O Estado do País

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Se disseres que um Presidente da República ou um Primeiro Ministro devem ir para cerimónias oficiais ou para visitas de Estado em carros bons ainda aceito, agora não percebo qual seria o mal de um membro de um partido político se dirigir para esses locais de transporte público, ou num Renault 5, ou melhor ainda, no seu próprio carro.

Quanto à notícia, é apenas um fait-dîvers, amplificado pelas desastrosas declarações dos dirigentes do PS.

Não disse que não será possível, até existiu um ministro que chegou de vespa, e não lhe caiu nenhum braço.

Mas não existe lógica nenhuma utilizar esses transportes para demonstrar ser poupado. Além disso pode descredibilizar um pouco o país.

E não significa que podem ser um pouco contidos, dou um exemplo:

Contrato de governo Sócrates "Renting" por um número inexplicável de veículos, que teriam de ser substituídos por outros da mesma gama ao fim de um curto espaço de tempo e que no Governo do Coelho renegociaram para receber menos alguns veículos.

Como é obvio os primeiro fizeram um contrato ruinoso ou outros pouco fizeram ou não lhes interessou fazer mais. Bastaria negociar (até admito pagarem mais um pouco) e comprarem veículos para as forças armadas, polícias, etc, que têm um parque automóvel com necessidade de ser renovado anualmente.
 
Álvaro propôs IRC à irlandesa

Ministro da Economia defendeu taxa reduzida para novos investimentos estrangeiros. Gaspar resistiu, mas aceitou apresentar a proposta à troika na próxima revisão. Subsídios de desemprego e doença levam corte de 6% e 5%
O ministro da Economia levou ao Conselho de Ministros uma proposta arrojada para captar investimento estrangeiro. Álvaro Santos Pereira defendeu a redução do IRC para novos investidores de fora do país, com uma taxa que podia até ser mais baixa do que os 12,5% da Irlanda. Mas enfrentou reticências por parte do ministro das Finanças, preocupado com o impacto da medida na receita fiscal e duvidando da sua aceitação por Bruxelas.

Depois de dois debates, nos conselhos de ministros desta semana, chegou-se a um consenso: a medida vai ser discutida em conjunto com a troika, na próxima avaliação do memorando.

A medida, proposta por Álvaro Santos Pereira no âmbito de um pacote de incentivos ao investimento e criação de emprego, havia sido discutida com os parceiros sociais nas semanas anteriores. E contou com apoios de vários ministros dentro da coligação, até mesmo do CDS, sensíveis a um dos principais ar_gumentos a favor da medida: embora torne mais ligeiras as obrigações fiscais de algumas empresas, permite o alargamento da base de tributação, pelo que poderia haver ganhos em termos de receita e de criação de emprego. Actualmente, a taxa normal de IRC em Portugal é de 25%, mas com a derrama estadual pode ir até 31,5% (ver quadro).

Esta foi apenas uma das ideias que Álvaro Santos Pereira apresentou aos outros ministros, num momento de tensão elevada no Executivo. «Havia várias medidas com sentido» , avançou ao SOL um governante. Santos Pereira marcou pontos, num momento difícil em que a remodelação volta às primeiras páginas – de novo com o seu nome incluído.

Na segunda-feira, dia da entrega do Orçamento, o ministro deve apresentar outras medidas sectoriais de estímulo à competitividade, quer no que respeita ao turismo, quer de apoio à criação de emprego jovem.

Cortes nos subsídios
O debate no Conselho de Ministros que aprovou o OE-2013 também aqueceu devido a um dossiê sensível: as prestações sociais. Vítor Gaspar, na apresentação das linhas gerais do Orçamento, na semana passada, já havia indicado que esta rubrica seria um dos principais alvos, no âmbito do programa de redução da despesa em quatro mil milhões de euros, a apresentar à troika nas próximas avaliações.

