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PS desconfia de escutas na sede

Os socialistas manifestam dúvidas fundamentadas de que os telemóveis, os computadores e outros meios técnicos da sede nacional, estão a ser alvo de intromissão ilegítima.

Os dirigentes do PS desconfiam que os telefones e a internet da sede do partido estão sob escuta ilegal.

A informação é confirmada à Renascença por fonte da direcção socialista que admite que se trata de um assunto delicado.

A mesma fonte adianta que acrescenta que já foi feito um pedido de investigação à Procuradora Geral da República, Joana Marques Vidal, na passada sexta-feira.

Neste pedido de investigação remetido à procuradoria, a que o “Correio da Manhã” teve acesso, os socialistas manifestam dúvidas fundamentadas de que os telemóveis, os computadores e outros meios técnicos da sede nacional, no largo do Rato, estão a ser alvo de intromissão ilegítima.

O jornal acrescenta que António José Seguro tem a percepção de que algumas informações partilhadas e divulgadas podem estar a ser objecto de acesso e intromissão não autorizada.

A Renascença tentou contactar alguns responsáveis socialistas sem sucesso e pediu inclusive outros esclarecimentos sobre este assunto à direcção do partido. Na resposta, o gabinete do secretário-geral responde que não há quaisquer outros comentários a fazer sobre este pedido entregue na Procuradoria uma iniciativa que visa o apuramento e a investigação relacionados com dúvidas fundadas de que os telefones e internet do PS podem estar a ser alvo de escutas ilegais.

Fonte: RR

Olha o PS com a mania da perseguição. :rolleyes: Deve ser os ratos que andam a escutar. :D
 
Quase 90% das receitas de impostos são para pagar pensões. Onde é que isto é sustentável? Por cada reformado há, em média, um português a trabalhar para lhe pagar a reforma. Onde é que isto é sustentável? O que cada pessoa desconta para a sua reforma não fica guardadinho à espera que se reforme. É imediatamente gasto nas pensões dos outros. Enquanto não se perceber isto, nada avança.
 
Olha o PS com a mania da perseguição. :rolleyes: Deve ser os ratos que andam a escutar. :D

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:assobio:

"Olha para o que digo, não para o que eu faço".

Quando vieram notícias a público que o governo do sócrates vigiava a presidência da república, os "letrados" deste país caíram em cima de S. Excia Cavaco Silva porque estava a vitimizar-se aos olhos da opinião pública.
Bem, agora não sabendo o que se passa, fico-me pelo silêncio ativo.
Destes meninos mimados do PS tudo se pode esperar, tudo pode acontecer. Estes que urdiram uma máquina do estado, plena de propaganda, ainda tem a lição fresca sobre como auto-vitimizar-se e com isso melhorar os "shares" para as próximas eleições.

Sou eu o único a achar que a politiquice rasca tem escola para o largo do Rato? Não me parece...

Última nota: é vergonhoso que se vigiem pessoas em Portugal fora do âmbito estritamente criminal. Em absoluto, é de condenar...
Condenei vivamente o PS (relembro que a maioria dos constituintes do governo sócrates estão como braço-direito e braço-esquerdo do Seguro) no caso das escutas, condeno agora este caso - virtualmente terá de ser assim porque nunca saberemos a verdade plena!

Mas de mim o PS apenas tem palavras de repúdio pela vitimização, logo de um partido que não prima pela busca do bem comum...
 
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"A convocação de eleições antecipadas não é o melhor cenário para o País.
Assim sendo, a melhor solução alternativa passa por manter o Governo de coligação", referiu este domingo Cavaco Silva, numa comunicação ao País após as negociações entre PS, PSD e CDS terem sido interrompidas....



uma reação tardia
a montanha pariu um rato!
 
uma reação tardia
a montanha pariu um rato!

A reacção não é propriamente tardia. No contexto atual é muito tardia.
Do largo do rato pariu um "nada"...

Claro que era a solução menos má, dentro do contexto atual.
Ninguém tem certeza se numas eleições próximas alguém sairia com maioria absoluta. Sem essa maioria o mais certo seria a queda do governo a curto prazo.

Alguém acha que o CDS apoiaria o PS?
Alguém acha que o BE\PCP apoiariam um governo PS a fazer cortes (obrigatórios) na despesa pública?
 
Acho. Não só as propostas do CDS estão relativamente próximas às do PS (bem mais que às do PSD), como o Paulo Portas, para se manter no poleiro, vende-se a quem mais lhe convier.

Não acredito no Paulo Portas a líder do CDS nas próximas eleições.
E as posições do CDS em relação ao PS extremaram-se mais do que parece...

Amigos do alheio
por JOÃO CÉSAR DAS NEVES

Um texto lúcido e pertinente.
Pena que a maioria das mentes fechadas ou formatadas por ideologias não perceba o seu significado...
 
