, quando se reformam têm uma pensão
que é igual à do último salário recebido no activo;****

Quando estão de baixa têm direito a médico ao domicílio e recebem 100% do
salário;****

Os Maquinistas têm direito a um subsídio por cada quilómetro percorrido,
mais 68 euros se não faltar mais de 5 horas e se não faltarem no mês todo
mais um prémio de 223 euros;****

Os empregados e reformados viajam gratuitamente, assim como os cônjuges, os
pais, filhos, enteados e irmãos que os trabalhadores tenham;****

Como resultado desta mamadeira, só no ano passado o prejuízo desta empresa
pública foi de 390 milhões de euros...****
"

O curioso é a lata que a esquerda Progressiva:lmao: tem ao defender estes "POBRES" trabalhadores mais os seus familiares e afins.
Realmente faria um bem ao país suspender a democracia durante 6 meses para colocar o país nos eixos.:assobio:
 
Por acaso sei que um dos maquinistas da linha do Algarve teve de pedir baixa médica porque tem problemas na coluna. É que as anteriores composições não permitiam ao condutor conduzir a composição sentado e o trajecto era feito em pé.
 
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