O Estado do País

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O fundo de pensões seria autosustentável se fosse assegurado o seguinte:
1) todos os cidadãos tivessem descontado durante 30anos, 14meses ao ano.
2) rendibilidade média de 6% ao ano.
3) taxa de 34.75% para a segurança social, desde sempre.

Fazendo as contas, ao fim de 30 anos, iria receber-se uma boa pensão (quase equivalente ao salário), durante mais 20 anos para além dos 65 anos de idade.

Para tal, a inflação média anual nestes 30 anos, não poderia ser superior a 1.5%.

Porque é que não é sustentável?
1. Nem todos descontaram 30anos x 14 meses x 34.75%.
2. A rendibilidade do fundo nem sempre supera os 6%
3. O fundo tem défice porque pagamos desde há décadas, pensões a cidadãos que bem precisam, mas que no seu tempo pouco descontavam. Muitos idosos trabalhavam no campo, de forma de subsistência e trocando bens por dinheiro (economia paralela).
4. Muitas classes previligiadas têm direito a pensão, ao fim de poucos anos de serviço, e que nem fizeram descontos que valessem o que recebem de pensão.
5. A falta de registos de remuneração antigos (há mais de 30 anos) e a união de várias caixas de previdência (que é hoje segurança social), faz com que uma mera contribuição nos anos 70 possa equivaler a meio ano de descontos (depende do ano).

Como podem ver, fechou-se os olhinhos às contas certas, durante muitas décadas, assumiu-se um estado social, assumiram-se aumentos de pensão e previlegios desmedidos a certas classes, e agora temos de cobrir o fundo todos os anos com o nosso orçamento e cada vez mais, se nada for feito! Façam as contas: são 3.5milhões de reformados, 1milhão de desempregados, 2milhões de activos e 2 milhões de não-activos! Sobra quanto?

Há cerca de duas décadas que alguns nos vêm avisando sobre a sustentabilidade do sistema de pensão em Portugal.

Não é um tema novo, mas apenas um tema em que ninguém apresentou uma solução credível relativa à nossa sociedade.

Além disso, não nos podemos esquecer do passado, em que existia muitos não contribuintes por força do empregadores, algo que devido a uma maior fiscalização foi diminuindo ao longo dos anos.
 
Há cerca de duas décadas que alguns nos vêm avisando sobre a sustentabilidade do sistema de pensão em Portugal.

Não é um tema novo, mas apenas um tema em que ninguém apresentou uma solução credível relativa à nossa sociedade.

Além disso, não nos podemos esquecer do passado, em que existia muitos não contribuintes por força do empregadores, algo que devido a uma maior fiscalização foi diminuindo ao longo dos anos.

Claro!

E até a questão dos 14meses de pensão não é sustentada, pois se não me engano apenas se começaram a receber 14meses no final dos anos 80.

Outra coisa que muitos se esquecem é que o sistema de pensões é redistributivo, ou seja, quem tenha contribuído acima da média, vai ser prejudicado por forma a compensar os que menos recebem! Não se pode querer ser solidário e ao mesmo tempo exigir receber pensão igual ao salário!

O que eu acho chocante nisto tudo, são as pensões chorudas de certas classes, que apenas trabalharam uns anitos e nem fizeram os detidos descontos! Há juízes, há deputados, há militares (sem tempo de guerra), há muitos previligiados mesmo.

Também é chocante que os governantes sistematicamente empurrem os problemas para o futuro, ignorando problemas reais! Acredito que parte deles tivesse fé em como o crescimento da economia pudesse financiar o défice das pensões, mas era muito pouco provável mesmo, seria de ingénuos mesmo!

Mas enfim, na Grécia até ser cabeleireira é profissão de risco!
 
Já agora, este gráfico interessante que colocaram hoje no Blasfémias.

QALOIDJ.png

Seria também interessante mostrar um gráfico com as contribuições... mas isso é um assunto politicamente que poderá não interessar a esse blog.

Já todos sabemos que o estado tem tido em média funcionários mais qualificados e bem mais pagos do que no privado. Logo a relação de pensões seria algo como o gráfico acima.

Não vejo aí o problema.

Veria mais nas horas de trabalho, anos de serviço, benefícios, etc... agora comparar contribuições/pensões é algo estranho.
 
