O Estado do País

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Graças à extrema esquerda fui alertado para o novo livro do Henrique Raposo. Há sempre duas listas que se devem consultar antes de adquirir um livro ou um filme: o index da Opus Dei e o da extrema esquerda. Sei que se quero ler algo interessante, contrário ao mainstream, que me faça pensar e seja blasfemo ou pecaminoso, aparecerá certamente numa destas lista.

Quanto ao livro em si, ainda não o li, apenas algumas passagens, contém algumas incorrecções por certo, mas demonstra clara e comprovadamente o quão socialista o Estado Novo era. Uma constatação que inquieta muitos salazarentos e socialistas, mas é a verdade dos factos.

Diz também que o 25 de abril foi feito com o propósito principal de se acabar com a guerra colonial. Acho que isso é óbvio. Foi o motivo que aglutinou várias facções, os amigos dos americanos, aqueles que queriam tornar Portugal numa ditadura comunista, aqueles que simpatizavam com o Estado Novo e queriam apenas uma ligeira alteração de poder...

É feito igualmente um ensaio sobre a legitimidade política e moralidade da democracia em fases em que a qualidade de vida população se deteriora face a um regime ditatorial que crie boas condições de vida. Sobre isso poder-se-ia escrever muita coisa, mas neste ponto o Henrique Raposo poderia ter sido mais politicamente incorrecto. Seria interessante discutir-se quanta legitimidade tem um líder democraticamente eleito, face a um ditador, de decidir a quantidade de sal que o pão que eu compro tem.

Ou então podia ter escrito umas linhas a tentar perceber se nós vivemos numa democracia de facto. Custa-me a aceitar que se chame democracia a um regime em que a população escolhe pessoas que a comande e não ideias, ideologias e políticas. Pois por muito que nos vendam isso da "democracia representativa" ainda não houve um único governo desde 1974 que tenha cumprido metade do seu programa eleitoral (aquilo que realmente deveria ser votado em eleições), e nunca se questionou a sua legitimidade. (Mentira, questionou-se agora a deste governo, quando ele começou a tentar cumprir a sua promessa eleitoral de cortar no Estado.)

Se você acha que a República não tem de se defender também deve achar que a bandeira ao contrário num acto de enorme relevância pública não é uma falta grave punível na lei.

Acho irrelevante, não atenta contra a minha nem contra a liberdade dos outros.
 
923 mil desempregados inscritos. Mais de metade não recebem qualquer apoio social. Deve baixar ligeiramente em março com o início das contratações sazonais de verão mas não muito porque não há movimento. Mas não fecharemos o ano sem ultrapassar 1 milhão de desempregados inscritos.
 
Eu acho piada que o Agreste diz assim umas coisas e depois deixa de responder. Não percebo qual é o problema do livro, que eu saiba vivemos num país com liberdade de expressão e não numa ditadura “comunista” como essas que andam para aí.
Parece que falar no Estado Novo é um ultraje. Coitadinho do PCP não conseguiu impor a sua ditadurazinha e ainda anda revoltado e a viver nesse tempo.
 
O Estado Novo acabou. Não vai voltar. Falar dele é um ultraje por tudo o que significou, desde a guerra civil de espanha à guerra colonial.
 
Não pedir factura pode dar multa até 2.000 euros

Emissão de factura passa a ser obrigatória a partir de 2013
DECO considera que esta punição remete para os tempos da ditadura. "Faz-nos lembrar o que acontecia antes do 25 de Abril, em que havia uns indivíduos que eram os fiscais dos isqueiros."

Os consumidores que não peçam facturas podem ser multados entre 75 e 2.000 euros. O alerta é dado pela DECO, que considera que se trata de uma medida de repressão.

O vice-presidente da DECO, Jorge Morgado, fala num trabalho que não compete ao consumidor: "A DECO sempre disse aos consumidores que deviam solicitar recibo, porque desta forma podem exigir os seus direitos. Mas daí a obrigarem os consumidores a serem fiscais e de poder haver a possibilidade de, conforme diz a lei, haver uma coima entre 75 e 2.000 euros por não pedir facturas, é um passo gigante".

Jorge Morgado considera que esta punição faz lembrar os tempos da ditadura: "Faz-nos lembrar o que acontecia antes do 25 de Abril, em que havia uns indivíduos que eram os fiscais dos isqueiros, que andavam pelos cinemas e pelos cafés a verificar se as pessoas acendiam o cigarro com isqueiro, para depois cá fora, na rua, verificarem se tinham licença de isqueiro".

