Pandemia da COVID-19 2021

Aqui estão os dados verdadeiros: a incidência a 7 dias ontem era de 109 e a incidência a 14 dias era de 293 casos por 100.000 habitantes. :)

Como já foi dito por aqui, a incidência continua a descer mas com um ritmo mais lento, e isso já é visível na incidência a 14 dias:
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Hoje, estamos mais ou menos na média europeia, temos as escolas fechadas e assim parece que vão continuar por mais 6 semanas.
A 18 de janeiro, no pico da pandemia, eramos o país do mundo com maior incidência de novos casos, e eramos um dos poucos países da Europa que tínhamos as escolas abertas sem restrições.
Qual é mesmo o critério?
 
Aqui estão os dados verdadeiros: a incidência a 7 dias ontem era de 109 e a incidência a 14 dias era de 293 casos por 100.000 habitantes. :)

Como já foi dito por aqui, a incidência continua a descer mas com um ritmo mais lento, e isso já é visível na incidência a 14 dias:

Sim, a descida vai desacelerando e há-de haver um patamar a partir da qual a descida parará, mas para a incidência que já temos, a velocidade de descida ainda é bastante positiva. Por exemplo a Irlanda, que teve um pico semelhante ao nosso, estabilizou na incidência semanal de 200 e a descida tornou-se muito lenta, estando 17 dias depois ainda nos 150. Nós, há 9 dias tínhamos 200 e hoje estamos nos 102, com 278 a 14 dias. Se amanhã tivermos 1500 casos (o que já representava um forte travão na descida que passaria dos 50% por semana para os 67%) passaríamos a ter uma incidência de 97 a 7 dias e 250 a 14 dias.
 


Hoje, estamos mais ou menos na média europeia, temos as escolas fechadas e assim parece que vão continuar por mais 6 semanas.
A 18 de janeiro, no pico da pandemia, eramos o país do mundo com maior incidência de novos casos, e eramos um dos poucos países da Europa que tínhamos as escolas abertas sem restrições.
Qual é mesmo o critério?


O critério deverá ser mais ou menos o divulgado pelo médico João Gouveia na reunião do Infarmed, baseado na pressão sob o sistema hospitalar:

  • a incidência for inferior à baliza de 240 a 480 novos casos por 100 mil habitantes em 14 dias;
  • o número de reprodução (R) estiver abaixo de 0,7;
  • a taxa de positividade (número de testes positivos entre todos os realizados) for inferior a entre 7% e 8%;
  • houver um atraso nos inquéritos epidemiológicos inferior a 30%;
  • os internamentos estiverem abaixo dos 1.500;
  • os internamentos em cuidados intensivos estiverem abaixo dos 242;
  • e a vacinação ocorrer a “excelente ritmo”.

Nesta altura o Governo estará à espera de maior pressão quer por parte da opinião pública quer da oposição para rabrir. Costa só dará um passo em frente quando Rui Rio disser na TV que é altura de reabrir as escolas.
 


Hoje, estamos mais ou menos na média europeia, temos as escolas fechadas e assim parece que vão continuar por mais 6 semanas.
A 18 de janeiro, no pico da pandemia, eramos o país do mundo com maior incidência de novos casos, e eramos um dos poucos países da Europa que tínhamos as escolas abertas sem restrições.
Qual é mesmo o critério?


De parabéns, o provável autor/editor?

Como mero exemplo, o calendário irlandês ainda não foi oficialmente publicado (deverá ser hoje). Assim, o conveniente 'escolas fechadas, sem prazo de reabertura' é um bocadinho enganador.

Já somos decentes se o governo decidir, até ao final da semana, abrir algumas escolas na 2ª semana de março? Haverá gráfico atualizado?
 
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Como mero exemplo, o calendário irlandês ainda não foi oficialmente publicado (deverá ser hoje). Assim, o conveniente 'escolas fechadas, sem prazo de reabertura' é um bocadinho enganador.

https://www.irishtimes.com/news/pol...h-and-reopen-schools-from-march-1st-1.4492646

On March 1st, junior and senior infants will return as well as first and second class in primary school. In secondary school, Leaving Certificate classes will also return on March 1st.

Childcare will also resume on a phased basis beginning with the State’s Early Childhood Care and Education (ECCE) preschool scheme on March 8th.

The next date in the plan is March 15th when the rest of primary school classes will return. In secondary school, fifth years will also return on March 15th.

After the Easter Holidays, on April 12th, all remaining secondary school students below fifth year will return with a full return to education planned.
 
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O critério deverá ser mais ou menos o divulgado pelo médico João Gouveia na reunião do Infarmed, baseado na pressão sob o sistema hospitalar:

  • a incidência for inferior à baliza de 240 a 480 novos casos por 100 mil habitantes em 14 dias;
  • o número de reprodução (R) estiver abaixo de 0,7;
  • a taxa de positividade (número de testes positivos entre todos os realizados) for inferior a entre 7% e 8%;
  • houver um atraso nos inquéritos epidemiológicos inferior a 30%;
  • os internamentos estiverem abaixo dos 1.500;
  • os internamentos em cuidados intensivos estiverem abaixo dos 242;
  • e a vacinação ocorrer a “excelente ritmo”.

