O Estado do País

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E pronto, mais um anúncio "secante" do Gaspar.

E novamente, só vejo aumento de impostos (escalões e sobretaxa) e nada de cortes significativos na despesa, que de acordo com o anúncio, ficam para o OE2014!!?

Ele ainda disse que "Paralelamente a este enorme aumento de impostos o Governo vai reduzir a despesa", mas não especificou nada...:huh:

Não há mesmo coragem para a tomada de verdadeiras medidas com vista à redução da despesa...
 
Até tenho medo de postar neste tópico :lol::lol:
Basicamente o Estado em si é uma espécie de entidade supervisora de um conjunto de empresas algo autónomas e que pertencem ao Estado. Como tal como supervisor é responsável pela contratação, despedimento de muitas pessoas (os chamados funcionários públicos) e tendo estas capacidades/funções não apenas a nivel de logistica documental do aparelho do estado, como também a nível industrial de gerar riqueza para o país e para melhorar a economia.
Contudo sendo as empresas do estado, todo o dinheiro de investimento nessas empresas proveniente de todos nós, todo o crédito que o estado possa pedir á UE ou aos bancos para financiar os seus investimentos, pode ser um capital risco, porque para investir é necessário quando em excesso grande quantidade de crédito, e ano após ano, ir contraindo desenfreadamente crédito acaba por descontrolar por completo as despesas e ao longo do tempo tornar o estado inviável, e pior .... deixar de ser cumpridor.
.....

Por vezes para criar riqueza será necessário investimento, existe um conjunto de grandes empresas multinacionais que hoje são extremamente ricas e continuam a contrair crédito.

A questão passa por definir vetores estratégicos onde investir, claro tudo é um risco, maior risco será ficar sem tomar medidas. Desta forma não se pretende o investimento em infa-estruturas mas sim directamente na produção de bens transacionáveis e de valor exportável.

Quanto a obras depende, temos de pensar naquelas que nos vão dar sustentabilidade, algumas nas áreas da energia, vejam o exemplo de espanha. Poderemos ter um agravamento na nossa factura energética o facto de Espanha estar a equacionar onerar as energias.

Não esquecer que algumas obras têm apoio comunitário a 85% depois ainda existe o retorno do iva que nestes programas penso ser 6%, depois a adicionar o emprego gerado e a receita fiscal como impostos de segurança social, IRC das empresas, IRS de trabalhadores, etc, faremos as contas e entra-se num super-ávit.

Obviamente não será a construir estádios ou outras obras desnecessárias e com custos operacionais, mas há algumas que valerão a pena.
 
Por vezes para criar riqueza será necessário investimento, existe um conjunto de grandes empresas multinacionais que hoje são extremamente ricas e continuam a contrair crédito.

A questão passa por definir vetores estratégicos onde investir, claro tudo é um risco, maior risco será ficar sem tomar medidas. Desta forma não se pretende o investimento em infa-estruturas mas sim directamente na produção de bens transacionáveis e de valor exportável.

Quanto a obras depende, temos de pensar naquelas que nos vão dar sustentabilidade, algumas nas áreas da energia, vejam o exemplo de espanha. Poderemos ter um agravamento na nossa factura energética o facto de Espanha estar a equacionar onerar as energias.

Não esquecer que algumas obras têm apoio comunitário a 85% depois ainda existe o retorno do iva que nestes programas penso ser 6%, depois a adicionar o emprego gerado e a receita fiscal como impostos de segurança social, IRC das empresas, IRS de trabalhadores, etc, faremos as contas e entra-se num super-ávit.

Obviamente não será a construir estádios ou outras obras desnecessárias e com custos operacionais, mas há algumas que valerão a pena.

Desenvolvimento sustentável, apoiado!

Agora.. é preciso é que o juro do crédito necessário (a esses X% não comparticipados) pela UE, não seja acima de 5%. E também é preciso que os portugueses prefiram mais obras públicas, em vez de reduzir impostos!
 
Obviamente não é o estado que tem ou deve criar emprego, mas tem o seu papel no meio social e economico, por exemplo numa questão destas poderá arranjar linhas de crédito em investimentos com viabilidade económica, redução de impostos aos investidores e mediante os postos de trabalho. Programas no IEFP de forma a capturar algum potencial humano existente com iniciativa para estas questões entre outras.

