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Cristina Martins, antiga coordenadora da secção da Sé Nova do PS de Coimbra, recebeu na terça-feira ordem de expulsão do PS (da qual pretende recorrer), depois de em 2011 ter comunicado a existência de inscrições de militantes com “moradas que não existem”, “moradas erradas” e “duplas filiações”, entre outros casos.

O caso remonta a 2011 quando Cristina Martins afirma ter alertado António José Seguro e outros dirigentes de irregularidade que estavam a ocorrer na Federação do PS de Coimbra.

Quem avança a notícia é o jornal SOL que indica que, nessas irregularidade, constavam um número excessivo de inscrições de militantes, sendo algumas incompletas, com moradas ou endereços de email errados.

Cristina Martins afirma ter alertado o Secretário-Geral do PS, António José Seguro e ter entregue, numa reunião em Outubro de 2011, cópias das fichas de inscrição ao Secretário Nacional para a Organização, Miguel Laranjeiro, assim como também ao dirigente Eurico Brilhante Dias e a Ramos Preto, presidente da Comissão de Jurisdição Nacional. Anexadas às fichas, entregou igualmente documentos, como mapas da cidade, justificando, a seu ver, as irregularidade das inscrições.

A socialista apresentou ainda queixa na Comissão de Jurisdição Federativa e na Comissão de Jurisdição Nacional, da qual afirma não ter obtido resposta, tendo o caso dado posteriormente entrada no Departamento de Investigação e Acção Penal, que se encontra actualmente a investigar.

A ex-militante do partido afirma ser alvo de “uma perseguição, quando os que deviam ter sido expulsos não foram”.

“A minha expulsão tem como base o facto de ter dado a conhecer aos jornalistas os casos dos falsos militantes e por isso, dizem, tive atitudes de desmilitância”, afirma Cristina Martins ao jornal.

http://zap.aeiou.pt/militante-socialista-expulsa-por-denunciar-irregularidades-35867
 
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The Independent usa exemplo de swap comprado pela empresa pública portuguesa ao Goldman Sachs e ao Nomura para explicar como os bancos se aproveitam destes contratos para conseguir lucros elevados.

"A papelada que descreve estes contratos consiste em páginas e páginas de álgebra, que representam uma combinação sempre crescente, imprevisível, de riscos impenetráveis, cujos impactos de cada parcela se multiplicam como um vírus", escreve o jornal britânico The Independent, na sua edição online de hoje, referindo-se a um swap comprado pela Metro do Porto ao Goldman Sachs em 2008 e reestruturado posteriormente pelo Nomura.

"Fez-me rir e chorar ao mesmo tempo. O que estariam eles a pensar? Já vi alguns produtos maus, mas isto é qualquer coisa diferente. Isto é o Apocalipse Now do sector bancário, quando tudo e todos estão a caminho da loucura", comenta Moorad Choudhry, um antigo banqueiro da city de Londres, e actual professor do departamento de Ciências Matemáticas da Brunel University, em declarações ao The Independent.

Esta não é a primeira vez que swaps comprados pela Metro do Porto são criticados de forma agressiva na imprensa internacional. A Risk Magazine, uma revista especializada em produtos e mercados financeiros, também já tinha dedicado um artigo de fundo a analisar um swap comprado pela empresa pública de transportes ao Santander.

Desta vez, o The Independent explica que o swap da Metro do Porto foi comprado para cobrir os custos com juros de um empréstimo de 126 milhões de euros, mas que rapidamente acumulou perdas de 120 milhões de euros.

Quando a Metro do Porto contratou o Nomura para reestruturar a operação, o que a empresa conseguiu foi um swap em parte simétrico ao que já tinha com o Goldman Sachs, mas que acrescentava novas variáveis de risco, incluindo um índice criado pelo próprio Nomura e que acabou por acumular novamente perdas avultadas (cerca de 80 milhões de euros).

Quando a Metro do Porto tentou colocar os dois bancos em contacto para anular a parte do swap que era simétrica, obteve uma proposta que incluía pagar mais 26 milhões de euros aos bancos, diz o The Independent, baseando-se em "documentos da altura". Ao jornal britânico, os bancos negaram os números, mas recusaram avançar os seus próprios cálculos, alegando confidencialidade da operação.

O Nomura recusou comentar o artigo do The Independent e um porta-voz do Goldman disse apenas que "o Goldman Sachs tem um longo historial de trabalho com o Governo português, com quem continua a manter uma relação construtiva".

