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Sérgio Pedro, do Grupo de Portugal para a análise crítica à parceria transatlântica de comércio e investimento (GPPTCI), sublinha que as nove páginas que resumem o mandato da Comissão Europeia sobre esta matéria indicavam que as negociações para o acordo "iriam pautar-se pela transparência", mas "ironicamente, o próprio mandato era confidencial".

Pior: um outro documento da Comissão Europeia, que disse ter sido divulgado de forma não oficial ('leakado'), "referia expressamente que a estratégia de informação dos parceiros europeus se devia focar nos benefícios sectoriais do tratado, para cada país".

"Por isso mesmo é que temos ouvido com maior enfoque os benefícios para o setor agroindustrial, para o setor do calçado e tudo mais", sem que seja divulgado "o outro lado", criticou o estudante de Direito, que dinamiza, com a também estudante Leonor Machado, uma página do Facebook e um 'site' sobre "O que esconde o TTIP?" que inclui ligações a outros grupos informais que se opõem ao acordo.

A Parceria Transatlântica de Comércio e Investimento, mais conhecida pela sigla inglesa TTIP, envolve a supressão de obstáculos comerciais em vários setores económicos (taxas alfandegárias, regulamentações, restrições ao investimento, etc.), de forma a facilitar a compra e venda de bens e serviços entre a União Europeia e os Estados Unidos, bem como o investimento recíproco.

Sérgio Pedro, que se interessou pelo tema ao preparar uma tese de Mestrado sobre acordos de livre comércio, explicou à Lusa que o seu ceticismo se deve também à história de tratados semelhantes celebrados no passado, que beneficiam mais as grandes empresas do que os estados.

Lembrando que o projeto surgiu em 2007, pouco antes do colapso do banco Lehman Brothers que arrastou o setor financeiro para uma crise mundial, o responsável do GPPTCI destacou que o acordo "tem vindo a ser desenvolvido principalmente em conselhos empresariais norte-americanos", no sentido de estabelecer um paradigma internacional para todos os futuros tratados de livre comércio, a nível mundial.

"Ambas as partes (UE e EUA) estão interessadas, com enfoque nas multinacionais", acrescentou.

Questionado sobre o acolhimento favorável dado ao tratado pela maioria dos setores da indústria nacional, Sérgio Pedro respondeu que "os representantes dos conselhos empresariais e das confederações estão conscientes dos impactos tanto benéficos, como negativos do TTIP", mas salientou que os representantes das Organizações Não Governamentais (ONG) que fazem uma análise "negativa ou reticente" ao acordo não têm sido ouvidos.

Entre as questões mais sensíveis, e que marcam a diferença entre os dois países, Sérgio Pedro apontou as emissões de dióxido de carbono da aviação, os testes e aprovação de novos produtos químicos, a extração de gás de xisto através de fartura hidráulica ('fracking'), a utilização de hormonas de crescimento na carne, os alimentos transgénicos ou a proteção dos direitos laborais que "é consideravelmente superior na Europa" face à quase inexistente contratação coletiva nos EUA.

Sérgio Pedro considerou ainda que a eliminação de barreiras alfandegárias "é pouco significativa" (são, atualmente, de cerca de 3%), sendo muito mais relevante o fim das barreiras regulatórias com vista a fomentar projetos de investimento.

"Terá de haver um consenso nos processos", salientou, explicando que a harmonização da legislação ficará a cargo de um conselho de regulação acerca do qual pouco se conhece.

"E, nesse sentido, existe um grande confronto dada a maior permissividade norte-americana na maioria dos setores. Na União Europeia, verifica-se uma proteção ambiental, de direitos laborais e de propriedade intelectual que não se compadecem com os níveis diminutos [de proteção] dos EUA", elencou, acrescentando que "parte substancial destes objetivos já está em implementação", sobretudo nos países intervencionados pela 'troika'.

O mecanismo de resolução de litígios entre investidores e estados é outro aspeto que suscita a desconfiança de Sérgio Pedro.