Tudo o que sirva para criar condições à criação de pequenas e médias empresas.

Mas... os portugueses não abrem empresas que interessem ao país! Não criam produtos que possam ser exportados ou substituir as exportações! Os portugueses abrem cafés, restaurantes, balcões de pão quente, lojas e lojinhas, superfícies de venda de móveis (importados) ou materiais para a casa, mercearias, etc.

Entramos numa farmácia, de onde vem a maior parte dos produtos cosméticos? Da França! Os móveis que se compram na Moviflor ou noutras lojas do género? De Espanha e de outros países europeus! Os detergentes que usamos em casa, de onde vêm! Até a maior parte da carne, peixe ou cereais que comemos vem do estrangeiro! Mais! Parte do pão que se vende nas grande superfícies é importado, sabiam? São massas congeladas importadas. De onde vêm a roupa? Até parte das marcas populares são espanholas, caso da Zara.

Por muito que se fale no sucesso das exportações, esse sucesso é pouco significativo. Em cerca de 1 milhão de empresas, só 18 000 exportam.

Há tempos estive em Itália, por todo o lado havia cartazes e outdors a apelar ao consumo de produtos italianos. Há imensas lojas de marcas italianas nas ruas, roupa feita em Itália, e na minha opinião a roupa italiana é a que tem mais qualidade em todo mundo, a roupa feita em Itália, sublinhe-se.

Ora precisamos de aumentar a produção para o mercado interno, para substituir as importações. Tal vai baixar muito o desemprego! Mas ninguém fala disto, aposto que a maior parte dos sociólogos, psicólogos, professores e afins que andam a manifestar-se querem emprego para a vida no Estado! Nunca os vi a pedir condições para investir, impostos mais baixos, Justiça mais célere, simplificação da burocracia, menos regulamentos absurdos, menos Estado.

Lamentavelmente, salvo excepções que se destacam nas universidades portuguesas e estrangeiras e no mundo empresarial, salvo essas excepções, a geração melhor preparada de sempre está a revelar-se também a mais incapaz, a mais inútil.
 
Mas... os portugueses não abrem empresas que interessem ao país! Não criam produtos que possam ser exportados ou substituir as exportações! Os portugueses abrem cafés, restaurantes, balcões de pão quente, lojas e lojinhas, superfícies de venda de móveis (importados) ou materiais para a casa, mercearias, etc.

Entramos numa farmácia, de onde vem a maior parte dos produtos cosméticos? Da França! Os móveis que se compram na Moviflor ou noutras lojas do género? De Espanha e de outros países europeus! Os detergentes que usamos em casa, de onde vêm! Até a maior parte da carne, peixe ou cereais que comemos vem do estrangeiro! Mais! Parte do pão que se vende nas grande superfícies é importado, sabiam? São massas congeladas importadas. De onde vêm a roupa? Até parte das marcas populares são espanholas, caso da Zara.

Por muito que se fale no sucesso das exportações, esse sucesso é pouco significativo. Em cerca de 1 milhão de empresas, só 18 000 exportam.

Há tempos estive em Itália, por todo o lado havia cartazes e outdors a apelar ao consumo de produtos italianos. Há imensas lojas de marcas italianas nas ruas, roupa feita em Itália, e na minha opinião a roupa italiana é a que tem mais qualidade em todo mundo, a roupa feita em Itália, sublinhe-se.

Ora precisamos de aumentar a produção para o mercado interno, para substituir as importações. Tal vai baixar muito o desemprego! Mas ninguém fala disto, aposto que a maior parte dos sociólogos, psicólogos, professores e afins que andam a manifestar-se querem emprego para a vida no Estado! Nunca os vi a pedir condições para investir, impostos mais baixos, Justiça mais célere, simplificação da burocracia, menos regulamentos absurdos, menos Estado.

Lamentavelmente, salvo excepções que se destacam nas universidades portuguesas e estrangeiras e no mundo empresarial, salvo essas excepções, a geração melhor preparada de sempre está a revelar-se também a mais incapaz, a mais inútil.

