Mas... os portugueses não abrem empresas que interessem ao país! Não criam produtos que possam ser exportados ou substituir as exportações! Os portugueses abrem cafés, restaurantes, balcões de pão quente, lojas e lojinhas, superfícies de venda de móveis (importados) ou materiais para a casa, mercearias, etc.
Entramos numa farmácia, de onde vem a maior parte dos produtos cosméticos? Da França! Os móveis que se compram na Moviflor ou noutras lojas do género? De Espanha e de outros países europeus! Os detergentes que usamos em casa, de onde vêm! Até a maior parte da carne, peixe ou cereais que comemos vem do estrangeiro! Mais! Parte do pão que se vende nas grande superfícies é importado, sabiam? São massas congeladas importadas. De onde vêm a roupa? Até parte das marcas populares são espanholas, caso da Zara.
Por muito que se fale no sucesso das exportações, esse sucesso é pouco significativo. Em cerca de 1 milhão de empresas, só 18 000 exportam.
Há tempos estive em Itália, por todo o lado havia cartazes e outdors a apelar ao consumo de produtos italianos. Há imensas lojas de marcas italianas nas ruas, roupa feita em Itália, e na minha opinião a roupa italiana é a que tem mais qualidade em todo mundo, a roupa feita em Itália, sublinhe-se.
Ora precisamos de aumentar a produção para o mercado interno, para substituir as importações. Tal vai baixar muito o desemprego! Mas ninguém fala disto, aposto que a maior parte dos sociólogos, psicólogos, professores e afins que andam a manifestar-se querem emprego para a vida no Estado! Nunca os vi a pedir condições para investir, impostos mais baixos, Justiça mais célere, simplificação da burocracia, menos regulamentos absurdos, menos Estado.
Lamentavelmente, salvo excepções que se destacam nas universidades portuguesas e estrangeiras e no mundo empresarial, salvo essas excepções, a geração melhor preparada de sempre está a revelar-se também a mais incapaz, a mais inútil.
Não passamos a vida a venerar os estrangeiros, a lamber-lhes as botas. O caso Maddie foi uma vergonha para o nosso país. Os jornalistas portugueses falam melhor inglês e Françês do que Português basta ver os sites e ver bem o numero de erros de português que cometem. Ao contrário dos outros países em Portugal cria-se mais facilidades para os produtos estrangeiros entrarem do que para sairem porque logo á partida para serem exportados devido ao maior custo de produção esses produtos seriam mais caros, logo lá fora apenas são vendidos se for um produto que eles tenham em menor quantidade. EX: Cortiça
O que fizemos ao sector industrial do textil, simplesmente apontámos um tiro á cabeça deles, porque devido a um menor custo de produção, trabalho na maior parte escravo e copiando os modelos europeus, conseguem escoar os seus produtos porque são mais baratos que as marcas portuguesas.
EX: Mete um tubarão dentro de um aquário com outros peixes e vê o que acontece.
Para uma empresa poder ser competitiva não basta exportar lá para fora, tem que se ganhar o mercado interno, porque senão, quem vai conseguir vender esse produto lá fora.
Se o vinho do Porto não tivesse o reconhecimento que tem em Portugal, logo conseguia ser vendido lá fora. Cria um vinho chamado "Maria das Dores" e simplesmente exporta-o.
No caso Europeu se pagas a um trabalhador 3 ou 4 vezes mais do que em Portugal como é que consegue vender em Portugal esse produto mais barato? Dá que pensar não dá?
Antes que se pense em exportá-lo, em criar empresas, em investir, tem que pensar muito bem as politicas comerciais que existem em Portugal.
Queres saber mais, existem toneladas e toneladas de produtos que todos os anos vão para o lixo simplesmente por não se conseguir escoar os produtos portugueses simplesmente porque vamos sempre atrás do mais barato.
Temos é que criar condições para que os nossos produtos sejam melhores e mais baratos do que os estrangeiros, aumentar os salários dos mais pobres, criar a politica de "Cooperativismo" ou coisa do género ... estimular o consumo, rever quais as prioridades de exportação e onde se pode investir, mas ao mesmo tempo tem que ser um desenvolvimento sustentado, que foi o grande erro, que se fez em Portugal por exemplo.
Existem 2 milhões de casas á venda em Portugal, e porquê, porque fez-se uma corrida louca na construção á custa do crédito fácil, apenas por ganância ....
Para que vou construir 1 milhão de habitações se apenas existirem 200 000 potenciais compradores.
Está-se a pagar a factura do crédito fácil, crédito atrás de crédito leva á ruina as familias e pessoas, que muitas perderam tudo por abusarem dos créditos (crédito pra casa, credito pro carro, ect ... )