Pandemia da COVID-19 2021

Neste momento está uma equipa de médicos alemães em Lisboa que chegou em resposta a um pedido de ajuda do governo português para salvar vidas em UCI. Isto advém do facto dos hospitais, principalmente os de Lisboa, terem entrado em rotura. Neste momento, muitos destes hospitais ainda se encontram em cenário de rotura. Falar em desconfinamento, numa altura em que Portugal ainda está debaixo de ajuda internacional (proveniente de um país em que eles próprios continuam com regras de confinamento bastante apertadas) não só seria um ridículo como seria um convite a que para a próxima o pedido de socorro ficasse de mão estendida.
 
Ridiculo sera manter as creches, pre escolas e 1º ciclo fechados
 
Ridiculo sera manter as creches, pre escolas e 1º ciclo fechados

Nem sequer teriam de ser fechadas se tivesse havido coragem para fechar o 3º ciclo e secundário logo no início de Janeiro. Não houve essa coragem e não houve alternativa a não ser fechar tudo. Para mim, das creches ao 2º ciclo terá de ser sempre os primeiros a abrir mas tal só poderá suceder quando o SNS não se encontrar no estado miserável onde se encontra, onde há pessoas a receber cuidados UCI em infra-estruturas e por parte de recursos que nem foram desenhados para tal.
 
é um erro desconfinar logo que os números comecem as descer, até porque ainda agora começarão a descer.

Nem mais, claro que todos desejamos desconfinar já amanhã e voltar a uma vida normal, mas convém aprender com os erros do passado, tem que haver muito cuidado no timing e processo de desconfinamento para os casos não voltarem a disparar ( já temos os exemplos bem maus do passado).

As vacinas ainda são escassas, na maioria são necessárias 2 doses ( Pfeizer) , isto até atingirmos a imunidade e normalidade ainda temos um longo percurso pela frente, não vai ser tão rápido como desejaríamos.

Um confinamento até meados de Março não me parece despropositado, e mesmo assim vamos ver, depende da evolução da situação.. :unsure:
 
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Aparentemente, e a julgar com o que li hoje no jornal, o confinamento irá durar por 60 dias, até ao dia 16 de Março.
Eu gosto tanto do confinamento quanto as outras pessoas, mas acho que é um erro desconfinar logo que os números comecem as descer, até porque ainda agora começarão a descer.

Os números começaram a descer há 2 semanas e eu defendo a abertura daqui a 3 semanas.
Estamos actualmente com menos casos do que tivemos em todo o mês de Novembro e Dezembro sem qualquer confinamento. Daqui a 3 semanas já deveremos estar a rondar os 1000 casos diários.
 
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Estamos actualmente com menos casos do que tivemos em todo o mês de Novembro e Dezembro sem qualquer confinamento.
Mas a incidência de casos ainda é bem maior que a que tivemos nessa altura. Portugal teve uma incidência máxima de 750 casos por 100.000 habitantes na segunda vaga e neste momento anda em redor dos 1000. :hmm:
 
Mas a incidência de casos ainda é bem maior que a que tivemos nessa altura. Portugal teve uma incidência máxima de 750 casos por 100.000 habitantes na segunda vaga e neste momento anda em redor dos 1000. :hmm:

A 14 dias está acima desse valor, a média dos últimos 7 dias já está abaixo. Amanhã deveremos ter cerca de 4000 casos e saem os 16000 casos de há duas semanas e baixamos imediatamente para 930. Na sexta saem 13000 e entram cerca de 4000 e baixa para cerca de 840. No dia 17 a incidência deverá andar abaixo dos 500.
 
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O desconfinamento só poderá fazer-se quando houver alguma 'folga' no SNS. Há outra questão que eu acho que contribui para a cautela: o tuga funciona muito no 8 ou 80. Há receio que assim que se desconfine o pessoal volte a fazer a vidinha normal e passado um mês está tudo em casa outra vez. Veja-se o que se conseguiu com 2 semanas de hard lockdown. O contrário pode bem acontecer. É triste mas é a realidade.
 
Há receio que assim que se desconfine o pessoal volte a fazer a vidinha normal e passado um mês está tudo em casa outra vez.

Há um grande desejo (compreensível) de voltar ao normal, mas o problema é mesmo esse, o dos extremos.

Se começar logo tudo a abrir, pessoal a juntar-se a comemorar, festas e mais festas ( afinal já passou ufa...até que enfim livres :unsure: ) para recuperar o o tempo perdido, vai ser o caos dali por umas semanas, com os casos a aumentar de novo. :unsure:

No primeiro desconfinamento também ficou a sensação que já tinha passado e passados uns meses foi o que se viu e ainda vê, por isso todo o cuidado é pouco, já temos "dose" que chegue...:unsure:
 
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Há um grande desejo (compreensível) de voltar ao normal, mas o problema é mesmo esse, o dos extremos.

