O Estado do País

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Os meus pais nasceram nos anos 30, e infelizmente passaram fome durante os anos da 2º guerra mundial e seguintes.

Eles sim me referem o que é esforço, sentido de família, regra e valores aquilo que eu tento transmitir à minha filha, mas que se torna extremamente difícil porque nunca senti isso.
 
A maioria das pessoas mesmo hoje continua a não perceber que foi o Estado na ânsia de mais e mais obras públicas se enterrou em cada vez mais empreitadas fosse qual fosse o custo futuro. A Lusoponte a certa altura só passou a ser um mau negócio porque Guterres na sequência da queda de Cavaco com os protestos da ponte, por populismo, anulou o aumento previsto nas portagens (que todos adoraram, mas era esse aumento que iria pagar parte da nova ponte) e teve que obviamente renegociar contratos (não há almoços grátis), renegociações eventualmente ruinosas.

Se a memória não me atraiçoa o Guetrres entrou em grande, cancelou logo nos primeiros dias de governo as portagens da CREL, que na altura foi caríssima, Portugal nesses anos ainda não tinha os juros baratos da década seguinte, cancelou a barragem de Foz Coa onde já se tinham enterrado dezenas de milhões de contos, cancelou portagens da A8 acho eu, da ponte 25 de Abril, etc. Foi um regabofe, e todo o país pulou de contente. O mesmo Guterres 8 anos depois quando percebeu que já não tinha dinheiro para continuar a mesma festa, pirou-se...

Toda a gente hoje fala das PPP's, das autoestradas paralelas, etc, mas para elas terem sido construídas, teve que haver 2 interlocutores, e quem as financiou e construiu (banca, construtoras) obviamente se protegeu o melhor que pode perante a vontade política, populista, keynesiana ou eleitoralista do chamado "investimento público", gerador de infraestruturas (mesmo que desnecessárias) e emprego.

Não concordo contigo.

O paradoxo surgiu no 25 de Abril de 1974, onde tivemos a oportunidade de nacionalizar as empresas que ditavam a nossa economia e não as dividimos para serem concorrentes no mercado.

Como é óbvio e ainda sentimos isso na "pele" deixamos que certas estruturas económicas se tornassem primárias à nossa sociedade, algo que quase 40 anos depois não tenhamos grande escolha.

Tudo isto não foi uma escolha partidária, foi de um sistema político vigente (comunista) que não permitiu a livre concorrência e por outro lado contrariou as suas referências ao permitir o controlo do sistema primário a privados, perdendo assim o controlo do livre mercado.
 
na minha optica não digo saír do euro mas sim sermos expulsos

as vantagens seriam maiores e teríamos apoio no processo,se abandonarmos tudo fica mais complicado

Antes de se fazer essa afirmação temos de pelo menos supor as consequências.

O "Escudo" valeria o mesmo que antes da entrada do Euro (no meu ver iria para cerca de metade do valor, mas tudo dependeria forma de transição) ou seja que qualquer propriedade imobiliária ou outra teria uma desvalorização tremenda.

Os poupado tristes que não se tivessem prevenido, veriam uma grande desvalorização do Euro e as poupanças que tivessem no banco seriam libertadas a conta gotas (até o momento da falência do banco ou nacionalização e desse modo cativação dos depósitos), perdendo valor de uns 10% ao ano devido à inflação ao ano.
Além disso, as poupanças que teria,que daria por exemplo para ajudar um filho a construir a sua casa ou a comprar o seu primeiro carro, apenas dariam para comprar um pneu (sim esse pneu era fabricado em Portugal).

Quem não tem nada não teria qualquer impacto monetário visível, veria é a ajuda sincera de quem vive para ajudar os outros, não poder fazer.
 
Não há mesmo necessidade de grandes discussões sobre a política nacional para além da retórica estéril, inútil e imbecil da nossa classe política.