"A prática histórica tem sido de proteger os investidores", comentou, dando como exemplo o ICSID, uma espécie de tribunal arbitral de disputas sobre investimentos, criado no âmbito do banco mundial.

Sérgio Pedro frisou que "70% dos casos que são levados ao ICSID traduzem-se numa defesa dos interesses da empresa que processa o Estado", apontando o caso da disputa entre o Uruguai e a tabaqueira norte-americana Philip Morris, que alegou perda de lucros devido à inclusão de avisos nos maços de tabaco e venceu a batalha no ICSID, depois de ter perdido nas instâncias nacionais uruguais.

Outro caso, ainda em curso, envolve a Vattenfall e a Alemanha, com a multinacional sueca a recorrer ao ICSID para reclamar uma indemnização, depois de Angela Merkel ter decidido fechar progressivamente as centrais nucleares alemãs na sequência do desastre de Fukushima.

http://www.noticiasaominuto.com/economia/234851/acordo-pouco-transparente-preocupa-cidadaos

Enfim, nada de novo. Vêm aí contentores de produtos americanos de qualidade duvidosa. Mais acordos que prometem prosperidade para todos mas no fim é sempre para os mesmos. O pior de tudo é mesmo o ICSID que basicamente destrói qualquer "autoridade" estatal para a defesa dos interesses de um país.
 
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A ministra das Finanças diz, na manhã desta segunda-feira, que o Governo não está a considerar um novo aumento de impostos na sequência do chumbo do Tribunal Constitucional. Em declarações ao Financial Times, Maria Luís Albuquerque afirma que “qualquer passo na direção errada poderá fazer com que o futuro seja muito mais difícil do que tem de ser”, pelo que, garante, o Governo vai estudar as alternativas, mas não anunciará nada até o TC se pronunciar sobre os diplomas da Contribuição Extraordinário de Solidariedade (CES) e do Orçamento retificativo para este ano.

“O nosso espaço de manobra foi reduzido. Precisamos de saber a dimensão do problema antes de decidirmos que ações tomar”, justificou a ministra.

Recorde-se que o Governo espera também que o Presidente da República peça uma fiscalização preventiva do Tribunal Constitucional a algumas medidas previstas para o Orçamento de 2015. “Queremos ter a certeza de quando enviarmos o orçamento para o Parlamento vamos poder implementá-lo como planeado”, afirma Maria Luís Albuquerque.

http://observador.pt/2014/06/16/ft-...diz-que-nao-esta-pensar-em-aumentar-impostos/
 
“Não posso excluir nenhuma medida”, afirmou Pedro Passos Coelho aos jornalistas, quando questionado sobre a possibilidade de haver um novo aumento de impostos no seguimento do chumbo do Tribunal Constitucional.

Isto porque, defendeu o primeiro-ministro, “o país não pode deixar de atingir as metas a que se propôs”, sob pena de perder a “liquidez no mercado”.

“No dia em que acharmos que as metas não são para valer, voltaremos a ter juros mais altos e dificuldades de financiamento”, explicou o chefe do Governo, acrescentando que “de cada vez que uma medida de redução de despesa não pode ir avante, o caminho a seguir é de aumento das receitas”.

Na declaração à imprensa, Pedro Passos Coelho negou ter travado uma guerra com os juízes do Palácio Ratton, dizendo que “o Tribunal Constitucional não é nenhum jogador político que concorra com o Governo” e que “os órgãos de soberania devem respeitar-se mutuamente”.

http://www.noticiasaominuto.com/economia/235789/aumento-de-impostos-nao-posso-excluir-nenhuma-medida

Isso do aumento de impostos está a ter uma evolução engraçada. Passamos do "não" da ministra das finanças para o "talvez" do PPC. O que será que vem a seguir? :intrigante::rolleyes::lmao:
 
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Eu já aqui escrevi que o António Costa, sendo obrigado a debater contra o Seguro, não fará melhor figura e a imagem e a forma de discursar não serão suficientes. Ora, basta ver isto:

"Ainda agora vinha a ouvir na rádio o primeiro-ministro e o primeiro-ministro explicava que os portugueses têm de saber que se o objetivo é reduzir o défice, há duas formas: ou aumenta os impostos para aumentar a receita ou faz corte dos salários para baixar a despesa. Ora, nós não podemos viver neste quadro de opções tão limitado e temos que dizer ao primeiro-ministro que já percebemos que (ele) não sabe sair dessa receita", afirmou António Costa, esta terça-feira em Leiria, perante um auditório cheio.

