Pandemia da COVID-19 2021

:rolleyes:

Costa pede contenção nas esplanadas: "A pandemia não passou"

António Costa alertou, esta terça-feira de manhã, que a pandemia não passou e pediu contenção às pessoas nas esplanadas, pedindo o máximo de cuidado aos portugueses. O primeiro-ministro explicou também que é possível que o país tenha várias velocidades no desconfinamento, tendo em conta o risco de transmissão local.

https://www.jn.pt/nacional/costa-pede-contencao-nas-esplanadas-a-pandemia-nao-passou-13538160.html
 
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Sobre as esplanadas, há que fazer contas.
Neste momento haverá cerca de 10 000 infectados com Covid-19 em Portugal detectados (há 6500 casos nos últimos 14 dias). Partiremos do princípio que estes não vão para a esplanada. E vamos considerar que há outros 10 000 infectados assintomáticos que não fizeram nenhum teste (numa fase em que a taxa de positividade é de 2% este valor é exagerado, mas serve o propósito).
Deste modo, 0,1% da população teria Covid-19 e não saberia. Num grupo de 100 pessoas escolhidas aleatoriamente, a probabilidade de haver 1 pessoa com Covid-19 é de 9,5% (P=1-0.999^100).
A probabilidade de uma pessoa infectada estar contagiosa é de aproximadamente 20%.
A probabilidade de uma pessoa infectada e contagiosa transmitir a doença a uma outra pessoa ao ar livre, distanciada em 1m, a conversar, sem máscara e com o tempo de contacto de 1 hora é de 20% para uma infecção anual (fonte). Ou seja, se todos os dias uma pessoa for almoçar a uma esplanada onde existe um doente com Covid-19 a 1m de distância a conversar, a probabilidade de apanhar a doença 1 vez num ano é de 20%.
Resumindo, a probabilidade de alguém ser infectado actualmente em Portugal indo almoçar todos os dias do ano numa esplanada com 100 pessoas é actualmente de 0,095 x 0,2 x 0,2 = 0,38% (e considerando que a pessoa que tem Covid se sentava sempre a uma distância de 1m todos os dias do ano). A probabilidade de se ter um acidente de viação com danos pessoais num ano em Portugal é de 0,36%.
 
COVID-19: Mais 2 mortos e 874 infetados. Mas 599 casos são do fim de semana

O título de grande parte das notícias é enganador porque não diz que quase 600 são acertos do fim de semana. Quando li a notícia completa da sic notícias, não referiam lá isso, mas já adicionaram.
Vamos ver ao longo dos próximos dias como será a evolução.

Está numa nota do boletim:

Se assim for, apenas 275 casos foram de ontem, valor bem mais baixo que a média actual.
Amanhã teremos dados mais fiáveis.
 
Tenho 2 filhos em idade pre escolar. Não ha nenhuma necessidade de aglomeração de gente no trajeto casa escola e vice versa. O que não pode (não deve) acontecer é aproveitar o momento de entrega/recolha das crianças para por a conversa em dia...e dali ir para o supermercado passear...o problema esta aí!

O "problema está aí". O problema não está nas centenas de crianças assintomáticas e não testadas que acabam por levar o vírus para os agregados. Enquanto não houver uma conversa franca sobre os riscos do contexto escolar não vamos a lado nenhum. O governo teve em negação em relação às escolas durante demasiado tempo e isso custou caro ao país, nomeadamente às centenas de milhar de crianças que tiveram 3 meses fechadas em casa. Enveredou-se pela demagogia e, no fim, quem mais disse que zelava pelo futuro das crianças foi quem pior lhes fez. E a coisa só não foi pior porque, como disse acima, muitos pais com grande sacrifício pessoal agiram e reagiram mais depressa do que o governo.
 
Se assim for, apenas 275 casos foram de ontem, valor bem mais baixo que a média actual.
Amanhã teremos dados mais fiáveis.
Tendo em conta que isso está bem explícito no boletim, não percebo os títulos que dizem "o maior aumento do mês". Quanto mais alarmante melhor.
Nos comentários das publicações tanta a gente a dizer que já são os efeitos da páscoa. É o que dá não ler a notícia completa e além disso, os efeitos só se deverão refletir mais a partir da próxima semana.

Os números até podem subir nos próximos dias e é o mais provável, mas os de hoje não revelam qualquer aumento.
 
Tendo em conta que isso está bem explícito no boletim, não percebo os títulos que dizem "o maior aumento do mês". Quanto mais alarmante melhor.
Nos comentários das publicações tanta a gente a dizer que já são os efeitos da páscoa. É o que dá não ler a notícia completa e além disso, os efeitos só se deverão refletir mais a partir da próxima semana.

Os números até podem subir nos próximos dias e é o mais provável, mas os de hoje não revelam qualquer aumento.

Há no entanto um aumento de 372 casos em relação ao total semanal anterior, cerca de +13%. É claro que o número é empolgado, mas mais uma vez isso acontece por culpa da forma como a DGS comunica. Porquê que hoje houve necessidade de referir quantos casos diziam respeito às 24h anteriores, e nas outras semanas todas em que este acerto é feito à 3af não há qualquer referência?
 