E a necessidade de reduzir os gastos com apoios sociais acentuou-se com a antecipação de parte desse programa. As alterações já aprovadas pelo Governo – incluindo um corte no subsídio de desemprego – vão ser hoje apresentadas aos parceiros sociais, na reunião de Concertação Social que deve contar com a presença do primeiro-ministro. Segundo apurou o SOL , uma nova contribuição forçará reduções de 6% no subsídio de desemprego e de 5% no de doença.

Uma vez que a opção é reduzir a despesa de forma acentuada, foi inevitável cortar mais nas reformas, que representam quase 70% dos gastos com prestações sociais. O Governo deverá fazer um corte entre 3,5% e 10% nas pensões acima de 1.350 euros, quando o anterior patamar era de 1.500 euros.

Qualquer corte nos gastos com prestações sociais terá de passar necessariamente por estes dois pontos, diz ao SOL o economista Fernando Ribeiro Mendes, ex-se_cre_tário de Estado da Segurança Social. «Nos pensionistas de rendimentos mais elevados não há grande margem para mexer, pelo que terá de haver uma alteração da fórmula de atribuição das prestações» , explicou.

Fonte: Sol

A ver vamos o que diz a Troika.
 
Isso é uma forma de pirataria. Os únicos postos de trabalho que serão criados serão os testas de ferro que darão a cara pelo desfalque.
 
Álvaro dos Santos Pereira pode não ter «imagem» nem simpatia dos jornalistas, mas é um dos melhores ministros deste Governo. E seria certamente melhor Ministro das Finanças que Vítor Gaspar.
 
Se disseres que um Presidente da República ou um Primeiro Ministro devem ir para cerimónias oficiais ou para visitas de Estado em carros bons ainda aceito, agora não percebo qual seria o mal de um membro de um partido político se dirigir para esses locais de transporte público, ou num Renault 5, ou melhor ainda, no seu próprio carro.

Quanto à notícia, é apenas um fait-dîvers, amplificado pelas desastrosas declarações dos dirigentes do PS.

Segundo reportagens que, segundo penso, até circulam pelo YouTube, nos países nórdicos fica «mal» um político ir de carro para o trabalho. Por isso muitos optam pela bicicleta ou pelo transporte público.
 
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Forte essa imagem...;)

Alguém tem de liderar o país nestas circunstâncias, péssimas por sinal.

Faz-me lembrar a história do comandante que, no meio de enorme tempestade e sem saber o que fazer, abandona o barco e deixa-o à deriva. Alguém chama a si a condição de novo comandante para tirar o barco da tempestade.
Esse alguém é um mal amado porque, aos olhos dos outros passageiros e tripulantes que ficaram no navio, não sabe o que faz e só nos sabe levar por maus caminhos.


Esse alguém está agora a comandar os nossos destinos. Pode não ser o melhor mas avançou para liderar e, se os há, ninguém mais capacitado se apresentou para a tarefa.

Chamam ladrões?
De muitos temos contas bancárias rechonchudas, indecentes, comportamentos manifestamente arrogantes após a passagem pelo poder político.
Destes, quem o poderá afirmar peremptoriamente que assim é?

Vai custar muito levar a bom termo este nosso "barco", mas no meio da tempestade temos também nós de saber ajudar.

E mesmo que como eu votei neles, de uma coisa estou seguro: não me calo perante os erros ou injustiças que possam cometer e entendo como benéfico a manifestação do povo descontente - não nos podemos dar ao luxo de não protestar se assim o entendermos útil.

O que não podemos é fazer parte do ridículo de entrar na crítica fácil e no protesto oco que vagueia em força por aí.

Hajam ideias úteis e que cada um de nós contribua de forma positiva para sairmos da crise.
Senão a nossa luta é inconsequente, como muitas vozes que trovejam por aí mas que nada significam para o bem comum...
 
compreendo o que foi escrito caro Aristrocata

o que mais me entristece é que esta carga fiscal sobre todos nós não vai resolver nada e só serve para ficarmos com uma depressão
andamos aqui todos a lutar pelo básico,fazendo enormes sacrifícios e tudo isto em vão

como já foi dito mais atrás, este modelo não serve .

