Pandemia da COVID-19 2021

será que sim? A imunidade natural não dura mais que 6 meses, se optarmos por imunização natural sofreremos onda a após onda com intervalos de 6 meses.

Imunidade natural... dos anticorpos. Células T é um processo relativamente lento. Parece ser muito importante neste caso.

O nosso sistema é capaz de criar células que detectam e reconhecem o virus, ainda que tenham diferentes variantes.

O sistema imunitário tem por objetivo ser eficiente, e por isso não vai identificar todos os pormenores das variantes do vírus -> https://www.pfizer.com/news/press-r...r-and-biontech-provide-update-omicron-variant

As 80% of epitopes in the spike protein recognized by CD8+ T cells are not affected by the mutations in the Omicron variant, two doses may still induce protection against severe disease

Haverá certamente gente vacinada que teve ou terá contacto com várias variantes (e/ou outros coronavírus). Nem sempre serão fabricados os anticorpos mais apropriados, o que pode não ser muito bom em indivíduos com respostas células T mais lentas ou ineficientes -> https://www.abc.net.au/news/health/2020-04-17/coronavirus-vaccine-ian-frazer/12146616
 
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Covid-19​

"É o início da endemia". Pedro Simas diz que "o melhor é deixar o vírus disseminar-se"​

JN
Hoje às 13:40

Virologista Pedro Simas acredita que o domínio da ómicron, que derrotará totalmente a variante delta, representa o início da endemia. "São boas notícias", notou, defendendo que não há motivo para Portugal começar 2022 com as restrições impostas pelo Governo.
O virologista Pedro Simas defendeu esta quarta-feira que o domínio da ómicron, "mais infeciosa e menos virulenta", vai representar o fim da pandemia no mundo inteiro.

"E isto são boas notícias porque a nova variante, que derrotará a delta, vai conferir uma imunidade muito boa às pessoas, a par da que já têm com a vacinação", defendeu o especialista, no programa Novo Dia da CNN Portugal.

"Este é o início inequívoco da endemia. Só se entra em endemia verdadeira quando, num país, a maior parte das pessoas já teve infeções e o vírus circula livremente. Isto é normal", explica, defendendo, assim, que o melhor é "deixar o vírus disseminar-se".

Esta corrida aos testes não é boa, é alarmista
Simas lamentou ainda o "foco exagerado" que se está a dar ao elevado número de infeções - o boletim epidemiológico de terça-feira contabilizou o recorde de 17.172 casos positivos - realçando que as atenções devem estar centradas na mortalidade e nas hospitalizações.

"Esta corrida aos testes não é boa, é alarmista. E prejudica o restante funcionamento do SNS", defendeu, frisando que Portugal, com cerca de 90% da população vacinada, "deve assumir o papel de liderança que teve e dar um exemplo ao mundo de que se pode desconfinar".

O virologista considera, por isso, que as restrições em vigor neste momento são "extremamente penosas" porque "não são eficientes a impedir a disseminação do vírus". "Não há razão nenhuma científica ou de saúde pública para Portugal começar 2022 com as escolas fechadas", exemplificou, pedindo que se combata "o medo" criado em torno da nova variante.


Ora, ora...tantas vezes a dizer que a pandemia vai acabar, se calhar é desta que acerta. :D



Desde o início da pandemia que este senhor defende a imunidade de grupo à la Suécia (que teve muito sucesso, como todos bem sabemos...:rolleyes:).
 
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Porque isto dos especialistas é como os chapéus...

 
Desde o início da pandemia que este senhor defende a imunidade de grupo à la Suécia (que teve muito sucesso, como todos bem sabemos...:rolleyes:).
Mas nem o Carmo Gomes nem o governo israelita defenderam a posição sueca (que nem sequer foi o país que se saiu pior).

Porque isto dos especialistas é como os chapéus...


Ninguém duvida que a imunidade natural será feita à conta de mortes.
A imunidade por vacinação também, já houve alguns casos, muito poucos, de reações adversas muito graves que podem ter causado a morte a algumas pessoas e não vejo ninguém na comunidade científica a rejeitar a vacinação devido a isso.
 
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Costuma-se dizer que até um relógio parado está certo 2x ao dia. Se calhar o relógio parado do Simas aponta para as 16h15 e seja mesmo 16h15.

Objectivamente falando, estamos com média de mortalidade a 7-dias a níveis de Julho, quando os telejornais não abriam as notícas a falar do Covid. Estamos com os UCI estáveis nos 150 há praticamente 2 semanas, mesmo depois do boom de casos, e nem sabemos se quem vai parar aos UCI é devido à delta ou à omicron. Países com taxas de vacinação muito mais baixas que Portugal estão também a relativizar a gravidade da Omicron. Os telejornais abrem com letras gordas a dizer "URGENCIAS CHEIAS" mas 60% são ligeiros ou assintomáticos e a maioria vai apenas para ter uma porta aberta no sistema, que foi fechada por incapacidade do SNS24.

Vamos provavelmente para os 60 mil casos diários num período onde há muitos contactos, estamos a falar de centenas de milhar de pessoas isoladas pondo em causa o próprio socorro, o fornecimento de bens, os aeroportos, os portos, o ensino, etc. Objectivamente falando, é preciso olhar para os dados, interpretá-los com rigor e tomar decisões rapidamente.
 
Costuma-se dizer que até um relógio parado está certo 2x ao dia. Se calhar o relógio parado do Simas aponta para as 16h15 e seja mesmo 16h15.