O swap analisado pelo jornal faz parte do conjunto de operações que já foram canceladas pela equipa do IGCP, criada para lidar com este problema.

Tal como o Tesouro adiantou ao jornal Público, os cerca de 50 derivados que ainda são detidos por empresas públicas portuguesas apresentavam em 30 de Junho perdas potenciais de 1.690 milhões de euros.

Os swaps comprados ao Santander representam 76% do total de perdas potenciais. A Metro de Lisboa e a Metro do Porto são as duas empresas com perdas potenciais acumuladas mais elevadas - 725 milhões de euros estão por conta da empresa de transportes da capital, 534 milhões são prejuízos potenciais da Metro do Porto.

Leia a notícia do The Independent: http://www.independent.co.uk/news/b...an-deal-that-went-off-the-rails-9613719.html#

http://economico.sapo.pt/noticias/s...now-da-banca-diz-jornal-britanico_197953.html
 
Não foi numa sexta por acaso. Dá dois dias para os mercados fermentarem:

A Espírito Santo Internacional, a holding de topo do Grupo Espírito Santo, detentora de 100% da Rioforte, candidatou-se esta sexta-feira ao regime de gestão controlada no Luxemburgo, por não estar "em condições de cumprir as suas obrigações, devido à maturidade de uma parte significativa da sua dívida".

(...)

Há pelos menos uma semana que se aguardava o pedido de protecção de credores das empresas do GES com sede no Luxemburgo. A ESI foi a primeira mas espera-se que a mesma decisão seja adoptada pelo ESFG e pela Rioforte.

Tanto termo técnico. O pobre dá calote, o rico entra em regime de gestão controlada.
 
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A Margarida Peixoto tem sido a única jornalista em Portugal a dedicar imensos artigos à questão dos Swaps, já desde há muito tempo. Nem sempre da forma mais correcta mas mesmo assim a anos-luz do habitual analfabetismo da imprensa sobre estes assuntos. Foi até através dum artigo dela publicado lá fora que a questão começou a ser comentada na imprensa internacional.

Em Maio passado um especialista em investimentos de risco descreveu o Swap do Metro do Porto como provavelmente o "pior negocio da história".

Swaps são um mecanismo financeiro de cobertura de risco, uma espécie de hedging. Quando a imprensa fala em perdas potenciais está a ser parva, quase tão parvo como dizer que os 500€ que gastámos no seguro multi-riscos do carro é uma perda potencial porque não tivemos um acidente este ano. Os swaps desde que bem utilizados são uma espécie de seguro, e não se pode falar em perdas ou ganhos.

A coisa torna-se pior quando começam a inventar muito, a alavancar as coisas e no Metro do Porto alguém andou a inventar muito.
Das muitas dezenas de swaps da administração pública de que se fala, a larga maioria foram bem feitos, há uns quantos sobretudo ligados a empresas de transporte que fizeram asneira. Há uns que até julgavam estar a ser muito inteligentes, tentando proteger-se dos custos de aumento do preço do combustível mas correu mal pois os preços a certa altura começaram a baixar bastante.

O caso do Metro do Porto é diferente, é uma coisa meio surreal, com uma fórmula "bola de neve" porque os juros baixaram em vez de subirem. Mas refira-se que esse caso concreto foi logo para tribunal ainda no tempo do Gaspar. Mas tenho sérias dúvidas que o Estado ganhe esse processo. A imprensa internacional até goza com o facto dos responsáveis financeiros dessa altura do Metro do Porto serem hoje professores de economia numa boa Universidade.

"Worst trade of all time" pits Santander against Portuguese client
Dealers settled a crop of disputed derivatives trades with Portuguese state-owned entities last year, with one exception – Santander is set for a court battle with the country’s state-backed rail operator, over a trade that critics describe as “nonsensical”. Tom Osborn reports

"This is a contender for the worst trade of all time,” says one London-based corporate hedging adviser. It sounds harsh until you look at the numbers.

The counterparty stuck on the wrong end of the trade is Portuguese state-backed rail operator Metro do Porto (MdP), which entered into the €89 million amortising fixed-for-floating interest rate swap in 2007. Halfway through the contract’s life, the firm is now out-of-the-money to the tune of €459 million and desperately hoping for Euribor to climb back above 2%.

MdP decided to stop making quarterly payments to its dealer, Banco Santander Totta (BST) – a local subsidiary of the Spanish bank – in September 2013, by which time the coupon had hit an annualised rate of 40.6%. At the time, the swap notional had amortised down to roughly €74.3 million, meaning the company’s quarterly coupon payments would have been €7.7 million.