Há que repensar novas medidas para libertar a economia e as pessoas desta asfixia de impostos
 
A dívida dos portugueses ao Estado "não existe", diz historiadora



A historiadora Raquel Varela, coordenadora do livro "Quem Paga o Estado Social em Portugal", refere um estudo que conclui que a dívida dos portugueses ao Estado "não existe".

A dívida dos portugueses ao Estado "não existe", diz historiadora
Paga-se mais do que se recebe do Estado


Segundo a historiadora, trata-se de um estudo científico que prova, através de um modelo matemático que os trabalhadores "pagam o suficiente para todos os gastos sociais do Estado". De acordo com Raquel Varela, "na maioria dos anos os trabalhadores até pagam a mais, apesar de o Governo nunca ter prestado contas".

O livro, que é apresentado, esta sexta-feira, refere que a "crise põe a nu as contradições do sistema capitalista" e que foram usados na investigação dados fornecidos pelo Instituto Nacional de Estatística e Eurostat.

"Usamos dados que têm a ver com impostos que recaem sobre o trabalho e subtraímos a esse valor os gastos sociais do Estado. As conclusões a que chegámos é que, na esmagadora maioria dos casos, os trabalhadores pagam mais do que recebem do Estado, em diverso tipo de serviços" disse Raquel Varela.

Sendo assim, diz a historiadora, a conclusão geral é que nos últimos 20 anos os trabalhadores pagaram "todos os gastos sociais que o Estado tem com eles e, portanto, não têm qualquer tipo de dívida".

Entre muitos exemplos, os historiadores usam o caso da situação da saúde para concluírem que o setor está nas mãos das Parcerias Público Privadas (PPP): mais de metade do que os portugueses pagam para o serviço nacional de saúde é transferido para hospitais de gestão privada.

"Isto num país em que os trabalhadores recebem o equivalente a 50% do PIB, mas da massa total de impostos que entram no Estado, 75% vem do rendimentos dos trabalhadores e não do capital", justificam.

"À medida que aumentam as PPP, diminui a eficiência do serviço prestado. Ou seja, nos hospitais empresa, os serviços são mais caros e o Estado gasta mais do que gasta se fizer o mesmo num hospital público. Mais 0,5% na última década", indica Raquel Varela.

Na opinião da especialista, "outro número que está no livro é o cálculo do roubo e do colapso para a segurança social que significa a transferência do fundo de pensões da banca e da Portugal Telecom falidos e que foram transferidos para a Segurança Social".

"Depois admiram-se que a segurança social tem uma dívida", refere Raquel Varela, adiantando: "Outro número escandaloso são as PPP rodoviárias. Mesmo que as pessoas deste país não andem nas autoestradas, estão a pagar como se lá andassem, porque o Estado garantiu a algumas empresas uma renda fixa, independentemente de passarem lá carros ou não. Ou seja, é um capitalismo sem risco. Não é aquela ideia do capitalista empreendedor que corre riscos para ganhar lucro. É a ideia do capitalista que não vive sem a cobertura do Estado".

"Para nós cai por terra o mito da economia privada e empreendedora, sobretudo no que diz respeito às grandes empresas, porque as pequenas empresas não são nada favorecidas nestas questões e estamos a falar de grandes conglomerados económicos. As grandes empresas vivem à conta dos impostos do Estado. Ou seja, não sobrevivem nem têm lucros se não contabilizarmos a massa de valor que é transferida para estas empresas através de esquemas, que são muitos", sublinha a investigadora.

