Pandemia da COVID-19 2021

O user até parece ser da Madeira. É só ir ver os números do arquipélago. O problema não são as comparações. São as medidas que não são tomadas. Ou quando tomadas, estão mal...não se aprende com os erros.
Sim, é da Madeira, mas esse nosso arquipélago tem uma densidade populacional extremamente elevada, o que anula um pouco a vantagem de estar isolada. E mesmo assim os números são melhores que os do continente
 
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Sim, é da Madeira, mas esse nosso arquipélago tem uma densidade populacional extremamente elevada, o que anula um pouco a vantagem de estar isolada. E mesmo assim os números são melhores que os do continente
Percebo onde queres chegar. No entanto, a maior cidade, Auckland, tem cerca de 1,4 milhões de habitantes. O arquipélago da Madeira tem cerca de 250 mil habitantes.
 
É dificil transpor realidades. Em termos absolutos são um caso de sucesso. Tecnicamente qualquer país pode ser uma "ilha". Temos exemplos na Escandinávia de países que se tornaram praticamente ilhas (porque assim quiseram) e também são casos de sucesso.
No verão chegámos a ter dias sem mortes ou só com uma ou duas, e até andávamos bastante "desregulados", as circunstâncias locais/meteorológicas ajudam muito. Não digo que não possamos aprender uma coisa ou outra com os nossos antípodas, mas acho que os confinamentos de 3 dias só funcionam tão bem lá por causa das condições que eles têm e nós não temos. Mesmo esses países da Escandinávia tiveram alguns surtos agora no inverno, e a Austrália teve no inverno deles (nada comparado com a tragédia que nós tivemos o mês passado, claro)
 
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Claro que isto cá em Portugal não seria possível, para muita gente, as liberdades individuais estão acima de qualquer outra coisa, mesmo tratando-se da saúde colectiva que está em risco, internados, mortes, serviços de saúde a colapsar... etc...

Primeiro eu, depois eu e depois, ainda eu...:rolleyes:

Por que é que a liberdade é individual e a saúde é colectiva? Por que não se pode ver isto por outro prisma, que há pessoas que em prol da sua saúde individual querem acabar com as liberdades de todo o colectivo? Porque neste momento a liberdade de toda a gente está limitada. Nunca houve nenhuma lei que obrigasse as pessoas a sair de casa, portanto quem quis proteger a sua saúde não se expondo teve sempre esse direito.

Vejo aqui criticas ao confinamento!!! Qual a solução alternativa a isto perante a gravidade dos nossos números no pico desta vaga?

Nenhuma. O confinamento era inevitável no início de janeiro. Não o era em março e abril do ano passado. Não o será em março deste ano. Para situações diferentes, soluções diferentes. O critério para se confinar/desconfinar é absolutamente aleatório. Ou não, pode ser apenas o reflexo da vontade do focus group...
 
Nenhuma. O confinamento era inevitável no início de janeiro. Não o era em março e abril do ano passado. Não o será em março deste ano. Para situações diferentes, soluções diferentes. O critério para se confinar/desconfinar é absolutamente aleatório. Ou não, pode ser apenas o reflexo da vontade do focus group...

Como não?!!! Então nem o mais básico tinhas (comprar uma única máscara era um filme de terror). Além disso, o vírus era completamente desconhecido. Dizer isto agora até parece fácil.
A não ser que sejas especialista e me possas esclarecer, ou o que vou lendo e ouvido, é que o desconfinamento deve ser gradual e com cuidado. A não ser que queiras voltar ao mesmo daqui a pouco. Continuamos neste momento piores que o UK, Alemanha ou mesmo os USA (isto é factual). Tens os CI com elevada pressão, mesmo com os restante números a baixar. Olhar para estes últimos de forma isolada é só e apenas redutor.
 
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Nenhuma. O confinamento era inevitável no início de janeiro. Não o era em março e abril do ano passado. Não o será em março deste ano. Para situações diferentes, soluções diferentes. O critério para se confinar/desconfinar é absolutamente aleatório. Ou não, pode ser apenas o reflexo da vontade do focus group...
Embora agora o confinamento de março do ano passado possa parecer exagerado, acho que foi a solução correta tendo em conta o desconhecimento que havia na altura. Mas concordo com a ideia de que os confinamentos deviam ser baseados em números, e não num "Agora apetece-me 30000 pessoas no autódromo do Algarve! Espera, agora mantém-se tudo fechado pelo menos mais 2 meses, mesmo que as coisas melhorem entretanto!"...

E tem uma economia muito mais dependente do exterior do que a Nova Zelândia.
Queres transformar a Madeira numa economia com uma mistura de serviços e agricultura/pecuária de excelência? Nada contra, mas que tem isso que ver com a pandemia?
 
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No verão chegámos a ter dias sem mortes ou só com uma ou duas, e até andávamos bastante "desregulados", as circunstâncias locais/meteorológicas ajudam muito. Não digo que não possamos aprender uma coisa ou outra com os nossos antípodas, mas acho que os confinamentos de 3 dias só funcionam tão bem lá por causa das condições que eles têm e nós não temos. Mesmo esses países da Escandinávia tiveram alguns surtos agora no inverno, e a Austrália teve no inverno deles (nada comparado com a tragédia que nós tivemos o mês passado, claro)

Portugal só tem uma fronteira terrestre, mas tirou muito pouco partido disso na gestão pandémica. Há vários estudos que demonstram que quer em Espanha, quer em Itália, o que levou ao descalabro o ano passado não foi o tamanho das cadeias de transmissão mas sim o número de cadeias de transmissão iniciais. Portugal teve uma postura muito leviana no controlo das fronteiras aéreas, nomeadamente no que diz respeito ao requisito de testagem à chegada. A densidade é um factor que pode potenciar a propagação mas se se evitar um número de cadeias iniciais demasiado elevado, deixa de ser tão preponderante.
 