Temos agora, e felizmente, um bom exemplo para acompanhar, as políticas anti-austeridade e discursos populistas de esquerda do Hollande na França, um país bem mais poderoso e influente na Europa que nós, pobres coitados deste cantinho.

Basta seguir a realidade francesa nos próximos tempos, para percebermos a consistência das alternativas, que de resto ninguém conhece.

Não existe qualquer comparação na realidade francesa com a portuguesa.

Podes achar as habilidades utilizadas nesse país para convencerem o eleitorado serem semelhantes a utilizada cá ou noutros países ou "soluções mágicas económicas feitas por druidas" mas França tem problemas que nós não nem imaginemos ter, tem uma força industrial que desejaríamos ter... e sobretudo está no centro de Europa.

Gostaríamos de seguir uma Espanha forte entre a UE (Irlanda não é competível, é uma subsidiaria (modo de entrada na Europa e bem mais barato de farmacéuticas dos EUA)
 
A França é hoje uma espécie de Alemanha destruída pelo socialismo, outrora uma potência mundial, militar e industrial, mas a cada dia que passa, uma nulidade cada vez maior.

E relativamente à Irlanda, também discordo, Portugal e Irlanda são países com imensas semelhanças, que religiosas, culturais, sociais (por exemplo, viverem sempre com a ameaça de vizinhos maiores e mais poderosos), etc.

Cada vez discordo mais de ti.

A França tem uma cultura de multiculturalidade e poderá ser essa uma das razões da sua auto-destruição.
A Alemanha ainda é muito conservadora, mas já tem muitas regiões controladas por emigrantes (sobretudo Turcos).

O grande problema destes países é de não conseguirem com que os emigrantes assumam a sua cultura, algo que o Canadá ou os países nórdicos parecem o ter conseguido, através do isolamento (mas isto é outro tema com muito para discutir).
São países com grande atractivo a emigrantes, como Portugal o foi, e com baixa demografia.


Quando referes a Irlanda semelhante a Portugal, não sei o que dizer.

Que semelhança?

Religiosa? ... de longe temos uma semelhança religiosa maior com Espanha, França, Itália.

Cultural?... é verdade, também comemos batatas e emigramos em grande escala para os EUA.

Ameaça económica de vizinhos? Tomara o Reino Unido que a Irlanda não existisse, de modo a conseguir muito mais investimento dos EUA.
 
Contaram-me que na Irlanda toda a gente tem a renda da casa assegurada, mesmo que não tenha rendimentos para a pagar. Isso tem feito com que as rendas fiquem mais caras, porque os senhorios cobram valores acima daquilo que o Estado garante.

Creio que há umas décadas a Irlanda era mais pobre que Portugal!
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A França e a Alemanha têm imigrantes porque parte da população não quer certos trabalhos nem pequenos negócios (mercearias, restaurantes baratos, lojas de pechinchas e roupa barata). Acredito que com a crise esta tendência sofra uma inversão. Em algumas regiões de Portugal isto também sucede mas não à escala que se vê, por exemplo, já aqui ao lado, em Espanha.


Lousano,

a Irlanda é muito católica. Penso que por lá o aborto nem é legal em casos especiais. Ou pelo menos não foi até anos recentes. Nisso acho que são parecidos com o Norte e Centro de Portugal (não com o Sul, que historicamente sempre foi menos católico).
 
Se a memória não me atraiçoa o Guetrres entrou em grande, cancelou logo nos primeiros dias de governo as portagens da CREL... cancelou portagens da A8 acho eu...

A história de isenção de portagens na A8 começou em 1991, na manifestação de "agricultores" na A-da-Gorda que posteriormente deu receio no poder central. O Guterres nada teve com essa política local.
 
Lousano,

a Irlanda é muito católica. Penso que por lá o aborto nem é legal em casos especiais. Ou pelo menos não foi até anos recentes. Nisso acho que são parecidos com o Norte e Centro de Portugal (não com o Sul, que historicamente sempre foi menos católico).

