O Estado do País

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in Ionline - 7 Março 2014

http://www.ionline.pt/iopiniao/quan...nstitucional-fazem-crime-contra-estado/pag/-1

Quantas declarações de inconstitucionalidade do Tribunal Constitucional fazem um crime contra o Estado de direito?


É tempo de averiguar se um governo que teima em enviar diplomas inconstituiconais não preencherá o tipo de crime (continuado) contra o Estado de direito

Há dias, a notícia de que o Tribunal Constitucional decidira chumbar a proposta aprovada na Assembleia da República para a realização de um referendo à co-adopção de crianças por pessoas do mesmo sexo despertou-me a curiosidade e fui investigar a jurisprudência produzida por este órgão de soberania no que se refere à apreciação da conformidade com as normas da Constituição da legislação, em sentido amplo, incluindo propostas de diplomas, produzidos e aprovados por este governo e/ou pela maioria parlamentar que o apoia.
Contei àquela data dez declarações de inconstitucionalidade – ou chumbos, como por hábito se afirma na comunicação social –, número que depois tive oportunidade de confirmar em várias notícias, na certa saídas do computador de alguém que se dera ao mesmo trabalho de contagem.
Hoje aquelas declarações são já 11.

Em número de meses, este governo leva trinta e dois. Ora 11 chumbos em 32 meses é situação a que ninguém que se tenha por democrata pode ficar indiferente. Sobretudo quando vários desses mesmos chumbos se registaram com recorrência em leis de valor reforçado, como é o caso das que aprovam os Orçamentos do Estado, e quando a desconformidade com a Constituição se localiza ao nível de direitos fundamentais, como sejam os que emanam dos princípios da igualdade, da proporcionalidade e da confiança.
É reconhecível pelas declarações de alguns membros do governo e de deputados da coligação serem desconhecedores das normas constitucionais, pelo que o seu voto se terá ficado a dever a obediência às orientações (não queremos ser duros ao ponto de usar a palavra “ordens”) saídas das direcções parlamentares dos respectivos partidos. Aliás, e para fazer jus à verdade, há que dizer que esta é, infelizmente, uma realidade que não se verifica unicamente nesta maioria parlamentar, nem apenas nos anos que vamos vivendo, embora haja ainda que reconhecer, com igual rigor de verdade, que a situação tem vindo a ser alvo de acelerada degradação.

Esta ponderação da actividade legisferante reiteradamente rejeitada pelo Tribunal Constitucional foi depois acicatada pelas declarações proferidas no início da 11.a avaliação realizada por aquela entidade a que chamam troika, que se nos impôs sem que nos haja sido dado a conhecer quais as normas de natureza supranacionais que a sustentam. Segundo as aludidas declarações, a troika quer agora que o governo português faça o que já se temia: que as medidas de diminuição da despesa de natureza temporária que se traduziram em cortes de salários e de pensões, sejam convertidas em definitivas. E, como também já se adivinhava, perante uma imposição destas, o governo estará já a procurar o modo de lhe dar cumprimento, preparando-se, pois, para tentar tornar permanentes os cortes que os portugueses entendiam como excepcionais e transitórios. A este propósito convém recordar que as normas sobre salários e pensões que o governo conseguiu transmitir pelo crivo do Tribunal Constitucional só foram aceites por este, em virtude, precisamente, do reconhecimento da sua natureza transitória.

E a minha reflexão orientou-se então para um diploma vigente (ainda) no nosso ordenamento jurídico a que, como diria o povo, é dado muito pouco uso (ou quase nenhum, acrescentamos nós). Referimo-nos à lei que trata da responsabilidade penal dos titulares de cargos políticos, contida na Lei n.o 34/87, de 16 de Julho, sucessivamente alterada até 2013.
Desta lei releva, para dar resposta à questão que escolhi para intitular esta breve reflexão, o artigo 9.o, cujo teor, pela importância que assume, se reproduz: “O titular de cargo político que, com flagrante desvio ou abuso das suas funções ou com grave violação dos inerentes deveres, ainda que por meio não violento nem de ameaça de violência, tentar destruir, alterar ou subverter o Estado de direito constitucionalmente estabelecido, nomeadamente os direitos, liberdades e garantias estabelecidos na Constituição da República, na Declaração Universal dos Direitos do Homem e na Convenção Europeia dos Direitos do Homem, será punido com prisão de dois a oito anos, ou de um a quatro anos, se o efeito se não tiver conseguido.”

