Pandemia da COVID-19 2021

-> https://www.cdc.gov/coronavirus/2019-ncov/downloads/community/orphanhood-report.pdf

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Em Portugal neste momento já estamos prestes ou até podemos já ter atingido o pico desta quarta vaga. Contudo, e como se previa, as mortes agora estão a aumentar, mas felizmente estão longe das 40 mortes ou mais que tínhamos com um número semelhante de casos no início de novembro de 2020. Mesmo o número de hospitalizações, que deverá aumentar ainda um pouco, não deverá sequer atingir os valores críticos, ainda que ande não muito longe deles... :thumbsup:

Entretanto, em países como o Reino Unido, os Países Baixos, Chile, Chipre, Uruguai, Malta, Mongólia, Barém e Catar, ou seja, países com a vacinação avançada, o pico da vaga da Variante Delta foi já ultrapassado e, no caso dos países com imunidade de grupo (como Malta), não deixou quaisquer mortos e a subida nos hospitais foi altamente residual. Outro país que atingiu a imunidade de grupo na última semana, as Seicheles, regista uma descida constante de casos desde maio e o número de mortes neste momento é nulo. Em Gibraltar, onde quase 100% da população foi totalmente vacinada, não houve mortes nem aumentos nos hospitais, mesmo com uma incidência de casos superior à de Portugal num dia ou noutro. Só demonstra que as vacinas, mesmo aquelas com menor eficácia, funcionam... :)
 
No passado fim de semana (24 e 25) foram registados 60 000 casos positivos de Covid-19 no Reino Unido. No fim de semana anterior (17 e 18) foram registados 111 000. O lockdown imposto pelo governo britânico foi uma excelente medida que permitiu reduzir o número de positivos para metade. Imaginem a tragédia que aconteceria se tivesse ocorrido num passado recente uma final do Europeu de futebol na capital do país, um grande prémio de Fórmula 1 com as bancadas cheias e um levantamento total das restrições!
Espero que amanhã, na reunião no Infarmed, os nossos "especialistas" sugiram a imposição das mesmas restrições impostas pelo governo britânico e que permitiram uma redução tão forte no número de novos casos, caso contrário teremos 500 000 casos diários a 18 de agosto.
 
Espero que amanhã, na reunião no Infarmed, os nossos "especialistas" sugiram a imposição das mesmas restrições impostas pelo governo britânico e que permitiram uma redução tão forte no número de novos casos, caso contrário teremos 500 000 casos diários a 18 de agosto.

Estou curioso para ver que novas "medidas" irão ser impostas ou restrições levantadas nesta semana a começar pela palhaçada de ter que apresentar certificado covid ou teste negativo para entrar em restaurantes (ao fim de semana) e que está a dificultar imenso a vida ao negócio nesta área, aquilo que vejo é (quem o pode fazer ) um aumentar dos espaços de esplanada, para compensar menos pessoas no interior e assim manter o negócio.

Eu tenho o certificado covid, portanto, legalmente, já posso infetar ou ser infetado num restaurante ( ao fim de semana) ? O certificado diz que estou vacinado, não diz se estou ou não positivo... :unsure:

A meu ver, o "segredo" está no cumprir as normas de segurança, estejam ou não vacinados ( e fazer as pessoas perceberem isso) muita gente pensa que após tomar as vacinas fica "invencível" e que já pode andar sem quaisquer cuidados... agora medidas de treta, com pouca eficácia e alcançe são dispensáveis...veremos o que sai das reuniões... :unsure:
 
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E pronto, após as duas doses tomadas, tenho a relatar, de cada uma das vezes, dor moderada no braço e sono, ambos durante cerca de 24 horas. No que respeita ao sono, precisava de uma dose todas as semanas.
 
Before vaccinations began, around four percent of patients became seriously ill. But today, with most of the country vaccinated, an estimated 1.5 percent of patients become seriously ill.

Among vaccinated people aged 70 to 79, for instance, serious illness developed in 5.7 percent of the 725 patients with no preexisting conditions and 11 percent of the 727 patients who did have preexisting conditions. Among unvaccinated patients of the same age, in contrast, serious illness developed in 17.1 percent of the 3,053 patients with no preexisting conditions and 20.6 percent of the 2,551 who did have preexisting conditions.

Israel Has More Serious COVID Cases, but Patients Have Milder Illness, Doctors Say
 
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Finalmente parece que a incidência começa a baixar:

À uma semana --> 1 855 casos
Hoje --> 1 610 casos

Vamos a ver se a tendência se mantêm nos dias seguintes. A mortalidade vai continuar acima do que tem sido o normal nos últimos 3 meses por pelo menos mais 1 mês.

Resta saber se ainda vamos ter direito ao Verão como aconteceu no ano passado.
 
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Finalmente parece que a incidência começa a baixar:

À uma semana -- 1 855 casos
Hoje -- 1 610 casos

Vamos a ver se a tendência se mantêm nos dias seguintes. A mortalidade vai continuar acima do que tem sido o normal nos últimos 3 meses por pelo menos mais 1 mês.

Resta saber se ainda vamos ter direito ao Verão como aconteceu no ano passado.

Diferenças mínimas, além disso os internamentos a continuar a este ritmo, depressa passam dos 1000 e os UCI dos 200, nada que não tivessemos tido antes e muito pior, mas a tendência não pode continuar assim e 9 mortos não é propriamente pouco :unsure:

O ano passado, ainda sem vacinas, nem obrigatoriedade de uso de máscara na rua tinhamos isto:

4MgOGt0.jpg


n0mpOiS.jpg


E também bastantes menos hospitalizações.