A minha resposta foi ao Vince, que colava Portugal à Irlanda, e como tu vês não existe nem a mínima ligação.


Contaram-me que na Irlanda toda a gente tem a renda da casa assegurada, mesmo que não tenha rendimentos para a pagar. Isso tem feito com que as rendas fiquem mais caras, porque os senhorios cobram valores acima daquilo que o Estado garante.

Creio que há umas décadas a Irlanda era mais pobre que Portugal!


Era muito mais pobre que Portugal.

Procederam a uma escolarização fantástica, associada à língua materna, proximidade do RU, boa fiscalidade e se encontrem dentro da UE, tornaram-se com melhor poder de compra que o RU. (ainda falei com irlandeses que na altura ganhavam menos que eu :D e uma década após o vencimento era mais do dobro :( )
 
escudo: 2 vindas do FMI e o pessoal nem percebeu

euro: 10 anos depois da entrada já estamos todos de corda ao pescoço

E o que os portugueses já sofreram até agora e o que ainda ai vem ja foi equivalente à saída (ordenada e auxiliada) do euro.
So que o euro é um clube privado, e não interessa às elites que Portugal saia mesmo estando nesta pobreza, miséria e desemprego.
 
escudo: 2 vindas do FMI e o pessoal nem percebeu

euro: 10 anos depois da entrada já estamos todos de corda ao pescoço

E o que os portugueses já sofreram até agora e o que ainda ai vem ja foi equivalente à saída (ordenada e auxiliada) do euro.
So que o euro é um clube privado, e não interessa às elites que Portugal saia mesmo estando nesta pobreza, miséria e desemprego.



Pelo que tenho lido nos últimos tempos, e com o que vejo na sociedade portuguesa, não me parece que a culpa seja do euro em si. Os políticos portugueses são péssimos a gerir dinheiro, salvo raríssimas excepções. E tudo começa no poder local, onde há dívidas e desorçamentações brutais. Criámos um sistema que em há gente que vive da política e compra o cargo com obra feita. Ora na minha opinião a democracia só é viável num país latino como o nosso se a política for vista como um cargo de mérito e não como uma carreira. Um Presidente de câmara deveria ser alguém que se tivesse destacado na sua vida profissional, já com uma carreira construída, e que durante uns anos presta um serviço à sua comunidade. O mesmo para deputados e outros cargos políticos. Por isso sou favorável à colocação de limites de idade para se ser deputado ou autarca, 40 anos e limitação de mandatos a 2 ou 3. Penso que um autarca deve ser um médico, professor, empresário (sem que haja conflitos de interesses), farmacêutico ou jurista, alguém com formação elevada e carreira, que seja reconhecido pela comunidade pela sua postura, comportamento, mérito.

Por ninguém saber lidar com dinheiro no nosso país construímos esta dívida, vinda do excesso de betão, da falta de mercado de arrendamento, das leis de trabalho rígidas que temos. Os problemas estruturais continuarão cá mesmo com o escudo. Não haja ilusões de um milagre. Depois da queda brutal do PIB que haverá após a introdução da nova moeda é natural que o país cresça. Mas se nada for feito continuaremos sem umas finanças públicas sustentáveis e uma economia sólida.

Os portugueses querem a mão protectora do Estado, ora isto é o pior que se pode fazer a este povo, que logo se acomoda ao que tem e não progride. Um Estado grande e subsídios em Portugal é o pior que se pode fazer, pois há logo abusos e estagnação.

Nós temos excelentes produtos que não são conhecidos sequer em Portugal e com grande potencial. Não temos necessidade nenhuma de ter este desemprego e não me parece que o problema esteja no euro. A questão é cultural, os portugueses têm «medo» de sair e divulgar o que fazem, falta ambição para crescer. Por outro lado em Portugal as PME's não separam a propriedade da gestão, quem «manda» é o dono, por vezes com a quarta classe, sem saber inglês ou trabalhar com um computador, quando deveriam ter gestores, gente com formação. Depois há as empresas familiares bloqueadas por pequenas intrigas em família, divisão de bens, divergências entre irmãos. Estes problemas culturais do nosso tecido empresaria não se resolvem com uma nova moeda, continuarão cá enquanto os portugueses não mudarem a sua mentalidade. E é estúpido que em alguns aspectos o nosso povo tenha alterado radicalmente as suas posições, mais que outros povos que há anos eram menos conservadores. Aconteceu com o divórcio, o aborto ou o casamento das minorias sexuais. Mas infelizmente ainda não sucedeu com as questões económicas ou financeiras.
 
