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Notícias de última hora da Bloomberg:

Espirito Santo Financial Group Seeks Protection From Creditors as Portuguese Dynasty Wobbles

A seguir será o BES a ter intervenção estatal. Se todas as outras empresas estão insolventes, o BES não será exceção.

Já hoje o Governo:

O ministro da Presidência reforçou hoje que não existe sobre a mesa qualquer pedido de recapitalização da banca, nomeadamente do BES, mas acrescentou que ainda está disponível a linha de financiamento bancário criada aquando do plano de ajustamento.

"Neste momento, não existe qualquer pedido de recapitalização pelo banco [Banco Espírito Santo - BES]", disse Luís Marques Guedes aos jornalistas, no 'briefing', após o Conselho de Ministros.

O ministro lembrou que existe desde o início do programa de ajustamento uma linha de financiamento, inicialmente de 12 mil milhões de euros, "dos quais foi usado menos de metade".

http://noticias.sapo.pt/nacional/ar...inanciamento-disponivel-governo_18041276.html

Corrida aos depósitos não deve ser necessário. A operação deverá ser feita no maior secretismo para não preocupar o povo e poupar os outros bancos.

Em Português:

A Espírito Santo Financial Group (ESFG) entregou um pedido de protecção contra credores no Luxemburgo, revelou a holding que é a maior accionista do BES com 20,1% do capital.

http://economico.sapo.pt/noticias/maior-accionista-do-bes-pede-gestao-controlada_198380.html
 
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Notícias de última hora da Bloomberg:



A seguir será o BES a ter intervenção estatal. Se todas as outras empresas estão insolventes, o BES não será exceção.

Já hoje o Governo:



http://noticias.sapo.pt/nacional/ar...inanciamento-disponivel-governo_18041276.html

Corrida aos depósitos não deve ser necessário. A operação deverá ser feita no maior secretismo para não preocupar o povo e poupar os outros bancos.

Em Português:



http://economico.sapo.pt/noticias/maior-accionista-do-bes-pede-gestao-controlada_198380.html

A corrida aos depósitos já começou há pelo menos 2 semanas! Pelo menos foi quando se tornou flagrante e inegável... Quem não acredita que vá ver! Grande beneficiário: CTT :rain::rain::rain: Mais não posso dizer!

Certificados de Aforro com captações record em junho
No sexto mês do ano o produto gerido pelo Estado arrecadava um saldo acumulado de 10.856 milhões de euros.

Os últimos dados divulgados pelo IGCP (Agência de Gestão de Tesouraria e da Dívida Pública) demonstram que o mês de junho foi benéfico para os Certificados de Aforro, que captaram o valor mais alto desde o ano de 2006.

O boletim mensal referente à dívida pública dado a conhecer pela Agência, mostra que os Certificados de Aforro de maio para junho viram as suas subscrições líquidas crescer 151 milhões de euros (202 milhões de euros em subscrições e 51 milhões em resgates), o que configura um valor record, que já não se verificava desde há 8 anos atrás. A 30 de junho, os certificados de reforma acumulavam um saldo de 10.856 milhões de euros. Realce-se ainda que a taxa de juro bruta para novas subscrições de Certificados de Aforro, Série C, em julho de 2014, foi fixada em 3,186%.
Certificados do Tesouro também a crescer

O mês de junho foi também um mês benéfico para outro dos produtos sob a alçada do Estado: os Certificados do Tesouro. Neste caso as emissões no sexto mês do ano foram de 211 milhões de euros, enquanto as amortizações situaram-se em um milhão de euros. Desde o início do ano o saldo acumulado nestes Certificados é de 3.151 milhões de euros.
Dívida não-transacionável quase nos 30 mil milhões

Com os incrementos verificados em ambos os produtos financeiros, a categoria onde se inserem, a da dívida não transacionável, ganhou novo impulso neste sexto mês, com um saldo acumulado de 20.949 milhões de euros, comparando com os 20.425 milhões do final de maio.

http://www.fundspeople.pt
 
o Fundo de garantia de depósitos pagará dentro do que está na lei. Mais do que isso serão perdas que cada um terá de assumir.

Se Angola não nacionalizar o BESA, o desastre do GES começará a ser visto noutras empresas. O BES pode ser liquidado ou comprado por alguém o que não acredito.
 
o Fundo de garantia de depósitos pagará dentro do que está na lei. Mais do que isso serão perdas que cada um terá de assumir.