José António Seguro toma os portugueses por tolinhos? Aquelas propostas são impossíveis de concretizar e nenhum país do Norte ou Centro da Europa aceitaria aquele plano de mutualização da dívida. Consegue ser ainda pior que Portas e Passos Coelho.
 
José António Seguro toma os portugueses por tolinhos? Aquelas propostas são impossíveis de concretizar e nenhum país do Norte ou Centro da Europa aceitaria aquele plano de mutualização da dívida. Consegue ser ainda pior que Portas e Passos Coelho.


o Seguro mandou lixar as negociações porque pensou que ao haver eleições ia ficar no lugar do coelhinho:bombar:
 
José António Seguro toma os portugueses por tolinhos? Aquelas propostas são impossíveis de concretizar e nenhum país do Norte ou Centro da Europa aceitaria aquele plano de mutualização da dívida. Consegue ser ainda pior que Portas e Passos Coelho.

No fundo o Seguro colocou em cima da mesa, aquilo que é a cartilha do partido em relação a estas temáticas. Não me surpreende. Aliás apesar de tudo e estando totalmente de acordo com a irrealidade das propostas, achei que, e pela primeira vez, o Seguro se saiu relativamente bem no que diz respeito ao possível impacto que este processo negocial poderia ter na sua imagem...
Se calhar um PS menos pressionado pelas correntes internas, onde não tenho dúvidas, a corrente socrática começa a ganhar um peso enorme, teria cedido em parte e assinaria um acordo. Mas nestas condições Seguro é um homem acossado... mais pelo próprio partido que pelas forças externas.

Veremos o que vem dos próximos tempos... Talvez não tenha sido uma semana perdida de todo. Mas o que cada vez mais se nota em Portugal é um taticismo politico-partidário muito pouco preocupado com o país. Pela primeira vez digo que vi um presidente a tentar algo diferente, e senti que talvez isto pudesse ser um balão de oxigénio na nossa democracia... Mas se calhar e até algo surpreendentemente, o Presidente foi arrojado demais... errou por precipitação... Agora se haverá algum resultado prático de tudo isto, só o tempo dirá.
 
Um texto lúcido e pertinente.
Pena que a maioria das mentes fechadas ou formatadas por ideologias não perceba o seu significado...

Por acaso para fazer uma cadeira de economia tive de meter a doutrina deste senhor na cabeça, levar com os seus manuais de leitura fácil e bem elaborados. Mas isso não o leva a ter razão absoluta, dentro deles, notava-se também alguma carga ideológica....
 
Amigos do alheio
por JOÃO CÉSAR DAS NEVES

Excelente texto, Vince.

Vivemos certamente numa época em que quase toda a gente vive à custa do dinheiro dos outros, e de dinheiro que no fundo é criado do nada, e manipulado por um pequeno grupo de indivíduos. É sem dúvida uma loucura colectiva.

O Estado, e não é só o Português mas quase todos os Estados; as empresas; instuições, universidades, e de facto quase todas as pessoas, vive à custa desta toxicodependência.

Quem não pede um empréstimo para comprar casa ou carro?
È de facto um abuso colectivo. 99% das pessoas participa no abuso, não é só o Estado. E não é só o Estado português.

O dinheiro é uma ilusão. É criado e o seu valor é também criado e manipulado. Não depende só da oferta e da procura. Hoje em dia depende de muita coisa: lucro, juros... È sobretudo uma luta entre poder entre duas partes, mais do que uma moeda de troca.

Vejamos: os valores das coisas nunca correspondem ao seu verdadeiro valor, sejam salários ou custos, subsídios ou orçamentos.

Um médico não trabalha muito mais do que um dono de uma tasca, mas recebe muito mais. Porquê? Um telemóvel custa muito pouco para a tecnologia involvida, mas uma casa custa imenso dinheiro quando é somente um monte de tijolos e cimento.

Tudo isto está desconectado da realidade.

Há imensa ilusão nisto tudo. É um abuso de poder, da parte que decide dar o dinheiro, e da parte que decide exigir ou pedir o dinheiro.

Mas cada um de nós pode dar o seu contributo. Eu por exemplo nunca pedi um empréstimo, compro somente aquilo que posso.

O dinheiro devia ser somente uma moeda de troca, mas hoje em dia, é quase tudo além disso. É lucro, é uma recompensa por uma batalha ganha, é manipulação, é uma ilusão criada do nada, etc.

E nesta luta por poder, se alguém não têm, vai chantagear outrém pelo dinheiro que não tem. Sejam ricos e pobres.

Se queremos ir ao fundo da questão, então teremos que mudar quase tudo o que existe em dia sobre o dinheiro. Mas parece-me impossível, e o mais certo é sofrermos um novo crash antes de fazermos verdadeiras mudanças, que são bastante precisas.

Uma coisa é certa: todo o ser humano quer viver bem, e esse é o problema, mas a solução passa em sobretudo ajustarmos a nossa realidade a esse facto que nunca mudará.
 
