O Estado do País

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Público

A brincar a brincar... :calor::calor::calor:


Chato para ti e outros e' capaz de ser o pormaior de ser precisamente o mercado e a crise a destruir um dos maiores donos Portugal alimentado durante de'cadas pelo parasitismo estatal, ja' desde os tempos da ditadura fascista ao socialismo estatal da re'publica

e' ler por ex. este excelente texto Rui ramos, escrito ja' ha' mais de uma semana antes dessa historia dos angolanos, q obviamente sempre se sabia q acabaria mal:

Quem tramou Ricardo Salgado? Rui Ramos

O BES tem sido um dos principais braços financeiros do poder político, um dos meios através dos quais os governos controlaram a economia e em especial antigas empresas públicas com posições dominantes

Alguma coisa está a chegar ao fim em Portugal. Depois de mais de uma década de estagnação económica e de três anos de austeridade e recessão, há alicerces profundos a abanar. Os sinais são por vezes surpreendentes.

A semana passada, vimos o líder de um dos maiores bancos portugueses dar uma entrevista que noutro qualquer ponto geográfico do Ocidente teria imposto a sua demissão imediata. Na véspera, uma auditoria encomendada pelo Banco de Portugal desenterrara uma montanha de dívida não contabilizada nas contas da holding principal do grupo, a Espírito Santo Internacional. Ricardo Salgado reconheceu “negligência grave” e “incompetência”, mas encarou a responsabilidade de um ponto de vista igualitário: “todos nós somos responsáveis”. Pelos vistos, passaram os tempos em que quem liderava era mais responsável.

Até aqui, a história tem sido tratada de duas maneiras: como um simples caso de sucessão familiar, com intrigas copiadas de um episódio da velha série Dinasty, ou como mais um caso de “irregularidades” bancárias, a saldar eventualmente pela justiça e pelos contribuintes. Talvez seja tudo isso. Mas não é só isso, ou não é sobretudo isso. É muito mais: é o som da crise a fazer estremecer oligarquia.

O BES não gere apenas um balanço de cerca de 80 mil milhões de euros. Desde o fim do século passado, foi também um dos principais braços financeiros do poder político democrático, um dos meios através dos quais os governos controlaram a economia e muito particularmente antigas empresas públicas com posições dominantes no sector dos serviços. O BES, sob a actual direcção, fez parte da sombra projectada pelos gabinetes ministeriais sobre a iniciativa privada em Portugal. Veio daí a lenda do DDT (Dono Disto Tudo).

Não me interessa aqui a pessoa ou a empresa, mas o sistema. Por esse lado, nada disto é novo. No fim do século XIX, os dois maiores partidos políticos em Portugal tinham, cada um, o seu banqueiro. Os Regeneradores dispunham de Henry de Burnay e os Progressistas, do marquês da Foz. Os partidos, quando no governo, tratavam de concentrar nos banqueiros amigos todos os grandes negócios do país – o monopólio do tabaco, os caminhos de ferro –, e em contrapartida os banqueiros ajudavam, entre outras coisas, a financiar os défices e as dívidas da governação. Tudo ruiu com uma crise financeira, em 1890-1892, como agora.

Os académicos da extrema-esquerda descrevem isto, mas não o compreendem. Julgam que para eliminar os “donos de Portugal” bastaria eliminar os privados da equação. Não bastaria. Quando não houve privados, nem por isso faltaram “donos”: por exemplo, os gestores instalados pelos partidos nas empresas públicas. Em alguns casos, o que se passou em Portugal faz lembrar a transição na ex-União Soviética: antigos apparatchiks apareceram convertidos em empresários e banqueiros. Neste regime, não há poder económico contra o poder político. Porque o poder económico só o pode ser na medida em que for um duplo do poder político.


E por isso, não admira o modo como está a acabar este capítulo da história da nossa democracia. Quem lhe pôs termo não foram os governos, que, à direita e à esquerda, sempre acharam úteis os “donos do país” e sustentaram as suas posições dominantes, nem as entidades reguladoras, que se limitaram a comportar-se como bombeiros depois do incêndio, nem a imprensa, que só apanhou as histórias depois de acontecerem. Foram disputas de poder, mas sobretudo os “mercados”, isto é, os accionistas, os investidores e a concorrência que, no contexto da crise financeira, desconfiaram dos alavancamentos e dos riscos, reagiram às concentrações de poder e às ambições pessoais, e finalmente chamaram a atenção decisiva das autoridades e dos jornais com os seus alarmes, divisões e guerrilhas. As demais histórias da banca, aliás, tiveram a mesma origem: sem os movimentos e marés do mercado durante a crise, nunca teríamos provavelmente dado por quaisquer “irregularidades”. Nada melhor do que mercados abertos e competitivos para, quando o merecem, garantir o desemprego dos poderosos.
 