Não passamos a vida a venerar os estrangeiros, a lamber-lhes as botas. O caso Maddie foi uma vergonha para o nosso país. Os jornalistas portugueses falam melhor inglês e Françês do que Português basta ver os sites e ver bem o numero de erros de português que cometem. Ao contrário dos outros países em Portugal cria-se mais facilidades para os produtos estrangeiros entrarem do que para sairem porque logo á partida para serem exportados devido ao maior custo de produção esses produtos seriam mais caros, logo lá fora apenas são vendidos se for um produto que eles tenham em menor quantidade. EX: Cortiça

O que fizemos ao sector industrial do textil, simplesmente apontámos um tiro á cabeça deles, porque devido a um menor custo de produção, trabalho na maior parte escravo e copiando os modelos europeus, conseguem escoar os seus produtos porque são mais baratos que as marcas portuguesas.
EX: Mete um tubarão dentro de um aquário com outros peixes e vê o que acontece.

Para uma empresa poder ser competitiva não basta exportar lá para fora, tem que se ganhar o mercado interno, porque senão, quem vai conseguir vender esse produto lá fora.

Se o vinho do Porto não tivesse o reconhecimento que tem em Portugal, logo conseguia ser vendido lá fora. Cria um vinho chamado "Maria das Dores" e simplesmente exporta-o.

No caso Europeu se pagas a um trabalhador 3 ou 4 vezes mais do que em Portugal como é que consegue vender em Portugal esse produto mais barato? Dá que pensar não dá?

Antes que se pense em exportá-lo, em criar empresas, em investir, tem que pensar muito bem as politicas comerciais que existem em Portugal.
Queres saber mais, existem toneladas e toneladas de produtos que todos os anos vão para o lixo simplesmente por não se conseguir escoar os produtos portugueses simplesmente porque vamos sempre atrás do mais barato.

Temos é que criar condições para que os nossos produtos sejam melhores e mais baratos do que os estrangeiros, aumentar os salários dos mais pobres, criar a politica de "Cooperativismo" ou coisa do género ... estimular o consumo, rever quais as prioridades de exportação e onde se pode investir, mas ao mesmo tempo tem que ser um desenvolvimento sustentado, que foi o grande erro, que se fez em Portugal por exemplo.

Existem 2 milhões de casas á venda em Portugal, e porquê, porque fez-se uma corrida louca na construção á custa do crédito fácil, apenas por ganância ....

Para que vou construir 1 milhão de habitações se apenas existirem 200 000 potenciais compradores.

Está-se a pagar a factura do crédito fácil, crédito atrás de crédito leva á ruina as familias e pessoas, que muitas perderam tudo por abusarem dos créditos (crédito pra casa, credito pro carro, ect ... )
 
Isto da atribuição de crédito a pequenas e médias empresas, assim como o programa de contratação de pessoal com desemprego de longa duração, é mais complicado do que parece, nada passa do papel, senão vejamos:
- Último relatório, de número de empresas que aderiram ao programa de contratação de desempregados de longa duração: 80 (oitenta empresas) num milhão!
- Crédito a pequenas e médias empresas, ou como queiram chamar "micro-empresas"?! Não me façam rir.. A decisão é sempre dos bancos!! Ou seja, é mais fácil considerar projectos PIN a grandes empresas, que emprestar 2000eur a uma mercearia! Ponto final, meus amigos!
 
Mr Liu Gaspar... «Tell this people... money don't worry...» falando aos "zambianos"...

A dívida a vencer em 15 de outubro de 2015 somará 13,4 mil milhões de euros... :D

 
Editado por um moderador:
Isto da atribuição de crédito a pequenas e médias empresas, assim como o programa de contratação de pessoal com desemprego de longa duração, é mais complicado do que parece, nada passa do papel, senão vejamos:
- Último relatório, de número de empresas que aderiram ao programa de contratação de desempregados de longa duração: 80 (oitenta empresas) num milhão!
- Crédito a pequenas e médias empresas, ou como queiram chamar "micro-empresas"?! Não me façam rir.. A decisão é sempre dos bancos!! Ou seja, é mais fácil considerar projectos PIN a grandes empresas, que emprestar 2000eur a uma mercearia! Ponto final, meus amigos!