Ultrapassada que foi a dezena dos acórdãos do Tribunal Constitucional que rejeitaram documentos legislativos do governo e/ou da maioria da Assembleia da República que o sustenta, é tempo de averiguar se esta conduta dos nossos governantes não preencherá o tipo de crime (continuado) contra o Estado de direito que acima ficou expresso.
Os portugueses preparam-se para dentro de menos de dois meses celebrar quatro décadas de vivência em Estado de direito, que foi alcançado à custa de orgulhosa luta contra a ditadura. Tenho para mim que, se não forem tomadas medidas atempadas para defesa do que nos resta desse Estado de direito, em 2015 boa parte dele terá sido eliminada quando celebrarmos o quadragésimo primeiro 25 de Abril.

Isabel Patrício
Advogada
 
Não consigo perceber se este indivíduo é apenas pateta ou está a falar a sério.

«Os investigadores apuraram que no Verão de 2007 as verbas do dispositivo nacional de combate aos incêndios serviram para pagar refeições em Lagos, Quarteira, Praia Verde e Olhão, entre outros locais, de valor superior a cem euros cada uma.»

Historia do ipod cor de rosa tb é boa:
Foi “por engano” que Protecção Civil pagou iPod cor-de-rosa a filhas de comandante
http://www.publico.pt/sociedade/not...ipod-corderosa-a-filhas-de-comandante-1636796

e esta outra historia tb:
Ex-director da CML diz ter deixado “em cima da mesa” estudo que custou 27 mil euros e que ninguém sabe onde está
http://www.publico.pt/local/noticia...il-euros-e-que-ninguem-sabe-onde-esta-1638733

bom pelo menos estas coisas estao em tribunal ja' e' progresso
 
O BCE tomou hoje duas decisões que inauguram uma nova fase na política monetária na zona euro: a taxa de juro de referência baixou para 0,15%, um novo mínimo histórico, e a taxa sobre depósitos foi cortada para valores negativos, o que acontece pela primeira vez.

http://economico.sapo.pt/noticias/comeca-nova-era-no-euro-com-juros-quase-zero_194994.html

Representando isto numa imagem:




Por cá também já aparecem tiques de ditador:

Na noite desta quarta-feira, numa conferência no âmbito dos 40 anos do PSD, Passos Coelho defendeu uma melhor escolha e um maior escrutínio dos juízes do Tribunal Constitucional.

"Como é que uma sociedade com transparência e maturidade democrática pode conferir tamanhos poderes a alguém que não foi escrutinado democraticamente?", questionou Passos.

“Uma coisa é não concordarmos com determinadas leis, termos divergências políticas grandes quanto à natureza da legislação que é aprovada; outra coisa é dizer que essa legislação é inconstitucional. Claro que quando as coisas são confundidas nós tenderemos a dizer que o uso que é feito das prerrogativas dos juízes e do tribunal são desvirtuados. Mas isso não se resolve acabando com o tribunal, evidentemente. Resolve-se escolhendo melhor os juízes”, afirmou.

Por isso, defendeu Passos, é necessário “um escrutínio muito maior do que tem sido feito até hoje”.

Público
 
politica monetaria europeia nunca sera' de fabricar dinheiro como se n houvesse amanha como acontece noutros paises, alemanha e outros nunca deixariam e ha´margem de manobra para criar liquidez sem fazer grandes estragos
inflaccao e' mau, mas deflaccao tb nao e' bom se nao for temporaria e bancos pagarem para ter dinheiro estacionado no bce, txs negativas, tb e' bom, se ha' um problema de liquidez no sistema bancario e o dinheiro n chega a' economia pq ninguem confia em ninguem tb n faz sentido estar a remunerar esses depositos parados no bce, era incentivo a' propria imobilizacao capital.
e com todos a imprimir dinheiro como se n houvesse amanha o euro estava a valorizar demasiado, bce tinha q fazer alguma coisa e esperar c paciencia a ver se eua, japao etc um dia finalmente compreendem q fabricar dinheiro do nada nao resolve o problema deles,
e' claro q se todos continuam no mesmo isto + dia -dia acaba num desastre e ai' sim, acaba num boooom.
 
