David sf
Moderação
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Na sua opinião, para a crescente subida do índice de economia paralela em Portugal -- que quase triplicou relativamente aos 9,4 por cento do PIB estimados pelo OBEGEF para o ano de 1970 -- contribui decisivamente a "quebra da relação de confiança entre a população e o Estado".
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Para Carlos Pimenta, "sem dúvida que a não passagem de faturas por restaurantes, cafés e profissionais liberais são parte da economia não registada, mas os principais responsáveis são quem passa faturas a mais".
"O que mais causa fuga ao fisco não é a falta de faturas, mas faturas a mais para se receber IVA que não se paga, para empresas fantasma, para manipular preços de transferência entre empresas do mesmo grupo e para `offshores`", sustentou.
Não é preciso dizer mais nada.
Segundo os responsáveis do OBEGEF, bastaria que os níveis de economia paralela em Portugal caíssem para a média da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico) -- 16,4 por cento do PIB, contra os atuais 25,4 por cento -- para, aplicando-se uma taxa média de impostos de 20 por cento aos nove por cento de rendimento adicional considerados, o défice público descer dos 4,2 por cento de 2011 para os 2,2 por cento.
Já num cenário de total inexistência de economia não registada no país, Portugal passaria a ter um orçamento excedentário em 0,7 por cento.
Mas alguém acredita nisto? Teríamos era mais gastos inúteis, o défice seria sempre o mesmo, há décadas que isto dura, quanto mais dinheiro tem o Estado, mais gasta.
Economia paralela em Portugal vale 23% do PIB e 'rouba' 12,3 mil milhões em impostos
Aproximadamente a mesma percentagem que o Estado "rouba" do meu ordenado, que é inferior a 1000 euros. E atenção, antes que venham com a história habitual, que uso estradas, iluminação pública, etc., ainda pago IVA, IMI, Imposto sobre produtos petrolíferos, imposto de circulação...