Um sistema remuneratório baseado em aumentos e progressões de carreira automáticos, que geraram salários equivalentes bem maiores que na restante sociedade, e depois ainda uma reforma CGA, um fundo autónomo de pensões mais generoso ainda que o do outros, já para não falar de tudo o resto pelo caminho, ADSE, protecção de emprego (quase vitalício), etc,etc.

E não vês problema ? Eu vejo um sério problema de equidade na sociedade, já que a constituição pôs a equidade na ordem do dia.


No privado, o sistema remuneratório baseado em aumentos e progressões de carreira automáticos também foi adoptado por alguns. Muitos deles dão regalias de protecção de saúde e de pensões mais generosas do que no público.
Não vejo nenhum problema nisso.

Não defendo a equiparação do Estado ao privado, porque penso que o Estado tem de ter apenas um poder legislativo, fiscalizador e punitivo, e para isso necessita de ser o mais autónomo possível para não existir influências de interesses.

Em relação às pensões, nas minha opinião, é algo que deve ser distanciado da discussão do défice.
Temos um problema de sustentabilidade que irá agravar-se ao longo dos anos, independentemente do desempenho da economia, algo que acontece em vários países, sobretudo na Europa.

Mas tudo o que falamos não tem nada com uma taxa que poderá ser aplicada às pensões, que não irá verificar os anos de contribuição, de trabalho, se a pessoa trabalhou no estado ou privado. É cega e apenas com uma finalidade, diminuir a despesa pública, sem qualquer plano de viabilidade futura.

Já andamos há mais de dois anos nesta sina, não vemos planos concretos para o futuro na redução da despesa, impostos, no sistema de pensões, etc, etc, algo que é fundamental para o investidor externo.


O que vejo é apenas jogos de política, uns a tentarem pular para instituições internacionais, outros a piscarem o olho a certos eleitores, outros a tentarem convencer que mudaram de sexo e por fim outros a vender a banha da cobra.

Em suma: "Os leões (PSD) a roerem a gazela(POVO), tentando lutar com a persistência e perspicácia das hienas (CDS) enquanto não são vencidos pela presença de demasiados necrófagos (PS, CDU e BE).
 
Holanda pode provocar o colapso do euro
A bolha imobiliária estourou, o país está em recessão, o desemprego sobe e a dívida dos consumidores é 250% do rendimento disponível. O grande aliado da Alemanha na imposição da austeridade por todo o continente começa a provar o amargo da sua própria receita. Por Matthew Lynn, El Economista
A Holanda é um dos países mais endividados do mundo. Está mergulhada na recessão e demonstra poucos sinais de que esteja a sair dela. A crise do euro arrasta-se há três anos e até agora só tinha infetado os países periféricos da moeda única. A Holanda, no entanto, é um membro central tanto da UE quanto do euro. Se não pode sobreviver na zona euro, tudo estará acabado.
http://www.esquerda.net/artigo/holanda-o-país-que-fará-estourar-o-euro/27846#.UZF17LxA0zY.facebook

Parece que a crise começa a chegar em força aos "antigos países prósperos"
 
Dois terços dos funcionários públicos de "baixa" em 2012 estavam afinal aptos para trabalhar

De acordo com o Relatório e Contas da Caixa Geral de Aposentações (CGA), o ano passado, dos funcionários que estiveram de "baixa", 4.895 pessoas foram chamados a juntas médicas, sendo que 66,4% foram consideradas aptas para exercer funções no trabalho, o que representa 3.252 utentes.

Este valor mostra um aumento do número de funcionários chamados a juntas médicas em 2012 face ao ano anterior, mas apresenta uma percentagem semelhante de trabalhadores considerados aptos para exercer funções.

Em 2011, foram chamadas 4.338 pessoas entre as que estavam de 'baixa', sendo que as juntas médicas da CGA consideraram 66,2% aptos para trabalhar.

No ano anterior, em 2010, o cenário foi idêntico, com 4.347 funcionários chamados e 62,4% a serem considerados aptos para exercer funções.

O Relatório e Contas da CGA referente a 2012 mostra ainda que quase 50 mil funcionários públicos pediram reforma no ano passado, ou seja, mais 50% face ao ano anterior.

A maioria dos 47.797 pedidos de reforma foi apresentada nos três meses de 2012, refletindo a vontade de evitar o aumento da idade de reforma e os cortes nos montantes das pensões.