A propósito das decisões do BCE de hoje (o que acho mais relevante a negrito):

O economista esteve hoje na comissão parlamentar de Orçamento, Finanças e Administração Pública, juntamente com outros signatários da petição 'Preparar a reestruturação da dívida para crescer sustentadamente', incluindo Francisco Louçã e João Cravinho.

Na audição, o professor do Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG) afirmou que, além destes cerca de 100 mil milhões de euros de dívida para pagar em oito anos, há ainda que acrescentar os défices orçamentais que se verificarem nesse período e também a necessidade de recapitalização de empresas públicas ou assunção de passivos que possam surgir.

Além disso, o economista afirmou que nenhum dos signatários da petição "está muito confiante que as taxas de juros a dez anos se vão manter nos níveis historicamente baixos [abaixo dos 4%] a que estão agora nos próximos sete a oito anos".

Na audição, o deputado do PSD Cristóvão Crespo disse ter "alguma dificuldade em perceber o tempo e o modo desta petição", considerou que é importante perceber como vai ser "o dia a seguir à renegociação" e deixou ainda uma acusação.

"Se calhar, estão aqui algumas pessoas que foram responsáveis por este acumular de passivos. O que temos de ter, neste momento, é realismo e algum sangue frio para lidar com estas questões", afirmou.

Na resposta, Paulo Trigo Pereira afirmou que "querer colar isto a uma agenda política é perfeitamente legítimo", mas insistiu que se trata de um "desígnio nacional".

"Se não houver renegociação da dívida, vamos estar aqui todos daqui a dois ou três anos a discutir outra vez" a sustentabilidade da dívida pública portuguesa, disse o professor do ISEG.

A petição que defende a reestruturação da dívida portuguesa, e que já reuniu mais de 35 mil assinaturas, foi entregue em abril à presidente da Assembleia da República pelo antigo Provedor de Justiça Alfredo José de Sousa.

Hoje, a comissão de Orçamento, Finanças e Administração Pública ouviu alguns signatários do documento, sendo agora redigido um parecer pela deputada socialista Sónia Fertuzinhos, que será posteriormente discutido e aprovado na mesma comissão, seguindo-se a discussão em plenário.

A petição 'Preparar a reestruturação da dívida para crescer sustentadamente' pretende conseguir que os deputados aprovem "uma resolução recomendando ao Governo o desenvolvimento de um processo preparatório tendente à reestruturação honrada e responsável da dívida".

Entre os subscritores da petição estão os ex-ministros das Finanças Manuela Ferreira Leite, José da Silva Lopes e António Bagão Félix, o constitucionalista Jorge Miranda, o antigo Chefe do Estado Maior do Exército Pinto Ramalho, o ex-Chefe do Estado Maior da Armada Melo Gomes, o antigo reitor da Universidade de Lisboa Barata Moura, o antigo Bispo das Forças Armadas Januário Torgal Ferreira, o professor universitário Pacheco Pereira, a escritora Lídia Jorge, a eurodeputada Ana Gomes e os ex-secretários de Estado dos Assuntos Europeus Fernando Neves e Seixas da Costa.

http://www.noticiasaominuto.com/eco...da-nao-se-vao-manter-baixos-nos-proximos-anos
 
http://economico.sapo.pt/noticias/comeca-nova-era-no-euro-com-juros-quase-zero_194994.html

Representando isto numa imagem:




Por cá também já aparecem tiques de ditador:



Público

A taxa euribor tende a ir ao encontro da taxa directora do BCE, portanto são boas notícias para as famílias que têm de pagar a prestação da casa /carro ao banco.
Más notícias para os "picas taxas" nos bancos, à medida que os depósitos a prazo forem renovando as taxas serão mais baixas, é assim não se pode ter o melhor dos 2 mundos.