Se Angola não nacionalizar o BESA, o desastre do GES começará a ser visto noutras empresas. O BES pode ser liquidado ou comprado por alguém o que não acredito.

:lol: Isso do fundo de garantia dos depósitos é daquelas mentiras que passam por verdade:

A relação entre os recursos próprios do FGD e os depósitos efetivamente cobertos pela garantia continuou a cifrar-se em 1,3 por cento no final de 2013, valor idêntico ao registado no ano anterior.

(Página 16 do documento)

http://www.fgd.pt/pt-PT/RelatorioseContas/Documents/Rel2013.pdf

Com 1% dos depósitos "seguros" seria mais justo terminar com essa "garantia" ao invés de enganar o povo.
 
O total de depósitos dentro dos 100 mil euros anda pelos 120 mil milhões de euros. Não é possível constituir um fundo com esse valor, não faz sentido.

O FGD tem mais de mil milhões de euros e tem pago sem problemas os casos BPN e BPP.
 
Um evento catastrófico ao nível de depósitos do BES garantiram-nos que estaria coberto por vários instrumentos. Antes do banco ser liquidado como BPN ou BPP há ainda bastante dinheiro.
 
Era uma vez uma luta secular do Homem contra as máquinas. À medida que a tecnologia avança, há empregos que vão desaparecendo, trabalhos em que a participação das pessoas passa a ser apenas marginal, supérflua. É possível medir esse risco, cruzando as áreas mais expostas à inovação e invenção e mais promissores com a estrutura do emprego, das qualificações, com o tipo de negócios. Em Portugal e Roménia, o risco de substituição de trabalhadores por máquinas é o mais elevado da Europa.

Jeremy Bowles, um economista da London School of Economics (LSE), publicou no Bruegel, centro de investigação sedeado em Bruxelas, um estudo em que tenta medir, justamente, essa "vulnerabilidade", o risco de "tarefas individuais tornarem-se obsoletas por causa da tecnologias", num horizonte de "uma década ou duas".

Tentou, então, chegar a uma "estimativa da proporção do emprego [nacional] que poderá ser substituído por computadores" ou outras formas de capital de alta tecnologia a prazo.

As conclusões são fortes: na Europa, o país onde há mais emprego em risco de destruição é a Roménia (61,9% do emprego está em risco). Portugal surge logo a seguir, a curta distância, com 59% dos postos de trabalho sob ameaça na próxima década. O menos ameaçado: Suécia.

A base de partida de Jeremy Bowles foi "The future of employment: how susceptible are jobs to computerisation? [O futuro do emprego: quão suscetíveis são as profissões à informatização?]", um artigo do economista Carl Frey e do engenheiro Michael Osborne, ambos da Universidade de Oxford. Neste trabalho, noticiado em fevereiro pelo Dinheiro Vivo, fez-se o diagnóstico do que pode acontecer a 702 profissões existentes nos EUA dentro de uma década.

Bowles aproveitou o modelo dos seus pares norte-americanos, aplicando-o à Europa. O investigador da LSE explica que "o padrão que emerge não é surpreendente".

"Os países do norte da Europa - Holanda, Bélgica, Alemanha, França, Reino Unido e Suécia - têm níveis de risco de computorização parecidos com os dos Estados Unidos [47%]. Quanto mais nos afastamos do centro, mais elevado é o risco de automação do trabalho. Os países da periferia da União Europeia têm o maior risco."

O estudo diz mesmo mesmo que "os países da periferia tenderão a ser mais severamente afetados que os do norte".

Razão: o economista aceita que "a automação irá afetar em primeiro lugar os empregos de baixas qualificações e de baixos salários". Economia como Portugal, Roménia e Croácia têm uma prevalência muito elevada deste tipo de trabalho menos sofisticado. Estão mais expostas.

Claro que há elementos favoráveis que podem ajudar a contrariar isto. Há países que, mesmo de perfil vulnerável, podem conseguir adaptar-se mais rapidamente do que se espera. Os países do sul são historicamente mais lentos do que os do norte nestes processos de adaptação das qualificações e das instituições de mercado, mas o autor admite que não se pode tomar isso por adquirido.

