O conceito que uns trabalham para os outros não concordo, dá uma sensação que simplesmente os trabalhadores do estado estão numa "panela subsidiária" por parte dos outros trabalhadores[privados]. É um estigma que deveria acabar, e que é ímpar, só neste país estereotipado é que existe. Simplesmente trabalham e desse trabalham têm uma remuneração, trabalham para o estado que disponibilizam serviços, serviços que são disponibilizados em qualquer parte do mundo, segurança, educação, justiça, estruturas sociais.
A questão das "máquinas" é paradigmática, mas repara que os que nos fazia ter desemprego baixo nos anos 80 era simplesmente a pouca tecnologia, a industria existente e pouco competitiva requeria uma mão de obra manual intensiva, daí que sempre tivemos das mais baixas taxas de desemprego. Vários relatórios o indicam. Entretanto o país modernizou-se, qualificou-se, hoje ou baixamos as cargas laborais, ou é mais uma "acha" para mantemos este desemprego galopante.
Portugal, paga bastantes impostos, distribuídos de uma maneira desigual, premiando sempre os mesmos, no entanto, haveria quem pudesse contribuir mais, e outros deveriam pagar menos. Ainda assim temos dos melhores serviços públicos universais de saúde. Sem austeridade, a dinâmica económica seria bem melhor e por conseguinte o estado conseguiria mais receitas sem tão inglório esforço dos contribuintes.
Essa fórmula Mago, acaba por ser mais austera que o teu (des)governo.
Então a ver se entendo (estamos em 2011, com o governo acabado de ser eleito pelo povo):
"Não queremos mais austeridade" =
"Portanto, não conseguimos negociar com a troika"=
"Ficamos sem ajuda externa" =
"Défice zero"!
Até funcionava bem caso a economia de repente, lhe desse para subir 20% do PIB, logo em 2011! Só que não sei porquê, duvido muito que tal fosse acontecer, mesmo que cortasses 50% de todos os impostos para estimular a economia de 2011.
Havia de ser bonito, chegavas ao fim do mês de agosto e fechava-se os serviços públicos (sim, ninguém trabalha sem receber). E os pensionistas, em vez de receberem a pensão, podiam receber títulos do tesouro a levantar em 2020.. Até lá comiam da caridade! Ah não, caridade é de países fascistas, também não podia ser.. Podiam ser construídas casas sociais para reformados, e assim estimulava-se as obras públicas.
Se não tivesses alimentar o agiotismo de juros suplementares, são 34 mil milhões em juros, que não se vê para quem vai nem o porquê, este cenário dantesco seria bem diferente. No fundo a Troika não é uma ajuda, é um negócio, que nos fica caro....