Pandemia da COVID-19 2021

Agora esta mais claro. Sei de gente que trabalha na FNAC ou numa optica e Esra Tarde nao sabiam se iriam abrir ou nao.

Pois, se calhar, não era má ideia respirar fundo e ter alguma paciência enquanto toda a informação não é conhecida.
 
Não há totais, mas basta fazer as contas: só estão a ser rastreados 13% (sic) dos casos e o Ministério fala em 60 cadeias de transmissão nas escolas, 100% = 461,5384615384615 ou seja, cerca de 462 cadeias de transmissão :shocking:

Desconhece-se a origem de 87% dos contágios.
https://www.publico.pt/2021/01/13/s...em-87-contagios-rastreadores-aumentam-1946068

Não querendo dizer o óbvio, aquilo que não se conhece é isso mesmo, desconhecido. Como disse, só posso falar da minha experiência: ando há meses a lidar com alunos das escolas em contexto de pandemia e, até agora, não tenho evidências que as escolas sejam um grande foco de transmissão. No ensino superior a situação será um pouco diferente porque há muita festa e muito ajuntamento em apartamentos. Mas, lá está, isso é contágio fora do contexto académico. Dito isto, como sou mulher crente na ciência e em factos, perante eles não terei qualquer problema em admitir estar errada. De qualquer modo, o tempo também será esclarecedor nesse sentido, uma vez que pelo menos nesta primeira fase de confinamento as escolas permanecerão abertas. Daí se tirarão algumas ilações.
 
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Corajosa e na minha opinião muito acertada a decisão de manter as escolas abertas.
E a Democracia não está suspensa (ao contrário da liberdade que o está), portanto obviamente que as pessoas têm que sair para ir votar.
Eu teria mantido as escolas primárias abertas, tornaria as aulas teóricas do superior obrigatoriamente só por via online (e todas aquelas que em geral possam ser feitas desse modo). Mantinha as aulas práticas no superior, mas tenho algumas dúvidas em relação ao secundário - os miúdos podem ficar em casa sozinhos, portanto por aí não afetaria tanto, mas nalgumas disciplinas a aprendizagem seria bastante afetada...
Gostava de saber quais os dados que confirmam que as escolas são grande fonte de contágio. A minha opinião é empírica e vale o que vale, ou seja, muito pouco, mas está longe de ser única no seio da comunidade escolar: as escolas não são grande fonte de contágio. Não conheço nenhum caso de nenhuma turma com casos (muitas vezes trazidos de casa - já tive miúdos infectados por pais, avós, irmãos) em que grande parte da turma tenha dado positivo, como acontece em lares, por exemplo, ou nas famílias. Este crescimento dramático das últimas semanas não tem nada a ver com as escolas porque estas fecharam a 18 de Dezembro. Já agora, concordo que se deixem as escolas abertas por agora e se reavalie mais tarde. Os miúdos mais desfavorecidos, que têm pais que não são capazes de lhes dar apoio são os mais prejudicados. Para alguns, o que se perde não é recuperável e quanto mais longa a paragem, maior o dano. Não há qualquer vergonha em voltar atrás se se vir que não resulta mas, na minha opinião, não sem antes dar uma oportunidade.
Há estudos que dizem que esta nova variante afeta de forma mais significativa as pessoas mais jovens (não em termos de severidade, mas de potencial de contágio), portanto nada indica que a situação seja tão "suave" como foi até agora nas escolas
Pois, se calhar, não era má ideia respirar fundo e ter alguma paciência enquanto toda a informação não é conhecida.
Mas esta informação deveria ter sido conhecida bem antes, não devíamos ter que esperar até essa altura...
Noutro ponto, concordo perfeitamente com algo que o @meteo referiu, que é a impunidade que quem não cumpre tem, mesmo quando é apanhado. Gosto muito pouco de leis que "não são bem para cumprir". Essa da abordagem pedagógica é uma treta: ou algo na verdade não tem mal e devia ser permitido, ou tem que ser punido de alguma forma
 