A emissão de factura passa a ser obrigatória a partir de 2013. A medida foi aprovada quarta-feira em conselho de ministros.

http://rr.sapo.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=24&did=70873

Serve para informar que eu não peço factura. Aliás, sempre que me perguntam se quero, digo que não quero. Senhores agentes da Autoridade Tributária que me queiram acusar deste gravíssimo crime, forneço os meus dados pessoais por MP.

Ainda por cima, aconselho toda a gente que conheço a não pedir factura. Se conseguir juntar um grupo razoável ainda serei acusado de associação criminosa.

Neoliberalismo...:lmao:

«There’s no way to rule innocent men. The only power any government has is the power to crack down on criminals. Well, when there aren’t enough criminals one makes them. One declares so many things to be a crime that it becomes impossible for men to live without breaking laws.» – Ayn Rand
 
Ex-secretário de Estado de Passos manda o fisco " ir tomar no cu"

Francisco José Viegas, ex-secretário de Estado da Cultura do governo de Pedro Passos Coelho, criticou, esta quinta-feira, a intenção de multar quem não pedir fatura, dizendo no seu blogue que terá de pedir ao fiscal "para ir tomar no cu".



Em reação a este comentário, o ministro dos Assuntos Parlamentares disse, esta quinta-feira, respeitar as opiniões de todos os portugueses, mas escusou-se a comentar as críticas do ex-secretário de Estado da Cultura.

Questionado na conferência de imprensa realizada no final do conselho de ministros sobre as palavras do antigo secretário de Estado da Cultura, o ministro adjunto e dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, disse não ter tido oportunidade de ler as críticas de Francisco José Viegas, mas sublinhou que respeita "qualquer e todas as opiniões que são assumidas".

"Respeito e respeitamos a opinião de todos os portugueses, tenham ou não feito parte de Governos ou deste Governo em particular, sabemos que muitas medidas são medidas difíceis, delicadas, mas compete a quem tem responsabilidades de governar saber assumi-las e estar à altura das responsabilidades", afirmou Miguel Relvas.

O ex-secretário de Estado da Cultura Francisco José Viegas recorreu esta quinta-feira a uma expressão considerada insultuosa para criticar, no seu blogue, "A Origem das Espécies", a intenção do Governo de multar quem não pedir faturas, num "post' intitulado "No Estado, o absurdo não paga imposto?".

Sob a forma de carta aberta ao secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, o jornalista e escritor escreveu: "Caro Paulo Núncio: queria apenas avisar que, se por acaso, algum senhor da Autoridade Tributária e Aduaneira tentar «fiscalizar-me» à saída de uma loja, um café, um restaurante ou um bordel (quando forem legalizados) com o simpático objetivo de ver se eu pedi fatura das despesas realizadas, lhe responderei que, com pena minha pela evidente má criação, terei de lhe pedir para ir tomar no cu, ou, em alternativa, que peça a minha detenção por desobediência".


http://www.jn.pt/PaginaInicial/Politica/Interior.aspx?content_id=3053215#AreaComentarios
 
Por aqui se nota que estamos mais proximos dos paises de africa do que da europa;)
Curioso que depois querem tudo do estado;)
 
Ex-secretário de Estado de Passos manda o fisco " ir tomar no cu"

Francisco José Viegas, ex-secretário de Estado da Cultura do governo de Pedro Passos Coelho, criticou, esta quinta-feira, a intenção de multar quem não pedir fatura, dizendo no seu blogue que terá de pedir ao fiscal "para ir tomar no cu".



Em reação a este comentário, o ministro dos Assuntos Parlamentares disse, esta quinta-feira, respeitar as opiniões de todos os portugueses, mas escusou-se a comentar as críticas do ex-secretário de Estado da Cultura.

Questionado na conferência de imprensa realizada no final do conselho de ministros sobre as palavras do antigo secretário de Estado da Cultura, o ministro adjunto e dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, disse não ter tido oportunidade de ler as críticas de Francisco José Viegas, mas sublinhou que respeita "qualquer e todas as opiniões que são assumidas".

"Respeito e respeitamos a opinião de todos os portugueses, tenham ou não feito parte de Governos ou deste Governo em particular, sabemos que muitas medidas são medidas difíceis, delicadas, mas compete a quem tem responsabilidades de governar saber assumi-las e estar à altura das responsabilidades", afirmou Miguel Relvas.

O ex-secretário de Estado da Cultura Francisco José Viegas recorreu esta quinta-feira a uma expressão considerada insultuosa para criticar, no seu blogue, "A Origem das Espécies", a intenção do Governo de multar quem não pedir faturas, num "post' intitulado "No Estado, o absurdo não paga imposto?".