Acho uma "inocência" de Draghi pensar que taxando os depósitos no BCE os bancos vão financiar as economia... como se não houvesse cofres cá... Uma coisa é a teoria, é tudo muito bonito, na pratica... a gente sabe... as torneirinhas estão fechadinhas e assim vão continuar!
 
A taxa euribor tende a ir ao encontro da taxa directora do BCE, portanto são boas notícias para as famílias que têm de pagar a prestação da casa /carro ao banco.
Más notícias para os "picas taxas" nos bancos, à medida que os depósitos a prazo forem renovando as taxas serão mais baixas, é assim não se pode ter o melhor dos 2 mundos.

Acho uma "inocência" de Draghi pensar que taxando os depósitos no BCE os bancos vão financiar as economia... como se não houvesse cofres cá... Uma coisa é a teoria, é tudo muito bonito, na pratica... a gente sabe... as torneirinhas estão fechadinhas e assim vão continuar!

Ele já não tem alternativas. Agora só mesmo comprar dívida aos bancos e países (seguindo os passos do Japão, Reino Unido e EUA).
 
A taxa euribor tende a ir ao encontro da taxa directora do BCE, portanto são boas notícias para as famílias que têm de pagar a prestação da casa /carro ao banco.
Más notícias para os "picas taxas" nos bancos, à medida que os depósitos a prazo forem renovando as taxas serão mais baixas, é assim não se pode ter o melhor dos 2 mundos.

Acho uma "inocência" de Draghi pensar que taxando os depósitos no BCE os bancos vão financiar as economia... como se não houvesse cofres cá... Uma coisa é a teoria, é tudo muito bonito, na pratica... a gente sabe... as torneirinhas estão fechadinhas e assim vão continuar!

Cá está!

Banca europeia alerta que podem ser os clientes a pagar juros negativos dos depósitos

A Federação Europeia de Bancos não partilha do "entusiasmo" com a decisão do Banco Central Europeu em colocar a taxa dos depósitos em valores negativos e alerta que a medida não resultará num aumento do crédito na Zona Euro.
A Federação Europeia de Bancos (EBF, na sigla em inglês) alertou esta sexta-feira, 6 de Junho, que a decisão do Banco Central Europeu em colocar a taxa dos depósitos em -0,1% poderá levar os bancos a repercutir nos seus clientes os custos de terem que passar a pagar ao BCE para depositar dinheiro no banco central.
Numa decisão histórica, o BCE anunciou ontem a descida da taxa dos depósitos para um valor negativo, tornando-se o primeiro grande banco central a tomar tal iniciativa. Num comentário enviado pela Associação Portuguesa de Bancos, o presidente da EBF, Robert Priester, classifica a decisão de "principalmente simbólica".
Sendo que "não é claro qual será o impacto", o responsável alerta que os efeitos "podem ser de
Há ainda pouca procura por crédito e os mercados financeiros na Zona Euro apresentam um elevado nível de fragmentação, o que pode levar os bancos a passarem o aumento dos custos para os seus clientes a quem emprestam dinheiro.


Robert Priester
Presidente da EBFcurta duração", pois a taxa de juro negativa nos depósitos "não é uma ferramenta efectiva para aumentar o crédito" na Zona Euro.

Priester reforça que "há ainda pouca procura por crédito e os mercados financeiros na Zona Euro apresentam um elevado nível de fragmentação, o que pode levar os bancos a passarem o aumento dos custos para os seus clientes a quem emprestam dinheiro".
Com a decisão de colocar a taxa dos depósitos em -0,1%, o BCE pretende incentivar os bancos a concederem mais crédito, uma vez que passam a ter que pagar ao banco central para parquear o dinheiro do eurosistema.



Para a EBF não é certo que seja este o resultado, pelo que a instituição "não partilha entusiasmo com as taxas de juro negativas nos depósitos". Acrescenta que estas taxas negativas vão penalizar a rentabilidade do sector bancário europeu.