Não querendo dizer o óbvio, aquilo que não se conhece é isso mesmo, desconhecido. Como disse, só posso falar da minha experiência: ando há meses a lidar com alunos das escolas em contexto de pandemia e, até agora, não tenho evidências que as escolas sejam um grande foco de transmissão. No ensino superior a situação será um pouco diferente porque há muita festa e muito ajuntamento em apartamentos. Mas, lá está, isso é contágio fora do contexto académico. Dito isto, como sou mulher crente na ciência e em factos, perante eles não terei qualquer problema em admitir estar errada. De qualquer modo, o tempo também será esclarecedor nesse sentido, uma vez que pelo menos nesta primeira fase de confinamento as escolas permanecerão abertas. Daí se tirarão algumas ilações.

Cláudia, não se sabe nem nunca se vai saber, a não ser através da extrapolação matemática, como eu fiz.
Não os vejo a conseguir formar equipas de rastreio novas em número suficiente...
 
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portanto nada indica que a situação seja tão "suave" como foi até agora nas escolas

E, por enquanto, nada indica o contrário, não é? Veremos.

Mas esta informação deveria ter sido conhecida bem antes

Antes do fim do CM onde estavam, precisamente, a tomar as decisões?

Cláudia, não se sabe nem nunca se vai saber

Se as escolas forem, efectivamente, um enorme foco de contágio, então, sim, vai saber-se. Mantendo-se abertas, o número de infecções não vai descer significativamente e elas terão de ser, então, fechadas.
 
Ainda não percebi porque se mantêm as celebrações religiosas e cultos, mas teatro, cinema, e cultura em geral são proibidos..:huh:

Será que o Covid não entra nas Igrejas e locais de culto? :unsure:
 
Eu teria mantido as escolas primárias abertas, tornaria as aulas teóricas do superior obrigatoriamente só por via online (e todas aquelas que em geral possam ser feitas desse modo). Mantinha as aulas práticas no superior, mas tenho algumas dúvidas em relação ao secundário - os miúdos podem ficar em casa sozinhos, portanto por aí não afetaria tanto, mas nalgumas disciplinas a aprendizagem seria bastante afetada...

No próximo mês o Superior estará em exames. Legislar sobre tipos de aulas e a maneira como são leccionadas seria inútil.
Os miúdos do Secundário podem estar sozinhos em casa, mas esse não é o problema maior. Há muitas famílias que não se podem dar ao luxo de oferecer um computador a cada filho e algumas até não dispõem de internet em casa. O ensino à distância não é equitativo, alguns teriam direito a assistir às aulas e a apoio de explicadores, outros teriam que se contentar com a RTP Memória...
 
As escolas são um exemplo clássico de que só se encontra aquilo que se procura e investiga activamente. Faz pouco sentido falar de surtos nas escolas, quando sabemos que a população que lá se encontra é a que tem maior prevalência de ser assintomática ou a ter sintomas muito ligeiros. Poderão haver surtos nas escolas, mas sem testagem em massa, estes não são identificáveis. O problema das escolas, como de outras actividades, é quando estes assintomáticos multiplicam-se e progressivamente introduzem o vírus em casa e no resto da comunidade. Para mim não é líquido vender as escolas como um local quase que imune ao vírus quando colocamos o calendário escolar em função da progressão geral da pandemia em Portugal, como mostra o gráfico abaixo. António Costa ontem referiu várias vezes que os picos que temos hoje são de uma altura em que as escolas estavam fechadas mas não refere que o início da 2ª vaga coincide com os 2 ciclos de incubação pós início do ano escolar.

De recordar que embora o meses de Julho e Agosto tenham sido de grande mobilidade, encontros familiares, etc,os números pouco cresceram ou cresceram linearmente durante esses período. Seja de uma forma directa ou indirecta não me parece que não haja relação entre a actividade letiva e a progressão da pandemia, haja ou não "surtos" identificados em âmbito escolar.

