Será das intervenções do BCE ou do talento dos governantes índigenas?![]()

A FALTA DE NOÇÃO DO RIDÍCULO!…
A História é simples: Esta noite no Programa ‘Prós e Contras’, no qual se apresentavam em certa altura exemplos de empreendedorismo, um jovem com apenas 16 anos falava sobre determinação, vontade de fazer coisas e de motivação para a mudança e para a acção. Apresentava o SEU caso de sucesso… uma marca de roupa chamada “Over it” que, surgiu da vontade de estar na moda a preços suportáveis e que em menos de um ano, está a ganhar mercado on-line e off-line, com encomendas até no estrangeiro. A certa altura é ridiculamente interrompido por uma convidada, Raquel Varela, doutorada, investigadora em pós-doutoramento na U. Nova e no Instituto Internacional de História… Poderia ser um contributo para a motivação para o empreendedorismo, mas não! Obviamente não sabe o que significa empreendedorismo, mesm estudando a fundo e do ponto de vista académico as questões laborais e esquecendo que para se criar emprego é preciso, antes de tudo ter uma ideia de negócio sustentável. Foi uma intervenção completamente descabida… de uma desfaçatez atroz. São este tipo de intervenções que tolhem os sonhos dos que querem construir coisas novas, encontrar alternativas e ser donos do seu destino… mas este miúdo, o Martim Neves, deu-lhe uma lição!!! É que há o perfeito, o óptimo e o possível… ser empreendedor é arriscar quando não há alternativas… quando se tem vontade de materializar sonhos… e pelos vistos há quem confunda com capitalismo!… Parabéns Martim! Persegue o teu sonho e não passes por cima de ninguém… Cara Prof. Doutora Raquel Varela, o seu percurso académico é, de facto, impressionante e relevante… mérito seu, mas entenda que a sua investigação, apesar de ser importante, não cria postos de trabalho, os que tanto defende… são estes exemplos de empreendedorimo que podem fazer a diferença… hoje apenas o Martim, amanhã quem sabe, uma cadeia de lojas.
As prostitutas de viseu também são empreendedoras

Lamentável enquanto linha de pensamento, é um menino de 16 anos com todo o mérito de ser empreendedor a vender roupas para jovens, achar que mais vale estar empregado mesmo que mal pago recebendo o misero salário mínimo nacional, do que exigir salários dignos e direitos laborais. Será que esse menino empreendedor sabe quantos euros vale o salário mínimo nacional?
Garantido é que esse menino empreendedor sabe que quanto menos os trabalhadores receberem de salário mais competitivo será o produto que vende.
Claro que estar empregado é melhor que estar desempregado mas se seguirmos essa linha de pensamento aonde iremos chegar?
Será que passaria a ser melhor trabalhar sem direitos, só para se ter trabalho?
Quem lucra com a competitividade aumentada á custa de baixos salários?
Quem vai comprar a produção se os trabalhadores não vão ter dinheiro?
Se seguirmos a linha de pensamento do menino empreendedor, não será que o melhor mesmo é que a bem do emprego se trabalhe de graça, talvez a troco do jantar ou do almoço?
Não seria melhor este menino empreendedor, estuda desenvolver o conhecimento adquirir formação académica, que lhe permita ter uma visão solidaria e o mais igualitária possível da sociedade?
Lamentável enquanto linha de pensamento, é um menino de 16 anos com todo o mérito de ser empreendedor a vender roupas para jovens, achar que mais vale estar empregado mesmo que mal pago recebendo o misero salário mínimo nacional, do que exigir salários dignos e direitos laborais. Será que esse menino empreendedor sabe quantos euros vale o salário mínimo nacional?
Garantido é que esse menino empreendedor sabe que quanto menos os trabalhadores receberem de salário mais competitivo será o produto que vende.
Claro que estar empregado é melhor que estar desempregado mas se seguirmos essa linha de pensamento aonde iremos chegar?
Será que passaria a ser melhor trabalhar sem direitos, só para se ter trabalho?
Quem lucra com a competitividade aumentada á custa de baixos salários?
Quem vai comprar a produção se os trabalhadores não vão ter dinheiro?
Se seguirmos a linha de pensamento do menino empreendedor, não será que o melhor mesmo é que a bem do emprego se trabalhe de graça, talvez a troco do jantar ou do almoço?
Não seria melhor este menino empreendedor, estuda desenvolver o conhecimento adquirir formação académica, que lhe permita ter uma visão solidaria e o mais igualitária possível da sociedade?
Não lhe retirando mérito, para o rapaz, a melhor opção seria estudar, as exigências do empreendorismo de hoje estão em consonância com as visões mais humanistas da sociedade. Os saberes intrinsecos ao senso comum morrem no seu ciclo curto de conhecimento.
Acredito em alguma projecção de curto prazo dado o mediatismo da cena televisiva, mas a psicologia das multidões funciona apenas num curto espaço de tempo.
Apesar da sua visão astigmata, desejo-lhe os melhores sucessos!

É por coisas destas que nunca me filiei em nenhum partido nem nunca me passaria pela cabeça meter-me na politica, porque o objectivo é apenas ganhar votos e não servir o país.
Essa das "marcas" de roupa é demais, sei que no Reino Unido têm todos uma marca de roupa, desenham um logo qualquer, pedem para imprimir numa T-shirt na net, e poof, têm uma marca de roupa...![]()