O prefácio é assinado por Maria Lucia Fatttoreli, auditora fiscal do Ministério da Fazenda do Brasil e os autores dedicam o livro "aos médicos e enfermeiros que lutam pela conservação do Serviço Nacional de Saúde" e aos professores que "defendem" o Ensino Público, "de qualidade de todos e para todos".


http://www.jn.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=2824083&page=-1
 
compreendo o que foi escrito caro Aristrocata

o que mais me entristece é que esta carga fiscal sobre todos nós não vai resolver nada e só serve para ficarmos com uma depressão
andamos aqui todos a lutar pelo básico,fazendo enormes sacrifícios e tudo isto em vão

como já foi dito mais atrás, este modelo não serve .

Há que repensar novas medidas para libertar a economia e as pessoas desta asfixia de impostos

Só posso concordar contigo:thumbsup:

Custa muito esta enorme carga fiscal e perda de benefícios adquiridos ao longo de anos e anos.
Mas custa ainda mais que, no meio de uma crise imensa, muitos se aproveitem para instigar o povo contra os governantes, sem apresentar medidas alternativas.
É isto que eu chamo de crítica fácil e oportunista: criticar, sempre pela negativa (porque a crítica positiva também é crítica), sem seriedade é apanágio daqueles que se estão marimbando para nós comuns mortais.
Temos uma oposição que podia participar de pleno direito nas decisões, mas ou dão o dito por não dito (PS no caso do acordado com a troika), ou então escolhem deliberadamente afastar-se das decisões para, do alto da sua patética superioridade mental, debitar odes à guerra e confundir o povo.

Faz-nos falta um grande líder neste momento, mas para ele aparecer o momento é especialmente conturbado e todo o cuidado é pouco, sob pena de nos agarrarmos a um qualquer ideologista\propagandista e nos arrastar para algo próximo de um sistema totalitário.

Acima de tudo temos de ser perspicazes e filtrar aquilo que é lixo mediático, que nos intoxica a todo o momento.
 
Entre muitos exemplos, os historiadores usam o caso da situação da saúde para concluírem que o setor está nas mãos das Parcerias Público Privadas (PPP): mais de metade do que os portugueses pagam para o serviço nacional de saúde é transferido para hospitais de gestão privada

Suspeito que a historiadora escreve sobre aquilo que não percebe.

A maior parte dos hospitais está sob alçada do estado e não de privados.
As PPP´s são apenas umas poucas no meio de tantas.
As EPE´s, são instuições geridas de forma empresarial pelo estado\gente nomeado pelo estado.

Os hospitais de gestão privada são aqueles que são privados (de âmbito público - Parcerias público Privadas) e aqueles que são Entidades Públicas Empresariais - que são a maioria...;)
 
Este país deveria sentir-se satisfeito por saber que o FMI errou nas contas e que o défice é irrelevante para determinar a condução económica do país.

Assim sendo, cortar 1 euro gera 0,1 de lucro, pode não gerar nada ou pode gerar 0,7 euros de recessão. Pode gerar tudo e pode não servir para nada.

Estas políticas de empobrecimento não têm qualquer relação com a realidade. Correspondem antes a ambições políticas e pessoais. Sobre isso sabe-se hoje que Relvas e o indivíduo do BESI conversaram sobre a venda da EDP.
 
O sistema financeiro montado na UE não permite uma revolução baseada na indignação do povo.
Eles estão devidamente informados.

Um dos problemas do país, são estes líricos... Estes não, uma vez que isso é pouco abrangente. Todos os portugueses são uns profetas, políticos, matemáticos, sociólogos, advogados, etc. O problema é que são só teóricos... Todos sabem o que está mal, todos sabem como resolver, mas não há um que levante o rabo do sofá e o faça.

Eles são os migueis Sousa Tavares, os marcelos, ... Agora até historiadoras.Todos sabem como tirar o país do buraco, mas ninguém faz nada e este bocado de terra ao lado de Espanha continua a afundar-se

Mas alguma coisa tem de ser feita. Se acredito nisso? nem por sombras! Basta reparar que nas próximas eleições ganha o PS com uma margem absurda.
 
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