Os bancos, sempre os bancos, eles sabem muito, mesmo muito .... eles e as instituições de créditos. Mesmo em tempo de crise conseguem ter centenas nas de milhões de euros de lucro. Eles emprestam a quem lhes garanta lucro, cada um deles é mais trapaçeiro que o outro.
Isto é tudo uma grande máfia !

Se fosse mafioso já estaria rico ...... tanta gente que enriquece de forma muito duvidosa, com compras que ultrapassam em muito aquilo que ganham, e eu já conheci alguns.

O dinheiro compra tudo e todos, quantos ricos que estão nas cadeias portuguesas ??
 
D. José Policarpo diz-se "surpreendido" com a quantidade de dinheiro público transferido para as fundações. "Se o Estado gasta dinheiro nessas outras coisas, vai ter dificuldades naquilo que são as necessidades primárias e fundamentais da comunidade e que realmente lhe competem"

«Concordata entre a Santa Sé e Portugal»

Art. 26.º - Total isenção fiscal sobre rendimentos e bens da Igreja Católica, e dedução fiscal nos rendimentos dos ofertantes.
 
D. José Policarpo diz-se "surpreendido" com a quantidade de dinheiro público transferido para as fundações. "Se o Estado gasta dinheiro nessas outras coisas, vai ter dificuldades naquilo que são as necessidades primárias e fundamentais da comunidade e que realmente lhe competem"

«Concordata entre a Santa Sé e Portugal»

Art. 26.º - Total isenção fiscal sobre rendimentos e bens da Igreja Católica, e dedução fiscal nos rendimentos dos ofertantes.

Como uma verdade deve ser observada tendo em conta o seu contexto...:
"...
Artigo 26

1. A Santa Sé, a Conferência Episcopal Portuguesa, as dioceses e demais jurisdições eclesiásticas, bem como outras pessoas jurídicas canónicas constituídas pelas competentes autoridades eclesiásticas para a prossecução de fins religiosos, desde que lhes tenha sido reconhecida personalidade civil nos termos dos artigos 9 e 10, não estão sujeitas a qualquer imposto sobre:

a) As prestações dos crentes para o exercício do culto e ritos;
b) Os donativos para a realização dos seus fins religiosos;
c) O resultado das colectas públicas com fins religiosos;
d) A distribuição gratuita de publicações com declarações, avisos ou instruções religiosas e sua afixação nos lugares de culto.

2. A Santa Sé, a Conferência Episcopal Portuguesa, as dioceses e demais jurisdições eclesiásticas, bem como outras pessoas jurídicas canónicas constituídas pelas competentes autoridades eclesiásticas para a prossecução de fins religiosos, às quais tenha sido reconhecida personalidade civil nos termos dos artigos 9 e 10, estão isentas de qualquer imposto ou contribuição geral, regional ou local, sobre:

a) Os lugares de culto ou outros prédios ou parte deles directamente destinados à realização de fins religiosos;
b) As instalações de apoio directo e exclusivo às actividades com fins religiosos;
c) Os seminários ou quaisquer estabelecimentos destinados à formação eclesiástica ou ao ensino da religião católica;
d) As dependências ou anexos dos prédios descritos nas alíneas a) a c) a uso de instituições particu1ares de solidariedade social;
e) Os jardins e logradouros dos prédios descritos nas alíneas a) a d) desde que não estejam destinados a fins lucrativos;
f) Os bens móveis de carácter religioso, integrados nos imóveis referidos nas alíneas anteriores ou que deles sejam acessórios.

3. A Santa Sé, a Conferência Episcopal Portuguesa, as dioceses e demais jurisdições eclesiásticas, bem como outras pessoas jurídicas canónicas constituídas pelas competentes autoridades eclesiásticas para a prossecução de fins religiosos, desde que lhes tenha sido reconhecida personalidade civil nos termos dos artigos 9 e 10, estão isentas do imposto de selo e de todos os impostos sobre a transmissão de bens que incidam sobre:

a) Aquisições onerosas de bens imóveis para fins religiosos;
b) Quaisquer aquisições a título gratuito de bens para fins religiosos;
c) Actos de instituição de fundações, uma vez inscritas no competente registo do Estado nos termos do artº 10.