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Ainda não percebi porque se mantêm as celebrações religiosas e cultos, mas teatro, cinema, e cultura em geral são proibidos..:huh:

Será que o Covid não entra nas Igrejas e locais de culto? :unsure:

Assim, podemos sempre ir dar uma volta e dizer que vamos à missa e assim podemos confessar todos os nossos pecados. :inocente: Com tantas excepções, podemos andar todo o dia na rua, ora podemos ir à frutaria, depois à peixaria, depois ao talho, depois vou ao supermercado, depois vou à loja de informática que o rato morreu, depois vou à farmácia, depois vou dar o passeio higiénico, depois vou passear o cão, depois vou com o cão ao veterinário, tenho o dia bem preenchido e sempre com justificação pronta e as autoridades não podem fazer nada que estas são excepções.

As escolas são um exemplo clássico de que só se encontra aquilo que se procura e investiga activamente. Faz pouco sentido falar de surtos nas escolas, quando sabemos que a população que lá se encontra é a que tem maior prevalência de ser assintomática ou a ter sintomas muito ligeiros. Poderão haver surtos nas escolas, mas sem testagem em massa, estes não são identificáveis. O problema das escolas, como de outras actividades, é quando estes assintomáticos multiplicam-se e progressivamente introduzem o vírus em casa e no resto da comunidade. Para mim não é líquido vender as escolas como um local quase que imune ao vírus quando colocamos o calendário escolar em função da progressão geral da pandemia em Portugal, como mostra o gráfico abaixo. António Costa ontem referiu várias vezes que os picos que temos hoje são de uma altura em que as escolas estavam fechadas mas não refere que o início da 2ª vaga coincide com os 2 ciclos de incubação pós início do ano escolar.

De recordar que embora o meses de Julho e Agosto tenham sido de grande mobilidade, encontros familiares, etc,os números pouco cresceram ou cresceram linearmente durante esses período. Seja de uma forma directa ou indirecta não me parece que não haja relação entre a actividade letiva e a progressão da pandemia, haja ou não "surtos" identificados em âmbito escolar.

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Epidemiologista Manuel Carmo Gomes não compreende abertura de escolas

https://www.rtp.pt/noticias/pais/ep...de-decisao-de-manter-escolas-abertas_a1289343

Quase 2,5 milhões vão continuar a circular para chegar às escolas

https://www.publico.pt/2021/01/13/s...-pessoas-vao-continuar-entrar-escolas-1946218
 
Pronto só há Covid e o resto que se lixe. Que vergonha!

Covid-19. Despacho de Marta Temido manda adiar cirurgias prioritárias, incluindo algumas das que estavam programadas para doentes com cancro
A ministra da Saúde determinou a concentração de todos os esforços na área de Cuidados Intensivos, nem que para isso seja necessário adiar as cirurgias programadas, mesmo que prioritárias. O despacho a que o Expresso teve acesso foi enviado esta tarde aos hospitais avisa que a situação é grave e que todos os recursos têm de ser concentrados no apoio aos doentes críticos da pandemia. Até agora esta é a medida mais grave já anunciada

Fonte
 
Com tantas excepções, podemos andar todo o dia na rua, ora podemos ir à frutaria, depois à peixaria, depois ao talho, depois vou ao supermercado, depois vou à loja de informática que o rato morreu, depois vou à farmácia, depois vou dar o passeio higiénico, depois vou passear o cão, depois vou com o cão ao veterinário, tenho o dia bem preenchido e sempre com justificação pronta e as autoridades não podem fazer nada que estas são excepções.

Ou seja, tal e qual como no primeiro confinamento. No entanto, as pessoas no primeiro ficaram mesmo em casa porque estavam cheias de medo, daí a eficácia do dito. Metam na cabeça de uma vez por todas, podem impôr as medidas todas que quiserem que se não forem cumpridas não serve de nada. Não são as medidas, somos nós. Se nós nos tivéssemos comportado de forma responsável e civilizada durante o período das Festas, não era preciso este confinamento para nada. Os números, naturalmente, não seriam nenhum milagre mas seriam, pelo menos, geríveis. Não houve nenhum milagre na primeira vaga, não houve nenhuma gestão genial do governo. Houve um povo cheio de medo a ficar em casa sempre que possível. Só isso. Entretanto, o medo ficou em casa e as pessoas não. Junte-se-lhe o inverno et voilà.