Se começar logo tudo a abrir, pessoal a juntar-se a comemorar, festas e mais festas ( afinal já passou ufa...até que enfim livres :unsure: ) para recuperar o o tempo perdido, vai ser o caos dali por umas semanas, com os casos a aumentar de novo. :unsure:

No primeiro desconfinamento também ficou a sensação que já tinha passado e passados uns meses foi o que se viu e ainda vê, por isso todo o cuidado é pouco, já temos "dose" que chegue...:unsure:

Mas não devia ter de ser assim. Por esta altura toda a gente já deveria saber (e comportar-se accordingly) que desconfinar não pode ser voltar à normalidade. Mas, lá está, se assim fosse, este confinamento não teria sido necessário. Falar em confinamento até à Páscoa parece-me uma loucura mas é bem capaz de reflectir a confiança que merecemos...
 
Manuel Carmo Gomes deixará de falar nas reuniões do Infarmed. A última intervenção foi crítica da estratégia do Governo, mas o epidemiologista rejeita "exploração política"

https://24.sapo.pt/atualidade/artig...o-epidemiologista-rejeita-exploracao-politica

Razões profissionais ou será pelas críticas feitas ao governo :intrigante:
Ele disse que a razão verdadeira é que achava que não ia ter que dar aulas até março :wacko: Ou é uma desculpa muito parva porque foi afastado por motivos polítivos, ou o homem achava que ia estar de férias durante meses por não haver aulas presenciais, o que não abona muito a favor da inteligência dele
 
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Quanto ao confinamento, agora a situação ainda está muito instável no SNS, devido ao atraso que isto tem a reagir às medidas. Dito isto, para quem em janeiro disse que as escolas iam só estar de férias duas semanas, ter a certeza que agora tem que estar tudo fechado até à Páscoa é ridículo. E que tal esperarmos pela evolução dos números (e esta tem sido bastante positiva) para tomar decisões? Se daqui a 3/4 semanas os números de casos continuarem a trajetória de descida e o SNS estiver bem mais aliviado, não vejo problema nenhum em desconfinar. Se não acontecer (acho pouco provável, mas infelizmente não impossível), não se desconfina. Quando se preveem 23000 no espaço de 1 semana e meia e depois o valor real é 1/9 disso, acho óbvio que estar a prever com certeza que temos que estar fechados até abril é uma enorme estupidez
 
Neste momento tudo aponta para que perto de 25 de fevereiro, quando se vai discutir o 12º Estado de Emergência, o número de novos casos já esteja bem inferior a 2000 por dia, o R esteja consistentemente abaixo de 1 e o número de internados seja cerca de metade daquele que se regista hoje.
Se estivermos nessas condições daqui a 2 semanas por que razão não se poderá começar a desconfinar, quando estaríamos com os melhores números desde outubro, as temperaturas começariam a subir e a imunidade na comunidade estaria relativamente alta?

Os números da imunidade são também importantes nesta questão. Neste momento 8% da população portuguesa teve teste positivo à SARS-Cov2. Os números apontam para que o número de infectados reais sejam o dobro o triplo dos que foram identificados (e como andámos várias semanas no pico com índices de positividade a bater nos 20% acredito que seja mais que o triplo), portanto pelo menos 20% da população terá adquirido imunidade por ter estado infectada. Daqui a 3 semanas, todos os que levaram a 1ª dose até hoje, já terão a 2ª dose tomada, logo mais 5% de imunizados. Teríamos então 1/4 da população imunizada. Não sendo suficiente para a imunidade de grupo confere alguma protecção contra picos muito elevados. Caso não apareça nenhuma estirpe que contorne a imunidade adquirida quer via vacina, quer via infecção, nunca mais teremos um pico como o que aconteceu em janeiro. Nem perto disso.
 
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Os números começaram a descer há 2 semanas e eu defendo a abertura daqui a 3 semanas.
Estamos actualmente com menos casos do que tivemos em todo o mês de Novembro e Dezembro sem qualquer confinamento. Daqui a 3 semanas já deveremos estar a rondar os 1000 casos diários.
Segundo o que li hoje, o Rt estará em 0.8, o problema é que são 0.8 de milhares de infectados.

Ainda é cedo para desconfinar. Mais vale começar a fazer contas com uma possível 4ª vaga, e atacá-la ainda antes de começar. Com esta nova variante do RU tudo pode acontecer.
 
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Segundo a SIC, a estirpe brasileira (a de Manaus) foi identificada em 2 casos na Grande Lisboa. Esta descoberta deverá ter pouco significado nas actuais medidas de confinamento (a não ser que o governo tencione criar uma cerca à Grande Lisboa para evitar a propagação para outras regiões), mas poderá levar a uma postura ainda mais severa por parte dos parceiros europeus no que toca a abertura de fronteiras. Recorde-se que o RU baniu os voos com Portugal devido às ligações do nosso país ao Brasil e ao facto de Portugal ter poucas restrições e controlo sobre os voos provenientes do Brasil. E aparentemente foi mesmo pelo nosso país que esta estirpe chega à Europa.