4. A autoridade eclesiástica responsável pelas verbas que forem destinadas à Igreja Católica, nos termos do artigo seguinte, está isenta de qualquer imposto sobre essa fonte de rendimento.

5. As pessoas jurídicas canónicas, referidas nos números anteriores, quando também desenvolvam actividades com fins diversos dos religiosos, assim considerados pelo direito português, como, entre outros, os de solidariedade social, de educação e cultura, além dos comerciais e lucrativos, ficam sujeitas ao regime fiscal aplicável à respectiva actividade.

6. A República Portuguesa assegura que os donativos feitos às pessoas jurídicas canónicas, referidas nos números anteriores, às quais tenha sido reconhecida personalidade civil nos termos desta Concordata, produzem o efeito tributário de dedução à colecta, nos termos e limites do direito português.
..."

Texto da nova concordata de 2004

Há uma evidente separação entre o que é estritamente religioso e o que não o é.
Se há intuito comercial deve ser taxado como tal.
Se o não é, 2 estados soberanos acordaram entre si que, nesse caso, não há lugar a impostos.
Os padres, diáconos, bispos e outros que, directamente, dependem financeiramente da Igreja portuguesa e que daí tenham o seu salário, são sujeitos a impostos como qualquer um.
Já os donativos, por exemplo, não são sujeitos a tal.
 
A dívida a vencer em 15 de outubro de 2015 somará 13,4 mil milhões de euros... :D
Agreste, estás a referir-te à divída portuguesa?

Estas contas a cair ao colo do governo...haverá dinheiro para as pagar? Ou será GERIR?
Vamos fazer auto-estradas, eólicas, escolas luxuosas, obras e mais obras...a conta?! Depois mandem que alguém paga!

Oh, estou sempre a repetir-me. Com um nome tão aristocrático, vou passar a ser taxado como milionário...Tou tramado!:D

Não ando a fazer o papel de advogado do governo, também não gosto de algumas opções fiscais\económicas e por vezes políticas (forma de encarar a política com os cidadãos). Agora, o que se passa é que vejo uma brutal luta contra medidas que considero essencial a sairmos deste pântano.

Eu não fico indiferente ao sofrimento de muitas pessoas. O que não suporto é que muitos dos que mais se queixam são precisamente aqueles que mais abusaram\abusam do sistema. Porque os que mais sofrem, são frequentemente os que menos voz tem na comunicação social, são os verdadeiros pobres...porque pobres de espírito são em abundância.

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Vince, o teu post é muito mas muito bom. Sintetizaste muito daquilo que espelha a realidade atual, e permite vislumbrar a saída (distante) desta crise. Ah...e bons gráficos (contra factos não há argumentos).
 
O cúmulo do ridículo, talvez influência de um dos mais inenarráveis representantes do parlamento, um bobo da corte sentado ao lado da senhora e que provavelmente lhe soprou a pergunta aos ouvidos... um tal de Amorim, que é depois o único que se ri da pergunta que mandou fazer por outra pessoa.

Uma ofensa ao estatuto da assembleia da república e todos os deputados, a senhora deve desconhecer a própria condição de independência que lhe permite estar sentada naquela sala. A troika paga o funcionamento da democracia, dos deputados, das moções de censura... a troika paga tudo e manda falar que quer... os deputados simplesmente lêem papeis...

 
Editado por um moderador:
Um país contra os impostos​

Ao longo do último ano os portugueses declararam-se nas mais diversas manifestações públicas contra o aumento das taxas moderadoras na saúde, contra a privatização da RTP, contra o corte de salários dos funcionários públicos, contra o encerramento da Maternidade Alfredo da Costa e outros serviços hospitalares, contra o encerramento de escolas, contra o aumento do número de alunos por turma, contra o despedimento de professores contratados, contra cortes no subsídio de desemprego, contra cortes no rendimento mínimo, contra cortes no investimento público, contra a falta de apoios às empresas, contra o encerramento de Fundações na área da cultura e contra a austeridade porque causa efeito recessivo. Em suma, os portugueses não estão dispostos a abdicar do seu Estado Social. E também não estão dispostos a pagar os impostos necessários para sustentar o Estado Social. Há em Portugal um largo consenso contra aumentos de impostos. O Estado Social é bom enquanto for pago por défices, quando é preciso pagá-lo com impostos já não pode ser.

link: http://blasfemias.net/2012/10/04/um-pais-contra-os-impostos/

resume bem a coisa.
 
