O Estado do País

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O Bernardino faz contas e não vai pagar a tralha do PS. Faz contas para contornar o aumento brutal do IMI e poupar as pessoas a esse roubo. Faz contas para conter as faturas da água e outros serviços públicos disponibilizados pela câmara.

O PS queria privatizar a água, os serviços de limpeza e jardins. É o que a CMLisboa vai fazer... veremos o que vai acontecer quando os lisboetas começarem a ser esbulhados nas faturas e constatarem que a sujidade apenas mudou de lugar.

Faro também os privatizou e agora... faturas a dobrar, jardinagem nem vê-la e dinheiro para obra nova não há. A dívida já vai em mais de 7 milhões de euros com o tribunal de contas a não autorizar mais serviços de jardinagem.

O que é que isto tem que ver com a venezuela e a coreia do norte? Quem é que usa cassete?
 
São inúmeras as crónicas em que ele critica fortemente o governo, alguns dos seus membros ou algumas das suas decisões. N'O Insurgente, então, é quase todos os dias. Um governo que alguns chama de liberal, mas que tem sido tendencialmente socialista, e que ultimamente está a extremar o seu socialismo (lei do tabaco, taxa audiovisual, regulação do número de animais em casa, obrigação de combustíveis low-cost, etc.), só pode ser criticado pelos que são verdadeiramente liberais.

No insurgente nem os liberais escrevem sobre liberalismo... tinham bastante para escrever mas uma página vazia é sempre um problema. Mas isso também quer dizer que não há liberais nenhuns naquele recanto.

Aquilo é apenas uma secção da opus dei.

«Qual é o grande mal de Portugal? Resposta: a importação de ideologias estrangeiras do norte da Europa (os socialismos germânicos e os liberalismos anglo-saxónicos) que são versões laicas do mesmo fenómeno, o protestantismo religioso. Ideologias estrangeiras importadas, estranhas, ruinosas e inimigas da tradição portuguesa. Portugal importou a ideia de partidos e isso é terrível: os partidos são uma evolução laica das seitas protestantes que visam dividir as comunidades (...) são uma agressão à nossa cultura. Simples e eficaz: não houvesse estes partidos, e Portugal uno e indivisível encher-se-ia de fraternidade lusitana, graças ao "sentido comunitário que os portugueses têm, devido à sua cultura.»

http://www.rtp.pt/play/p762/e135548/grande-jornal/326884

http://jugular.blogs.sapo.pt/3654214.html
 

Os Viveiros Monterosa nem pagam 500 €. Essa é mesmo para rir que tem muita piada mesmo. :lmao::lmao::lmao::lmao:

Tenho familiares a trabalharem lá, tenho amigos a trabalharem lá e recebem bem mais que 500 €. Lá por teres alguém conhecido que não chega aos 500 € isso não impede que outros trabalhadores ganhem mais que isso.

Já agora diz-me uma empresa que comeces a trabalhar e que recebas logo um ordenado de uns 700 € ou 800 € se não tiveres experiência na área vá diz lá aí uma empresa. É para eu deixar onde estou e ir para essa empresa ganhar mais. :rolleyes:

Se eu tivesse uma empresa certamente nunca iria pagar um salário de 700 € ou 800€ a uma pessoa que não tem experiência na área. Existe tanta gente a mudar de área e recebem cerca de 500 € qual é o mau nisso.

Já sei a esquerda diz que anda a ser explorado, é melhor estar em casa sentadinho a olhar para o tecto do que fazer alguma coisa pela vida. A crise é uma mão cheia de oportunidades quem tiver imaginação, esforço e lutar contra as adversidades certamente terá um futuro bem mais risonho do que aqueles que andam todos os dias a queixarem-se ai isto, ai aquilo.
 