Nesta altura o Governo estará à espera de maior pressão quer por parte da opinião pública quer da oposição para rabrir. Costa só dará um passo em frente quando Rui Rio disser na TV que é altura de reabrir as escolas.
É muito pouco provável que todos esses critérios sejam cumpridos ao mesmo tempo, por exemplo, quando os internamentos estiverem assim tão baixos, é praticamente impossível que o R mantenha a taxa de redução extrema que temos tido...
 
É muito pouco provável que todos esses critérios sejam cumpridos ao mesmo tempo, por exemplo, quando os internamentos estiverem assim tão baixos, é praticamente impossível que o R mantenha a taxa de redução extrema que temos tido...

Ora aí está... O R irá tender para o 1 dentro de umas 2 semanas e nessa altura nunca os cuidados intensivos estarão nos 242.

Não percebo a fixação no número de internados em UCI. Esse valor será sempre função do número de novas infecções. Se for cumprida a incidência entre 240 e 480 (em princípio dentro de 2 ou 3 dias dias estaremos abaixo de 240) a consequência será sempre que o número de pacientes em UCI seja inferior a 242 a longo prazo.
 
Ora aí está... O R irá tender para o 1 dentro de umas 2 semanas e nessa altura nunca os cuidados intensivos estarão nos 242.

Não percebo a fixação no número de internados em UCI. Esse valor será sempre função do número de novas infecções. Se for cumprida a incidência entre 240 e 480 (em princípio dentro de 2 ou 3 dias dias estaremos abaixo de 240) a consequência será sempre que o número de pacientes em UCI seja inferior a 242 a longo prazo.
Olha que não sei, nós tivemos uma redução significativa do número de casos entre meados de novembro e a passagem de ano que nunca se refletiu no número de mortes. Como alguém aqui disse na altura, quem quiser investigar isso vai encontrar pessoas com 130 anos e homens grávidos como sendo a razão...
 
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Até me dei ao trabalho de ver...

Na Czéquia só o 1º e 2º ano tem escola presencial. Uma diferença colossal, de facto.

As escolas vão gradualmente abrir a partir do dia 1, com testagem (comunicado dia 15).

The timeline for returning envisions the opening of final years of secondary schools, conservatories and higher vocational schools 1 March 2021, secondary schools for practical instruction from 8 March 2021 and primary schools for 9th graders from 15 March 2021. It counts on the need for tests ranging from 267 440 a week up to 913 156 a week once all three waves have been launched. The pilot period will run from 1 March to 2 April 2021.

De resto, há restrições até Abril e continuarem a usar os testes rápidos, se calhar não se fica por aqui.

Mais semana, menos semana de abertura das escolas. Não sejam 'José Manuel Fernandes' porque o Costa é o principal interessado em abrir tudo.
 
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Ora aí está... O R irá tender para o 1 dentro de umas 2 semanas e nessa altura nunca os cuidados intensivos estarão nos 242.

Não percebo a fixação no número de internados em UCI. Esse valor será sempre função do número de novas infecções. Se for cumprida a incidência entre 240 e 480 (em princípio dentro de 2 ou 3 dias dias estaremos abaixo de 240) a consequência será sempre que o número de pacientes em UCI seja inferior a 242 a longo prazo.

Parte do que escrevi não faz sentido (nem o que o epidemiologista referiu). Incidência de 480 corresponde a aproximadamente 3500 casos por dia, o que iria originar cerca de 400/500 internados em UCI. O objectivo tem que ser sempre estar abaixo dos 240 (e creio ser possível mantermos a base a rondar os 100).
 
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É muito pouco provável que todos esses critérios sejam cumpridos ao mesmo tempo, por exemplo, quando os internamentos estiverem assim tão baixos, é praticamente impossível que o R mantenha a taxa de redução extrema que temos tido...

Mas são critérios. E são sugeridos por quem andou o último mês e meio com a corda no pescoço, a inventar camas, a transferir doentes centenas de km´s e que saberá certamente qual o estado das equipas que coordena e a sua "capacidade de encaixe" para os próximos meses. Ultrapassou-se os limites de elasticidade e entramos no campo da deformação permanente que levará alguns meses a recuperar. É preciso ter-se noção que ainda hoje aterrou mais uma equipa de médicos internacional em Portugal para prestar ajuda humanitária em Lisboa. O sistema ultrapassou muito os seus limites, e continua muito acima dos seus limites. Quem está no terreno sabe isso bem, quem está no governo sabe isso bem, as acções do governo (ou inacção no que toca a estipular datas de desconfinamento) são mais condizentes com o que se passa no terreno, do que aquilo que é dito publicamente.
Infelizmente, a falta de coragem no início de Janeiro para tomar acções rapidamente e fechar o que tinha que ser fechado a seguir ao período natalício culminou naquilo que vivemos agora e que, provavelmente, vamos viver até à Páscoa. Sem surpresas.
 
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