Embora agora o confinamento de março do ano passado possa parecer exagerado, acho que foi a solução correta tendo em conta o desconhecimento que havia na altura. Mas concordo com a ideia de que os confinamentos deviam ser baseados em números, e não num "Agora apetece-me 30000 pessoas no autódromo do Algarve! Espera, agora mantém-se tudo fechado pelo menos mais 2 meses, mesmo que as coisas melhorem entretanto!"...

E agora que os números já estão como Marcelo disse ( abaixo dos 2000 casos por dia) toca a desconfinar e abrir tudo já, de preferência amanhã, que passados umas semanas levamos com uma 4ª vaga e toca a confinar, andamos nisto... :rolleyes:
 
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Queres transformar a Madeira numa economia com uma mistura de serviços e agricultura/pecuária de excelência? Nada contra, mas que tem isso que ver com a pandemia?

Eu não pretendo nada disso, só estou a constatar que se a economia não fosse tão dependente do exterior (como a da Nova Zelândia) os requisitos de entrada seriam muito mais severos. Se não houvesse dependência to turismo, dos emigrantes, dos estudantes fora, etc, não tenho dúvidas que estaria em vigor a quarentena obrigatória à chegada.
 
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Como não?!!! Então nem o mais básico tinhas (comprar uma única máscara era um filme de terror). Além disso, o vírus era completamente desconhecido. Dizer isto agora até parece fácil.
A não ser que sejas especialista e me possas esclarecer, ou o que vou lendo e ouvido, é que o desconfinamento deve ser gradual e com cuidado. A não ser que queiras voltar ao mesmo daqui a pouco. Continuamos neste momento piores que o UK, Alemanha ou mesmo os USA. Tens os CI com elevada pressão, mesmo com os restante números a baixar. Olhar para estes últimos de forma isolada é só e apenas redutor.

A média móvel a 7 dias já está abaixo dos 3000 casos diários. A incidência dos últimos 14 dias está nos 618 casos por 100k habitantes, se a descida para e a próxima semana for igual à anterior desceremos para 385. Parece-me evidente que apenas falta baixarem os números em UCI, o que deverá acontecer muito brevemente, que temos todas as condições para desconfinar, de forma organizada. Dizer que isto vai até à Páscoa é ridículo.
 
Portugal só tem uma fronteira terrestre, mas tirou muito pouco partido disso na gestão pandémica. Há vários estudos que demonstram que quer em Espanha, quer em Itália, o que levou ao descalabro o ano passado não foi o tamanho das cadeias de transmissão mas sim o número de cadeias de transmissão iniciais. Portugal teve uma postura muito leviana no controlo das fronteiras aéreas, nomeadamente no que diz respeito ao requisito de testagem à chegada. A densidade é um factor que pode potenciar a propagação mas se se evitar um número de cadeias iniciais demasiado elevado, deixa de ser tão preponderante.
Mas com isso eu concordo, não há controlo nenhum nas viagens, o que é altamente prejudicial. Não foste tu que há uns meses falaste das diferentes estratégias da Madeira e das Canárias em termos de viagens aéreas, e dos resultados drasticamente diferentes? Tenho um familiar que teve que viajar, até tinha tido Covid no mês anterior, fez o teste, e ninguém lho pediu...

Eu não pretendo nada disso, só estou a constatar que se a economia não fosse tão dependente do exterior (como a da Nova Zelândia) os requisitos de entrada seriam muito mais severos. Se não houvesse dependência to turismo, dos emigrantes, dos estudantes fora, etc, não tenho dúvidas que estaria em vigor a quarentena obrigatória à chegada.
Já nem falo na quarentena obrigatória, só fazerem testes rápidos à chegada e/ou controlar realmente se as pessoas têm testes negativos ajudaria a diminuir de maneira significativa o número de casos que entram...
 
A média móvel a 7 dias já está abaixo dos 3000 casos diários. A incidência dos últimos 14 dias está nos 618 casos por 100k habitantes, se a descida para e a próxima semana for igual à anterior desceremos para 385. Parece-me evidente que apenas falta baixarem os números em UCI, o que deverá acontecer muito brevemente, que temos todas as condições para desconfinar, de forma organizada. Dizer que isto vai até à Páscoa é ridículo.

Continuas agarrado aos números diários isoladamente. É uma pena. Os CI tem, em média, cerca de 17 dias de atraso. Para teres uma noção, as nossas camas para este nível, pré COVID-19, eram inferiores às 500. Chagamos ao dobro, só na COVID-19. Agora faz as contas.
Isso do até à Pascoa, julgo que não é definitivo.
 
E agora que os números já estão como Marcelo disse ( abaixo dos 2000 casos por dia) toca a desconfinar e abrir tudo já, de preferência amanhã, que passados umas semanas levamos com uma 4ª vaga e toca a confinar, andamos nisto... :rolleyes:
Eu não abria amanhã, por um lado porque os cuidados intensivos ainda estão praticamente cheios, e por outro porque isto não é para se decidir de um dia para o outro. Definieia números a partir dos quais era possível reabrir algumas coisas, e depois aplicava essa resolução, acontecesse isso daqui a 2 semanas, a meio de março ou depois da Páscoa
 
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Continuas agarrado aos números diários isoladamente. É uma pena. Os CI tem, em média, cerca de 17 dias de atraso. Para teres uma noção, as nossas camas para este nível, pré COVID, eram inferiores às 500. Chagamos ao dobro, só no COVID. Agora faz as contas.
Isso do até à Pascoa, julgo que não é definitivo.

17 dias de atraso, logo a 1 de março já devem estar com uma ocupação muito menor.