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:rain:
 
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Anarcocapitalismo

O Anarcocapitalismo, por vezes designado por libertarismo anarquista, ou anarquismo de propriedade privada ou ainda anarquismo de livre mercado, é uma versão radical do liberalismo clássico e anarquismo individualista.Tem como postulado que as formas de governo, principalmente as concepções estatais, são prejudiciais e desnecessárias, especialmente instituições estatais relacionadas a funções jurídicas e de segurança.
Em assuntos econômicos, o anarcocapitalismo defende o capitalismo como a forma de organização mais eficiente e rejeita qualquer tipo de controle governamental, impostos ou regulamentos. Considera que a segurança e a justiça são serviços como quaisquer outros, e que um mercado competitivo pode fornecer esses serviços muito melhor do que um governo monopolista.
Os defensores do anarcocapitalismo concebem a sua filosofia política enquanto parte da tradição anarquista, no entanto, diferente de outras vertentes anarquistas, e na perspectiva de muitas destas, os anarcocapitalistas negam a maioria das possíveis formas de dominação existentes no capitalismo e no chamado livre mercado, acreditam que todas as explorações e injustiças são criadas pelo Estado que beneficia seus favoritos

Benditos pusilânimes da nossa esquerda que "negam a maioria das possíveis formas de dominação existentes no capitalismo e no chamado livre mercado, acreditam que todas as explorações e injustiças são criadas pelo Estado que beneficia seus favoritos". Não lhes faltam virtudes...:lmao:
 
Os Viveiros Monterosa nem pagam 500 €. Essa é mesmo para rir que tem muita piada mesmo. :lmao::lmao::lmao::lmao:

Tenho familiares a trabalharem lá, tenho amigos a trabalharem lá e recebem bem mais que 500 €. Lá por teres alguém conhecido que não chega aos 500 € isso não impede que outros trabalhadores ganhem mais que isso.

Já agora diz-me uma empresa que comeces a trabalhar e que recebas logo um ordenado de uns 700 € ou 800 € se não tiveres experiência na área vá diz lá aí uma empresa. É para eu deixar onde estou e ir para essa empresa ganhar mais. :rolleyes:

Se eu tivesse uma empresa certamente nunca iria pagar um salário de 700 € ou 800€ a uma pessoa que não tem experiência na área. Existe tanta gente a mudar de área e recebem cerca de 500 € qual é o mau nisso.

Já sei a esquerda diz que anda a ser explorado, é melhor estar em casa sentadinho a olhar para o tecto do que fazer alguma coisa pela vida. A crise é uma mão cheia de oportunidades quem tiver imaginação, esforço e lutar contra as adversidades certamente terá um futuro bem mais risonho do que aqueles que andam todos os dias a queixarem-se ai isto, ai aquilo.

Ganham quanto uns 1500 euros mensais a trabalhar nisso :lmao::lmao:

Normalmente quando se entra numa empresa, ganham-se cerca de 500 euros, mas normalmente quando se cumpre depois 6 meses ou 1 ano, 2 5 ou 10 anos o ordenado costuma ir subindo paulatinamente, mas também conheço muita gente cujos vencimentos não são aumentados com a idade que se trabalha !
E queres queiras quer não .... essa é a pura das verdades !
Neste momento é tudo corrido a prazo e a 500 euros !

Tenho uma amiga minha que tirou Doutoramento em limpeza de sanitas que ganha quase 2000 euros no Luxemburgo e está lá somente á 6 meses !
 
Volta e meia surge uma história de um agricultor, vitimizar-se com a falta oferta de trabalhadores para apanhar a azeitona, castanhas, e outras... As típicas histórias da carochinha...
Pois bem, se essa carência, pode estar associada ao despovoamento que a maior parte dessas regiões padece, a população ativa ou tem emprego ou já fugiu dali para fora, por outra, também se deve a um desequilibro entre a oferta e procura no âmbito do trabalho... Porque não subir a parada do que estão dispostos a pagar? Não é assim que o mercado funciona segundo as dissertações neo-liberais? Ou só funciona para um lado?

Mas parece que alguns deles não parecem estar dispostos a dividir o "bolo dos subsídios", continuam enevoados pelas visões redondas, em que aos outros não lhes resta uma alternativa senão a vassalagem a todo o custo, esquecendo-se que o império ultramarino já acabou na década de 70.

No dia em que acabarem os subsídios agrícolas dados avulso, outros galos cantarão....
 
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Porque não subir a parada do que estão dispostos a pagar? Não é assim que o mercado funciona segundo as dissertações neo-liberais? Ou só funciona para um lado?