Banks involved in a crop of other contentious trades with Portugal’s state-owned companies settled privately last year, resulting in a claimed €500 million saving for the country’s taxpayers, although not before a number of officials, including one government minister, had been forced from their posts. A journalist at one broadsheet, Diário Económico, offers a snapshot of the political fallout (see box, Scandal was a baptism of fire for Portuguese finance minister).

But the MdP trade is said to be the biggest mark-to-market blow-up of the lot, and Santander has chosen to meet its counterparty in court rather than settling. After attempts to renegotiate the terms of the trade fell through, the bank filed a claim at the High Court in London in May 2013, to assert the validity of the contract and its supporting documentation.

This kind of pre-emptive strike is standard practice in cross-border disputes, says one London-based lawyer. “If a bank is concerned about people litigating in a jurisdiction other than that mandated by the contract – generally England or New York – they will issue a claim that effectively seeks a declaration that the contract is valid, as a way of ensuring it is an English court hearing the substantive dispute,” he says. “Santander is obviously trying to ensure the litigation does not take place in Portugal.”

At the end of November 2013, after BST had updated its original claim to include a demand for the missed September coupon payment plus interest, MdP filed its defence, and a counter-claim. It sought to have the trade declared null and void under Portuguese law, and called for €42 million in net coupon payments to be reimbursed.

According to the defence documents – seen by Risk – it all started innocuously enough. MdP took out the trade on the advice of government auditors, who in 2005 urged it to find a way of reducing the 4.76% fixed-rate coupon it was paying on a swap with another dealer, Banco Comercial Português (BCP). That trade was a straightforward fixed-for-floating, 20-year rate swap; a hedge against six-month Euribor exposure, resulting from a 2002 sale-and-leaseback deal for rolling stock.

MdP engaged Santander to provide analysis of its past interest rate hedging strategies, and then sought advice from a number of other banks, including BCP, Barclays, HSBC and BST. The swap MdP chose, one of several solutions proposed by BST, is the one at the centre of the current dispute.

According to the claim form, Santander agreed to pay MdP a fixed coupon of 4.76% semi-annually. In return, MdP was to pay BST a fixed coupon of 1.76%, also semi-annually, as well as an extra quarterly floating-rate coupon, based on a spread tied to three-month Euribor.

For the first eight coupon payments – the first two years of the swap’s 14-year lifetime – this spread was fixed at 0%, equating to a saving of 3 percentage points on MdP’s fixed-rate payments to BCP. But, from the ninth quarter – the first quarter of 2009 – the following formula was used to calculate the spread:

Spread = Max [0.00%, Previous spread +

2 x Max (2.00% – Euribor3M set in advance; 0) +

2 x Max (Euribor3M set in advance – 6.00%; 0) – DigiCoupon]

DigiCoupon = 0.50% if 2.00% < Euribor3M set in advance < 6.00%

Otherwise = 0.00%

As MdP explains in its counterclaim, this meant it had to pay the bank two times the difference between three-month Euribor and 2% for every quarter the rate is below that level, or two times the difference between three-month Euribor and 6% for every quarter the rate is above it.

So long as rates stayed range-bound between 2% and 6%, MdP was in the money. In the first quarter of 2009, however, with the crisis in full swing and central banks slashing base lending rates, three-month Euribor was in freefall (see figure 1). From its peak of just under 5.4% on October 9, 2008, it fell to 3.33% on December 11 – the reference date for the following coupon period.

https://www.risk.net/risk-magazine/...time-pits-santander-against-portuguese-client
 
Swaps são um mecanismo financeiro de cobertura de risco, uma espécie de hedging. Quando a imprensa fala em perdas potenciais está a ser parva, quase tão parvo como dizer que os 500€ que gastámos no seguro multi-riscos do carro é uma perda potencial porque não tivemos um acidente este ano. Os swaps desde que bem utilizados são uma espécie de seguro, e não se pode falar em perdas ou ganhos.

Por favor... estamos a falar de crimes. Foram vendidos produtos financeiros que os compradores desconheciam como funcionavam.
 
O mínimo que podemos dizer sobre as variáveis desses contratos é que são do mais aleatório que há. Não consegues relacionar os índices com nada. Era uma pura aldrabice financeira.
 
