O Estado do País

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E se deixassem era de gozar connosco ?

Bom gráfico, repara que agora com as quarenta horas os funcionários públicos portugueses passaram dos primeiros para os últimos.... Está visto que o que se entende ou o conceito de progressão civilizacional para alguns é trabalhar mais e ganhar menos...

Para não citar posts anteriores eu pergunto se, não sendo eu trabalhador da função pública, não tenho direito a estar com a família? Com os amigos?

Acho que era uma ofensa "inconstitucional" aos funcionários do privado se o TC reprovasse a medida.

Sim, os funcionários do privado também tem família, embora estatisticamente recebam menos, e trabalhem mais, por vezes bem mais que 40 horas semanais...

Claro que sim, tem todo o direito meu caro, desta forma acho que tanto os trabalhadores públicos como privados, o direito deve ser igualitário, não deveriam ultrapassar no máximo dos máximos as 37 horas de trabalho semanais colocando-nos nas médias Europeias.
 
Decisão do TC desilude os sindicatos da Função Pública
...
Para José Abraão, «não há justificação em certos setores da Administração Pública para estes horários» como sucede, por exemplo, em certos municípios do Interior «onde as 17:00 já é noite e onde se tem os trabalhadores ao serviço sem ninguém para atender».
...
http://www.tsf.pt/PaginaInicial/Econ...ent_id=3553374


E se deixassem era de gozar connosco ?

A frase do dia. Se às 17:00 é de noite, a solução passa por abrir os serviços às 7:30, a essa hora já é dia claro.

É certamente gozar com um gajo, eu desde o início de novembro até ao final de fevereiro saio do trabalho sempre de noite. E várias vezes saio de casa ainda o Sol não nasceu.

Esta história do horário de trabalho aplica-se na prática aos funcionários públicos e a alguns sectores do privado (linhas de produção e atendimento, essencialmente). Em todos os restantes sectores trabalham-se as horas que tiverem que ser para se cumprirem os objectivos. Eu, várias semanas trabalho bem mais que 40 horas, já cheguei a trabalhar mais de 60, noutras em que há pouco trabalho fico-me pelas 30. O número de horas trabalhadas deve-se adequar, com bom senso, às necessidades diárias da empresa.

Uma das primeiras medidas do ministro Álvaro foi a abolição de 4 feriados. Foi uma medida inócua e populista na minha opinião. Como comparação, esta decisão de aumentar para 40 horas semanais equivaleu à abolição de 30 feriados por ano no sector público. E era isto que deveria ter sido logo feito, a bem da igualdade entre todos os portugueses.
 
É o tipo de coisas que acontece sempre quando se põe o carro à frente dos bois, a certa altura tudo descarrila,



Um bom compromisso seria exigir estar nas médias europeias em relação a outros indicadores também. Pagarmos o Estado que pudermos pagar tendo em conta o que produzimos. Uma das razões que nos trouxe a este buraco foram esses "progressismos" sonhadores que julgavam que enriquecíamos colectivamente só porque uns políticos decidiram que seria assim através da despesa pública.

A primeira questão só vai dar mais despesa publica sem um retorno direto, a única coisa que poderia ser questionável seria a questão da igualdade publico/privado, mas para isso o privado é que deveria descer para menos horas semanais. Fomentando o emprego, até porque grande parte das funções não manuais e rigidas estão a ser substituidas por máquinas. Quanto a médias europeias, se reparares quase todos os países anglo-saxónicos muitas vezes aqui evidenciados como exemplos, pagam impostos para tudo e mais alguma coisa, até para confissões religiosas, a diferença é que os salários são muito mais elevados do que os nossos, não submetidos à tortura de um (des)governo suicida como este. Provavelmente se não houvesse esta austeridade, a economia estava a crescer o dobro, o estado teria muitas mais receitas, a divida pagava-se sem recorrer a (des)ajuda externa. Pois como já disse, a gestão de um país é bem diferente da gestão de um merceeiro de gaveta aberta...
 
O número de horas trabalhadas deve-se adequar, com bom senso, às necessidades diárias da empresa.

Discordo deste aspecto. Por este caminho vais passar a trabalhar bastantes mais horas que a 40. Uma empresa regula-se pelo lucro da produção e não por prioridades dos trabalhadores.
 
Essa fórmula Mago, acaba por ser mais austera que o teu (des)governo.

Então a ver se entendo (estamos em 2011, com o governo acabado de ser eleito pelo povo):
"Não queremos mais austeridade" =
"Portanto, não conseguimos negociar com a troika"=
"Ficamos sem ajuda externa" =
"Défice zero"!