Até concordava contigo mas na prática as coisas não se passam assim.
Para aumentar aquilo que tem de pagar pela mão de obra, estariam a aumentar e muito um dos itens dos custos de produção.
Com a queda da procura, com a diminuição dos rendimentos em termos gerais, como iriam vender o produto se ele subisse de preço?
É que esquecemo-nos que a esmagadora maioria da produção é escoada não pelo produtor mas pelos intermediários. Só assim se entende como é vital controlar os custos de produção para que alguém lhe compre.
Isto é válido seja para a teoria neoliberal como para as outras teorias. Sim, porque estamos a falar de teorias e não da economia real...
 
Até concordava contigo mas na prática as coisas não se passam assim.
Para aumentar aquilo que tem de pagar pela mão de obra, estariam a aumentar e muito um dos itens dos custos de produção.
Com a queda da procura, com a diminuição dos rendimentos em termos gerais, como iriam vender o produto se ele subisse de preço?
É que esquecemo-nos que a esmagadora maioria da produção é escoada não pelo produtor mas pelos intermediários. Só assim se entende como é vital controlar os custos de produção para que alguém lhe compre.
Isto é válido seja para a teoria neoliberal como para as outras teorias. Sim, porque estamos a falar de teorias e não da economia real...

Atendendo ao acirramento concorrencial a agricultura sem subsídios basicamente deixaria de existir, por isso veio um PAC (Politica Agrícola Comum), depois outro, e outro, e outro e este ciclo anda numa roda viva em torno de subsídios de arranque, plantação, volta a arrancar...com provavelmente outras coisas pelo meio que nem vale a pena comentar....

O certo é derivado a isso, consegue-se escoar para o mercado, produtos que na verdade ficam abaixo do preço verdadeiro de custo... Um custo subsidiado...

Então, em vez das habituais "estórias" da carochinha, onde egocêntricamente se exibem nas câmaras a dizer que não há pessoal para trabalhar e que eles é que são bons e trabalham para o país, excomungando todos os que dependem de subsídios sociais, sendo eles próprios subsidiados, mais valia estarem caladinhos, pois não atiramos pedras aos outros quando temos telhados de vidro.
 
Porque não subir a parada do que estão dispostos a pagar? Não é assim que o mercado funciona segundo as dissertações neo-liberais? Ou só funciona para um lado?

Concordo a 100%, é assim que deveria funcionar. Mas os portugueses não estão habituados a isso, preferem choramingar para ver se spsrece alguma ajuda do Estado (sim, é isso mesmo que o agricultor que vai à TV quer, um subsídio do Estado para poder pagar mais e empregar algumas pessoas).
 
Volta e meia surge uma história de um agricultor, vitimizar-se com a falta oferta de trabalhadores para apanhar a azeitona, castanhas, e outras... As típicas histórias da carochinha...
Pois bem, se essa carência, pode estar associada ao despovoamento que a maior parte dessas regiões padece, a população ativa ou tem emprego ou já fugiu dali para fora, por outra, também se deve a um desequilibro entre a oferta e procura no âmbito do trabalho... Porque não subir a parada do que estão dispostos a pagar? Não é assim que o mercado funciona segundo as dissertações neo-liberais? Ou só funciona para um lado?

Mas parece que alguns deles não parecem estar dispostos a dividir o "bolo dos subsídios", continuam enevoados pelas visões redondas, em que aos outros não lhes resta uma alternativa senão a vassalagem a todo o custo, esquecendo-se que o império ultramarino já acabou na década de 70.

No dia em que acabarem os subsídios agrícolas dados avulso, outros galos cantarão....


O meu avô nunca teve subsídios e pagava 40 euros ao dia para apanharem laranjas. Teve de desistir de produzir porque o preço pago pelo armazenista era uma anedota, a 12 e 13 cêntimos ao quilo para serem vendidas por vezes quase a 2 euros o quilo pelas grandes superfícies.

A solução era criarem-se cooperativas de agricultores que funcionassem como grandes superfícies nas periferias das cidades, contudo além da falta de formação e de instrução da maior parte dos produtores há sempre aquela hábito muito português de haver um ou dois que quer vigarizar os outros ou que cria uma série de intrigas e enredos e acaba tudo em águas de bacalhau.