A Rio Forte, holding que gere os negócios do Grupo Espírito Santo (GES) nas áreas do imobiliário, turismo, agricultura, saúde e energia, apresentou hoje um pedido de gestão controlada por não estar em condições de honrar as suas dívidas.

http://economico.sapo.pt/noticias/rio-forte-pede-proteccao-contra-credores_198186.html

Os prejuízos do Banco Espírito Santo (BES) no primeiro semestre de 2014 poderão ser superiores a mil milhões de euros, de acordo com a edição online do semanário Expresso. A aprovação das contas do banco liderado por Vítor Bento foi adiada para o dia 30 de julho.

http://www.noticiasaominuto.com/eco...s-do-bes-poderao-ser-superiores-a-mil-milhoes
 
"O BES informa que a sua Comissão Executiva contratou o Deutsche Bank como conselheiro financeiro para avaliar a potencial optimização da estrutura do seu balanço", refere um comunicado enviado à CMVM.

http://economico.sapo.pt/noticias/bes-contrata-deutsche-bank-como-conselheiro-financeiro_198181.html

As perdas fiscais para os EUA ascenderam a vários milhares de milhões de dólares, estimou o relatório dos senadores John McCain, republicano, e Carl Levin, democrata.

No cento do inquérito estão "cabazes de opções", produtos financeiros indexados a um conjunto de valores, como ações ou matérias-primas, que o britânico Barclays e o alemão Deutsche Bank venderam a uma dúzia de fundos especulativos entre 1008 e 2013, alimentando operações que atingiram os 100 mil milhões de dólares (74 mil milhões de euros).

Através de uma manobra contabilística, os dois bancos criaram a "ficção" que detinham os ativos comercializados, quando na realidade eram comprados e vendidos pelos próprios fundos.

O interesse para estes estava em fazer crer que tinham conservado estes ativos mais de um ano e que o produto da sua venda devia, assim, ser considerado como ganhos de capitais de longo prazo, que são taxados em 20%.

De facto, garante o documento, os fundos vendiam e compravam estes ativos no curso prazo, não os detendo, por vezes, mais do durante "alguns segundos". Os lucros destas operações deveriam desta forma ser considerados como ganhos de curto prazo, que são taxados a 39%.

Além do seu interesse fiscal, esta manobra permitia ainda aos fundos dissimular o seu nível de endividamento e escapar assim às regras sobre o rácio entre dívida e capital destinadas a "reduzir as posições de risco" assumidas no mercado, acrescentou-se no documento.

Entretanto, a venda e a gestão destes produtos financeiros complexos proporcionou "várias centenas de milhões de dólares" aos dois bancos que os comercializaram, ainda segundo o texto de McCain e Levin.

"Estes bancos e estes fundos especulativos usaram produtos financeiros duvidosos num vasto jogo de falsidade, que custaram milhares de milhões ao Tesouro e contornaram as regras que protegem a economia dos créditos bancários excessivos destinados à especulação", denunciou o senador democrata.

"Os [norte-]americanos estão cansados de ver que as grandes instituições financeiras seguem as suas próprias regras quando se trata de pagarem os seus impostos", reforçou McCain.

Por seu turno, o Deutsche Bank garantiu que os produtos em causa estavam "em total conformidade" com a regulamentação em vigor e que os deixou de comercializar "em 2010".

Por outro lado, o banco da Reserva Federal (Fed) em Nova Iorque criticou recentemente, de forma dura, algumas filiais do banco alemão nos EUA, considerando os seus relatórios financeiros "inexatos e não fiáveis", escreveu hoje o Wall Street Journal na sua edição eletrónica.

"A dimensão e a profundidade dos seus erros sugerem fortemente que o conjunto da estrutura americana de comunicação financeira e de regulação da empresa necessita de medidas corretivas de grande amplitude", escreveu em dezembro um responsável da Fed em Nova Iorque, segundo uma mensagem de correio eletrónico, citada pelo diário.

Contatada pela AGP, o ramo norte-americano do Deutsche Bank não reagiu.

http://www.noticiasaominuto.com/eco...eutsche-bank-acusados-nos-eua-de-mas-praticas

Um banco com reputação de más práticas a ajudar outro com suspeitas de más práticas. :lol:
 
O mínimo que podemos dizer sobre as variáveis desses contratos é que são do mais aleatório que há. Não consegues relacionar os índices com nada. Era uma pura aldrabice financeira.