Negócios
Tão inocente este Draghi! :calor:

E não, não sou adivinho... :D :D :D cá está o que vos tinha dito ontem:

Euribor regista maior queda em quase dois anos após corte de juros do BCE

A taxa interbancária que serve de indexante aos empréstimos de crédito à habitação cedeu 2,5 pontos base na sessão desta sexta-feira, atingindo o valor mais baixo do ano, a reflectir o corte de juros ontem anunciado pelo Banco Central Europeu.
A descida da taxa de juro de referência do Banco Central Europeu, anunciada na quinta-feira, teve um forte impacto na evolução das taxas Euribor, que registaram quedas acentuadas.

Os dados da Bloomberg mostram que a Euribor a três meses cedeu 2,5 pontos base, para 0,267%, persistindo ainda acima da taxa de juro de referência do BCE, mesmo antes do corte de ontem. A autoridade monetária desceu a taxa de juro de referência em 10 pontos base, de 0,25% para 0,15%.

A cotação da Euribor a três meses é a mais baixa desde 11 de Dezembro do ano passado e hoje registou-se a quinta sessão consecutiva de descidas. A queda de 2,5 pontos base nesta taxa foi a mais acentuada desde 5 de Julho de 2012, também um dia posterior a um corte de juros por parte do BCE.

Na Euribor a um mês a descida da taxa foi ainda mais forte, com uma queda de 3,3 pontos base para 0,197%. Também esta taxa está acima da taxa de juro de referência do BCE.

A Euribor é uma taxa interbancária que é calculada pela Federação Europeia de Bancos (EBF, na sigla em inglês) com base nas taxas que os bancos cobrem nos empréstimos entre si. Esta taxa é publicada uma vez por dia (por volta das 10h00, hora de Lisboa), mas a EBF decidiu que a partir de Março deste ano as taxas não poderiam ser publicadas em tempo real.

Dai que não seja possível nesta altura saber qual é a cotação de hoje da Euribor 6 meses, também muito utilizada como indexante dos empréstimos do crédito à habitação em Portugal. Ontem esta taxa ficou nos 0,376%.

Negócios

Poupanças rendem menos
Se para quem tem um crédito a decisão de Mario Draghi de descer a taxa de juro para 0,15% é vantajosa, o mesmo não se pode dizer para quem tem dinheiro a render em produtos sem risco. Tanto os tradicionais depósitos a prazo como os certificados deverão começar a oferecer retornos menos expressivos.

"Antevejo alguma estabilidade nas taxas dos depósitos aos níveis actuais para já, mas com tendência de baixa da rendibilidade", diz Filipe Garcia. Em Abril, a taxa média nas aplicações até um ano estava em 1,82%. "Os certificados de aforro e os do Tesouro devem continuar a ser mais vantajosos [face aos depósitos], mas as suas taxas podem também ser revistas em baixa", alerta o economista da IMF.

A rendibilidade dos certificados do Tesouro, que pagam uma taxa média de 4,25%, é definida pelo Governo. Já os certificados de aforro estão dependentes da Euribor a três meses. Contudo, o prémio de 275 pontos-base permite atenuar a variação da componente variável, pelo que o retorno deverá manter-se acima dos 3%.

Negócios
 
Editado por um moderador:
O papão dos mercados:

Os juros da dívida pública portuguesa, no mercado secundário, estão em queda em todas as maturidades. A dois anos, as "yields" da dívida portuguesa já tocaram esta manhã no valor mais baixo de sempre ao negociarem nos 0,923%. Ainda assim, por esta altura, as taxas de juro a dois recuam 11,4 pontos base para 0,951%, de acordo com as taxas genéricas da Bloomberg.

A cinco anos, os juros cedem 10,2 pontos base para 2,437%. E a dez anos, as taxas de juros deslizam 6,7 pontos base para 3,577%.

O prémio de risco de Portugal está igualmente em queda, situando-se nos 219,8 pontos base. O risco de Portugal é calculado através da diferença entre a taxa que os investidores exigem para transaccionarem dívida a dez anos de Portugal e da Alemanha, que é o país considerando como sendo o mais seguro.