Agreste, estás a referir-te à divída portuguesa?

Estas contas a cair ao colo do governo...haverá dinheiro para as pagar? Ou será GERIR?
Vamos fazer auto-estradas, eólicas, escolas luxuosas, obras e mais obras...a conta?! Depois mandem que alguém paga!

Oh, estou sempre a repetir-me. Com um nome tão aristocrático, vou passar a ser taxado como milionário...Tou tramado!:D

Não ando a fazer o papel de advogado do governo, também não gosto de algumas opções fiscais\económicas e por vezes políticas (forma de encarar a política com os cidadãos). Agora, o que se passa é que vejo uma brutal luta contra medidas que considero essencial a sairmos deste pântano.

Eu não fico indiferente ao sofrimento de muitas pessoas. O que não suporto é que muitos dos que mais se queixam são precisamente aqueles que mais abusaram\abusam do sistema. Porque os que mais sofrem, são frequentemente os que menos voz tem na comunicação social, são os verdadeiros pobres...porque pobres de espírito são em abundância.

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Vince, o teu post é muito mas muito bom. Sintetizaste muito daquilo que espelha a realidade atual, e permite vislumbrar a saída (distante) desta crise. Ah...e bons gráficos (contra factos não há argumentos).

O problema do nosso país tem sido a politica do governo dos nosso país, e a força dos sindicatos mais fortes, que conseguiram ao longo dos anos esticar a corda entre os salários mais altos e os mais baixos.
Alguém vê algum sindicato na comunicação social daqueles que ganham 500 euros mensais, ou das reformas de 300 euros que são bem mais do que alguns pensam.
As reformas vitialicias, as rescisões milionárias, ect ... davam para fazer os salários dos verdadeiros pobres subirem no minimos uns 50 a 100 euros.
Por isso já se torna insuportável passar o tempo a ver os professoresa, médicos, ect .... passarem o tempo a queixarem-se !
Os salários mais baixos andam no salário minimo e muitos deles nem subsidio de alimentação têm.
Ah e tal baixem os impostos ás empresas, ect .... acho bem, mas ao mesmo tempo as empresas teriam que subir aos funcionários, porque são esses que fazem as empresas. Tudo o que uma empresa pode facturar depende do trabalho deles,. porque são eles os verdades criativos, os verdadeiros criadores da riqueza mas desde sempre a riqueza criada foi sempre mal distribuida é uma vergonha, e os salários mais altos existem mas em sectores que não consiste em criar matéria prima em grande parte.

Ah tal, em Portugal produz-se pouco, o que se produz pouco é que temos poucas empresas face ao necessitado. Nada a haver com o trabalho de cada pessoa até porque em Portugal trabalha-se mais horas do que lá fora e para ganhar 4 vezes do que lá fora.

Tinha uma colega minha que até tinha um trabalho porreiro, mas ganhava 600 euros mensais. Agora foi lá para fora, fazer um trabalho que em Portugal pagam o salário minimo (450 euros ou menos) e agora lá ganha 2200 euros.

Certamente que lhe deram um curso, e mais 4 braços extras.

temos os gestores mais bem pagos da europa em determinados sectores e contudo temos os piores ordenados.

Os mais pobres são vistos pelos ricos como " Aqueles que servem para lhes limpar a m**** " desculpem a expressão.

Dia de Natal estão abertos ?
 
PPP's??? Não há renegociação nenhuma, não há cortes nenhuns, tudo não passa de uma aldrabice do Gaspar.

«Da subconcessão deixam de fazer parte as construções, ainda não iniciadas, dos lanços da variante de Olhão, de Luz de Tavira, de Odiáxere (Lagos), e da variante à EN2 entre Faro e S. Brás de Alportel.»

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