Até funcionava bem caso a economia de repente, lhe desse para subir 20% do PIB, logo em 2011! Só que não sei porquê, duvido muito que tal fosse acontecer, mesmo que cortasses 50% de todos os impostos para estimular a economia de 2011.

Havia de ser bonito, chegavas ao fim do mês de agosto e fechava-se os serviços públicos (sim, ninguém trabalha sem receber). E os pensionistas, em vez de receberem a pensão, podiam receber títulos do tesouro a levantar em 2020.. Até lá comiam da caridade! Ah não, caridade é de países fascistas, também não podia ser.. Podiam ser construídas casas sociais para reformados, e assim estimulava-se as obras públicas.
 

O conceito que uns trabalham para os outros não concordo, dá uma sensação que simplesmente os trabalhadores do estado estão numa "panela subsidiária" por parte dos outros trabalhadores[privados]. É um estigma que deveria acabar, e que é ímpar, só neste país estereotipado é que existe. Simplesmente trabalham e desse trabalham têm uma remuneração, trabalham para o estado que disponibilizam serviços, serviços que são disponibilizados em qualquer parte do mundo, segurança, educação, justiça, estruturas sociais.

A questão das "máquinas" é paradigmática, mas repara que os que nos fazia ter desemprego baixo nos anos 80 era simplesmente a pouca tecnologia, a industria existente e pouco competitiva requeria uma mão de obra manual intensiva, daí que sempre tivemos das mais baixas taxas de desemprego. Vários relatórios o indicam. Entretanto o país modernizou-se, qualificou-se, hoje ou baixamos as cargas laborais, ou é mais uma "acha" para mantemos este desemprego galopante.

Portugal, paga bastantes impostos, distribuídos de uma maneira desigual, premiando sempre os mesmos, no entanto, haveria quem pudesse contribuir mais, e outros deveriam pagar menos. Ainda assim temos dos melhores serviços públicos universais de saúde. Sem austeridade, a dinâmica económica seria bem melhor e por conseguinte o estado conseguiria mais receitas sem tão inglório esforço dos contribuintes.

Essa fórmula Mago, acaba por ser mais austera que o teu (des)governo.

Então a ver se entendo (estamos em 2011, com o governo acabado de ser eleito pelo povo):
"Não queremos mais austeridade" =
"Portanto, não conseguimos negociar com a troika"=
"Ficamos sem ajuda externa" =
"Défice zero"!

Até funcionava bem caso a economia de repente, lhe desse para subir 20% do PIB, logo em 2011! Só que não sei porquê, duvido muito que tal fosse acontecer, mesmo que cortasses 50% de todos os impostos para estimular a economia de 2011.

Havia de ser bonito, chegavas ao fim do mês de agosto e fechava-se os serviços públicos (sim, ninguém trabalha sem receber). E os pensionistas, em vez de receberem a pensão, podiam receber títulos do tesouro a levantar em 2020.. Até lá comiam da caridade! Ah não, caridade é de países fascistas, também não podia ser.. Podiam ser construídas casas sociais para reformados, e assim estimulava-se as obras públicas.

Se não tivesses alimentar o agiotismo de juros suplementares, são 34 mil milhões em juros, que não se vê para quem vai nem o porquê, este cenário dantesco seria bem diferente. No fundo a Troika não é uma ajuda, é um negócio, que nos fica caro....
 
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Se não tivesses alimentar o agiotismo de juros suplementares, são 34 mil milhões em juros, que não se vê para quem vai nem o porquê, este cenário dantesco seria bem diferente. No fundo a Troika não é uma ajuda, é um negócio, que nos fica caro....

Penso que vais ter uma desilusão.. No mundo onde vivemos, existem os que precisam de dinheiro, os que emprestam dinheiro (agiotas), e os que dão dinheiro em troca de pactos (ex: o que mário soares subscreveu e que cavaco silva executou, para entrar na CEE).

Ou seja, o mundo é todo feito de interesses, ora de quem precisa ora de quem empresta em troca de algo.

Quem são os agiotas? São organizações, instituições (bancos, fmi,..), e também pessoas como nós, que subscrevem fundos que contêm obrigações (títulos de dívida) de países como o nosso. São pessoas que emprestam em troca de um juro, proporcional ao risco.

Ora para quem empresta, a um juro mais baixo, obviamente exige um conjunto de medidas que reduzam o risco!