Sob a forma de carta aberta ao secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, o jornalista e escritor escreveu: "Caro Paulo Núncio: queria apenas avisar que, se por acaso, algum senhor da Autoridade Tributária e Aduaneira tentar «fiscalizar-me» à saída de uma loja, um café, um restaurante ou um bordel (quando forem legalizados) com o simpático objetivo de ver se eu pedi fatura das despesas realizadas, lhe responderei que, com pena minha pela evidente má criação, terei de lhe pedir para ir tomar no cu, ou, em alternativa, que peça a minha detenção por desobediência".


http://www.jn.pt/PaginaInicial/Politica/Interior.aspx?content_id=3053215#AreaComentarios

Quem é mesmo este senhor??
Concerteza quando tinha o seu salario chorudo e as mordomias de quando estava no governo...nunca se queixou, muito menos de onde vieram os €s para o seu sustento, qui ça de onde veem os €s da sua reforma:(
 
Economia paralela em Portugal equivale a um Monte Evereste em notas de 100 euros - Observatório
Lusa
13 Set, 2012, 16:08

O peso da economia paralela em Portugal aumentou de 24,8 para 25,4 por cento do PIB entre 2010 e 2011, com 43,4 mil milhões de euros a fugirem ao controlo do fisco, segundo um estudo hoje divulgado.
De acordo com Carlos Pimenta, presidente do Observatório de Economia e Gestão de Fraude (OBEGEF) da Faculdade de Economia da Universidade do Porto (FEP), que realizou o estudo, este valor representa um "monte" de notas de 100 euros com 8,5 quilómetros de altura, equivalente ao Monte Everest.

Na sua opinião, para a crescente subida do índice de economia paralela em Portugal -- que quase triplicou relativamente aos 9,4 por cento do PIB estimados pelo OBEGEF para o ano de 1970 -- contribui decisivamente a "quebra da relação de confiança entre a população e o Estado".

"Foi um aumento significativo", considerou o vice-presidente do OBEGEF, Óscar Afonso, para quem esta evolução "não deixa de representar [o fracasso] da estratégia do Governo, porque o incentivo [ao cumprimento] não é significativo e há muitas rubricas da economia não registada que escapam ao controle do Estado".

Na sua opinião, o combate à economia não registada "não é uma batalha perdida, mas têm é que ser implementadas outras medidas, como a criminalização por enriquecimento ilícito, uma maior fiscalização de empresas fantasma e o combate ao uso de informação privilegiada e ao branqueamento de capitais".

"Há muitas rubricas que podem e devem ser combatidas e não o têm sido", considerou.

A carga de impostos diretos e indiretos, de contribuições para a Segurança Social e de regulação e ainda a taxa de desemprego são apontadas pelo OBEGEF como as "principais variáveis motivadoras" do aumento da economia não registada e o observatório antecipa que "se nada mais for feito" haverá um novo aumento em 2012.

Para Carlos Pimenta, "sem dúvida que a não passagem de faturas por restaurantes, cafés e profissionais liberais são parte da economia não registada, mas os principais responsáveis são quem passa faturas a mais".

"O que mais causa fuga ao fisco não é a falta de faturas, mas faturas a mais para se receber IVA que não se paga, para empresas fantasma, para manipular preços de transferência entre empresas do mesmo grupo e para `offshores`", sustentou.

Segundo os responsáveis do OBEGEF, bastaria que os níveis de economia paralela em Portugal caíssem para a média da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico) -- 16,4 por cento do PIB, contra os atuais 25,4 por cento -- para, aplicando-se uma taxa média de impostos de 20 por cento aos nove por cento de rendimento adicional considerados, o défice público descer dos 4,2 por cento de 2011 para os 2,2 por cento.

Já num cenário de total inexistência de economia não registada no país, Portugal passaria a ter um orçamento excedentário em 0,7 por cento.

De acordo com Nuno Gonçalves, associado do OBEGEF, no que toca aos níveis de economia paralela Portugal surge "colado aos países do sul da Europa", com valores ainda assim algo inferiores à Grécia, Itália, Bélgica e Espanha.

Os países nórdicos, pelo contrário, destacam-se por serem os que têm menor índice de economia não registada.

O setor dos serviços surge como o mais afetado pela economia paralela, com níveis superiores a 17 por cento do PIB, seguido da indústria (com perto de seis por cento) e da agricultura (com 0,69 por cento).



Economia paralela em Portugal vale 23% do PIB e 'rouba' 12,3 mil milhões em impostos - Estudo http://expresso.sapo.pt/economia-pa...ba-123-mil-milhoes-em-impostos-estudo=f771978



O “enorme” peso da economia paralela em Portugal http://www.ionline.pt/opiniao/enorme-peso-da-economia-paralela-portugal
 
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