Para o dirigente socialista, "há uma outra receita" que Passos Coelho "não sabe, nem quer aprender", mas há que "lhe ensinar".

"Há uma terceira via, que é aumentar a riqueza", declarou o presidente da Câmara de Lisboa, referindo que se houver aumento de riqueza estão criadas as condições "para a consolidação das finanças públicas".

António Costa falou, novamente, do resultado das eleições europeias, considerando que os portugueses "foram muito claros a dizer o que é que não querem, a dizerem que o tempo deste Governo terminou, o tempo desta política terminou e que é necessário haver uma mudança em Portugal".

O dirigente socialista considerou que os portugueses também disseram que querem uma alternativa, mas os socialistas não se podem "conformar com uma vitória que sabe a pouco" e têm de ter "uma ambição maior de a esta derrota histórica da direita corresponder uma vitória histórica do Partido Socialista".

"Precisamos que o PS nos dê mais do que deu até agora, que o PS dê um suplemento de confiança, a energia motivadora, a capacidade agregadora como alternativa de governo desta grande maioria do contra", declarou o dirigente socialista, para quem é preciso um PS e um governo fortes.

"Para que haja esse governo forte, é preciso fortalecer o PS, é preciso que o PS seja mais do que é hoje", acrescentou.

http://expresso.sapo.pt/antonio-costa-diz-que-ha-uma-terceira-via-aumentar-a-riqueza=f876317

Quem diria que a salvação do país passa pela criação da riqueza? Mas... como é que se vai fazer isso? Enfim, mais do mesmo.
 
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o António Costa é uma não notícia, vai desfazer-se com o tempo. Todos estes "levantamentos das bases" não resistirão ao sol e à praia do mês de agosto...

Seguro está seguro, tem a cobertura da maçonaria.
 
Eu já aqui escrevi que o António Costa, sendo obrigado a debater contra o Seguro, não fará melhor figura e a imagem e a forma de discursar não serão suficientes. Ora, basta ver isto:



http://expresso.sapo.pt/antonio-costa-diz-que-ha-uma-terceira-via-aumentar-a-riqueza=f876317

Quem diria que a salvação do país passa pela criação da riqueza? Mas... como é que se vai fazer isso? Enfim, mais do mesmo.


Se o Costa trouxer para Portugal, tanta riqueza como a que criou em Lisboa (dívidas e não fazer nada), estamos bem tramados (volta a troika passados uns meses)!

Na verdade os presidentes de câmara de cidades como Lisboa ou Porto, sabem como criar riqueza:

Mexer os cordelinhos, para eliminar empregos no interior e trazê-los para as suas cidades. Só que isto são contas de merceeiro, como é que ele faz isso, roubando emprego no estrangeiro para Portugal?

Enfim há soluções para tudo, é haver dinheiro: gasta-se 500 milhões de euros, para criar 400 postos de trabalho e ficamos todos contentes, certo?? :lmao:
 
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Hey, António Costa. You don't fu**ing say! A sério?! Brutal! Ainda me não me tinha passado pela mente tal ideia revolucionária :rolleyes:

Mais do mesmo, demagogia e ideias da cabeça (da pilinha) que não resolve nada.
Quer que o PS dê mais do que deu até agora, ou seja, ajude a roubar mais dinheiro para os bolsos destes marmanjos, só pode. :mad:

Já o camarada dele, Sócrates, dizia: "Para um país mais pobre". E é mesmo, quando a boca foge para a verdade é lixado. Mais pobre e podre.
 