Aeroporto de Beja com cinco mil passageiros nos primeiros dois anos - ANA

A funcionar há dois anos, o aeroporto de Beja, que custou 33 milhões de euros, processou 5.044 passageiros, movimento considerado "positivo" pela ANA, apesar de só prever volumes de tráfego "interessantes" a partir de 2017/2018.

Desde que começou a operar, a 13 de abril de 2011, o aeroporto de Beja, realizou, através de sete companhias aéreas, 160 movimentos de aeronaves, entre aterragens e descolagens, sendo 110 de operações "charter" de passageiros, 48 de voos privados/executivos e dois de carga aérea.

O balanço da atividade do aeroporto de Beja é "positivo" e "as perspetivas de desenvolvimento, em todas as áreas de negócio, são positivas", embora os volumes de tráfego de passageiros "somente" deverão ser "interessantes a partir de 2017/2018", disse hoje à agência Lusa fonte oficial da ANA - Aeroportos de Portugal, que gere a infraestrutura.

Na área da carga aérea, "as ações de dinamização em curso poderão conduzir a importantes resultados já no curto prazo", admitiu, indicando que se têm vindo a "multiplicar" os contactos com operadores, dos quais já resultou um acordo entre a ANA e empresa internacional de logística UTi.

No âmbito do acordo, a UTi abriu um escritório no aeroporto de Beja e, no passado dia 27, realizou a primeira operação de carga a partir da infraestrutura, lembrou a fonte.

Também no âmbito do acordo com a UTi, anteveem-se "desenvolvimentos em matéria de voos ´charter`, não regulares, que poderão conduzir, inclusive, ao baseamento de uma companhia aérea" no aeroporto de Beja, admitiu.

Na área da indústria aeronáutica, disse, as consequências dos acordos entre a ANA e as empresas Aeromec e TAP "serão determinantes para o desenvolvimento" do segmento no aeroporto de Beja.

O acordo com a Aeromec prevê a construção de um hangar de manutenção de aeronaves no aeroporto, num investimento que poderá chegar aos 14 milhões de euros e criar cerca de 150 postos de trabalho.

O início da construção do hangar da Aeromec chegou a estar previsto para o segundo semestre de 2012, mas, segundo a fonte, devido à "situação financeira do país", a realização do investimento "sofreu um adiamento" e, para já, não há data prevista para o projeto arrancar.

O acordo com a TAP prevê o aluguer, pela transportadora aérea nacional, de espaços para estacionar aviões no aeroporto de Beja, onde terão uma manutenção "preliminar" antes de intervenções de manutenção "profunda" no complexo da empresa em Lisboa.

A TAP e a ANA estão a trabalhar para que, "brevemente", o aeroporto de Beja "comece a receber" os aviões no âmbito do acordo entre as empresas, disse.

Segundo a fonte, a dinamização dos negócios de aviação no aeroporto de Beja foi "sobretudo alavancada" pelas 22 operações de voos "charter", entre Beja e Londres, que foram promovidas em 2011 pelo operador turístico britânico Sunvil e movimentaram 807 passageiros.

Em 2011, a ANA e o Grupo Vila Vita assinaram um acordo que permitiu "agilizar" voos "charter" entre a Alemanha e Beja, os quais "se mantêm com uma periodicidade regular".

Fonte: Região Sul

5000 passageiros deve ser o recorde mundial de passageiros. :lmao::lmao:
 
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