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Europa vai sair desta crise + fortalecida q nunca. Just my 2 cents. Ha' dois anos atra's todos vaticinavam o fim do euro, este nao so' resistiu a' maior crise de sempre como p contrario, hoje o euro tem q se esforcar p desvalorizar dado o volume de capital q aflui agora para a Europa e desvalorizacao das outras moedas.


qt são restantes infraccoes q vao a julgamento ?
 
Chato para ti e outros e' capaz de ser o pormaior de ser precisamente o mercado e a crise a destruir um dos maiores donos Portugal alimentado durante de'cadas pelo parasitismo estatal, ja' desde os tempos da ditadura fascista ao socialismo estatal da re'publica

e' ler por ex. este excelente texto Rui ramos, escrito ja' ha' mais de uma semana antes dessa historia dos angolanos, q obviamente sempre se sabia q acabaria mal:

o "historiador" fascista e a sua visão da história. O regime dele também teve um empréstimo, felizmente recusado pela sociedade das nações com a ajuda da "extrema-esquerda" exilada.

e o cavaco em fanicos... :lol:
 
o fascismo do rui ramos salvou-se com a guerra civil de espanha e com a 2ª guerra mundial logo de seguida. O milagre económico aconteceu com a destruição dos outros.
 
Vinte anos depois de ter entrado no grupo BES, o ex-ministro da Economia de José Sócrates, Manuel Pinho, de 60 anos, está a negociar com Ricardo Salgado a sua reforma antecipada. Em paralelo com a actividade de docente, Manuel Pinho exerce actualmente as funções de vice-presidente da holding BES África, auferindo mensalmente cerca de 50 mil euros, o que abriu espaço a que possa reclamar cerca de 3,5 milhões de euros de compensações até à idade da reforma (65 anos).

http://www.publico.pt/economia/noti...ia-reforma-com-o-grupo-espirito-santo-1639342

Ele lá sabe para onde os 5 mil milhões desaparecidos foram parar.


É uma forma fictícia de fazer a economia crescer, mas poderá apresentar resultados práticos aos olhos dos credores. De acordo com o jornal i, a inclusão no cálculo do produto interno bruto (PIB) das estimativas de receitas da prostituição e do tráfico de droga poderá fazer ‘crescer’ o PIB português entre 1% a 2%.

http://www.noticiasaominuto.com/economia/232198/drogas-e-prostituicao-aumentam-pib-nacional-ate-2


Restantes países:




http://online.wsj.com/articles/sex-...ge-of-measuring-the-shadow-economy-1402251721
 
Hoje vamos ao mercado de dívida, as condições estão de feição, mais uma vez o argumento do "bicho papão" do Constitucional que o Governo tanto se lamenta caiu por terra... pois ao contrário do que "zurram" nos discursos, as taxas até desceram e há até mínimos históricos.
Oxalá a operação corra bem, já que é a 1ª desde o resgate sem recurso a sindicato bancário.

Neste momento a taxa a 10 anos sobe 1 pt base para 3.36%.

De salientar que analisando os restante países verificamos que a Espanha já paga menos que o UK e os EUA. :hmm:
 
Portugal emite mais do que o previsto e baixa juros para mínimos de 2005 em leilão a 10 anos

O primeiro leilão de dívida de longo prazo após o final do programa da troika contou com procura forte. O IGCP optou por exceder os 750 milhões de euros previstos e emitiu 975 milhões. A taxa desceu para 3,25%
O Tesouro português emitiu 975 milhões de euros em dívida a vencer em 2024, no primeiro leilão de obrigações desde o final do programa da troika e a segunda emissão de dívida de longo prazo deste ano sem o apoio de um sindicato bancário.

Os títulos foram colocados a um preço que pressupõe uma rendibilidade de 3,2524%, abaixo dos 3,5752% suportados na última emissão a 10 anos feita pelo IGCP, a 23 de Abril. Em termos de taxa absoluta, trata-se da emissão a 10 anos com o custo mais baixo, pelo menos, desde 2005.

O intervalo previsto era de 500 a 750 milhões de euros, pelo que o IGCP excedeu o máximo pretendido em 30%.Apesar disso, a procura superou o montante colocado em 2,43 vezes, algo que os analistas já previam tendo em conta o forte apetite dos investidores por dívida dos países do Sul da Europa sobretudo desde que o BCE anunciou o pacote de medidas de estímulos a 5 de Junho.
Negócios

Boas notícias para todos nós e para a "múmia" também... a ver se lhe passa a indisposição, tinha-lhe ficado tão bem pedir fiscalização preventiva do OE, como se vê os mercados aceitam muito bem, melhor que o governo e PR que a nossa Constituição se cumpra.
 