De acordo com o documento, o "afluxo excecional de pedidos, ocorrido no final de 2012, foi desencadeado pelo conhecimento prévio do agravamento das condições de passagem à aposentação a partir de 2013 (...), sendo que os pedidos entrados em 2012 têm garantidas as condições de aposentação vigentes no ano".

Apesar deste número de pedidos de reforma, a CGA atribuiu, no ano passado, 20.734 novas pensões, o que significa menos 12,2% do que em 2011.

Fonte: LUSA

Afinal, isto é uma festança na função pública, metem baixa e estão aptos a trabalhar, nunca mais acaba as burlas e a mama que esta malta tem. :angry::angry:
 
Mago,não estou a dizer que seja mentira mas essa fonte....

Também não digo que estes coloquem um certo sensacionalismo da noticia, mas os dados em si não acredito que sejam falsos, a maneira como se apresentam é que pode ser um pouco "feito à medida".

No entanto acredito, pois estes paraisos fiscais um dia vão rebentar por algum lado...
 
Os holandeses tratam das suas vidas, face às suas limitações tentam atrair a maior riqueza que podem para o seu país e cidadãos. Eu já anteriormente disse o que acho sobre o assunto. Achei uma barbaridade à forma como por exemplo destruímos a zona franca da Madeira, pois não só acho que a mesma era necessária, como acho que Portugal inteiro se deveria transformar numa zona franca de baixos impostos dada a nossa posição ultra-periférica na Europa e escassez de recursos naturais.

Os Holandeses no séc. XIX recolheram Judeus, Mouros, uma série de etnias que tinham grandes qualificações e que deram grandes contributos sociais e económicos à Holanda. Lembremos os exemplos dos Judeus expulsos da peninsula ibérica e que partiram para a Holanda com os seus saberes e técnicas.

Já neste século através de medidas de atracção de capital receberam grandes quantidades de dinheiro que tentava fugir aos impostos. Efeitos práticos na economia e não só, digamos que nenhum positivo. Portugal também não ganharia nada atrair este dinheiro, este dinheiro não cria postos de trabalho ou se cria é sem impacto na economia pois é um numero residual. Não paga impostos, onde este se possa injectar mesmo sendo privado mas com ganhos coletivos, ou seja, é um dinheiro virtual que no fundo apenas o estariamos a guardar, seriamos um cofre sem contra-partidas.

Em caso de falir algum banco ainda teriamos o problema de indemenizar os depositantes e caso não o fizesse-mos menos confiança teria o nosso sistema bancário. Como tal, podem ficar com ele, dinheiro sem utilidade não passa de um papel de 2ª qualidade.
;)
 
Afinal, isto é uma festança na função pública, metem baixa e estão aptos a trabalhar, nunca mais acaba as burlas e a mama que esta malta tem. :angry::angry:

Obrigado...:dry:

Pela parte que me toca não enfio a carapuça, mas certamente haverá muita gente que sim.
Os abusos por parte (e digo parte porque a maioria não merece o atestado de menoridade que frequentemente lhe imputam) dos funcionários, protegidos por algumas leis retrógadas, levaram a criar mau ambiente intra-função pública e desta para com parte da população portuguesa.
Muita desta má imagem derivou dos políticos que fomos tendo ao longo das décadas, sempre prontos a sacudir o capote e a imputar a culpa em cima dos do costume...e muita gente caiu no hábito de culpabilizar os funcionários públicos pelo que de mau acontece em Portugal.

Dois terços dos funcionários públicos de "baixa" em 2012 estavam afinal aptos para trabalhar

Da notícia destaco a infelicidade da extrapolação dos 66%, num universo de pouco menos de 5000 funcionários (das largas centenas de milhares no activo), para os restantes funcionários que meteram a vulgar "baixa". Estes quase 5000 seriam certamente os casos de maior duração, talvez parte deles acomodados à situação. Aliás extensível ao comum trabalhador fora da alçada do estado...e são tantos!

P.S.: tempo tão bom lá fora e eu a trabalhar.;)
 
Um dos principais sentimentos que motivou o ódio aos sefarditas foi a inveja. Os sefarditas dominavam o comércio e as profissões liberais em muitas cidades do Reino, pois a nossa miserável cultura católica associava o lucro ao pecado. Quando foi instituída a Inquisição era normal haver denúncias contra aqueles que acumulavam riqueza, não fossem judeus, sendo essa riqueza depois expropriada.

