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NOTICIA DE PRIMEIRA PAGINA DO EXPRESSO DE AMANHÃ (sábado)

"Processo de venda dos Mirós começou no Governo PS
- A Parvalorem tinha carta branca para negociar "...

Visto no facebook...;)
 
Neste caso, política cultural. A coleção de Miró não ia ser incinerada ou destruída. Ia ser vendida, coisa que acontece regularmente a obras de arte. Não haveria, na minha opinião, uma perda para a cultura. Quanto a Portugal, perderia as obras que faziam parte do espólio de um banco em troca de dinheiro. E é costume nada vergonhoso estarem entre as coisas que se vendem obras de arte. Como sabem os galeristas.

Estes quadros são, para o Estado português, um ativo. Foram comprados ao colecionador japonês Kazumasa Katsuta. E estão tão bem aqui como em qualquer outro lugar. Ao contrário dos quadros que julgo que o BPN ainda tem de Vieira da Silva e Júlio Pomar, não há entre o autor ou estas obras e Portugal nenhuma relação especial. Nem especial, nem outra, para dizer a verdade. Não é património nacional. As obras foram compradas por um banco, como investimento, que foi nacionalizado e calhou que o Estado ficasse com elas.

Diz-me quem percebe da poda que 35 milhões por 85 obras de Miró é ridículo, tendo em conta os valores que os seus trabalhos costumam atingir. Na realidade, está bastante abaixo dos 150 milhões anunciados, em 2008, por Miguel Cadilhe, quando este dirigia o BPN. Ou dos 81 milhões declarados, em 2007, para efeitos de seguro. E a razão para esta diferença pode estar na venda de tantas obras duma só vez, o que contribuirá para a desvalorização, garantem alguns especialistas

Mas é de dinheiro que estamos a falar, certo? Porque se é de política cultural, desculpem mas não acompanho a indignação. Que se valorizem os quadros de Miró e se ponha a coleção a render. Se um dia valer a pena vender, que se venda. Bem precisamos de dinheiro para ter artistas a produzir as obras que mais tarde encherão os nossos museus, galerias, cinemas e teatros.

Ler mais: http://expresso.sapo.pt/nao-se-vendam-os-quadros-de-miro-baratos=f854228#ixzz2sirLtaHA
 
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o "comunista" vasco diz o que pensa:

Por tudo isto, espanta agora que se diga, na oposição e no governo, que os Mirós do antigo BPN, adquirido por meios que por enquanto ainda não se tornaram claros, ascenderam a “património nacional”. Não o são pela origem, não o são pela natureza e, principalmente, pelo quase nulo peso que exerceram sobre a pintura local. Conservar aqui uma colecção de 85 Mirós não faz qualquer sentido, nem servirá (na falta de um verdadeiro museu de arte moderna, decentemente organizado) para instruir ninguém. A polémica sobre a colecção Miró é outra triste manifestação da saloiice atávica. Não se investe na reabilitação urbana, nem em monumentos em ruínas ou perto disso, nem em bibliotecas, nem em arquivos. Mas precisamos, urgentemente, de 85 Mirós.

http://www.publico.pt/cultura/noticia/a-que-proposito-andamos-nos-preocupados-com-miro-1622639
 
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Bibliotecas e arquivos temos bastantes, demasiado centralizados porque durante demasiado tempo a política era transferir para Lisboa muita coisa dos locais originais.

O Vasco é outro Maçães... que outros depois de mim passem fome, paciência.

«Tenho muita pena que não possamos ter uma política de ciência como as mais ambiciosas do mundo, e da qual eu beneficiei no passado»
 
Há muitas outras coisas pra vender antes dessas.

O quê? A CGD? As águas? Os hospitais? A RTP?

E faz-se o quê com 85 quadros menos importantes de Miró? Expõem-se para serem visitados por meia dúzia de gatos pingados? Por que viriam turistas a Portugal ver 85 quadros de Miró quando a um milhar de quilómetros na Fundació Juan Miró há mais de 1000 na sua cidade natal?
 
A fundação tem 200 quadros, não tem 1000, o que torna estes 85 a maior colecção fora de Espanha.

Há muitos terrenos, casas, carros pra vender.
 
O quê? A CGD? As águas? Os hospitais? A RTP?

E faz-se o quê com 85 quadros menos importantes de Miró? Expõem-se para serem visitados por meia dúzia de gatos pingados? Por que viriam turistas a Portugal ver 85 quadros de Miró quando a um milhar de quilómetros na Fundació Juan Miró há mais de 1000 na sua cidade natal?

A CGD e as Camaras... essas coisas que não se sabe o que são, não são funcionarios publicos para não terem cortes salariais, nem as 40horas, não são privados para não serem despedidos, quando não cabe nem num lado nem no outro (como feriados/pontes que não lembram ao diabo)...chamam acordo de empresa.
Portugal a 3 velocidades;)
 
A fundação tem 200 quadros, não tem 1000, o que torna estes 85 a maior colecção fora de Espanha.

Há muitos terrenos, casas, carros pra vender.

Privatizem as camaras e vão ver o bem que fazem ao país;) sem pensar para já nas confusões dos quadros
 
O nível de corrupção existente em muitas delas demonstra que o interesse público já se perdeu há muito tempo e portanto não faz sentido privatizar o que já está privatizado.
 
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A fundação tem 200 quadros, não tem 1000, o que torna estes 85 a maior colecção fora de Espanha.

Tem 200 quadros, mas bastantes mais trabalhos de Miró.

The Foundation's collection currently comprises over 14,000 pieces: 217 paintings, 178 sculptures, 9 textiles, 4 ceramics, the almost complete graphic works and some 8,000 drawings.

http://www.fundaciomiro-bcn.org/colecciojoanmiro.php?idioma=2

Há muitos terrenos, casas, carros pra vender.

Vendam-se também.
 
O nível de corrupção existente em muitas delas demonstra que o interesse público já se perdeu há muito tempo e portanto não faz sentido privatizar o que já está privatizado.

Sim é verdade, muitas já não teem que fazer e então até já os funcionarios já ficam em casa (com salario, claro), quando há algo para fazer, contratam os privados (fica mais barato e melhor);)
 
Se for para vender os Miró é uma boa altura. Com o excesso de liquidez nos mercados o preço da arte aumenta. Os abastados estão a preferir bens físicos ao invés de moedas (currencies) a desvalorizar.
 
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