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Parece que afinal a culpa dos prejuizos nestes anos...foi da gestão, como eu sempre disse, e quem era nomeado para gerir?? e não se fala das maroscas de material que ía para a sucata propositadamente....
Eram nomeados politicamente pelos mesmos do costume, PS e PSD, tipo presidentes de camara, por exemplo, que perderam eleições... enfim amigalhaços:lol:
Então afinal aquilo não foi ao fundo pelos seus trabalhadores malandros, comunistas, sindicalizados...novidade.
 
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Parece que afinal a culpa dos prejuizos nestes anos...foi da gestão, como eu sempre disse, e quem era nomeado para gerir?? e não se fala das maroscas de material que ía para a sucata propositadamente....
Eram nomeados politicamente pelos mesmos do costume, PS e PSD, tipo presidentes de camara, por exemplo, que perderam eleições... enfim amigalhaços:lol:
Então afinal aquilo não foi ao fundo pelos seus trabalhadores malandros, comunistas, sindicalizados...novidade.

Nomeações políticas para empresas como a CP, Refer, Metro de Lisboa, CGD... estava-se à espera do quê? Quem gere estas empresas deveria subir por mérito lá dentro...
 
É interessante notar que estamos a exportar cada vez mais produtos alimentares, calçado, têxteis, produtos florestais...

Nos anos 80 e 90 houve uma campanha política para acabar com estes sectores, há textos da época do Professor Pedro Arroja a criticar estas opções, nos anos dos Governos de Cavaco Silva quem defendia a agricultura ou as nossas industrias tradicionais era ridicularizado.

Pelos vistos o que se está agora a fazer nestes sectores deveria ter sido feito há décadas, ainda no Estado Novo. Fomos atrasando, primeiro com o proteccionismo imposto pela ditadura, depois veio o PREC, a seguir Cavaco e Guterres.

Há décadas que os italianos têm marcas conhecidas em todo o mundo deste tipo de produtos, nós poderíamos ser como o Norte de Itália... mas não somos.
 
Região da Galiza enfrenta grave crise na construção

[ame="http://videos.sapo.pt/Pr6uig9AeoGOGQ0iIObZ"]Região da Galiza enfrenta grave crise na construção naval - SAPO Vídeos[/ame]

RTP Noticias

Na minha opinião penso que a problemática que gira em torno dos ENVC deve-se exclusivamente às respectivas administrações e ao compadrio dos anteriores governos (levante o dedo quem aponte que a culpa foi só do governo de Socrátes).
O que está a passar com os ENVC revelam o falhanço da politica da UE para a construção naval; enquanto existir o recurso à escravatura e trabalho sem direitos em países em vias de desenvolvimento, tipo China, a UE jamais terá capacidade de competir comercialmente em sectores liberalizados. Portugal deveria era exigir à UE compensações financeiras pelo que se está a passar nos ENVC. Pura vergonha as diretrizes emanadas de Bruxelas.
Agora venham para cá falar em sindicatos ... :lmao:
 
Pois pois, a culpa nunca é dos sindicatos. No PREC não havia chineses e tínhamos das melhores industriais navais do mundo, ainda hoje a China não tem o knowhow naval que tinhamos na altura.

Não me fiz entender… o que eu quis dizer foi que a principal responsabilidade pelo que hoje se está a passar com os ENVC foi o facto de as administrações “encobrirem” deficit`s com o complô dos governos do PSD e PS. Afinal, qual a viabilidade de uma empresa que só acumula centenas de milhões de euros de prejuízo?
É claro que este governo está a fazer o que se devia já ter feito há muitos anos atrás; muitas centenas de milhões de euros dos nossos impostos teriam sido melhor utilizados noutros sectores (saúde, educação, etc) em vez de alimentar um negócio falido. E aí sim não atribuo a culpa aos sindicatos mas sim aos boys que estavam na administração dos ENVC e aos seus correligionários e os lá colocavam conforme iam mudando os governos em Lisboa.

Construção naval: Parceria europeia é insuficiente para concorrer com Coreia
 
Enquanto o sistema monetário basear-se em imprimir dinheiro do ar e ter que se pagar juros (novamente de "papel" criado do nada), os principais beneficiado serão sempre os bancos (resgatam todos os bens físicos daqueles que não conseguem honrar as dívidas). Além de que pagar a totalidade das dívidas é utopia (como pagar algo se o dinheiro em circulação provém de dívida?). Resta só saber quem dará calote e qual o seu valor.

Um bom exemplo:

http://www.businessinsider.com/rbs-scandal-in-the-uk-2013-11
 
Última edição:
Não sou comunista mas se a emissão do dinheiro voltasse para os governos ao invés de bancos centrais (ou se estes fossem públicos ao contrário da FED por exemplo) estariamos muito melhor :D
 
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É metê-los todos a ordenado mínimo. As coisas mudavam rápido. :D

Eva levou à queda da Humanidade. Adão caiu na tentação. Somos mortais e pecadores. A vida tem de ser um calvário. Temos todos de sofrer e expiar os pecados. É esta visão que nos foi imposta ao longo de parte da nossa História pela Igreja portuguesa, que tem os seus acólitos modernos.

Mas a moralzinha vale apenas para o povo. Para as elites, a moral é para os outros.

O nosso nível de vida melhorou imenso. Não pode ser. Conforto não pode ser para todos.
 
Eva levou à queda da Humanidade. Adão caiu na tentação. Somos mortais e pecadores. A vida tem de ser um calvário. Temos todos de sofrer e expiar os pecados. É esta visão que nos foi imposta ao longo de parte da nossa História pela Igreja portuguesa, que tem os seus acólitos modernos.

Mas a moralzinha vale apenas para o povo. Para as elites, a moral é para os outros.

O nosso nível de vida melhorou imenso. Não pode ser. Conforto não pode ser para todos.

Pelo contrário. Geralmente as pessoas têm as opiniões daquilo que vêem e experienciam (excluindo aqueles que são indoutrinados por terceiros que exploram a ignorância). Um tecnocrata abastado (por exemplo) percebe peva do que é ser pago com salário mínimo e empregos de treta. Mas isso não os coíbe de opinar e influenciar políticas. Um ministro francês há pouco tempo era fortemente a favor da austeridade. Só que o queijo eliminou a memória dele relativamente à conta secreta na Suíça. Mas enfim...
 
Quanto ao conforto ser para todos, bom, depende do que é necessário para se atingir esse patamar. Tendo em conta os desiquilíbrios de consumo entre mundo ocidental e o restante acho que até é possível um certo grau de conforto para todos. Mas numa sociedade onde os portáteis são feitos para durar apenas x tempo (obsolescência programada - nome engraçado não é?) e a invenção de tinta apágavel é má para o negócio (pois, tem que se continuar a desflorestar a torto e a direito), nada me admira.
 
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