Muitos sefarditas emigraram para os Países Baixos e ajudaram ao apogeu da Holanda no século XVI. Entre os que saíram de Portugal estava Amato Lusitano, grande médico natural de Castelo Branco que descobriu (ou redescobriu) e descreveu as válvulas venosas. Garcia da Orta, fundador da Medicina Tropical, foi perseguido, devido à sua ascedência judaica. E mais nomes se podem contar com importância para a Humanidade dentro dos judeus portugueses.

Não digo com isto que eles são os bons e nós os maus. Olhando para a História do povo judaico constatam-se fraquezas, e alguma superioridade dos cristãos num ou noutro ponto. Mas sem dúvida alguma pagámos muito caro pela expulsão deste povo.

Esta conversa vem a que propósito? Em breve Portugal poderá dar nacionalidade portuguesa aos sefarditas com ascendência lusitana. Poderíamos receber um grupo de imigrantes altamente qualificados, com uma iniciativia empresarial e um dinamismo que não abunda nos indígenas.

Concordo plenamente com o Vince. A História demonstra que uma percentagem preocupantes da populaçao portuguesa não tem capacidade para estar numa economia de mercado. E não raras vezes o povo censura quem se esmera, condenando os «ricos». Traços culturais herdados de uma espécie de cultura católica franciscana e de uma nobreza rendeira, que condenavam o lucro. Ora vendo isto, e acrescentando o nosso elevado endividamento, salta à vista que precisamos de muito investimento estrangeiro. Daí Álvaro dos Santos Pereira insistir no IRC a 10%! E sem cortes brutais no Estado não há descida de impostos.
 
Passos Coelho não estava preparado para ser Primeiro Ministro. Já passou o «estado de graça» e há grandes reformas estão por fazer!

- Não teve início a reforma do mapa do poder local com a extinção e criação de novos municípios.

- Não foram extintas as empresas municipais.

- A reforma das fundações não passou de uma encenação para «inglês ver».

- A RTP não foi privatizada. Nem a TAP.

- A máquina central do Estado, com a sua miríade de institutos, observatórios, gabinentes, secretarias, continua praticamente intocável.

- Em algumas áreas até colocaram mais burocracias e taxas, prejudicando assim o já débil tecido económico.

Afinal o que espera Vítor Gaspar? O que espera Passos? Que os credores perdoem parte da dívida? Que a Alemanha abra o pote? Estamos a lidar com plutocratas!

[ame="http://videos.sapo.pt/AJjMmo1ZmA1HIdZgpw17"]“A troika sabe que está a ser enganada e aceita este jogo político†- SAPO Vídeos[/ame]

Que pena não termos Ramalho Eanes como Presidente da República!
 

Só para agarrar no mapa...este mapa é um verdadeiro escandalo, os funcionarios publicos esses malandros, o horror a calamidade, a 3ª guerra....
Quando gosto de vir comentar gosto de ter factos e não afinidades politicas ou vinganças/frustrações antigas e ainda mal curadas.
Este ano, como noutros, preenchi muitas xxxxx(obvio que não vou dizer;)) entre dezenas talvez até centenas, não se consegue para efeitos de impostos/contribuições, no privado, um que seja, que ganhe mais que o SMN, trolhas/pintores/taqueiros/mecanicos....etc, etc, no fundo,ganham 20€ por dia, já alguem contratou esses serviços e só pagou 20€ por dia, ou talvez 5x mais? no fundo uma vida e todos com boas moradias, bons carros, boas ferias, etc, com beneces nas escolas/propinas/centros de saude, com telemoveis/viaturas da entidade patronal, etc, etc. - isto tudo por SMN/mês!!!!!
Adiante,um funcionario publico, que NÃO TEM FUGA DE IMPOSTOS, tudo que declara é o que recebe, conheço quem ganhe mensal 1.500€ e 1/3 (500€) vai para impostos, sem beneces em escolas/saude e afins, sem direito a telemovel/viatura da entidade. Sim teem muitas regalias mas, grande parte delas depois de estarem reformados, se lá chegarem.
Agora há quem prefira levar uma boa vida na parte contributiva/impostos a fazer-se de coitadinho e dizer mal dos outros que ganham bem e a terem beneces pagas por alguem...sem saber que as beneces do outro lado, são boas, mas são pagas pelo seu proprio trabalho/impostos;)

Agora se o privado quer boas reformas, ok façam descontos reais....e não só sobre o SMN.
 
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