não gosto do seguro mas o costa aproveitou-se o seguro levou porrada desde a saida do filosofo tipo touro na arena e agora que as coisas estão mais calmas la vem o costa para o tacho

a guerra aberta no PS nao e' coisa bonita de se ver, e' mais um grande tratado de oportunismo politico, traicoes e facadas ate' em amigos a qq custo mas a politica sempre foi assim e nem e' exclusivo dos partidos do arco do poder, repare q por ex. o rui tavares no parlamento europeu resolveu criar novo partido de esquerda, o livre, logo q percebeu q n seria reeleito. No bloco esquerda por ex. a Ana drago so' comecou a fazer barulho qd perdeu o lugar de deputada.
 
O dirigente socialista António Galamba considerou hoje incompreensível o "frenesim" e a "agitação" dos apoiantes de António Costa e defendeu ser inaceitável que estes pretendam ter estatutos do partido de acordo com as conveniências de momento.

Estas críticas à corrente que apoia o presidente da Câmara de Lisboa foram transmitidas à agência Lusa por António Galamba, membro do Secretariado Nacional do PS, depois de a Comissão Nacional de Jurisdição ter recusado o requerimento do grupo de apoiantes de António Costa para a realização de eleições directas para o cargo de secretário-geral e para a marcação de um congresso extraordinário.

Segundo António Galamba, o parecer da Comissão Nacional de Jurisdição "deixa claro que não há congressos extraordinários electivos e que os órgãos do partido estão no pleno gozo de funções".

"Os estatutos com estas regras existem há décadas e serviram para o funcionamento do partido com vários secretários-gerais. A direita [PSD/CDS] também diz que a Constituição não serve e até quer mudar os juízes do Tribunal Constitucional quando as decisões não são de acordo com os seus interesses", disse o dirigente socialista, numa alusão ao facto de o ex-ministro socialista Jorge Lacão (apoiante de António Costa) ter defendido a urgência de um congresso extraordinário para mudar os estatutos do PS.

Para o membro do Secretariado Nacional do PS, é mesmo "inaceitável a lógica de querer a Constituição ou os estatutos em função dos interesses particulares ou das ambições pessoais de cada momento".

"Não é próprio de um Estado de Direito Democrático", acentuou o membro da direcção do PS.

Ainda em resposta à reacção negativa ao parecer da Comissão Nacional de Jurisdição do PS por parte do ex-ministro dos Assuntos Parlamentares Jorge Lacão, o membro da direcção liderada por António José Seguro contrapôs que "não se compreende este frenesim e esta agitação" entre os apoiantes do presidente da Câmara de Lisboa.

"As eleições no PS já estão marcadas para o dia 28 de Setembro. Não confundam as pessoas, não fragilizem ainda mais o PS. As eleições estão marcadas para 28 de Setembro", insistiu o dirigente socialista.

Em vez das questões em torno dos estatutos, António Galamba defendeu que "agora é tempo do debate que António Costa recusa e Seguro aceitou".

"Explico: não há debates nas televisões porque António Costa recusa debater com António José Seguro. Do que é que António Costa tem medo ?", questionou este dirigente socialista.

http://www.sol.pt/SOL/noticia/108022

A negrito o mais relevante. Não é muito difícil perceber o porquê de não haver debates. Seriam fraquinhos, fraquinhos.
 
Ricardo Salgado abdica da posição de presidente da comissão executiva do BES, mas quer ficar num novo comité estratégico e isto pode acontecer já amanha, numa convocatória de assembleia geral. Mas não é o único. Todo o Conselho de Administração irá renunciar ao mandato, revela o Expresso.

http://www.noticiasaominuto.com/eco...s-renuncia-e-ricardo-salgado-sai-da-lideranca

Em resposta a questões colocadas pela Lusa, a instituição liderada por Christine Lagarde refere que, depois do dia 30 de junho, data para a qual o Governo português pediu a extensão para a conclusão formal do programa, "o FMI vai prosseguir para a monitorização pós-programa, com duas a três visitas [do Fundo] por ano".