Mas não são apenas os juros da dívida de Portugal que estão a recuar. As "yields" dos restantes países periféricos estão igualmente em queda. Desta forma, os juros de Itália a dois anos recuam 11,3 pontos base para 0,508%, a cinco anos deslizam 13,5 pontos base para 1,454% e a dez anos cedem 8,1 pontos base para 2,852%.

No caso da dívida de Espanha, a queda das taxas de juro é também expressiva. A dois anos, as "yields" da dívida espanhola cedem 9,1 pontos base para 0,499%, a cinco anos recuam 10,3 pontos base e a dez anos deslizam 6,7 pontos base.

Menos expressiva está a ser a descida dos juros da dívida da Irlanda. A dois anos, as taxas de juro exigidas pelos investidores para trocarem dívida entre si deslizam 4,2 pontos base para 0,402%, a cinco anos cedem 7,4 pontos base e a dez anos descem 7,6 pontos base para 2,501%.

Esta evolução dos juros da dívida dos países periféricos da área do euro tem lugar depois de, ontem, 5 de Junho, o presidente do Banco Central Europeu (BCE) ter anunciado um conjunto de medidas sem precedentes de estímulo monetário.

JdN

Como já escrevi, o futuro financeiro de Portugal está mais ligado à Europa no seu todo e à Grécia do que "pequenos" eventos como chumbos do Constitucional. Só mesmo algum evento de maior é que as coisas podem ficar negras.
 
O Banco Espírito Santo de Angola não sabe a quem emprestou 5700 milhões de dólares, segundo a notícia avançada pelo semanário Expresso.

O Expresso refere que a atual administração acredita que 745 milhões de dólares foram parar às mãos de Álvaro Sobrinho, presidente daquele banco até 2012.

A situação foi participada aos acionistas, entre os quais estavam Ricardo Salgado e Álvaro Sobrinho, em outubro do ano passado.

Em 2009 o BES Angola chegou a ser distinguido com o prémio Banco do Planeta, atribuído pelas Nações Unidas através da Unesco.

http://sicnoticias.sapo.pt/economia...s;jsessionid=B5B88E94212F195C8D433FE696746362

Primárias do PS marcadas para 28 de Setembro, Costa diz que é "grave erro político".

http://www.publico.pt/politica/noti...embro-para-realizacao-de-primarias-1638921#/0

Estratégia inteligente. Ganha tempo e com três debates será suficiente para se ver as diferenças entre Seguro e Costa. Este último deixará de poder utilizar apenas e só a imagem e frases (mais) vagas (que Seguro) para chegar a líder do PS.
 
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"Se ocorrerem desvios graves na política orçamental de um país, temos hoje instrumentos para analisar a situação e vetar o orçamento nacional em causa." A expressão, dura e afiada, partiu de um alto responsável da Comissão Europeia, em conversa com o Dinheiro Vivo e outros jornalistas, em Bruxelas, esta semana.

E serviu também para lembrar que, em nome do aprofundamento da União Europeia (neste caso, da zona euro) e do governo orçamental e económico comum, Bruxelas e restantes governos têm, a partir deste ano, uma palavra a dizer na elaboração do Orçamento português. Será para Portugal e para os restantes países da moeda única.

É o novo tratado orçamental a funcionar, regulamentado pelo chamado two pack. Estas regras em concreto estão detalhadas no regulamento 473.

Caso o OE não satisfaça a Comissão, ela "vetará" as medidas problemáticas, e ainda a tempo de o seu parecer ser incorporado no diploma em debate na Assembleia.

Visto por muitos como mais uma variante da perda de soberania em prole do projeto europeu, o Orçamento será submetido a um visto prévio da Comissão. O Eurogrupo (ministros das Finanças do euro) estará envolvido do início ao fim do processo.

Até 15 de outubro, o executivo entrega a proposta de OE ao Parlamento, como é habitual, mas em paralelo seguirá "obrigatoriamente" para Bruxelas "um projeto de plano orçamental", diz a nova lei europeia.

http://www.dinheirovivo.pt/Economia...959123&utm_source=dlvr.it&utm_medium=facebook

É uns a querer a entrar na União Europeia (Ucrânia) e outros a querer sair (extremistas na França, Grécia e outros). A União Europeia passa a ser uma arma política e económica em vez de ser um espaço para a prosperidade e paz.