Explicar swaps não é fácil. Vou tentar. No mercado cambial julgo que é simples de entender. Simplificando muito, uma empresa portuguesa tem medo duma desvalorização do euro quando exporta para a China por exemplo, e uma empresa chinesa tem medo da desvalorização do dólar quando exporta para Portugal. Ambas as empresas para ficarem mais tranquilas para 2015 "trocam" (swap) num mercado de swaps os riscos pagando um sobre-custo por isso, garantindo uma taxa fixa de cambio entre ambas.
Quer euro quer dolar depois evoluem num sentido ou noutro, o que pode ou não gerar perdas ou ganhos potenciais, mas a descida de um está protegida pela subida do outro. E a finalidade do swap foi sempre eliminar incertezas no modelo de negócio de ambos os lados.
Numa empresa a nível de gestão pode planear-se muita coisa, por exemplo, custos salariais, matéria prima, etc, e pode optar-se por minimizar incertezas como taxas cambio ou juros pagando um sobrecusto.
As empresas que fazem isto normalmente fazem-no à procura da tal estabilidade do modelo de negócios e não com o objectivo de terem ganhos financeiros, que podem ou não ocorrer. Daí ter referido ser de certa forma estupidez falar-se em perdas potenciais.

Se no caso dos câmbios julgo que é fácil de entender, no caso das taxas de juro de capital já é mais difícil de explicar embora seja exactamente o mesmo. Fica para uma próxima oportunidade mas o assunto tem sempre a ver com garantia/risco, e o risco paga-se bem.

Como referi, esse swap do Metro está a ser disputado em tribunal dada a sua natureza "bola de neve", tem uma fórmula meio caricata associada. Embora tenha dúvidas de que o Estado português vença essa disputa num tribunal estrangeiro.
 
FMI para Portugal: Epá, vocês gastaram de mais. Têm que se conter.

FMI para Alemanha: Epá, vocês gastam de menos. Têm de abrir os cordões à bolsa:

Enquanto alguns países, como Portugal, continuam a lutar para tentar equilibrar as suas contas mais de três anos depois de iniciarem um processo de ajustamento sem precedentes, outros têm problemas de tão disciplinados. É o caso da Alemanha, diz o Fundo Monetário Internacional (FMI), apelando a que Berlim aumente a despesa pública em infraestruturas, para ajudar os países europeus que não têm margem orçamental. E, já agora, se puder fazer qualquer coisa para reduzir o excedente externo que tem com o resto do mundo...

(...)

É que Berlim, ao contrário da maioria dos governos europeus, tem margem para gastar. E é isso que o Fundo pede à Alemanha para fazer: aumentar a despesa pública, sobretudo estradas e infraestruturas do género. "A Alemanha tem margem orçamental para financiar um necessário aumento do investimento público, principalmente em infraestruturas de transporte", pode ler-se no documento ontem divulgado. "Ao contrário do consumo público, isto iria aumentar de forma duradoura o produto alemão e ter efeitos de crescimento consideráveis no resto da zona euro", acrescenta.

Países como Portugal, que não têm margem para gastar, beneficiariam assim dos gastos de Berlim. O FMI quantifica, inclusive esses efeitos: "Iria também contribuir para estimular o crescimento na região, com efeitos de pico no PIB de Grécia, Irlanda, Itália, Portugal e Espanha entre 0,3 a 0,4%". Ou seja, no caso da economia nacional, poderia ter um impacto positivo na ordem dos 660 milhões de euros.

No Documento de Estratégia Orçamental enviado a Bruxelas, o governo de Angela Merkel planeia investir cerca de cinco mil milhões de euros em infraestruturas até 2017. O FMI pede mais um zero, ou seja, 50 mil milhões.

Washington avisa também que o excedente externo alemão atingiu um novo máximo no ano passado, na ordem dos 7,5% do PIB, e que há margem para o reduzir. No ano passado, uma das recomendações que a Comissão Europeia fez à Alemanha, no âmbito do semestre europeu, foi precisamente reduzir esse excedente, considerando que prejudica o equilíbrio macroeconómico do euro.

http://economico.sapo.pt/noticias/a...ubir-pib-portugues-em-660-milhoes_198092.html
 
O aumento de impostos em França está a trazer os franceses abastados para Portugal:

Lisbon real estate agent Paulo Silva says Portugal’s property market has a Frenchman to thank. Francois Hollande, that is.

“The French president’s taxes are prompting many to flee their country,” Silva, who heads real estate agency Aguirre Newman, said in an interview. “Many of these wealthy French are coming to Portugal to take advantage of a series of tax benefits that are better than in other countries.”

An increase of 70 billion euros ($94 billion) in taxes in France over the last three years and fiscal breaks provided by Portugal are driving wealthy French people to seek homes in the Atlantic Ocean-hugging country. While Portugal’s sun, sand and sea have long attracted property investors, the French have now overtaken the British, who used to be the biggest group of foreign home buyers in the country before it sought a bailout in 2011 and real estate prices dropped.