Mas a culpa é dos produtores que se «deixaram comer» pelos armazéns e pelas grandes superfícies e não souberam fazer concorrência à altura, pois quando quiserem destroem-nos.
 
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Concordo a 100%, é assim que deveria funcionar. Mas os portugueses não estão habituados a isso, preferem choramingar para ver se spsrece alguma ajuda do Estado (sim, é isso mesmo que o agricultor que vai à TV quer, um subsídio do Estado para poder pagar mais e empregar algumas pessoas).

Isto é complicadote.. Nós queixamo-nos por haver subsídios, mas eles existem porque são disponibilizados pela União Europeia.

O mal começa logo aí, a UE interfere nos mercados que deveriam ser auto-regulados pela qualidade/preço.

Os subsídios deviam servir apenas para o arranque de novas explorações, mas com prova de venda dos produtos, ou mediante apresentação de faturas do investimento efetuado.

Numa fase mais madura (atualmente), o problema encontra-se nos intermediários (distribuição) que acabam por comer parte desse subsídio ao exigir que os agricultores baixem os preços.

Por último, qualquer alteração a isto tudo, deve ter-se em conta que concorrentes temos em Portugal. Significa que Espanha e França deveriam ter as mesmas políticas, caso contrário, é o suicídio! Colocam os excedentes deles a baixos preços e nós ficamos a ver navios, nabos por arrancar ou leite por vender.

Isto tudo acontece, devido a uma exagerada política de esquerda, que ao pretender equilibrar preços, excedentes, mediante subsídios acaba por matar o normal funcionamento da economia. Alemanha tem excedentes, mas agora diz que é bom para todos! :lmao:
 
o meu pai apanha a azeitona com a ajuda da família.No lagar paga 1€ por cada litro extraído
Pergunto
se tivesse que pagar mão de obra a como iria sair cada litro de azeite?
 
O meu avô nunca teve subsídios e pagava 40 euros ao dia para apanharem laranjas. Teve de desistir de produzir porque o preço pago pelo armazenista era uma anedota, a 12 e 13 cêntimos ao quilo para serem vendidas por vezes quase a 2 euros o quilo pelas grandes superfícies.

A solução era criarem-se cooperativas de agricultores que funcionassem como grandes superfícies nas periferias das cidades, contudo além da falta de formação e de instrução da maior parte dos produtores há sempre aquela hábito muito português de haver um ou dois que quer vigarizar os outros ou que cria uma série de intrigas e enredos e acaba tudo em águas de bacalhau.

Mas a culpa é dos produtores que se «deixaram comer» pelos armazéns e pelas grandes superfícies e não souberam fazer concorrência à altura, pois quando quiserem destroem-nos.

Na Cova da Beira, os preços praticados andam à volta dos 40EUR/dia na apanha da cereja.

O risco é enorme, pois as cooperativas só pagam quando recebem e só pagam uma parte para amortizar custos / investimentos da cooperativa.

Enfim, dos 5EUR/Kg da cereja, o agricultor recebe da cooperativa entre 50cent a 1EUR. A cereja é cara, pois para apanhar 1Kg é preciso apanhar 1 a 1, com cuidado: tem que ser madura, ter calibre e não ter defeitos, tem de ser transportada em caixas pequenas (2kg ou menos),...

Por vezes as cooperativas redistribuem os dividendos, tentando equilibrar agricultores de cereja com os da maça/pera, sabendo que há anos em que uma dada fruta tem prejuizo.
 
Isto tudo para concluir que mesmo nas profundezas do "Conservadorismo Rural", na exacerbação da iniciativa e posse privada, a economia afinal anda em volta do subsidio, caso contrário, era fechar portas.... O que me parece meio caricato.

Um familiar meu direto, tem 500 árvores de fruta, e uns dois mil pés de videiras, o que vale é que tudo se vai fazendo no seio familiar, caso contrário chapéu. Não tem subsídios, trata por gosto...

No entanto, mais uma vez, quem mais ganha com isto tudo, são grandes superfícies, especuladores de preços de cereais e seus mercado financeiros associados, etc.
 
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