Dia de alívio nos mercados de dívida, a expectativa era grande, tanto podiamos ser sentenciados para o 2º resgate como poderiamos ter o benefício da dúvida por partes dos mercados, deixo aqui o gráfico que mostra bem quanto custou ao país esta "brincadeira" por parte da classe política que nos (des)governa, regressamos ao ponto de partida é certo, mas tudo isto poderia e deveria ter sido evitado.

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Notam-se perfeitamente os picos nos juros exigidos nas datas da demissão de Portas e do comunicado do Presidente à Nação.
Acredito que o bom senso prevaleceu, eleições neste momento não, mais tarde lá os julgaremos.

Já agora um pouco de humor! :D:D:D

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Foi aqui referido que Cavaco Silva está senil, ou para lá caminha.

Vejamos:
Antes da demissão de Vítor Gaspar, tínhamos um CDS e PSD com fraca popularidade, com grandes avanços de todos os partidos de oposição. Passos Coelho conseguia secundarizar Paulo Portas e esse facto era bem apreciado pelas bases do PSD, mas não tanto a centralização das atenções em Vítor Gaspar. Paulo Portas por várias vezes expunha na opinião pública os seus desacordos com o PSD, e sobretudo com as linhas impostas por Vítor Gaspar, mas esses problemas foram sempre resolvidos com mestria de Passos Coelho, que conseguia tornar os desacordos de Paulo Portas como uma birra ou tomada de protagonismo.

Após demissão de Vítor Gaspar, e especialmente devido às suas declarações na carta de demissão, afectou pessoalmente as opções de Passos Coelho. Era a sua ideologia e o seu homem forte.
Vítor Gaspar era o homem menos popular no Governo, não obtinha apoio do CDS para efectuar os cortes na despesa pública e surgia uma polémica sobre o seu conhecimento dos SWAPS em que não conseguia explicar.

Passos Coelho, atrapalhado, sem soluções, já que ninguém minimamente credível aceitaria a pasta das finanças num momento de tal crispação, nomeou alguém da sua confiança - Maria Luís Albuquerque - ou seja, alguém que seguiria as directrizes de Vítor Gaspar, mas que seria duramente criticada pelos partidos de oposição devido às SWAPS.

Paulo Portas, um homem com um enorme conhecimento político, aproveita o momento para pedir demissão, distanciando-se do rumo tomado por Vítor Gaspar e que iria ser continuado por Maria Luís Albuquerque, aproveitava a impopularidade desta nova ministra e demonstrava que o seu partido era espezinhado pelo PSD.

Passos Coelho, que impressiona pela sua calma, racional cada passo que dá, mais uma vez consegue demonstrar que Paulo Portas está a destruir a estabilidade político-económica de Portugal. As bases do PSD e CDS ficam iradas com toda esta situação e os partidos de oposição nem acreditam no presente que lhes é dado.

É momento de Cavaco Silva intervir. As opções óbvias seria a convocação de eleições ou aceitar a nova reformulação do Governo.
- A primeira seria bem aceite pelos partidos de oposição, que teriam a oportunidade de ganhar mais votos ao longo da campanha eleitoral, devido à inacreditável embrulhada que se tinham colocado Paulo Portas e Passos Coelho.
- A segunda seria bem aceite pelo Governo, mas seria muito atacada pelos partidos de oposição e existiria muita tensão nas bases do CDS e PSD aos seus chefes de partido.

Cavaco Silva sai com um coelho na cartola e pede um entendimento entre PSD, CDS e PS.

De logo o PCP e o BE excluem-se dessa negociação. O PS sente desde logo logo que irá ser a ovelha ranhosa seja que for a sua decisão. Ainda tenta pedir que exista algum entendimento com o PCP e o BE para uma alternativa que possa influenciar uma posterior decisão de Cavaco Silva para eleições antecipadas, mas estes partidos mostram-se totalmente inflexíveis, pois poderiam torna-se incoerentes.

A parte socrática do PS demonstra desde logo que não quer qualquer entendimento com o PSD e CDS, ameaçando a liderança de António José Seguro, não existindo qualquer alternativa ao negar o entendimento. Jerónimo de Sousa, já tardiamente demonstra finalmente entendimentos à esquerda, onde apenas se consegue distanciar do extremismo do BE .

Cavaco Silva, já totalmente legitimado aceita a remodelação do Governo, avisando o PS que terá de ter entendimentos com os partidos do Governo, pois caso vença as próximas eleições elas serão necessárias, avisa o Passos Coelho que terá de mudar a sua política económica e avisa Paulo Portas que não terá oportunidade para mais uma desavença publicitada.

CDS e PSD, principalmente este último saem com muito melhor popularidade do que antes da crise, apesar de no geral os partidos políticos serem vistos ainda mais com desconfiança, sendo a única personalidade confiável (mas vista como ingénua) Cavaco Silva.
 
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