Sotheby’s International Realty has seen scores of French investors buying up Portuguese luxury real estate, the company’s managing director in Portugal, Gustavo Soares, said this month.

“The French were our biggest foreign clients in the first six months of the year followed by Brazilians and British nationals,” Soares said in an interview. The tax benefits Portugal is offering foreigners has been “extremely important” in attracting French investors, he said.

Portuguese home prices rose 4 percent in the first quarter from the same period a year ago, the biggest increase since at least 2010, the National Statistics Institute said on July 1.

(...)

The purchases haven’t been confined to the Lisbon area.

“The French have also started to invest in second homes in the south of Portugal,” said Constantino Jordan, a real estate developer in the Algarve, where warm temperatures, dozens of golf courses and sandy beaches help attract about one in three visitors to Portugal.

http://www.bloomberg.com/news/2014-...ollande-taxes-find-sanctuary-in-portugal.html
 
Nem com mais um aumento pronunciado da receita fiscal o governo está a conseguir baixar o défice das contas públicas este ano. Antes pelo contrário, mesmo com a cobrança de mais 711 milhões de euros de impostos aos residentes em Portugal só nos primeiros seis meses do ano, o défice cresceu para 4,2 mil milhões de euros entre Janeiro e Junho, mais 150 milhões que no mesmo período de 2013, segundo o boletim de execução orçamental ontem publicado.

(...)

Apesar do governo apontar baterias às decisões do Tribunal Constitucional, a verdade é que o foco devia estar sobretudo apontado para os problemas de uma factura de juros cada vez mais pesada - e que só vai piorar. Entre Janeiro e Junho foram mais de 4,2 mil milhões de euros que os contribuintes tiveram que pagar em juros pela dívida acumulada ao longo dos últimos anos. Neste campo, e ao contrário das despesas com pessoal, o dinheiro dos contribuintes que o governo usa para pagar juros é na sua maioria enviado para a troika, bancos ou fundos de investimento, tendo um impacto residual, se não nulo, na economia portuguesa - veja-se que só até Junho os residentes em Portugal tiveram que pagar mil milhões em juros à troika.

Uma forma de entender a dimensão da factura dos juros que pesa sobre os contribuintes passa por cruzar esta factura com as receitas do IRS: até Junho, quase oito em cada dez euros pagos em IRS serviram apenas para pagar os juros da dívida. O imposto trouxe um encaixe de 5,5 mil milhões até Junho e os juros levaram 4,2 mil milhões.

As contas públicas estariam assim em melhoria não fossem os juros. A conclusão é do próprio governo, que no comunicado sobre a execução orçamental de Junho refere que "o saldo primário, isto é, excluindo a despesa com juros, registou um excedente de 358 milhões, o que representa uma melhoria de 515 milhões" face a 2013. Ou seja, mesmo com os chumbos aos cortes salariais, as contas estariam a melhorar não fosse o insustentável peso dos juros.

http://www.ionline.pt/artigos/dinhe...icao-da-insustentavel-leveza-dos-juros/pag/-1
 
A novela BES continua... ou será antes um caso de polícia?

Salgado sai em liberdade com caução de três milhões de euros
Em causa está "a eventual prática de crimes de burla, abuso de confiança, falsificação e branqueamento de capitais". Interrogatório do juiz Carlos Alexandre demorou mais de três horas.

Ler mais: http://expresso.sapo.pt/salgado-sai...e-tres-milhoes-de-euros=f882994#ixzz38PIGQYjv

Expresso

Banco de Portugal e CMVM avançam com auditoria conjunta sobre actividades do BES

O Banco de Portugal e a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) vão avançar com uma auditoria conjunta sobre as actividades desenvolvidas pelo BES e outra entidade do grupo, segundo um documento confidencial a que a Lusa teve acesso.

"Está prevista uma colaboração entre a CMVM e o Banco de Portugal na definição de uma auditoria a solicitar às actividades desenvolvidas pelo BES [Banco Espírito Santo] e por uma outra entidade do mesmo grupo", lê-se no documento.

Negócios

O BdP anda a dormir? Então andam a dizer que está tudo bem e só agora vão auditar o banco? Medo, tenham medo! Estamos entregues à bicharada? Pelos vistos já havia muito papel pronto para ser destruído... Faz lembrar o caso dos submarinos... :calor::calor::calor:
 
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