Os caprichosos meninos ricos
A Federação Portuguesa de Futebol irá pagar 400.000 euros a cada jogador, num total de mais de 9 milhões de euros, caso a selecção ganhe o Campeonato do Mundo de Futebol. Trata-se de um dos prémios mais elevados pagos pelas selecções participantes (o 3º maior prémio dos países europeus e o quinto no cômputo global). A título de comparação, países ricos como a França, a Alemanha e a Itália pagam bem menos, na ordem dos 300.000 euros a cada atleta.
O prémio previsto por Portugal, nove milhões de euros, é equivalente ao orçamento conjunto de 5 ou 6 clubes da nossa Primeira Liga de Futebol, Liga que se arrasta com salários em atraso e incumprimentos contratuais.
Mas isso não invalida que uma Comissão Sindical presidida pelos senhores Cristiano Ronaldo, Bruno Alves, e Raúl Meireles tenham exigido tal contrapartida como condição da sua augusta presença. E que a Federação tenha acedido a aceder à sua divina vontade.
Claro que a fixação do nível de salários dos melhores desportistas se insere num mercado dos mais perfeitos, onde a concorrência é efectiva, a lei da oferta e da procura atinge a plena validade e o mérito é soberano. Mas, no caso de uma selecção, um atleta não está no mercado, pois só pode actuar pela sua selecção, sendo-lhe vedado aceder a ofertas de outra. Por isso, face à situação do país e à situação económica dos clubes de futebol, um prémio de 400.000 euros é injustificável e assume a natureza de condenável pornografia pura e dura.
Admirável é que quem tanto se rebela contra salários ditos milionários de 5.000 euros sujeitos a descontos de mais de 40% ou contra salários de banqueiros que não atingem, num ano, os 400.000 euros por um mês de trabalho na selecção, não tenha uma palavra sobre esta matéria. De partidos políticos, a organizações sindicais e a jornalistas que tanto invectivam quem possa ganhar acima da média. Nem um murmúrio, mesmo sabendo que o Estado continua a subsidiar a Federação entre dois a três milhões de euros anuais. Reles hipocrisia, sempre pronta a fazer o jogo dos caprichosos meninos ricos.

http://quartarepublica.blogspot.pt/2014/06/os-caprichosos-meninos-ricos.html

Ainda bem que somos um país rico. Na minha óptica quanto mais depressa perderem menos gastam.
 
qualquer um percebe que as chances de ganhar o jogo da final são anedóticas... mesmo que acontecesse, o prémio para a federação são 35 milhões de euros.

Portanto a federação ainda ficava com 26 milhões.
 
Em entrevista ao Jornal de Negócios, Ricardo Salgado, presidente do BES e líder do Grupo Espírito Santo (GES) afirmava que o contabilista Francisco Machado da Cruz era o culpado pelo desvio de 1,3 milhões no passivo do grupo. Agora, o contabilista revela que Ricardo Salgado “sabia de tudo”.

A informação é avançada pelo Expresso, que teve acesso a documentos internos do GES, onde se pode ler que o presidente do banco sabia desde 2008 que as contas não refletiam a verdade financeira da Espírito Santo International (ESI). Além disso, conta que era Ricardo Salgado e José Castella, controller financeiro do grupo, que aprovavam todas as contas antes destas serem apresentadas aos outros administradores.

No documento que entregou ao regulador, Machado da Cruz refere ainda que teve consciência do que se estava a passar, mas que perante a crise financeira de 2008, o banco só tinha duas opções para apagar as perdas: aumentar os ativos ou não refletir os passivos. Assim, e por lealdade ao grupo, tirou 180 milhões do passivo da ESI que era prejuízo. Tudo isto com conhecimento de Ricardo Salgado, escreve. No entanto, garante que nunca desviou dinheiro.

Apesar destas afirmações, o contabilista e José Castella afirmavam, anteriormente, ao comité de auditoria do Espírito Santo Financial Group que a administração não acompanhava a informação financeira.

http://www.noticiasaominuto.com/eco...salgado-sabia-que-faltava-dinheiro-no-passivo
 
o fascismo do rui ramos salvou-se com a guerra civil de espanha e com a 2ª guerra mundial logo de seguida. O milagre económico aconteceu com a destruição dos outros.

mas o rui ramos agora e' fascista pq ?
N tenho idade p esse tipo de criancinhas imberbes, ja' ouviste falar da bipolarizao do bruno de carvalho? mete calmamente a tua cassete fascista entre as 2 faces q o bruno carvalho mencionou recentemente, devagar mas sempre c firmeza e entretanto esconde o prazer ao longo do processo n se va' dar o caso dalguem estar a observar o q e' sempre mt chato.