"Os relatórios das visitas vão ser discutidos pelo 'board' [administração] e deverão ser publicados posteriormente", segundo o FMI, sublinhando que "normalmente há duas monitorizações pós-programa durante um período de 12 meses".

Na mesma resposta, o FMI confirma a notícia de hoje do Jornal de Negócios de que não vai publicar o relatório relativo à última avaliação regular do programa, uma vez que o Governo "decidiu deixar expirar o programa sem completar a 12.ª avaliação".

http://www.noticiasaominuto.com/eco...ugal-2-a-3-vezes-por-ano-ate-pagar-emprestimo
 
A WikiLeaks divulgou um documento de trabalho das negociações internacionais em curso que visam uma radical desregulamentação dos setores bancário, financeiros e de serviços a nível mundial.

As revelações da WikiLeaks resultam de um documento de trabalho, datado de abril, das negociações em curso para a liberalização internacional dos serviços de telecomunicações, financeiros, informáticos, distribuição de retalho, entregas rápidas e de profissões como advogados, arquitetos, engenheiros e contabilistas, em que se revela estar em curso uma tentativa de maior desregulamentação dos setores abrangidos e uma maior troca de informações confidenciais particulares entre os Estados que venham a ser membros. Conhecidas sob a TISA (The Trade in Services Agreement), iniciaram-se em 2012 e envolvem hoje cerca de 50 países.

O documento revelado pela WikiLeaks indicia que os bancos passarão ter maior liberdade de ação em países terceiros e as regras de controlo da sua ação deixam de se reger por critérios restritivos.

A circulação de informação sobre contas e dados financeiros passará a fazer-se com maior amplitude entre os Estados que venham a ser signatários do acordo e são simplificadas as regras para a circulação e estabelecimento nos países de especialistas em tecnologias da informação, juristas, contabilistas e outras pessoas ligadas às áreas de serviços.

Nas negociações estão envolvidos os Estados membros da União Europeia, os Estados Unidos, o Canadá, a Austrália, Coreia do Sul, Taiwan, Suíça, Paquistão e vários países da América Central e do Sul. As negociações decorrem fora do quadro da Organização Mundial de Comércio.

Segundo o documento, um dos mais fortes proponentes da desregulamentação financeira são os Estados Unidos ou, pelo menos, o seu "congelamento" nos níveis atuais.

http://www.dn.pt/inicio/globo/interior.aspx?content_id=3981517&page=-1

Se com regulamentação há podres e corrupção em todo o lado então sem ela...
 
Igualdade
O Estado está cheio de corporações cada uma com os seus pequenos privilégios. Entre estes pequenos privilégios há sistemas de pensões especiais, hospitais e sistemas de saúde especiais, complementos de salário, datas privilegiadas de pagamento, subsídios vários, festas de natal, prendas, acesso a instalações desportivas e de lazer, etc. Há ainda trabalhadores com acesso à ADSE e outros para quem a ADSE fechou. Para alem das desigualdaedes informais que permitem aos funcionários de um serviço passar à frente das filas ou ter acesso a informação confidencial ou com o avanço de vários dias em relação ao público em geral.

Vive-se alegremente no meio destas desigualdades, muitas das quais são vistas com uma certa inveja, mas apenas porque a corporação do invejoso ainda não conseguiu ter ela própria os seus privilégios. Mas agora que o Tribunal Constitucional decidiu suspender os cortes a partir de 30 de Maio um desses privilégios, que era o orgulho das respectivas corporações, tornou-se uma desvantagem. E de imediato clama-se contra a injustiça e a desigualdade. Dizem que quem tinha o privilégio de receber o subsídio de férias em Janeiro não pode ser tratado de forma desigual, era o que mais faltava.

http://blasfemias.net/2014/06/20/igualdade-6/

Isto é algo que me faz confusão desde os meus 12 anos, cresci numa casa onde existia um funcionário do estado e uma funcionária do privado, desde cedo percebi que quem era do público era privilegiado e quem era do privado era explorado para manter o público.
 
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