Há no entanto um aumento de 372 casos em relação ao total semanal anterior, cerca de +13%. É claro que o número é empolgado, mas mais uma vez isso acontece por culpa da forma como a DGS comunica. Porquê que hoje houve necessidade de referir quantos casos diziam respeito às 24h anteriores, e nas outras semanas todas em que este acerto é feito à 3af não há qualquer referência?
Porque a dimensão da discrepância terá sido maior que o habitual? Não estou a dizer que a DGS faça bem em dizer umas vezes mas outras não
 
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Estive a ver a incidência a 14 dias neste preciso momento e é interessante como esta é inferior neste momento à da passada terça-feira, 30 de março. :confused:
Na terça-feira passada estas eram as incidências acumuladas por 100.000 habitantes:
- Média nacional: 60,3
- Norte: 52,1
- Centro: 35,6
- Lisboa e Vale do Tejo: 86,5
- Alentejo: 43,3
- Algarve: 78,5

Nesta terça-feira estas eram as incidências:
- Média nacional: 59,8 (-0,6)
- Norte: 52 (-0,1)
- Centro: 32,2 (-3,4)
- Lisboa e Vale do Tejo: 88,7 (+2,2)
- Alentejo: 43,9 (+0,6)
- Algarve: 96,7 (+18,2)

A região que neste momento é mais problemática é mesmo a do Algarve. Nas outras regiões, a pandemia está controlada... para já! :pray:
 
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Porque a dimensão da discrepância terá sido maior que o habitual? Não estou a dizer que a DGS faça bem em dizer umas vezes mas outras não

Eventualmente. Mas não custava nada ser mais específico e rigoroso e dizer a que período correspondem os dados em atraso. De Sexta a Segunda? Sábado e Domingo? Muito pouco rigor na transmissão de informação. Mas nada de novo.
 
NEW DELHI (AP) — The world’s largest vaccine maker, based in India, will be able to restart exports of AstraZeneca doses by June if new coronavirus infections subside in the country, its chief executive said Tuesday.

But a continued surge could result in more delays because the Serum Institute of India would have to meet domestic needs, Adar Poonawalla warned in an interview with The Associated Press.

The company is a key supplier for the U.N.-backed COVAX program that aims to distribute vaccines equitably in the world. On March 25, COVAX announced a major setback in its vaccine rollout because a surge in infections in India caused the Serum Institute of India to cater to domestic demand, resulting in a delay in global shipments of up to 90 million doses.

Poonawalla said the company has “chosen to prioritize India temporarily for two months” and hopes to then restart exports.

If India’s surge in infections doesn’t subside, “I am scared of what ... we will have to do, and what will happen,” he said. “We are going to have to keep supplying to India, and not anywhere else. Because we have to protect our nation.”

He acknowledged that has put a “strain on our contractual obligations” to provide vaccines to other countries, and that he has been fielding phone calls from various heads of state.
 
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https://eco.sapo.pt/2021/04/07/rest...das/amp/?utm_medium=referral&utm_source=upday

Na restauração tem a ver com o uso das máscaras e com o facto de os clientes não estarem a respeitar o pedido, e muitos empresários estão a pedir, que sempre que não estejam a consumir mantenham a máscara colocada.

As regras das máscaras, que eu saiba, não mudaram desde finais de outubro, e acho que são claras: se o grupo de pessoas for da mesma família, não precisa de usá-la se estiver sentado na mesa já que, supostamente, tem de ser garantido o distanciamento social entre mesas e a máscara é apenas obrigatória quando não há distanciamento social (aliás, isso é algo que vem inclusive no próprio Estado de Emergência - se não conseguem fazê-lo nem deveriam sequer abrir). Não entendo a questão... :wacko:

[Ou melhor, entendo a questão, que se chama "chico-espertice" à portuguesa - juntam-se com amigos que não fazem parte do mesmo agregado familiar e não querem saber. Podiam, no entanto, ser mais explícitos em relação a isso... :rolleyes:]
 
https://eco.sapo.pt/2021/04/07/rest...das/amp/?utm_medium=referral&utm_source=upday


As regras das máscaras, que eu saiba, não mudaram desde finais de outubro, e acho que são claras: se o grupo de pessoas for da mesma família, não precisa de usá-la se estiver sentado na mesa já que, supostamente, tem de ser garantido o distanciamento social entre mesas e a máscara é apenas obrigatória quando não há distanciamento social (aliás, isso é algo que vem inclusive no próprio Estado de Emergência - se não conseguem fazê-lo nem deveriam sequer abrir). Não entendo a questão... :wacko:

[Ou melhor, entendo a questão, que se chama "chico-espertice" à portuguesa - juntam-se com amigos que não fazem parte do mesmo agregado familiar e não querem saber. Podiam, no entanto, ser mais explícitos em relação a isso... :rolleyes:]

Coitado do empregado, tem que levar com os perdigotos e quem te garante que o teu/meu agregado familiar não está infectado. Não tenho essa garantia, posso ser assintomático e nem saber sequer.

A regra é só tirar a máscara quando se está a beber ou a comer e depois colocá-la novamente. :rolleyes:
 
Coitado do empregado, tem que levar com os perdigotos e quem te garante que o teu/meu agregado familiar não está infectado. Não tenho essa garantia, posso ser assintomático e nem saber sequer.
A regra é só tirar a máscara quando se está a beber ou a comer e depois colocá-la novamente.
Fui a vários restaurantes em dezembro e não era essa a regra na altura. Não me lembro também de ter havido alguma alteração nas normas neste aspeto desde então, mas posso estar enganado...:hmm: