O Estado do País

  • Thread starter Thread starter Rog
  • Data de início Data de início
Estado
Fechado para novas mensagens.
Portugal, o último regime socialista da europa ocidental financiava... a Unita. :D

Unita = DIAMANTES

Já agora: conhecem algum político em Portugal que negociava diamantes com a Unita de Savimbi? E de que ala política é que era? Hum...ideias?!:cool:
 
Unita = DIAMANTES

Já agora: conhecem algum político em Portugal que negociava diamantes com a Unita de Savimbi? E de que ala política é que era? Hum...ideias?!:cool:

Diamantes e marfim (olha o Armando Vara, tão novo, está a ficar menos exigente, agora contenta-se com uns robalos):

eYbBNhN.jpg
 
A preferência da família Soares pela Unita é conhecida, a foto é de 1991, o fundo de defesa militar do ultramar (e o saco azul por onde se financiava a guerra ou parte das operações de guerra) terá desaparecido em 1980-1981 quando Cavaco Silva se tornou Ministro das Finanças do 6º Governo Constitucional.

Os diamantes de Angola são um mito. Estes só foram verdadeiramente importantes quando os Estados Unidos deixaram de apoiar Savimbi e aceitaram o governo do MPLA depois da vitória nas eleições de 1992. A Unita começou a coleccionar condenações nas Nações Unidas e todo o financiamento ficou bloqueado. Era preciso pagar com alguma coisa.

«O acidente na Jamba

Foi justamente na Jamba, bastião da UNITA, que João Soares teve, em 23 de Setembro de 1989, um acidente aéreo, juntamente com Rui Gomes da Silva (PSD) e José Luís Nogueira de Brito (CDS), então deputado. Na altura, o acidente encheu páginas dos jornais, fez capa em alguns e deixou o então Presidente da República muito preocupado, numa altura em que iniciava uma visita de Estado à Hungria.

Os três deputados sofreram o acidente de avião - propriedade do empresário Joaquim Silva Augusto, que pilotava o Cessna - quando regressavam do congresso extraordinário da UNITA, na Jamba, para ir a um encontro com Sam Nujoma, líder da SWAPO na Namíbia. Com os deputados viajava um cidadão alemão (da Alemanha Federal, que ainda existia na altura). De todos, João Soares foi o que inspirou mais cuidados, o que levou a que Cavaco Silva, que estava em Moçambique, tivesse telefonado ao PR, tal como Frederik De Klerk, presidente da África do Sul, ainda com apartheid.»
 
Esse imposto nos PC's é estúpido. Então e quem faz downloads legais no iTunes? Passa a pagar o download «duas vezes». Essa lei é absurda e totalitária. Nem no Estado Novo.
 
Sustentabilidade do SNS – Não há dinheiro?

"Os custos e a alegada insustentabilidade financeira do Serviço Nacional de Saúde (SNS) têm constituído a espinha dorsal d a argumentação usada por governos e partidos da área do poder para justificarem os cortes orçamentais que hipotecam o desenvolvimento do SNS, servindo de explicação para a contínua retirada de direitos aos cidadãos.
Na realidade, as transferências do Orçamento de Estado para o SNS têm vindo a diminuir drasticamente, sendo os governos muito criativos na invenção de múltiplas e enviesadas formas de o sub-financiar.
Se em 2010 foram transferidos do Orçamento de Estado para o SNS 8.848 milhões de euros, em 2012 essa verba diminuiu para 7.107 milhões, um corte de cerca de 20% (19,7%) - fonte: SNS – Orçamento de Estado 2012, Ministério da Saúde.
Contudo, o facto de sucessivos governos terem desenvolvido políticas fiscais laxistas ou favorecedoras das grandes empresas cotadas em Bolsa e desviado enormes somas para apoio a investimentos de prioridade mais que discutível - BPN e BPP, BCP, SIRESP, submarinos, “perdão fiscal” às mais valias da PT, do BES, da Jerónimo Martins, “off-shore” da Madeira, auto-estradas em excesso, contratos ruinosos nas PPP, “rendas” abusivas na energia, etc., - mostra que a apregoada insustentabilidade financeira do SNS, não pode ser, dessa forma, justificada, existindo muito dinheiro malparado que daria, caso as escolhas políticas fossem outras, para assegurar, sem dificuldade, o presente e o futuro do SNS.
(...)
Em Portugal, enquanto se corta no Ensino e na Saúde, perdoa-se aos acionistas da PT 270 milhões de euros que deviam pagar ao fisco, gastam-se 5 a 7 mil milhões de euros só para safar um banco (BPN), que depois se vende por 40 milhões, gastam-se mais 450 milhões para “salvar” o BPP (ou alguns dos seus accionistas) que acabou por fechar deixando os depositantes mais crédulos de bolsos vazios. Retiram-se mil milhões de euros ao SNS, mas pretendeu-se dar 800 milhões de euros às grandes empresas, cortando a taxa social única (TSU) que os trabalhadores teriam de compensar,. A Caixa Geral de Depósitos, que gastou dinheiro no socorro ao BPP e ao BPN (que o estado tem de repor), há pouco recapitalizada com fundos da “ajuda” da troika, corta os empréstimos aos cidadãos e às pequenas e médias empresas mas financia os Mellos em centenas de milhões de euros para completarem a aquisição da Brisa (os mesmos Mellos que continuam a investir nas Parcerias Público-Privadas da Saúde ocupando o vazio criado com o sub-financiamento do SNS)."

Jorge F. Seabra, Membro da Comissão Nacional da OM para o SNS

Saúde SA
 
Os anos 1980 estão de regresso ao frigorífico dos portugueses
Quase 60% das famílias puseram travão aos gastos não essenciais e um terço admite ter dificuldades para cobrir necessidades essenciais. Compras de produtos frescos aumentam, descem as bebidas e lácteos

É um regresso ao passado. Mais concretamente, aos anos 1980. Os portugueses voltaram à cozinha e aos ingredientes mais tradicionais, e no frigorífico já não abundam queijos fatiados, iogurtes ou sumos. A crise financeira e as medidas de austeridade estão a mudar os hábitos de compra de forma profunda e rápida. E os dados mais recentes da Kantar Worldpanel, empresa de estudos de mercado, mostram a emergência de um novo perfil de consumidor: o “novo normal”, nas palavras de Sónia Antunes, directora da Kantar.

“Na alimentação voltámos a 1980, com menos consumo de lácteos ou bebidas e mais comida tradicional como o borrego”, ilustra. Símbolos da sociedade de consumo, os refrigerantes e sumos ficaram fora da lista de compras (caíram 10,6% o ano passado, em relação a 2011). O mesmo se passa com os produtos de drogaria, lácteos ou de higiene pessoal. Ao mesmo tempo, crescem os produtos frescos (5,3%) e a categoria “papel” (2,1%), que inclui papel higiénico, guardanapos ou rolos de cozinha. “Estamos mais tempo em casa”, justifica Sónia Antunes.

As famílias procuram opções mais em conta, confeccionam de raiz as refeições e cortam nos artigos menos essenciais e que ficaram mais caros com o aumento do IVA. “Está a desenhar-se um novo padrão de consumo, mais contido, reflectido e racionalizado que poderá ser considerado o novo normal, a vigorar nos próximos anos”, antecipa a responsável.

A crise não é sentida da mesma forma por todos os portugueses. Num olhar mais clínico, a Kantar divide as famílias em três categorias: as que não sentem a crise mas poupam por precaução (vivem no interior norte, têm mais de 65 anos), as que sentem “um pouco a crise” e cuidam das despesas não essenciais (classe média alta das cidades) e, finalmente, as que sofrem na pele os efeitos da recessão. Este último grupo já representa 27% dos lares em Portugal e inclui casais com filhos, entre os 35 e os 49 anos, da classe baixa e média baixa. Em 2009 representavam 22% dos lares questionados pela Kantar, cerca de quatro mil em Portugal Continental. Além disso, “é um valor superior aos 18% de pobres indicados pelo INE”, alerta Sónia Antunes, acrescentando que “estas pessoas têm dificuldade em chegar ao final do mês”.

As famílias mais afectadas compram nas lojas de discount, como o Lidl ou Minipreço e 43% dos produtos que escolhem são de marca da distribuição, mais baratos do que os das marcas da indústria. Rejeitaram os leites especiais, os sumos e refrigerantes com gás e o café solúvel.

Na lista de compras dos que sentem “um pouco” a crise (representam 57% da amostra), passaram a estar de fora os sumos naturais, as batatas e salgados congelados, ambientadores ou sobremesas lácteas. Já os mais velhos e moradores no interior, aumentaram o auto-consumo de produtos frescos (legumes e fruta que conseguem cultivar), deixando de os comprar nos supermercados.

Haverá luz nesta crise? A pergunta também foi colocada pela Kantar e deu nome ao estudo ontem apresentado. Paulo Caldeira, director de comunicação, revela que 76% dos inquiridos acredita que vão ser precisos mais três anos para respirar de alívio. O grupo dos optimistas é reduzido e não chega aos 5%.

Perante um cenário de sufoco financeiro, todos os elementos da família estão alinhados no mesmo raciocínio: controlo de gastos. Em 89% dos lares pais, filhos e avós estão envolvidos nesta estratégia, valor que compara com os 75% em 2009. Além disso, 85% dão “especial atenção” às promoções (eram 83%).

Neste contexto, 40% dos lares prepararam comida para levar para o trabalho. Em vez de irem ao restaurante almoçar todos os dias, os portugueses passaram a fazer refeições para consumir no local de trabalho. Em 2009, a percentagem de famílias a preparar marmita era 29%. “O tupperware tornou-se mainstream”, uma prática habitual, analisa Paulo Caldeira.

A alteração radical nos hábitos dos consumidores reflecte-se nas contas do comércio. Ainda ontem o gabinete de estatísticas da União Europeia revelava que o volume de vendas do retalho, em Dezembro, recuou 3,4% na zona euro e Portugal protagonizou a segunda maior quebra (8,6%).

Público

Aqui sempre foi assim e nunca ninguém morreu...
 
O Henrique Raposo escreveu um livro. Além dos insultos habituais ao PCP (e nem Mário Soares escapou) trata de dar «particular destaque à segunda metade do Estado Novo, e aos primeiros avanços na área social que se tornaram possíveis de financiar a partir do extraordinário crescimento económico registado entre 1950 e 1973.»

Espero que a Associação 25 de Abril leve o Henrique Raposo tribunal e que se proíba a difusão do livro.
 
VII REVISÃO CONSTITUCIONAL [2005]


PREÂMBULO

A 25 de Abril de 1974, o Movimento das Forças Armadas, coroando a longa resistência do povo português e interpretando os seus sentimentos profundos, derrubou o regime fascista.

Libertar Portugal da ditadura, da opressão e do colonialismo representou uma transformação revolucionária e o início de uma viragem histórica da sociedade portuguesa.

A Revolução restituiu aos Portugueses os direitos e liberdades fundamentais. No exercício destes direitos e liberdades, os legítimos representantes do povo reúnem-se para elaborar uma Constituição que corresponde às aspirações do país.

A Assembleia Constituinte afirma a decisão do povo português de defender a independência nacional, de garantir os direitos fundamentais dos cidadãos, de estabelecer os princípios basilares da democracia, de assegurar o primado do Estado de Direito democrático e de abrir caminho para uma sociedade socialista, no respeito da vontade do povo português, tendo em vista a construção de um país mais livre, mais justo e mais fraterno.


Artigo 9.º
Tarefas fundamentais do Estado

São tarefas fundamentais do Estado:

a) Garantir a independência nacional e criar as condições políticas, económicas, sociais e culturais que a promovam;
b) Garantir os direitos e liberdades fundamentais e o respeito pelos princípios do Estado de direito democrático;
c) Defender a democracia política, assegurar e incentivar a participação democrática dos cidadãos na resolução dos problemas nacionais;
d) Promover o bem-estar e a qualidade de vida do povo e a igualdade real entre os portugueses, bem como a efectivação dos direitos económicos, sociais, culturais e ambientais, mediante a transformação e modernização das estruturas económicas e sociais;
e) Proteger e valorizar o património cultural do povo português, defender a natureza e o ambiente, preservar os recursos naturais e assegurar um correcto ordenamento do território;
f) Assegurar o ensino e a valorização permanente, defender o uso e promover a difusão internacional da língua portuguesa;
g) Promover o desenvolvimento harmonioso de todo o território nacional, tendo em conta, designadamente, o carácter ultraperiférico dos arquipélagos dos Açores e da Madeira;
h) Promover a igualdade entre homens e mulheres.
 
... a Associação 25 de Abril leve o Henrique Raposo tribunal e que se proíba a difusão do livro.

Caro Agreste,
Aconselho a leitura na integra da Lei Fundamental. Pode utilizar como leitura de cabeceira que, além de um bom sedativo ;) poderá revelar-se útil para a construção de uma opinião mais ponderada. É que:

Artigo 37
Liberdade de expressão e informação

1. Todos têm o direito de exprimir e divulgar livremente o seu pensamento pela palavra, pela imagem ou por qualquer outro meio, bem como o direito de informar, de se informar e de ser informados, sem impedimentos nem discriminações.

2. O exercício destes direitos não pode ser impedido ou limitado por qualquer tipo ou forma de censura.

3. As infracções cometidas no exercício destes direitos ficam submetidas aos princípios gerais de direito criminal ou do ilícito de mera ordenação social, sendo a sua apreciação respectivamente da competência dos tribunais judiciais ou de entidade administrativa independente, nos termos da lei.

4. A todas as pessoas, singulares ou colectivas, é assegurado, em condições de igualdade e eficácia, o direito de resposta e de rectificação, bem como o direito a indemnização pelos danos sofridos.


Ou não concorda com o art. 37º da CRP ??? :unsure:
 
O livro é um elogio permanente ao Estado Novo e uma crítica insultuosa a muitos dos que contribuíram para «Libertar Portugal da ditadura, da opressão e do colonialismo representou uma transformação revolucionária e o início de uma viragem histórica da sociedade portuguesa.»

Se você acha que a República não tem de se defender também deve achar que a bandeira ao contrário num acto de enorme relevância pública não é uma falta grave punível na lei.

O Estado Novo não foi referendado. O Estado Novo foi destruído por uma revolução.
 
O livro é um elogio permanente ao Estado Novo e uma crítica insultuosa a muitos...

Caro Senhor Engº Agreste,

O livro pode ser tudo aquilo que se quiser. Eu não sei quem é o autor nem o conteúdo (agora ando a aperfeiçoar-me no surf!) mas definitivamente defendo a liberdade de expressão. Silenciar o autor v.g. proibindo a obra de ser editada ou mandando recolher os exemplares no prelo ou já vendidos, seria uma atitude tipica do Estado Novo. Esse tal regime que V. Exª. e com a maior razão, tanto critica!
 
Estado
Fechado para novas mensagens.