Objectivamente falando, estamos com média de mortalidade a 7-dias a níveis de Julho, quando os telejornais não abriam as notícas a falar do Covid. Estamos com os UCI estáveis nos 150 há praticamente 2 semanas, mesmo depois do boom de casos, e nem sabemos se quem vai parar aos UCI é devido à delta ou à omicron. Países com taxas de vacinação muito mais baixas que Portugal estão também a relativizar a gravidade da Omicron. Os telejornais abrem com letras gordas a dizer "URGENCIAS CHEIAS" mas 60% são ligeiros ou assintomáticos e a maioria vai apenas para ter uma porta aberta no sistema, que foi fechada por incapacidade do SNS24.

Vamos provavelmente para os 60 mil casos diários num período onde há muitos contactos, estamos a falar de centenas de milhar de pessoas isoladas pondo em causa o próprio socorro, o fornecimento de bens, os aeroportos, os portos, o ensino, etc. Objectivamente falando, é preciso olhar para os dados, interpretá-los com rigor e tomar decisões rapidamente.
Nem mais.

A questão aqui (como em muitas outras) é que não se pode falar seriamente de evidências científicas.

- Os mais conservadores iniciam logo a campanha da descredibilização dos especialistas, o revolver do baú de posições ontem, de há um mês, do ano passado, etc...
- A pandilha negacionista inicia logo o seu movimento de festejo, que eles é que estavam certos, que as vacinas não serviram para nada e todo o infinito rol de propaganda baseado em vídeos falsos, ou descontextualizados, ou dos anos 60, etc...



Assim é difícil.
 
Objectivamente falando, é preciso olhar para os dados, interpretá-los com rigor e tomar decisões rapidamente.
Infelizmente, essa última parte parece-me mais complicada devido à burocracia existente na DGS... :unsure:
 
Parece óbvio que o Pedro Simas está obcecado em declarar o fim da pandemia. Mas não ajuda muito sendo alguém até respeitado, no início do Inverno, vir dizer que já podemos viver todos normalmente.
Sim, a Omicron parece interessante para podermos ganhar imunidade natural. Mas acontecer logo no mes que normalmente há mais casos de gripe?? Qual é a pressa?
Se só com a gripe, já tivemos hospitais praticamente lotados, querem ver o que vai dar gripe + omicron?
Mais uma vez: Hospitais lotados e filas de ambulâncias é o que queremos evitar. Se estivermos perto disso, não há especialista que valha. Ninguem quer viver normalmente a saber que nem a um hospital pode ir se tiver doente.
Quanto menos contactos, melhor. Quando digo reduzir contactos, é por exemplo ter 5 ou 6 amigos que nos damos. E não jantaradas com 20 pessoas. Ir a 2 ou 3 lanches de amigos, em vez de 10. Entre o viver em casa fechados ou viver como nós queremos, há um range enorme de opções de vida. Sim, não vamos viver todos fechados em casa para sempre. Mas abrir tudo no mês de janeiro, quando ainda ninguém sabe o que vai ser dos casos de gripe, é apenas irresponsável.

Foi o único especialista, se não me engano (Dos que falou publicamente) a declarar o fim da pandemia em Maio/Junho.
Quando os ideais se sobrepõem a uma visão global e ponderada...
 
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Mas nem o Carmo Gomes nem o governo israelita defenderam a posição sueca (que nem sequer foi o país que se saiu pior).


Ninguém duvida que a imunidade natural será feita à conta de mortes.
A imunidade por vacinação também, já houve alguns casos, muito poucos, de reações adversas muito graves que podem ter causado a morte a algumas pessoas e não vejo ninguém na comunidade científica a rejeitar a vacinação devido a isso.
A diferença é que a vacinação não vai levar a um descontrolo total no número de doentes a precisar de assistência. Uma pequena diferenca. Imunidade sim, não a qualquer custo. Nunca percebi muito bem essa dicotomia economia/saude.
Como se fosse possível viver e a economia funcionar, vendo nós filas de ambulâncias e ninguem conseguir uma simples consulta. Parece me algo utópico. A Suecia fez isso porque pode fazer (Outros ideais, outro respeito pela vida em sociedade, os filhos não vivem com os pais até aos 30 anos etc) Mas depois também percebeu que não dava. Até na Suécia. Isto há 1 ano.

Hoje as condições são diferentes.
 
Mais vale prevenir do que remediar, mas como estamos sempre a remediar e nunca a prevenir, já se sabe o resultado.

Agora, num raciocínio de mera lógica, quanto maior for o nº de casos, mais pessoas vão para isolamento, portanto essa "vida normal" está pendurada pelos arames, enquanto houver indicações para ficarem em isolamento: infectados, contactos de risco, etc., a dita "vida normal" é uma verdadeira falácia neste momento, com tantos casos activos, sem dúvida que a actividade económica será fortemente afectada, se não houver pessoas para abrirem os restaurantes, lojas, comércio e etc, por estarem em isolamento a dita "vida normal" que muitos apregoam que querem viver e que os outros fiquem em casa como em bolha, vai logo pelo cano abaixo e isso já aconteceu no ano passado, foi tudo à vontadinha e depois viu-se o resultado.

Até aposto, como as aulas presenciais não irão começar a 10 de Janeiro, mas sim online, mas depois não se queixem com as lamúrias do costume.
 
Para evitar a ruptura nos hospitais só resta uma solução. O confinamento, nem que seja parcial.
Se viermos a ter 40000-60000 casos por dia, não vamos ter sns que aguente com gripes, etc...
Eu não me deixo levar por visionários que acham que a pandamia está a acabar. Nem sabemos se a seguir vira uma variante pior e pumba. Não pretendo ter mais contactos para além da minha bolha familiar até ao final de janeiro. Depois logo se vê.