E quais as profissões mais e menos ameaçadas? Segundo o estudo de Frey e Osborne, em risco alto de extinção encontram-se os operadores de telemarketing (99% de probabilidade de serem engolidos pela informatização). Contabilistas e auditores (94%), agentes de seguros (92%), funcionários de vendas a retalho (92%), taxistas e motoristas (89%) são outras das altamente ameaçadas. Todas são bastante representativas em Portugal.

O mesmo estudo diz que os empregos mais resistentes ao avanço das máquinas podem ser os assistente sociais, os dietistas e nutricionistas, os médicos e cirurgiões, os treinadores desportivos e os padres e outros membros do clero.

http://www.dinheirovivo.pt/economia/interior.aspx?content_id=4047413&page=-1

Até na Associated Press, há máquinas que escrevem algumas notícias:

The Associated Press is going robotic.

The news service revealed Monday it will employ the story-writing software by start-up Automated Insights to automate the production of U.S. corporate earnings stories, the quarterly bane of the existence of many business reporters.

The AP typically produces about 300 earnings stories per quarter, requiring reporters to crunch data in the heat of wire-service deadlines. Soon they will be producing many, many more.

Using the software would allow AP to automate short earnings stories, typically 150 to 300 words, "in roughly the same time that it took our reporters," says Lou Ferrara, the AP managing editor who oversees business news. The initiative will start in July.

http://www.usatoday.com/story/money/business/2014/06/30/ap-automated-stories/11799077/
 
Até isto já "passa ao lado" face a outros problemas mais graves:

Pela segunda vez no espaço de três meses, a agência de notação financeira melhorou o "rating" de Portugal, que está agora a apenas um nível de sair de lixo. A perspectiva é agora estável.

A agência de notação financeira Moody’s reviu esta noite o "rating" de Portugal de Ba2 para Ba1, com uma perspectiva "estável".

Esta melhoria, que deixa o "rating" de Portugal a apenas um nível de sair de lixo, é a segunda efectuada no espaço de menos de três meses. A 9 de Maio a Moody’s tinha subido o "rating" para Ba2, tendo na altura colocado a notação financeira em revisão com implicações positivas.

É por isso que a Moody’s decidiu agora melhorar de novo o "rating" de Portugal, fora do calendário pré-definido para o fazer e numa altura em que ao colapso do Grupo Espírito Santo voltou a colocar Portugal nos holofotes dos mercados pelas piores razões.

Na nota onde anuncia esta revisão do "rating" de Portugal, a Moody´s desvaloriza o impacto desta crise no GES, afirmando que as "incertezas que rodeiam o BES não deverão ter um impacto material" no Estado português.

(...)

A Moody’s assinala que a subida do "rating" deixa a classificação da dívida portuguesa a par da de outros países da União Europeia, como a Eslovénia e a Croácia, sendo que as actuais métricas de crédito de Portugal ainda são "inconsistentes" com um rating no grau de investimento (acima de "lixo")

http://www.jornaldenegocios.pt/merc...e_portugal_para_um_nivel_inferior_a_lixo.html
 
O Jornal de Negócios questionou o FMI e a Comissão Europeia sobre a sua responsabilidade na situação vivida pelo Grupo Espírito Santo (GES). Os credores internacionais, que estiveram em Portugal nos últimos três anos, defendem-se dizendo que não tinham mandato nem poderes nessa matéria e que a responsabilidade é do regulador, o Banco de Portugal.

“O Banco de Portugal é responsável pela supervisão prudencial dos bancos que fazem parte da jurisdição. A troika não tinha o mandato nem a capacidade para levar a cabo essa atividade durante o programa e não era responsável pela supervisão dos bancos”, respondeu.

Por seu lado, o Banco de Portugal refere que “as entidades do ramo não financeiro do Grupo Espírito Santo não se encontram sujeitas” à sua supervisão.

Mas o facto de em três anos de troika esta nunca ter feito qualquer referência a problemas no Banco Espírito Santo tem suscitado comentários de várias personalidades. O professsor Marcelo Rebelo de Sousa e Guntram Wolff, diretor da Bruegel, também consideram estranho que o problema não tenha sido detetado.

http://www.noticiasaominuto.com/eco...co-de-portugal-por-falta-de-supervisao-ao-bes
 
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