Portanto a esperança de um Verão "tranquilo" como no ano passado já foi perdida, muito por culpa da Variante Delta, bem mais contagiosa, assim como o desleixo/saturação das pessoas.

O conselho que se dá é, continuem a ter os cuidados já conhecidos de todos e evitar situações de risco.
 
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A Vóvó Viral a falar do Vírus ( a partir dos 2:30 m ) :D

 
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Os internamentos...

Diferenças mínimas, além disso os internamentos a continuar a este ritmo, depressa passam dos 1000 e os UCI dos 200, nada que não tivessemos tido antes e muito pior, mas a tendência não pode continuar assim e 9 mortos não é propriamente pouco :unsure:

O ano passado, ainda sem vacinas, nem obrigatoriedade de uso de máscara na rua tinhamos isto:

4MgOGt0.jpg


n0mpOiS.jpg


E também bastantes menos hospitalizações.

Portanto a esperança de um Verão "tranquilo" como no ano passado já foi perdida, muito por culpa da Variante Delta, bem mais contagiosa, assim como o desleixo/saturação das pessoas.

O conselho que se dá é, continuem a ter os cuidados já conhecidos de todos e evitar situações de risco.
Mesmo que a incidência e o Rt diminuam os internamentos, os casos graves em UCI e as mortes irão continuar a aumentar por mais algum tempo. Sempre houve este lag entre casos e recuperações. Não há nada que se possa fazer :(.
 
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Mais um avanço na luta do Covid-19. Desta vez não na forma de vacinas, mas sim de um tratamento.
https://24.sapo.pt/atualidade/artig...rida-por-um-comprimido-para-tratar-a-covid-19
Uma empresa japonesa iniciou os ensaios clínicos de um comprimido para tratar a covid-19, juntando-se assim à Pfizer e à alemã Merck na corrida para encontrar um medicamento para a doença.

A Shionogi anunciou que iniciou os ensaios clínicos de um medicamento concebido para neutralizar o novo coronavírus em menos de uma semana, de acordo com o The Wall Street Journal (WSJ).

Conhecida pelo medicamento Crestor para o colesterol, a farmacêutica nipónica frisa ainda que está a testar o medicamento e os efeitos secundários que surjam dos ensaios que tiveram início este mês — e que provavelmente irão continuar até ao próximo ano.

"O nosso objetivo é um composto oral seguro", revelou Isao Teshirogi, presidente-executivo da Shionogi, que acrescentou que a intenção passa por criar um comprimido capaz de neutralizar o vírus cinco dias depois de um doente o tomar.

A japonesa está, contudo, atrasada em relação à Pfizer e à Merck, que já se encontram numa fase mais adiantada neste tipo de testes a comprimidos. A Pfizer, por exemplo, começou em março nos Estados Unidos um ensaio em fase inicial de uma terapia antiviral oral contra a covid-19. Segundo a farmacêutica, o medicamento é para ser prescrito aos doentes ao primeiro sinal de infeção.

A Shionogi espera contar com 50 a 100 indivíduos saudáveis no seu ensaio no Japão, mas a empresa acredita que um ensaio de maiores dimensões, com mais doentes a receber placebo, possa vir a realizar-se ainda este ano.

De acordo com o WSJ, a taxa de fracasso dos ensaios de medicamentos é geralmente elevada. Qualquer efeito secundário, mesmo que não seja particularmente grave, como náuseas, pode levar a que um comprimido covid-19 não seja viável para uso doméstico — a intenção primordial destes ensaios.


Tanto o comprimido da Pfizer como da Shionogi são inibidores da protease que impede a replicação do vírus nas células do doente infetado. Estes inibidores têm sido eficazes no tratamento de outros agentes patogénicos virais, como o vírus HIV ou o vírus da hepatite C, tanto isoladamente como em combinação com outros antivíricos.

No entanto, ao contrário das vacinas, o rápido desenvolvimento de medicamentos específicos para tratar a covid-19 não parece tão promissor, o que leva a Agência Europeia do Medicamento a estar centrada em seis fármacos à base de antivirais e anticorpos.

Para já, o regulador europeu apenas aprovou, em junho de 2020, o antiviral remdesivir para o tratamento da covid-19 em adultos e adolescentes a partir de 12 anos e com pneumonia, que requerem oxigénio suplementar.

Ainda vai demorar, mas toda a ajuda é pouca contra o vírus que por esta altura praticamente eliminou todos os restantes vírus.
 
Mesmo que a incidência e o Rt diminuam os internamentos, os casos graves em UCI e as mortes irão continuar a aumentar por mais algum tempo. Sempre houve este lag entre casos e recuperações. Não há nada que se possa fazer :(.

Cheira-me que o pico dos internamentos não-UCI foi hoje. Amanhã, como é habitual nos boletins de 3ª feira (que reflectem as altas às 2ª feira após a "retenção" de fim-de-semana) o número deverá baixar fortemente, e tendo o pico sido atingido há uns 4 dias atrás, é natural que os internamentos comecem estruturalmente a descer já esta semana. O lag costuma ser de aproximadamente 1 semana para internamentos não-UCI, 2 semanas para os UCI e óbitos.
 
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