E a utopia democrática torna-se cada vez mais num pesadelo autoritário. Enfim, sinais dos tempos.
 
Apresento-lhe o sr. Inércia, contabilista do BES

BES é mesmo um banco familiar. Não só porque pertence a uma família, os Espírito Santo, mas também porque dá emprego a outra, a Inércia. A D. Inércia faz os anúncios e, percebeu-se agora, o Sr. Inércia é o contabilista. Provavelmente por não estar com pachorra para abrir o Excel, o Sr. Inércia não registou os 1200 milhões de euros de dívida do BES, uma quantia que coloca o banco na falência técnica. Enfim, são coisas que acontecem. Quem nunca se esqueceu de registar 1200 milhões que atire a primeira pedra. Preciosa, claro.
Estamos perante uma interpretação bancária do recém-consagrado “Direito ao Esquecimento”.
Tenho pena do Sr. Inércia, que deve estar a passar um mau bocado. A mulher anda feliz da vida, a contracenar com o Cristiano Ronaldo, e o Sr. Inércia nas ruas da amargura, sem emprego. Deve estar pesado o ambiente no lar dos Inércia.
Se eu fosse responsável pela manutenção dos edifícios do BES, fazia já uma vistoria às instalações todas. Mandava vir daqueles inspectores que verificam se há amianto nos prédios, mas punha-os a procurar vestígios de queijo. De certeza que há uma maquineta, tipo contador Geiger das radiações, para medir isso. Ou então ratinhos. Os escritórios devem estar pejados de resíduos de roquefort e flamengo, o que propicia todo este esquecimento no seio do Grupo Espírito Santo. Olvida-se imenso no BES. Já no ano passado foi o Ricardo Salgado que não se lembrou de declarar uns sete milhões de euros no IRS. Aliás, foi um esquecimento duplo: parece que também se esqueceu de os declarar à família, que não levou a bem. Sei bem o tipo de tensão familiar que pode haver. Ainda no outro dia perguntei à minha mulher se ela tinha 20 euros. Ela disse que não. Mais tarde, quando foi a ver, afinal tinha. Quando me disse, repreendi-a com firmeza: “Então quer dizer que tive de ir lá abaixo levantar dinheiro para nada? Obrigaste-me a calçar!” Foi um momento desagradável, no intervalo da Guerra dos Tronos. Se isto sucedeu por causa de 20 euros, imagino a bulha que terá acontecido pelos sete milhões.

É a chatice de se ser dono de uma instituição financeira tão grande. Há muita coisa a ter em conta. Há o passivo (o que se deve), os activos (o que se tem) e há os hiperactivos, que são aqueles bens que não param quietos, nunca conseguimos dizer exactamente onde estão. É aquele dinheiro que não sabemos onde o pusemos. Imagino o tamanho do ábaco que o pobre contabilista tem de manusear. Deve parecer um tear de missangas.
Entretanto, na quarta-feira, vai ficar a conhecer-se a nova estrutura accionista do BES, depois do aumento de capital. “Aumento de capital” é o termo técnico, mas, na actual situação de bandalheira e emergência financeira, isto parece-se mais com crowdfunding — que é como hoje em dia chamamos à antiga “vaquinha”.
Esta operação é capaz de ser um bocadinho precipitada. Mais valia aguardar algum tempo pela inevitável intervenção estatal que vai reformular definitivamente a estrutura accionista do BES, tornando-nos a todos, contribuintes, donos daquilo tudo.

816300


Público

A brincar a brincar... :calor::calor::calor:
 
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Juros da dívida em mínimos de oito anos

Os juros das obrigações do Tesouro a 10 anos no mercado secundário desceram para 3,43% ao final da manhã, fixando um novo mínimo desde o início de 2006. Trajetória de descida é extensível a todos os periféricos.

Expresso

Apenas 29% dos processos com infracções financeiras vão a julgamento

As irregularidades e ilegalidades detectadas em 2013 pelo Tribunal de Contas em toda a administração pública ascenderam a 9070 milhões de euros.

Público
 
Estado
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