+1 grande texto rui ramos sobre o assunto:

Os banqueiros do regime aprenderam a falar
Rui Ramos

É a novidade do ano: os banqueiros do regime aprenderam a falar. E, adquirido o dom, falam muito. Há umas semanas, foi Ricardo Salgado, numa entrevista de várias páginas. Agora é Jorge Jardim Gonçalves, ex-presidente do BCP, em quase 700 páginas de conversa com Luís Osório. O volume tem como subtítulo “o poder do silêncio”. Mas é óbvio que já não é esse o poder a que o “banqueiro da Democracia” aspira. O poder que lhe resta é o poder de falar.

Jardim faz o retrato de uma época. Entre outras coisas, vemos um primeiro ministro, António Guterres, obrigar Jardim a financiar a ONI (pp. 308, 548), e vemos outro, Durão Barroso, “matar” a ideia (p. 411). Em Portugal, a mão é visível. Esta é a história de um regime em que o poder político descurou a regulação para fazer negócios, ditar transações e impor parcerias.

Os constitucionalistas podem descansar: o poder económico está mesmo sujeito ao poder político. Não por escrúpulo constitucional, mas por consciência das origens. Jardim Gonçalves deu o primeiro passo para a grandeza, em 1979, na presidência do nacionalizado BPA. Daí saiu, em 1985, para fundar um banco privado, o BCP, que lhe serviu, amparado pelos governos, para adquirir o BPA (pp. 301, 508). Cresceu assim. Quando ameaçou insolvência, um governo salvou-o (p. 332). E seria outro governo, em parceria com o poder angolano, a pôr termo à história, aproveitando as brigas entre directores e accionistas para anexar de facto o BCP. Em vinte anos, o círculo ficou completo e tudo regressou à origem: o Estado.

Jardim Gonçalves descreve José Sócrates a colecionar bancos como quem joga ao Monopólio: já tinha a CGD, controlava o BES explorando a “ambição de Ricardo Salgado”, e queria juntar o BCP à colecção (p. 168). Para quê? Por exemplo, para “influenciar directamente mais de 80% do mercado de crédito suportado por activos mobiliários” (p. 127). A ideia socrática, segundo Jardim, era esta: “Financiamos as empresas e os interesses que desejamos, a própria República poderá implementar uma política de juros ambiciosa e endividar-se com mais facilidade” (p. 168).

O livro faz muita questão em distinguir Jardim das “grandes famílias” bancárias do passado (p. 192). Está certo. Ele emergiu da nova “grande família” chocada no aviário político da democracia: a rede de ex-gestores de bancos nacionalizados, ex-ministros, ex-secretários de Estado, ex-assessores, etc. Jardim não foi ministro, mas Mário Soares, ainda dado ao bom humor, tratava-o por “senhor ministro” (p. 413) — os bancos eram vistos assim, como parte do aparelho de Estado. Reparem: não discuto aqui valias pessoais. Registo trajectos.

Jardim não parece aperceber-se de que o seu livro põe em causa não apenas A ou B, mas o sistema de que ele foi um dos principais protagonistas. Bem sei que o dirigismo económico, os protecionismos, as nacionalizações, as “políticas industriais”, a mitologia dos “centros de decisão” não são exclusivos nossos na Europa ocidental. Mas este sistema, em certos aspectos, lembra mais a Rússia do que lembra a Alemanha.

Na história de Jardim Gonçalves, a banca portuguesa parece frequentemente reduzida a uma infra-estrutura criada e gerida pela classe política, a fim de apertar o controle da sociedade e da economia. Terá servido para tudo. Até para amamentar financeiramente os partidos, incluindo a extrema-esquerda (p. 501). Posto isto, deveremos espantar-nos da recorrência de erros de gestão e irregularidades de procedimento? O rigor só se aplicava aos que desalinhavam. Um dia, o velho Champalimaud irritou o governo. Resultado: “todos os dias surgiam brigadas do Estado a pedir papéis, actas e balancetes” (p. 307).

Em Portugal, o poder económico é um avatar do poder político. Perante isto, os idiotas úteis da extrema-esquerda cumprem uma função: ao atacarem o “capitalismo” e o “poder da banca”, ajudam a esconder o verdadeiro poder atrás de uma cortina de fumo demagógico. Sim, parece que os banqueiros do regime aprenderam mesmo a falar. Agora só falta que nós aprendamos a ouvi-los.
http://observador.pt/opiniao/os-banqueiros-regime-aprenderam-falar/
 
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