Foi graças a um certo facilitismo dos agiotas "tugas" ao esticar empréstimos ao máximo até 30 ou 40anos de prestações, e ao nosso consumismo desenfreado e insustentável, que nos encontramos nesta situação miserável! É que chegou-se a um ponto em que não existe forma de suavizar compromissos e ao mesmo tempo garantir alguma segurança, que nos permita ter crédito.

Ninguém obriga os agiotas a nos emprestar dinheiro. Não tem a ver com sistemas políticos, os países comunistas também emprestam dinheiro, mas gratuitamente nunca!
 
Se avançar o IVA a 25% há uma revolta em Portugal.

Já chega.

Não podem ser sempre os mesmos a pagar a conta.

Vão buscar o que falta aos rendeiros do Regime.

Ainda dá para cortar mais nas PPP (embora 50% do financiamento delas tenha sido o BCE), há que acabar com os contratos blindados, com as regras que as protegem dos aumentos de impostos.

Continuam a existir centenas de fundações, inclusive a do mário soares.

Tem de haver uma maneira de reduzir para metade os rendimentos dos políticos, da justiça, do banco de portugal e das reformas de todos eles. Alterem a constituição, se for necessário!

Haja coragem!
 
Quem são os agiotas? São organizações, instituições (bancos, fmi,..), e também pessoas como nós, que subscrevem fundos que contêm obrigações (títulos de dívida) de países como o nosso. São pessoas que emprestam em troca de um juro, proporcional ao risco.

Pois bem Paulo, só que o maior problema, é que os sacrifícios são maioritariamente para salvar bancos, ou seja, pedimos dinheiro a agiotas para salvar agiotas.... Há coisas incriveis não há??? :rolleyes::rolleyes:

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Sete votos contra seis avalizam 40 horas semanais na Função Pública

Liliana Abreu Guimarães/ José Luís Carvalho 26 Nov, 2013, 13:37
O Tribunal Constitucional deu luz verde às 40 horas de trabalho na Função Pública. O Partido Socialista, que pediu a fiscalização do diploma, diz que respeita a decisão dos juízes conselheiros. A lei passou com a diferença de apenas um voto.


http://www.rtp.pt/noticias/index.php?article=698668&tm=9&layout=122&visual=61
 
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Pois bem Paulo, só que o maior problema, é que os sacrifícios são maioritariamente para salvar bancos, ou seja, pedimos dinheiro a agiotas para salvar agiotas.... Há coisas incriveis não há??? :rolleyes::rolleyes:

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Depende.. Para os depositantes, pobres e ricos, faz sentido o seu banco ser saudável e ser ajudado, significa a segurança dos seus depositos.

De certa forma, salvar bancos é salvar o interesse dos depositantes, ou não?

Mas claro, concordamos que para quem não é depositante, é escandaloso, um crime! Eu não concordei com a ajuda ao BPN, mas se fosse depositante estaria numa aflição. O mesmo se passa com os bancos que também participam no capital uns dos outros.

O risco é dos bancos, mas também é nosso. Mas não quero estar a defender aqui os bancos, mas temos de ver os 2 lados da questão e suas consequencias.
 
Se o IVA subir para os 25% suspeito que haverá uma nova "tomada da bastilha", não sei se serão doidos para fazer isso....


O Governo tem muito para cortar se fizer uma Reforma do Estado. Se há escolas públicas com capacidade para acolher mais alunos, por que motivo o Estado continua a financiar colégios com contratos de associação. Se esses contratos acabassem, pelo menos parcialmente, poderiam ser mais de 100 milhões de euros de poupança.

Há Universidades privadas a receber dinheiros do Estado, porquê?

As IPSS's recebem mais de 2 mil milhões de euros apenas por questões ideológicas, pois o Estado tem montada uma estrutura que lhe permitiria fazer parte desse trabalho, aproveitando melhor os seus recursos humanos e materiais. Quando se poderia poupar nesse item? 100 milhões? 500 milhões? Mil milhões?

Continuam a existir centenas de fundações. Dada a situação do país, creio que só deveriam receber apoios aquelas que prestam apoios sociais a necessitados. Poderiam manter-se benefícios fiscais, mas existam apenas as que têm recursos próprios.

Nos concelhos ninguém mexeu. E as empresas municipais, na minha opinião, deveriam ser todas extintas e os seus serviços integrados nas autarquias e sujeitos às tabelas salariais e regras da função pública.

E muito mais há a dizer.

É possível salvar o SNS, a escola pública ou o RSI e ainda baixar impostos no longo prazo se acabarem muitas «mamas».
 
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